<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271</id><updated>2011-10-13T05:57:30.963-07:00</updated><title type='text'>ADONAI - TEOLOGIA E DIDÁTICA</title><subtitle type='html'>Blog para compartilhar textos, especialmente resenhas e artigos, de minha autoria e de outros autores da área teológica e do ensino superior.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-9082867607571638491</id><published>2010-07-16T08:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T08:27:46.493-07:00</updated><title type='text'>Generosidade: princípio para a manutenção da igreja cristã</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda" Provérbios 3.9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade.” 2 Coríntios 8.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles que reconhecem a soberania de Deus sobre tudo e todos, também reconhece que Ele é dono, proprietário, senhor de tudo e todos. Romanos 11.36 diz: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”. Deus é o dono de toda riqueza e bens porque Ele é o Criador e Sustentador de tudo (“Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos.” Ageu 2.8). Deus também é o proprietário da vida de todos os salvos em Cristo (“Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” 1 Co 6.20), portanto cabe aos servos de Deus se submeterem a Ele e o honrarem até mesmo com suas posses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi, quando estava ofertando para a construção do palácio para o SENHOR Deus (1 Cr 29.1) expressou muito bem esse entendimento dizendo: “... tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.” (1 Cr 29.13). Sendo assim, nada que temos é na verdade nosso, mas do Deus Soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Contribuição para a igreja local&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a prioridade de um cristão deve ser a de contribuir financeiramente para a sua igreja local. O local no qual ele congrega e recebe benefícios espirituais. A igreja é uma instituição divina (Mt 16.18) que tem a finalidade de evangelizar o mundo e de edificar vidas no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19-20). E como bem sabemos, não tem como uma igreja existir neste mundo e cumprir com seu propósito sem ser sustentada financeiramente por seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Novo Testamento também é muito claro em ensinar a responsabilidade da igreja local em sustentar dignamente seus obreiros/ pastores. O apóstolo Paulo tratando de seu direito de ser sustentado pela igreja disse: “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho;” (1 Co 9.13-14). Lemos também em 1 Timóteo 5.17-18 o seguinte: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” (Outros textos do NT: Lc 10.7; Gl 6.6). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os cristãos devem assumir a responsabilidade bíblica de contribuir e sustentar a sua igreja local e o princípio a ser seguido deve ser o da generosidade. Desta forma, quem não contribui está pecando contra o Senhor, por não se envolver diretamente com a obra de Deus, por não priorizá-lo acima de todas as coisas e por não evidenciar sua fidelidade por meio do exercício da mordomia cristã. (Tg 4.17).&lt;br /&gt;Princípio neotestamentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1 Coríntios 16.1-2 encontramos um princípio a ser praticado pelas igrejas neotestamentárias. A ordem apostólica às igrejas da Galácia deveria ser seguida também pela igreja de Corinto, consequentemente, entendemos que é um princípio para todas as igrejas bíblicas. O princípio é o de contribuir sistematicamente de acordo com a prosperidade de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crente deve ter a obra de Deus em prioridade em seu orçamento mensal. Ao receber seus proventos, separar imediatamente as primícias, a parte que será utilizada na igreja local. E o valor a ser separado não deve ser o de uma mera sobra, mas sim um valor que expresse generosidade, sacrifício e reconhecimento das dádivas divinas. Deve ser uma expressão genuína de gratidão. Deve ser segundo a prosperidade de cada um e um valor pensado, separado intencionalmente “em casa” (“No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade,...” 1 Co 16.2). A decisão de ofertar na última hora, durante o culto, não é a forma bíblica de ofertar intencionalmente com generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale destacar que contribuir em conformidade com a sua prosperidade não significa dar ao Senhor qualquer valor, sem sacrifício e quando achar melhor. Significa expressar visão voluntária de manter o projeto de Deus neste mundo, “segundo as vossas posses... conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem” (2 Co 8.11-12). Mas não ter o que ofertar por má administração financeira é um pecado. Não ter por não priorizar a obra de Deus, também é um pecado. Achar que se está expressando generosidade sacrificial ofertando menos de 10% dos rendimentos é uma generosidade no mínimo questionável. A contribuição deve ser contínua (2 Co 8.10,11) até porque as necessidades eclesiásticas também são contínuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristão deve se alegrar por ter o privilégio de contribuir com a sua igreja local (2 Co 8.12; 9.7) e deve considerar o princípio eterno da generosidade (supra cultural e independentemente de Antigo ou Novo Testamento)  (2 Co 8.2,3,7e 9.6-11). No Antigo Testamento temos exemplos de generosidades. Em Deuteronômio 12.5-6 várias ofertas foram mencionadas; Davi e o povo de Israel foram generosos em relação a construção do templo (1 Cr 29); Davi ao levantar um altar ao SENHOR na eira de Araúna, não quis fazer isso sem que lhe não custasse nada, por isso ele disse: “... não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que não me custem nada... (2 Sm 24.24); na Lei os israelitas tinham três dízimos oficialmente: dízimo dos Levitas (Nm 18.21,31; 2 Cr 31.4-6, 11,12; Lv 27.30), dízimo das festas (Dt 14.22,23; 12.4-6, 11,17,18), e o dízimo dos pobres (levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas) a cada três anos (Dt 26.12; 14.28,29); antes mesmo da Lei, Abraão foi um dizimista (Gn 14.20; Hb 7.2) e também Jacó se propôs a dar o dízimo de suas posses (Gn 28.22); No Novo Testamento também temos o princípio de generosidade sendo considerado: Barnabé e os primeiros crentes citados em Atos (por exemplo: At 4.32-37); Jesus não condenou o dízimo, pois não era uma simples prática vinculada a Lei de Moisés (Mt 23.23); a oferta das igrejas da Macedônia (2 Co 8.2); a oferta da viúva pobre (Lc 21.1-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que dizer então do dízimo?&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já mencionado, o dízimo não era apenas uma prática da Lei. Ele foi oficializado pela Lei de Moisés, mas era praticado antes da implantação da Lei voluntariamente por pessoas que temiam a Deus como Abraão (Gn 14.20) e Jacó (Gn 28.22), ou seja, o dízimo era uma expressão de adoração a Deus, era uma evidencia do relacionamento entre o fiel e Deus. O fato de não termos um mandamento explícito de se dizimar no Novo Testamento não quer dizer que esta prática não deva ser considerada. Basta relembrarmos os deveres da igreja cristã de evangelizar o mundo, de edificar os crentes e de sustentar seus obreiros/pastores para concluirmos que os dízimos e ofertas são necessários também para a igreja do Novo Testamento. Podemos destacar o princípio da generosidade, mas uma generosidade sacrificial expressa com pelo menos 10% da renda do doador, sem se esquecer de todas as outras possibilidades de contribuição com o reino de Deus neste mundo. Então, com a expressão “dízimo” o crente não deve se limitar a ofertar 10% de sua renda ao Senhor, mas sim, considerar como o mínimo de alguém que está priorizando a obra de Deus e que tem o desejo de honrar a igreja local em obediência ao mandamento divino. Como diz Provérbios 3.9: “Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda". Não oferecer nada ao Senhor é não querer se envolver com a obra dele aqui neste mundo. Oferecer “sobras” é não priorizá-lo. Oferecer ao menos 10% da renda é uma forma de expressar gratidão a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Princípio implícito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ramos (Ramos, 1997, p. 49) abordando o assunto da proporcionalidade no Novo Testamento a partir dos textos de Paulo aos Coríntios argumenta: &lt;br /&gt;Ainda que esses apelos do apóstolo visassem à contribuição dos crentes para a manutenção do ministério da igreja, subsistiria a idéia de proporção. Cada um deveria contribuir “conforme a sua prosperidade”: Paulo não anulou o sistema percentual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente as epístolas são vistas como possuidoras das principais doutrinas e princípios a serem considerados pelas igrejas, especialmente porque foram especificamente escritas como orientações apostólicas para as igrejas. Porém, todos os princípios bíblicos de toda a Escritura (2 Tm 3.16-17) são úteis para os seguidores do Senhor, sejam princípios extraídos do Antigo Testamento ou de qualquer outra parte do Novo Testamento, como por exemplo dos Evangelhos. Todavia, mais relevante ainda é considerar que os princípios de contribuição financeira ensinados pelo apóstolo Paulo nas cartas aos coríntios, destacando-se aspectos de: “conforme a sua prosperidade” e “de coração”, implicitamente consideram ofertas generosas ensinadas desde o Antigo Testamento. Também pode se ver um paralelo interessante de 2 Coríntios 9.6 (“E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará”.) com Malaquias 3.10 (“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR do Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênçãos sem medida.”). O aspecto em comum é a ação divina em abençoar os que contribuem com a sua obra. (ver também Fp 4.19).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dizimar não é a única forma de se relacionar com Deus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos enfatizar que a semelhança do que Jesus Cristo trata com os escribas e fariseus em Lucas 11.42 (Mt 23.23), o dízimo não é a única ou a principal forma de uma pessoa mostrar bom relacionamento com Deus, é uma das formas. Na verdade, uma pessoa que não pratica uma genuína espiritualidade, não está numa situação confortável diante de Deus só porque é um dizimista. O dizimista antes de tudo deve consagrar sua vida a Deus. “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;” (2 Co 8.5). Portanto, um crente não deve simplesmente ser metódico e sistemático com a prática do dízimo, mas também deve ser diligente no estudo e na prática da Palavra, visando agradar a Deus em tudo (Cl 1.10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode acontecer de um crente com ótimo testemunho de vida cristã passar por um problema financeiro a ponto de não conseguir dizimar, mas esta não será uma permanente em sua vida e mesmo em condições difíceis fará o possível para ofertar proporcionalmente as suas condições temporárias. No início da igreja primitiva haviam irmãos necessitados, o apóstolo Paulo agradecendo os cuidados dos Filipenses também diz que passou por dificuldades: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;”(Fp 4.11-12). Todavia, um crente fiel ao passar por dificuldades desse tipo deve refletir em sua forma de administração financeira. Será que houve falhas? E em seguida se organizar para manter seu orçamento mensal equilibrado, priorizando a manutenção da obra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O versículo de Mateus 23.23 é um dos textos mais discutidos quando o assunto é dízimo no Novo Testamento. O texto diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!”. Oswaldo Ramos (RAMOS, 1997, pp. 41-42), comentando esse versículo diz: “A ordem de Cristo aqui é que observemos a justiça, a misericórdia e a fé, não nos esquecendo de dizimar até mesmo as coisas pequeninas.” (o grifo é do autor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas acham que o texto acima não é uma prova de que o dízimo deveria ser praticado pelos irmãos do início da igreja neotestamentária, especialmente devido a expressão “preceitos mais importantes da Lei”, porém será que como crentes não devemos considerar o mandamento de amar a Deus e de amar o próximo? Jesus resumiu a Lei em dois mandamentos em Mateus 22.34-40. Ele disse: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas”. Logo, não é a questão de uma prática ter sido considerado na Lei de Moisés que automaticamente os crentes de hoje devem rejeitá-la. Assim como a justiça, a misericórdia e a fé são valores para os dias atuais, a prática do dízimo também é. Por isso, Jesus Cristo não condenou o dízimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Contribuições voluntárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraão e Jacó, antes mesmo do estabelecimento do Código Mosaico, foram dizimistas. Isso nos ensina que dizimar não deve ser uma obrigação, mas um ato voluntário. Um ato voluntário de expressão de adoração a Deus, cuja motivação não é a de medo das “maldições”, do “devorador” ou do “castigo divino”, muito menos a de querer se enriquecer fazendo um “investimento espiritual”, dando tanto para “ganhar” muito mais. Mas a motivação deve ser a de expressar o reconhecimento das bênçãos divinas sobre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja cristã não deve ameaçar seus membros nem coagi-los a ponto de se sentirem obrigados a serem dizimistas. A igreja não deve cobrar seus membros nem determinar um valor único para todos, nem mesmo dar a entender que o dízimo seja uma taxa ou imposto. A igreja não deve ser legalista ao ponto de exigir que o dizimista comprove que ele está realmente dando ao Senhor exatamente 10% de seu salário e rendimentos, mas deve ensinar que ofertar generosamente e voluntariamente, mês a mês, é uma prática bíblica, um ato de fé, um ato de culto. Deve ensinar que ofertar generosamente e sacrificialmente é uma expressão de fidelidade a Deus. Sendo assim, membros não precisam ser excluídos da membresia por não serem dizimistas, não precisam ser considerados como gentios e publicanos (Mt 18.17), todavia propagar a importância desta prática por meio do exemplo de sua liderança é uma prática saudável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de dar exemplo por meio de sua liderança, ou seja, através dos pastores, professores, diretores, líderes de ministérios, etc., cabe também a igreja ser transparente no trato com as finanças. Ter uma tesouraria que faça o controle diligente e preciso das contribuições, um conselho fiscal que avalie atentamente todos os lançamentos de créditos e despesas, emitir relatórios para todos os interessados, mantendo uma contabilidade de acordo com a legislação do país são medidas importantes para que o princípio bíblico de contribuição generosa não venha a ser atrapalhado por falta de uma gestão eclesiástica eficaz e eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: João Ferreira de Almeida, edição revista e atualizada. 2 ed. Barueri: SBB, 1999. &lt;br /&gt;BITTENCOURT, Ebenézer. Gestão das finanças pessoais. [199?]&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Josué A. de. O dízimo. 6. ed. Santos: Autor, [19??]. &lt;br /&gt;RAMOS, Oswaldo. Dízimo &amp; bênçãos: um convite para você pôr Deus à prova. São Paulo: Vida, 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-9082867607571638491?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/9082867607571638491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=9082867607571638491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/9082867607571638491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/9082867607571638491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2010/07/generosidade-principio-para-manutencao.html' title='Generosidade: princípio para a manutenção da igreja cristã'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-5592030660855243585</id><published>2010-05-22T06:23:00.001-07:00</published><updated>2010-05-22T06:25:33.609-07:00</updated><title type='text'>O Cristão e o Casamento Civil</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;por Vincent Cheung&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O que segue foi adaptado de uma correspondência por e-mail)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-weight:bold;"&gt; É válido casar simplesmente no civil? Ou é necessário casamento religioso para confirmar o civil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento é uma ordenança da criação, não uma ordenança de culto (a palavra refere-se a uma forma de adoração, não sendo necessariamente negativa). Ele difere fundamentalmente de algo como o batismo e a comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, batismo e comunhão precisam estar associados ao culto apropriado. Por essa razão, o batismo e a comunhão católica não contam. Se bem me recordo, Calvino apontou que uma pessoa que foi batizada no catolicismo-romano não precisaria ser batizada novamente. Eu discordo disso. Essa pessoa jamais foi batizada. Um mórmon ou budista pode lançar um balde de água sobre mim, mas isso não corresponderá a um batismo cristão. Eu nego que católicos sejam cristãos; portanto, nego que o batismo católico seja batismo cristão. Assim, me oponho neste ponto a muitos reformados e demais cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, os reformados até mesmo registraram em algumas de suas confissões que somente pessoas devidamente ordenadas poderiam batizar ou servir a santa ceia. Trata-se de uma grande bobagem. Não existe base bíblica para isso. Antes, a Bíblia diz que todos os cristãos são sacerdotes em Cristo; já que somos sacerdotes, e por também não existir qualquer exceção explícita a isso, até mesmo uma criança ou mulher cristã podem em princípio servir a ceia, assim como uma criança ou mulher podem ensinar e pregar a palavra de Deus. A única proibição a elas é autoridade oficial na igreja. É uma grande diferença. Por questão de ordem na igreja, alguns indivíduos, mais provavelmente ministros, são designados a batizar e servir a ceia, mas isso não significa que somente eles podem fazê-lo. É uma negação direta do sacerdócio de todos os crentes restringir funções sacerdotais a ministros ordenados ― como se houvesse uma elite entre os crentes, que é precisamente aquilo a que os reformados dizem se opor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento é diferente, pois ele não está associado a qualquer culto. Antes, o que “faz” um casamento é o acordo entre um homem e uma mulher de constituir esse tipo de relacionamento. Deus é a única testemunha necessária, sendo ele testemunha de todo casamento, seja Deus explicitamente considerado ou não. O primeiro casamento não teve o testemunho de terceiros. Não existia Estado nem igreja ― a não ser que usemos a palavra “igreja” de forma tão vaga que Adão e Eva tenham contado como igreja, mas ainda perceberemos uma diferença, já que não houve culto formal. Assim, Estado e igreja não podem criar nem destruir um casamento ― o relacionamento não tem relação necessária com essas coisas, mas é constituído somente entre homem e mulher. O Estado e a igreja podem apenas reconhecer o acordo entre o homem e a mulher. A igreja deve ser especialmente cuidadosa com relação a isso ― ela não tem um poder místico para constituir a união, e por isso não deve reivindicá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implicação é consistente com o que (espero!) a maior parte das pessoas já sabe. Reconhecemos que casais não cristãos estão de fato casados, não importando como tenha se dado esse casamento. Se as duas pessoas dizem que estão casadas, acreditamos que estão casadas; e poderíamos esperar delas um comportamento de pessoas casadas, aplicando-se assim todas as proibições contra o adultério, bem como a liderança masculina, a submissão feminina, e assim por diante. Se o homem fugisse com outra mulher e se casasse ela, não iríamos encolher os ombros e dizer “Bem, na verdade ele era solteiro, e por isso não fez nada de errado”. Não, iríamos dizer que ele já estava casado, e por isso cometeu adultério e poligamia. Em outras palavras, não importa se um casal realizou matrimônio por uma igreja, pelo Estado ou mesmo por uma cerimônia vodu ― se eles concordam que estão casados, eles estão casados. A cerimônia é apenas uma formalidade acrescentada ao acordo matrimonial “real”. É claro, a Bíblia registra cerimônias de casamento, mas como história, e não como um ensino doutrinário que essas cerimônias seriam necessárias para se fazer um casamento. O que DEUS uniu, não separe o homem ― o homem não tem poder de fazer nem um, nem outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristãos consideram o casamento como especial e espiritual. Eu concordo. Mas isso não justifica a tentação de transformá-lo em algo que ele não é. Ele não é um sacramento. É um acordo instituído na criação, não um culto. Reservar algum poder especial à igreja para “fazer” uma união matrimonial é pensamento católico. É atitude muito hipócrita protestantes, especialmente os reformados, discordarem do que estou dizendo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, nenhuma cerimônia humana que vá além do acordo entre o casal é estritamente necessária. Todavia, quando vivemos numa sociedade, existem frequentemente cerimônias e condutas vinculadas a esse acordo matrimonial básico, de modo que ele pode ser reconhecido nessa sociedade, podendo o casal então agir como uma unidade conjugal. É por isso que fazemos registro no governo, etc. O casamento civil é aceitável porque nenhum Estado ou igreja de fato realizam o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que muitos cristãos ficariam desconfortáveis com o que estou dizendo aqui, mas está tudo baseado em tradições humanas. Tenha você apenas em mente que essa doutrina não torna o casamento algo mais livre, mas sim algo mais rigoroso. Estamos dizendo que Deus exige responsabilidade de todo casamento, não apenas dos realizados numa igreja. Ele exige que todos os casamentos não cristãos sejam submetidos a padrões bíblicos, e é claro, essas pessoas jamais podem viver à altura desse padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano pessoal, você deve reservar um tempo para definir a questão com base na palavra de Deus, e não na tradição humana, de modo que sua consciência fique alinhada com a verdade. E assim você será livre para agir de forma confiante e honrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 29 de abril de 2010 – 20:30&lt;br /&gt;http://monergismo.com/?p=2401&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tradução: Marcelo Herberts&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-5592030660855243585?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/5592030660855243585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=5592030660855243585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5592030660855243585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5592030660855243585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2010/05/o-cristao-e-o-casamento-civil.html' title='O Cristão e o Casamento Civil'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-14195273058756936</id><published>2010-03-31T06:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T06:02:06.103-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NAMORO – CONSELHOS - 14 dicas para você considerar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não namore um (a) novo (a) convertido (a). Permita que ele/ela possa desenvolver primeiramente uma boa maturidade espiritual. Também servirá de tempo para confirmar se realmente é uma pessoa convertida. (2 Co 6.14-15; 1 Jo 2.19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Cuidado com os namoradores ou namoradoras! Pessoas que já tiveram vários relacionamentos demonstram ser instáveis. Não seja a “próxima vítima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Só inicie o namoro com o propósito correto. Vise sempre o casamento. Não comece um namoro com dúvidas (Rm 14.23). Pergunta: Ao iniciar o namoro você se imagina casado (a) dois ou três anos depois? (Pv 16.1, 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Concentre-se nos estudos e na definição da sua profissão. (Pv 24.27; 22.29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Não dispute pela força um “bom partido”, mas pela oração. Não implore para que alguém aceite seu pedido de namoro. Lembre-se da soberania de Deus (Pv 18.22; 19.14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Antes de propor o namoro, procurem conhecer um ao outro. Procure conhecer a forma que ele/ela trata os pais (1 Tm 5.8). Conversem sobre assuntos essenciais. Orem. Pode até durar meses esse processo. Não namore alguém que você “conheça” a menos de três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Peça permissão aos pais (dos dois) antes de começarem o namoro. (Ef 6.1-3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Seja transparente. Fale sempre a verdade desde o início. (Ef 4.25; Cl 3.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Quando oficializar o namoro, respeitem-se e protejam-se fisicamente, evitando carinhos exagerados e beijos prolongados. (1 Ts 4.3-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Façam devocionais com freqüência. Comecem estudando Provérbios. Também, leiam bons livros juntos, sobre namoros, relacionamentos, etc. (Sl 1.1-3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Não se isolem dos outros jovens, participem de atividades. Não fiquem “grudados”, o mundo não gira em torno de vocês dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Façam um investimento juntos: poupança, imóvel, etc. (Pv 34.3-4; 21.5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Prestem contas a um casal de confiança. Permita que eles perguntem com freqüência como está seu namoro. (Fp 2.4; Rm 15.14; Pv 12.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Não se deixe levar unicamente pela aparência. Foque nas virtudes espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, com os gentios que não conhecem a Deus, e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão, porque o Senhor, contra todas estas cousas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e, sim, em santificação.” 1 Ts 4.3-7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.” Ef 6.1-3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão da luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo?” 2 Co 6.14-15&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-14195273058756936?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/14195273058756936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=14195273058756936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/14195273058756936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/14195273058756936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2010/03/namoro-conselhos-14-dicas-para-voce.html' title=''/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1244061717383653415</id><published>2009-11-11T02:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T02:28:08.353-08:00</updated><title type='text'>Casamento, Divórcio e Novo Casamento: uma perspectiva bíblica</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Introdução &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Polêmico”, o assunto é “polêmico”! Este vocábulo é empregado com freqüência quando o assunto de casamento, divórcio e novo casamento é abordado, porém não podemos desconsiderar a importância de definirmos uma posição a este respeito.&lt;br /&gt;Todos os pastores e líderes responsáveis por ensinar a Bíblia para o rebanho precisam ter uma posição clara sobre este assunto tão importante para os nossos dias, pois cada vez mais o assunto surge ao nosso redor e dentro das igrejas evangélicas. Na verdade, até mesmo as denominações e movimentos evangélicos deveriam ter uma posição por escrito sobre este assunto.&lt;br /&gt;Neste breve artigo pretendemos expressar uma posição bíblica sobre casamento, divórcio e novo casamento e para evidenciar que a posição é evangélica e conservadora alguns teólogos e exegetas serão citados como fundamentos teóricos.&lt;br /&gt;Começaremos com uma abordagem sobre a definição de casamento para depois tratarmos dos tópicos divórcio e novo casamento e suas aplicações para a vida cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Casamento - Definição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Casamento é a união monogâmica entre um homem e mulher, com o propósito de viverem em harmonia todo o restante de suas vidas estabelecendo assim uma família.&lt;br /&gt;Em quase todo mundo esta união deve ser registrada em cartório, especialmente devido as questões legais relacionadas a bens e a herança. Porém, o casamento é uma prática bem mais antiga do que a existência dos Estados organizados ou mesmo dos próprios cartórios de registros civis.&lt;br /&gt;No Brasil, os primeiros casamentos com registros em cartórios só vieram a ser realizados após a proclamação da República, ou seja, apenas após 1889. Antes disso, durante o Brasil Colônia e Império, os casamentos eram feitos unicamente por sacerdotes católicos (REIFLER, 1992, p. 148).&lt;br /&gt;Em Gn 2.24, antes da queda, temos o casamento como uma instituição divina para toda a raça humana. Por isso, os textos de Malaquias 2.14 e Provérbios 2.17 apresentam Deus como testemunha da aliança do matrimônio entre um homem e uma mulher. &lt;br /&gt;Deus instituiu o casamento com dois aspectos: “o deixar” e “o unir”. Então, o casamento aos olhos de Deus acontece quando um casal deixa os pais, no sentido geográfico, emocional ou mesmo financeiro e se unem. Esta união envolve os aspectos de propósitos em comum, mas também a questão do relacionamento sexual – “tornando-se os dois uma só carne”. O texto também deixa claro que a união conjugal deve ocorrer entre duas pessoas de sexo oposto – “une à sua mulher” – e que esta união deve ser monogâmica.&lt;br /&gt;Porém, em obediência ao princípio de submissão as autoridades (Rm 13.1), cabem aos cristãos oficializarem seus casamentos segundo as leis do país, sem substituir a bênção por meio de uma celebração eclesiástica com a devida aprovação dos pais, uma vez que estes devem ser honrados pelos filhos (Ef 6.1-3).&lt;br /&gt;Destacamos também que crente só pode se casar com crente (2 Co 6.14 “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão da luz com as trevas”). Paulo deixa claro isso ao dizer que uma mulher viúva está livre para um novo casamento “somente no Senhor” (1 Co 7.39) e o mesmo princípio está presente no Antigo Testamento com a proibição do relacionamento do povo de Israel com povos idólatras. &lt;br /&gt;Também devemos ter em mente que o casamento aos olhos de Deus não acontece apenas entre os crentes. Em Mc 6.14-17, temos uma referência ao casamento irregular de Herodes e em Jo 4.17-18, Jesus diz a mulher samaritana que o atual marido dela, na verdade não o era. Ainda em 1 Co 6.9-11 lemos o seguinte: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas... herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados,...”. (grifo meu). Em 1 Coríntios 7.12-14 dá a entender que alguns crentes se converteram depois de terem se casado, por isso Paulo diz que se a parte incrédula aceitar continuar casado, que a parte crente não se separe. Vemos então, que o casamento, mesmo entre dois descrentes, também era considerado como casamento, independentemente da crença do casal. Sendo assim, independentemente da fé da pessoa, seu casamento é casamento aos olhos de Deus, não importando o que a legislação diz. “... Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19.6 e também Ml 2.14 e Pv 2.17). Lopes e Lopes (2001, p. 172) dizem:&lt;br /&gt;Foi Deus quem o instituiu para a raça humana. Todo casamento, portanto, quaisquer que tenham sido os motivos e as circunstâncias que culminaram nele, é uma união legítima entre um homem e uma mulher. &lt;br /&gt;Portanto, não importa se a pessoa era crente quando casou ou não, ela tem o compromisso de manter a aliança matrimonial assumida, independentemente de sua religião.&lt;br /&gt;Também devemos considerar que o ato sexual por si só, não caracteriza um casamento. Em Gn 34 temos o relato que Siquém desejava se casar com Diná, mesmo já tendo mantido relação sexual com ela. Sendo assim, a pessoa que se envolve com práticas sexuais sem se casar, comete o pecado de praticar o ato sexual fora do casamento (fornicação) e assim ofende os planos de Deus (1 Co 6.16; Ex 22.16-17; Hb 13.4).&lt;br /&gt;Como reflexão podemos considerar uma questão: Será que todo caso de gravidez antes do enlace matrimonial se resolve com o casamento? Parece que certos jovens se casam, sem qualquer planejamento nestas circunstâncias e acham que desta forma tudo estará resolvido, quando na verdade muitos outros problemas poderão surgir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aspectos do casamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Compromisso de auxílio mútuo Gn 2.18&lt;br /&gt;Compromisso de propagação da raça humana Gn 1.27-28&lt;br /&gt;Compromisso de impedir a impureza 1 Co 7.2,9&lt;br /&gt;Compromisso indissolúvel Ml 2.16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Divórcio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia é enfática em dizer que Deus odeia o divórcio (Ml 2.16 “...o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio...”) e de que é uma prática que está presente mesmo entre os servos de Deus por causa da dureza do coração humano (“...Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher...” - Mt 19.8). Tanto que em Deuteronômio 24.1-4 temos uma regulamentação da prática do divórcio, não é um incentivo, mas apenas uma regulamentação de uma prática comum já existente nos dias de Moisés.&lt;br /&gt;Tanto que o princípio geral é que o casamento é para a vida toda. Princípio geral citado, por exemplo, como ilustração em Romanos 7.2-3. &lt;br /&gt;Mas existem algumas situações nas quais o divórcio é lícito segundo as Escrituras. Stott e Lopes e Lopes dizem o seguinte a respeito de uma das possibilidades para o divórcio: &lt;br /&gt;A única situação em que o divórcio e o novo casamento são possíveis sem transgredir o sétimo mandamento é quando o casamento já foi quebrado por algum sério pecado sexual. (STOTT, 2001, p. 95).&lt;br /&gt;O ensino é que o divórcio só é lícito se houver adultério de uma das partes. Os que se divorciam por outros motivos, se casarem outra vez, cometem adultério, e quem casar com os divorciados também cometem adultério, diz o Senhor (cf. Mt 5.23; 19.9; Mc 10.11; Lc 16.10). O ensino de Jesus é este, qualquer separação exceto por adultério, torna um novo casamento em adultério, além de se constituir em si mesmo uma desobediência clara à ordem divina “aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (LOPES; LOPES, 2001, p. 172)&lt;br /&gt;Vale lembrar que o texto de Mateus 5.32 usa a palavra grega “porneia” que significa qualquer ato de imoralidade ou depravação sexual, como: bestialidade, pedofilia, homossexualismo (RIENECKER; ROGERS, 1995, p. 12), e não somente adultério e os próprios Augustus Nicodemus Lopes e Minka Schalkwijk Lopes reconhecem isto dizendo que “os dois únicos motivos bíblicos para a separação são a infidelidade conjugal e o abandono pelo descrente” (p. 182) (grifo meu).&lt;br /&gt;Sendo assim, o pecado de infidelidade sexual destrói a aliança do casamento conforme podemos ver em Mt 5.31-32 e 19.8-9. Por destruir a aliança matrimonial o divórcio torna-se uma opção, mas ainda assim a melhor coisa a se fazer é a reconciliação do casal e restauração da aliança matrimonial por meio da prática do perdão.&lt;br /&gt;Porém, quando um dos cônjuges não se arrepende de seu pecado (Lc 17.3), ou seja, continua a praticar a imoralidade sexual, faz com que o outro cônjuge fique sem condições de manter a aliança matrimonial.&lt;br /&gt;Neste caso de pecado sexual sem arrependimento, a Bíblia permite o divórcio, pois como seria possível manter uma aliança matrimonial em um relacionamento de bigamia, poligamia ou de promiscuidade? E consequentemente, fica implícita a permissão para um novo casamento. O texto de Mateus 5.32 usa duas expressões que traz o entendimento de que com o divórcio pode-se contrair um novo casamento. A primeira expressão é “a expõe a tornar-se adúltera” e a segunda é “aquele que casar com a repudiada”, ou seja, com a separação é entendido que a pessoa estará em condições de assumir novas núpcias. O problema é que se o divórcio não ocorreu por relações sexuais ilícitas sem arrependimento, os envolvidos estarão cometendo um novo pecado, tanto o cônjuge que tomou a iniciativa na separação, quanto a parte repudiada. Vejamos o que diz o texto: &lt;br /&gt;Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. Mt 5.32&lt;br /&gt;Esta compreensão do texto consta na Confissão de Fé de Westminster (XXIV - 5) - Confissão de fé de orientação reformada de 1648: “No caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio e, depois de obter o divórcio, casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta.”&lt;br /&gt;Como vemos, mesmo no século XVII a compreensão de alguns grupos conservadores já era a de que com o divórcio baseado na exceção bíblica de Mateus 5.32 era possível a parte ofendida um novo casamento. Logo, não é uma nova posição que procura se adequar aos aumentos de casos nos anos recentes.&lt;br /&gt;Por mais difícil que seja para alguns aceitarem que um divórcio por motivo fútil ou qualquer outro motivo que não seja de “porneia”, não dá permissão para nem mesmo a parte inocente de se casar novamente, é exatamente isto o que o texto de Mateus 5.32 diz. O único motivo que possibilita um novo casamento é justamente o de pecado de imoralidade sexual sem arrependimento. Porém, muitas vezes o que está por trás de um motivo fútil para o repúdio é justamente uma situação de adultério. Por exemplo: um homem diz que não quer mais continuar casado com sua mulher porque ela não tem paciência e não o trata bem; eles se separam, e depois de algumas semanas ele está envolvido com uma outra mulher, ou seja, escondido por trás do motivo fútil da separação, estava a intenção de adultério ou o próprio adultério em si confirmado mais tarde.&lt;br /&gt;Então, Jesus Cristo ensina neste texto que o casamento não pode ser dissolvido por qualquer motivo. Possivelmente a expressão de Jesus em Mt 5.31 (Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio) era uma interpretação de Dt 24.1-4. Entre os judeus duas escolas de interpretação desta passagem foram desenvolvidas – Hillel e Shamai, evidenciando que mesmo nos dias de Jesus a prática de divórcio era bem comum. Uma escola defendia a separação por qualquer motivo (Hillel) e outra somente em casos de imoralidade sexual (Shamai). Jesus em Mt 5.32 defende esta segunda interpretação.&lt;br /&gt;Outro ensino implícito é que um solteiro deve considerar qual foi o motivo da separação da mulher com quem, possivelmente, ele está pretendendo se envolver, pois ele cometerá adultério se envolver-se com uma mulher, por exemplo, que não tenha sido divorciada por motivo de infidelidade sexual.&lt;br /&gt;Também devemos enfatizar que o motivo justo para um novo casamento é o pecado de infidelidade sexual sem arrependimento, ou seja, por mais difícil que seja, por mais complicações que um pecado sexual possa trazer para um lar, o ideal é restaurar da aliança matrimonial. Sendo assim, a parte inocente precisa focar sua atenção em agradar a Deus e perdoar sinceramente a parte culpada.&lt;br /&gt;Por isso, às vezes será necessária uma separação momentânea devido a gravidade do pecado, mas a esperança, especialmente da parte inocente deverá ser a de aguardar a manifestação de arrependimento da parte ofensora. Isso poderá levar semanas, meses, ou quem sabe até mesmo anos. Fica implícito aqui, que não será prudente a parte ofendida de uma relação matrimonial em pouco tempo já se envolver com outro relacionamento. Isto expressará muitas dúvidas, até a de que possivelmente a parte inocente não seja verdadeiramente inocente, pois pode-se caracterizar pelo menos uma culpa passiva, ou seja, uma culpa na qual a pessoa não se importava pelo seu casamento, deixando de agir como um cônjuge amoroso, gentil, paciente, etc., contribuindo para o pecado do cônjuge ofensor.&lt;br /&gt;Alguns teólogos e comentaristas evangélicos conservadores até aceitam o motivo da separação, mas não o novo casamento. Todavia, a questão está intimamente ligada a definição do termo divórcio, repúdio e tanto culturalmente quanto biblicamente divórcio é uma anulação legal do casamento, por isso é subtendido que com o divórcio há possibilidade de um novo casamento, em outras palavras, divórcio é uma licença para novas núpcias. Em Dt 24.1-4 a prática era a de lavrar um documento e permitir que a mulher pudesse estabelecer um novo casamento. E o novo casamento não era visto como adultério, pois se assim fosse, deveria ser punido como diz Dt 22.13-21 e Nm 5.11-31.&lt;br /&gt;O Novo Dicionário da Bíblia (DOUGLAS, 1995, p. 1016), tratando Dt 24.1-4 diz: “depreende-se que o divórcio era praticado, e que algum tipo de contrato era dado à esposa rejeitada, e que ela então ficava livre para casar-se com quem quisesse.” O mesmo Dicionário também aborda Mt 19.9: “É difícil dizer que Mt 19:9 exclui a permissão para um novo casamento; e entre os judeus não existia o costume de separação sem permissão para um novo casamento.” (p. 1017). E Coleman também diz em seu livro Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos (1991, p. 110): “Na época de Jesus, quando um casal se divorciava, o marido tinha que dar à mulher uma carta de divórcio. Isso dava a ela o direito de se casar de novo.”&lt;br /&gt;Também devemos ter em mente que os evangelhos se completam. Temos quatro evangelhos inspirados (Mateus, Marcos, Lucas e João) e mesmo que as passagens paralelas encontradas em Mc 10.1-12 e Lc 16.16-18 não abordem a exceção tratada por Mateus, devemos nos lembrar que esta é uma das razões para termos mais de um evangelho, para que um esclareça o outro, ou seja, o texto de Mateus é tão inspirado quanto os de Marcos e Lucas e por isso não podemos abrir mão da informação de um em detrimento da de outro. Da mesma forma, Marcos 10.11-12 apresenta uma particularidade que Mateus e Lucas não apresentam – a mulher sendo a pessoa que pode tomar iniciativa para o repúdio ao cônjuge (E se ela repudiar seu marido e casar com outro comete adultério.).&lt;br /&gt;Tratando desta cláusula de exceção de Mateus, Stott (2001, p. 93) diz: &lt;br /&gt;... esta cláusula é autêntica. Eu gostaria de argumentar, como fazem quase todos os comentaristas conservadores, que temos de aceitar esta cláusula não só como parte genuína do Evangelho de Mateus (pois nenhum manuscrito a omite), mas também como palavra autêntica de Jesus... Parece muito mais provável que a sua ausência em Marcos e Lucas deve-se não à ignorância deles, mas por pressuporem que esta cláusula de exceção fosse assunto de conhecimento de todos. &lt;br /&gt;Um segundo motivo legítimo para o divórcio consta em 1 Co 7.15 – é o abandono por motivo da conversão.&lt;br /&gt;“Essa cláusula não significa simplesmente que o cônjuge crente tem a liberdade de ser abandonado, mas certamente também significa que tem o direito de casar-se novamente.” (DOUGLAS, 1995, p. 1017)&lt;br /&gt;O contexto de 1 Co 7 deixa claro que a separação não deve ter origem na vontade do crente, mas se ela acontecer por iniciativa do descrente, única e exclusivamente devido a fé cristã, então o divórcio é aceitável.&lt;br /&gt;Cabe a parte crente analisar bem sua conduta para verificar se a parte descrente realmente está tomando a decisão somente devido sua fé, pois pela graça de Deus, um cônjuge pode ser usado como instrumento para “ganhar” seu cônjuge descrente, “sem palavra alguma, por meio do procedimento” (1 Pd 3.1). &lt;br /&gt;Portanto, se o divórcio acontece baseado em uma das duas exceções ensinadas pela Bíblia admitimos que o recasamento é aceitável. Pallister (2005, p. 188) diz o seguinte:&lt;br /&gt;Na prática, parece-nos extremamente severo e bastante arriscado proibir um novo casamento a uma pessoa que se divorciou sem que tivesse culpa na ocorrência e que, de acordo a autorização expressa da Bíblia, tenha optado pelo divórcio.&lt;br /&gt;Ou seja, se divórcio é uma licença para um novo casamento e os ensinos bíblicos nos apresentam possibilidades para o divórcio, logo a Bíblia também permite o novo casamento nestas circunstâncias para a parte ofendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A situação de um divorciado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Algo que também devemos considerar é que é possível sim uma pessoa viver sem cometer pecados de fornicação, adultério, ou qualquer outro pecado de imoralidade sexual, ou seja, uma pessoa que se divorciou sem um motivo considerado justo pelas Escrituras, pode sim ficar o resto de sua vida sem se casar ou se reconciliar com o cônjuge. Isto lhe é possível.&lt;br /&gt;Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forçar; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. 1 Co 10.13&lt;br /&gt;1 Coríntios 10.13 ensina que ninguém é tentado além do que pode suportar. Sendo assim, uma pessoa divorciada pode procurar se reconciliar com seu ex-cônjuge, refletindo a graça, misericórdia e perdão de Deus ou decidir viver sem envolvimento com o sexo de forma ilícita.&lt;br /&gt;Ser benigno, compassivo e perdoar como Deus perdoou é uma ordem (Ef 4.32), por isso um casamento com uma parte apenas que seja fiel ao Senhor, pode enfrentar qualquer dificuldade, pois sua alegria será obedecer a lei de Deus (“Grande paz têm os que amam a tua lei...” Sl 119.165) e não estará baseada em circunstâncias ou pessoas.&lt;br /&gt;1 Coríntios 7.8-9 (“E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem, porque é melhor casar do que viver abrasado”.) também diz que é possível um crente viver sem casamento.&lt;br /&gt;Em Mateus 19, após Jesus tratar o assunto de casamento, divórcio e novo casamento, deixando claro que quem se casa não deve se separar, a não ser “por causa de relações sexuais ilícitas” (v. 9), os discípulos entenderam que devido a seriedade do compromisso do casamento era melhor até que não se casassem (v. 10). Mas Jesus continuou sua abordagem dizendo que nem todos estão preparados para viverem como eunucos, ou seja, como pessoas com decisão de abstinência sexual, porém, existem pessoas que assim se fizeram “por causa do reino dos céus” (v. 12).&lt;br /&gt;Enfim, assim como é possível a um solteiro viver em santificação, se abstendo da imoralidade sexual (1 Ts 4.3-8), é também possível a uma pessoa divorciada viver da mesma forma (“se, porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu marido.. – 1 Co 7.11), tendo domínio próprio (Gl 5.23) e procurando sempre glorificar a Deus em todas as coisas.&lt;br /&gt;Da mesma forma, uma pessoa que tem seu cônjuge em situação enferma que o impossibilite de conceder o que lhe é devido (1 Co 7.3), ou seja, atende-la sexualmente, ainda assim, pela graça de Deus, é possível manter a aliança matrimonial, bem como a pureza sexual. &lt;br /&gt;Como diz BROGER: “A paz e alegria de Deus estão disponíveis ao crente independentemente de outras pessoas, bens materiais ou circunstâncias (Sl 119.165; Mt 5.3-12; Jo 14.27; 15.11; 16.33; Rm 14.17; Fp 4.4-7; 1 Pe 1.6-9).” (1996, p. 98) Ou seja, um crente pode ser feliz casado ou solteiro, desde que seu foco esteja no agradar a Deus com sua vida acima de todas as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Divórcios e novos casamentos antes da conversão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Devido ao grande crescimento de casos de divórcios e recasamentos na sociedade atual, a igreja cristã de hoje vai encontrar vários casos de novos convertidos com o passado marcado por estes erros. Talvez divórcio sem uma base justa segundo as Escrituras ou dois ou três casamentos, e coisas parecidas, mas os erros cometidos em ignorância não podem ser imputados sobre estas pessoas. Como diz Atos 17.30 “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam;”. &lt;br /&gt;“Um convertido que previamente se divorciara, sobre bases suficientes ou não, e que tornou a casar-se, não pode tornar ao cônjuge original, e seu atual casamento não pode ser reputado como adultério (1 Co 6:9,11).” (DOUGLAS, 1995, p. 1017).&lt;br /&gt;Não devemos esperar que um novo crente abandone sua situação de casamento atual, até porque o recasamento não é um pecado imperdoável. Devemos expressar perdão e incentivar práticas cristãs para que o casamento atual seja fortalecido, visando a glória de Deus. O evangelho deve expressar a graça de Deus e devemos tomar cuidado com o legalismo que pode até acabar com famílias, ao invés de fortalecê-las em Cristo.&lt;br /&gt;Também podemos considerar o caso de alguém que se separou sem as bases bíblicas antes de sua conversão. Esta pessoa, idealmente, deveria tentar voltar para o seu cônjuge como expressão de seu arrependimento, ou seja, se reconciliar ou mesmo assumir a vida de solteiro, não visando casamento com ninguém. Porém, se o retorno ao cônjuge não for mais possível por causa de envolvimento conjugal deste com outra pessoa, podemos considerar que o caso está agora na cláusula de exceção de Mateus 5.32.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Considerações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A posição bíblica aqui defendida pode ser categorizada como uma perspectiva que aceita o divórcio e o novo casamento em circunstâncias limitadas e que independentemente do pecado cometido para permitir o divórcio a prioridade é a reconciliação e manifestação de perdão.&lt;br /&gt;O que deve ser enfatizado é que o ideal de Deus deve ser sempre buscado, ou seja, uma união monogâmica para toda a vida. Não importam as exceções, elas são para casos excepcionais, sempre que possível a união com o primeiro cônjuge deve ser mantida ou restaurada.&lt;br /&gt;Cabe a cada crente se lembrar do princípio de negar a si mesmo (Lc 9.23-24), visando glorificar somente a Deus. E cabe as igrejas auxiliarem os casais a viverem seus casamentos de forma bíblica e também ensinar os jovens a importância de se casarem com pessoas que verdadeiramente amam ao Senhor, para que tenham casamentos bem sucedidos, fazendo a diferença nesta sociedade na qual vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ASSEMBLÉIA DE WESTMINSTER. A confissão de fé de Westminster. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.&lt;br /&gt;BROGER, John. Autoconfrontação: um manual de discipulado em profundidade. 2. ed. Palm Desert: Biblical Counseling Foundation, 1996. &lt;br /&gt;BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: João Ferreira de Almeida, edição revista e atualizada. Barueri: SBB, 1969. &lt;br /&gt;COLEMAN, William. Manual dos tempos e costumes bíblicos. Tradução de Myrian Talitha Lins. Venda Nova: Betânia, 1991.&lt;br /&gt;DOUGLAS, J.D., organizador. O novo dicionário da Bíblia. 2. ed. Tradução de João Bentes. São Paulo: Vida Nova, 1995.&lt;br /&gt;GIOIA, Egidio. Notas e comentários à harmonia dos evangelhos. 3. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987.&lt;br /&gt;LOPES, Augustus Nicodemos; LOPES, Minka Schalkwijk. A Bíblia e a sua família: exposições bíblicas sobre o casamento, família e filhos. São Paulo: Cultura Cristã: 2001.&lt;br /&gt;PALLISTER, Alan. Ética cristã hoje: vivendo um cristianismo coerente em uma sociedade em mudança rápida. Shedd Publicações: São Paulo, 2005.&lt;br /&gt;REIFLER, Hans Ulrich. A ética dos Dez Mandamentos. São Paulo: Vida Nova, 1992.&lt;br /&gt;RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego. Tradução de Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. São Paulo: Vida Nova, 1995.&lt;br /&gt;STOTT, John. A mensagem do Sermão do Monte: contracultura cristã. Tradução de Yolanda M. Krievin. 3. ed. São Paulo: ABU, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1244061717383653415?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1244061717383653415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1244061717383653415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1244061717383653415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1244061717383653415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2009/11/casamento-divorcio-e-novo-casamento-uma.html' title='Casamento, Divórcio e Novo Casamento: uma perspectiva bíblica'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-2614235332780349235</id><published>2009-02-04T13:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T13:15:13.095-08:00</updated><title type='text'>Reconhecimento do MEC: uma reflexão</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Devem as instituições teológicas batistas buscarem o reconhecimento do MEC?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois distintivos batistas podem ser lembrados como introdução a esta reflexão:  a separação em relação ao Estado e a autonomia da igreja local. Todos os batistas destacam bem a importância de não serem controlados pelo Estado. Sabemos que em alguns países do mundo a religião é estatal, ou seja, o Estado assume uma religião e de certa forma espera que todos os seus cidadãos sigam aquela determinada religião. No passado, vários países, inclusive europeus também viam a religião desta forma. Porém, a partir do século XV e XVI algumas denominações evangélicas começaram a destacar a separação entre a igreja local e o Estado. Daí um dos distintivos dos batistas.&lt;br /&gt;Mas é claro que esta marca não impede de uma igreja batista de ter seu Estatuto registrado em cartório, ser cadastrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e em uma série de outros órgãos das três esferas governamentais (federal, estadual e municipal), até mesmo para se obter parcerias para a prática de ações sociais, como escolas e creches.  Será que existe algum batista que entende que o distintivo de separação do Estado está sendo afetado desta forma?&lt;br /&gt;Consideremos o outro distintivo, a autonomia da igreja local. Muitas igrejas batistas aceitam e defendem este distintivo, mas isto não as impedem de se relacionarem com outras igrejas e instituições. Várias igrejas batistas tornam-se filiadas a convenções ou associações com pelo menos o intuito de desenvolver trabalhos em comum e encontros fraternais. Estas associações não se tornam órgãos superiores as igrejas que continuam autônomas em suas decisões.&lt;br /&gt;Da mesma forma, uma instituição de educação teológica, seja um instituto, seminário ou faculdade de confissão batista não deve deixar de buscar o seu reconhecimento junto ao MEC se isto lhe for possível, pois estas instituições não estarão ferindo os distintivos batistas, inclusive o de separação do Estado.&lt;br /&gt;Ou seja, assim como uma igreja batista é cadastrada em órgãos do Estado, uma instituição de ensino também pode se cadastrar no órgão governamental denominado MEC – Ministério da Educação. Assim como o Estado não “domina” as igrejas batistas, o MEC também não “domina” as escolas teológicas. Assim como o Governo não interfere nas igrejas batistas, o MEC também não “interfere” nas instituições de ensino de confissão religiosa. Enfim, reconhecimento do MEC não é submissão cega ao Estado e nem aceitar uma intervenção estatal na formação teológica de líderes batistas.&lt;br /&gt;Ser filiado, cadastrado, reconhecido por uma outra instituição não quer dizer que haverá um domínio, uma ação controladora sobre aquela que se filiou. É uma relação de associado e não de subalterno ou de vassalo.&lt;br /&gt;Portanto, as escolas teológicas batistas devem aprimorar a qualidade de seu ensino. Devem dar um bom testemunho da fé em Cristo por meio de escolas organizadas e de boa qualidade educacional. Devem ser sal e luz também no mundo educacional.&lt;br /&gt;As instituições batistas de teologia devem continuar com o foco de preparar pastores, missionários, evangelistas, professores e líderes eclesiásticos sem abrirem mão das convicções bíblicas e devem saber que o MEC não interfere na contratação de docentes e muito menos na matriz curricular. Sendo assim, os formados em instituições teológicas reconhecidas com o MEC não assumem nenhum um tipo de compromisso com o Estado que os impeçam de servirem livremente a igreja do Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Reconhecemos que nem todas as escolas batistas podem buscar este reconhecimento devido a investimentos necessários no corpo docente e em estrutura física, mas é irregular oferecer um diploma de Bacharel em Teologia sem que a escola tenha seu reconhecimento junto ao MEC. Pode se oferecer um certificado de conclusão de curso de teologia livre, mas uma vez que já existem escolas reconhecidas pelo MEC que oferecem o diploma de Bacharel em Teologia as escolas não reconhecidas não podem emitir este documento.&lt;br /&gt;Também precisamos destacar a importância de mantermos a qualidade acadêmica e confessional de nossas escolas. Algumas instituições teológicas devido a busca pelo reconhecimento do MEC passaram a contratar professores considerando apenas suas qualificações acadêmicas e não confessionais. Se para se obter o reconhecimento governamental a instituição terá que perder sua linha doutrinária, então não vale a pena, caso contrário, devem sim buscar o reconhecimento do MEC. Isto é sinal de qualidade acadêmica.&lt;br /&gt;Portanto, as escolas batistas de teologia devem dentro de suas possibilidades obterem o reconhecimento do MEC, mas não abrindo mão da sua confissão doutrinária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-2614235332780349235?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/2614235332780349235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=2614235332780349235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2614235332780349235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2614235332780349235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2009/02/reconhecimento-do-mec-uma-reflexao.html' title='Reconhecimento do MEC: uma reflexão'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-7619928816006139894</id><published>2008-10-21T13:54:00.001-07:00</published><updated>2008-10-21T13:58:14.754-07:00</updated><title type='text'>Posições teológicas dos saduceus e fariseus</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período intertestamentário os judeus desenvolveram gradativamente dois grandes partidos chamados: saduceus e fariseus, que foram citados diversas vezes nos evangelhos e em Atos. Alguns chamam estes grupos de seitas, o que não é uma especificação tão exata, porque nenhum destes partidos se afastaram da essência do judaísmo.&lt;br /&gt;Pontos comuns: Tanto saduceus como fariseus reconheciam a santidade do Templo e do Código de Moisés, e observavam os ritos fundamentais do judaísmo. &lt;br /&gt;Principal divergência: A prioridade entre religião e política (Estado). Os fariseus valorizam muito mais a religião do povo e não se interessavam com a política, já os saduceus valorizavam a política muito mais do que os aspectos religiosos. Por causa disso, os fariseus eram tido como mais “sérios” com a interpretação da Torá do que os saduceus.&lt;br /&gt;Este trabalho apresenta uma pequena pesquisa introdutória que visa destacar as diferenças teológicas e sociais (muitas delas opostas) dos dois partidos ajudando-nos a entender melhor algumas passagens bíblicas e especificamente, Atos 23.6-10. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SADUCEUS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como já tratamos na introdução, os saduceus salientavam a política, o Estado mais do que a religião, isso fazia com que fossem favorecidos pelo rei e pela côrte, de maneira que muitos saduceus eram políticos ou funcionário públicos do país, era o partido da aristocracia e controlavam o sinédrio, mas o que é difícil dizer é qual sua origem. A  maioria dos estudiosos liga os saduceus ao nome de Zadoque, Sumo-Sacerdote durante o reinado de Davi e Salomão.&lt;br /&gt;A maioria dos saduceus saia de famílias sacerdotais, mas é um erro dizer que todos os sacerdotes eram saduceus, porém é correto dizer que o sumo-sacerdote era sempre o líder dos saduceus. Eles eram o segundo grupo de mais prestígio (o primeira era o grupo dos fariseus) entre os judeus, uma vez que o Templo era sua principal cidadela, todavia ao mesmo tempo eram impopulares devido a visão negativista e ao aspecto de favorecer o povo estrangeiro .&lt;br /&gt;Flavio Josefo diz que os saduceus só exerciam influência sobre os ricos, não tendo o povo de seu lado. Dana acrescenta dizendo que os saduceus eram um grupo desconfiado, eram cautelosos a ponto de não confiarem uns nos outros.&lt;br /&gt;Os saduceus não aceitavam as tradições orais, só aceitavam as ordens escritas na Torá e também não criam na ressurreição, para eles a alma perecia com o corpo. Não acreditam em um mundo espiritual, no qual Deus poderia agir em cuidado do seu povo.&lt;br /&gt;Deste grupo surgiram os zadoquitas (zadoqueus) e os herodianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FARISEUS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em fariseus automaticamente pensamos em pessoas hipócritas, mas não podemos nos esquecer que este grupo surgiu na história com bons princípios e defenderam muito bem a religião judaica por muitos anos.&lt;br /&gt;Podemos dar seqüência a este assunto sobre os fariseus pensando nos dois destaques que Flavio Josefo faz acerca desse grupo: Em primeiro lugar, Josefo diz que os fariseus eram sustentados pela multidão, estavam muito mais próximos, ligados ao povo do que os saduceus. Os fariseus tinham mais proeminência entre os judeus, eram mais influentes e numerosos. Em segundo lugar, os fariseus eram considerados como mais religiosos, mais hábeis na interpretação minuciosa das leis de Moisés.&lt;br /&gt;A origem do nome é de difícil definição. Parece estar ligado a questão de intérprete da Lei ou a santidade (separação - purificação), idéia esta mais bem aceita, que era uma característica peculiar desse partido, a ponto de serem na verdade um grupo separatistas e não se relacionavam com “publicanos e pecadores”.&lt;br /&gt;Os fariseus aceitavam as tradições orais, a chamada Lei Oral, diziam que era uma maneira de tornar a Torá mais prática para a vida diária dos judeus. Sendo assim, eles transmitiam oralmente os ensinamentos, os costumes herdados de seus pais, mesmo que não constavam nos escritos de Moisés. Eles operavam principalmente nas sinagogas.&lt;br /&gt;Outra doutrina defendida pelos fariseus é a que as almas têm o dom da imortalidade e que existem depois da morte, recompensas e penas, conforme a maneira com que os homens se comportaram durante a vida, ou seja, criam num mundo espiritual. E ligado a isso criam em anjos e espíritos. Davam grande ênfase à especial providência divina, embora reconhecessem o livre arbítrio do homem. Os fariseus também eram super detalhistas nas questões de dízimos e de cerimônias de purificação, de tal maneira, que se tornaram legalistas.&lt;br /&gt;Outras características desse grupo eram: viviam com simplicidade e desprezavam as iguarias e viviam em comunhão, exerciam uma grande lealdade uns para com os outros.&lt;br /&gt;Deste grupo surgiram os essênios e os zelotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ATOS 23.6-10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Sabendo Paulo que uma parte do Sinédrio se compunha de saduceus e outra, de fariseus, exclamou: Varões, irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus! No tocante à esperança e à ressurreição dos mortos sou julgado! Ditas estas palavras, levantou-se grande dissensão entre fariseus e saduceus, e a multidão se dividiu. Pois os saduceus declaram não haver ressurreição, nem anjos, nem espírito; ao passo que os fariseus admitem estas coisas. Houve, pois, grande vozearia. E, levantando-se alguns escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Não achamos neste homem mal algum; e do vulto a celeuma, temendo o comandante que fosse Paulo espedaçado por eles, mandou descer a guarda para que o retirassem dali e o levassem para a fortaleza.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;“parte do Sinédrio”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como já destacamos, o Sinédrio era controlado pelos saduceus e Paulo sabia disso. Talvez, com o uso das palavras “parte” (méros) e “outra” (éteron), Paulo estivesse dando a entender que o Sinédrio era composto por uma parte maior (diferente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“saduceus e ... fariseus”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Conforme vimos, os dois principais partidos daqueles dias eram exatamente os que estavam julgando Paulo: os saduceus e os fariseus. E estes partidos tinham muitas posições contrárias e opostas, o apóstolo Paulo aproveitou a oportunidade para criar uma tensão entre eles como meio de escapar da situação. Paulo foi muito sábio e estratégico naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Varões, irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os fariseus eram bem leais uns aos outros, tinham um ótimo espírito de fidelidade e companheirismo, o que os saduceus não tinham. Os fariseus respeitavam e consideravam os ensinamentos dos pais, por isso enfatizavam tanto a tradição oral. Com todo este conhecimento Paulo em sua exclamação apela a este conceito dos fariseus. Agora, isso seria muito pouco para livrá-lo do julgamento, por isso ele apelou para a idéia da crença que fazia a diferença entre os grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“...ressurreição dos mortos...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os fariseus aceitam a doutrina de ressurreição dos mortos e os saduceus não. Então, Paulo declarando que estava sendo julgando por sua crença na ressurreição dos mortos fez com que os fariseus não apoiassem o julgamento porque discordavam dos saduceus. Por causa disso, se originou uma grande confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“a multidão se dividiu”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A dissensão foi tão grande que a multidão não sabia mais a quem apoiar, se aos fariseus ou se aos saduceus, ambos os grupos tinham prestigio, mas cada um por uma razão, os fariseus devido a religião e os saduceus por causa da ligação com o governo. O certo é que entre a multidão havia mais fariseus do que saduceus, só que o controle do Sinédrio era dos saduceus, então Paulo conseguiu o que queria, escapar daquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entendendo melhor quem são os fariseus e os saduceus vamos compreender  melhor muitas passagens da Bíblia, como as conversas e os confrontos de Jesus com estes grupos.&lt;br /&gt;Vimos que os aspectos sociais e religiosos faziam uma forte distinção entre os dois partidos abordados aqui e Paulo soube aproveitar essas divergências para criar um tumulto e conseguir escapar do julgamento no Sinédrio.&lt;br /&gt;O estudo de pano de fundo é essencial para o melhor entendimento da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COHEN, Abraham. Dois caminhos: o judaísmo e o advento do cristianismo. Rio de Janeiro: Edições Biblos Ltda. pp. 67-84.&lt;br /&gt;DANA, H.E. O mundo do Novo Testamento. 2 ed. Traduzido por Jabes Torres. Rio de Janeiro: JUERP, 1977. pp. 87-112.&lt;br /&gt;JOSEFO, Flavio. História dos hebreus. Traduzido por Vicente Pedroso. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.&lt;br /&gt;PACKER, J.I.; TENNEY, Merril C.; WHITE JR., William. O Mundo do Novo Testamento. Florida: Vida, 1994. pp. 88-91.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-7619928816006139894?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/7619928816006139894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=7619928816006139894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/7619928816006139894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/7619928816006139894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/10/posies-teolgicas-dos-saduceus-e.html' title='Posições teológicas dos saduceus e fariseus'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-2529393122795264133</id><published>2008-10-21T13:51:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T13:54:28.760-07:00</updated><title type='text'>Regiões inferiores da terra</title><content type='html'>Por Fernando F. de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia tem certas passagens de difíceis interpretações, mas não podemos passar por elas sem ter um certo entendimento. Talvez não tenhamos como dizer que nossa posição é a única possível sobre os textos como de 1 Sm 28 e 1 Pe 3.19, mas devemos como estudiosos das Escrituras procurar estar pelo menos bem próximo do sentido correto das chamadas passagens complicadas. &lt;br /&gt;Com toda certeza o texto de Ef 4.7-10 também é um dos trechos difíceis, especialmente pela expressão “às regiões inferiores da terra’. Mas o que significa o texto “eis tá katotera mere tes ges”? &lt;br /&gt;O significado depende da forma de definir o genitivo “tes ges”. Ao que parece, esse genitivo é de aposição ou de definição, desta forma o significado é “as partes inferiores da terra, a saber, a terra”.&lt;br /&gt;Outro aspecto que deve ser levado em consideração é o uso de “katotera”. Esse vocábulo aparece somente em Ef 4.9 e vem de “katoteros”que significa inferior, menos, o mais baixo. Logo, notamos que o significado não é “debaixo de” ou mesmo “interior da”. Esse comparativo está sendo usado como superlativo - “as regiões mais baixas da terra” .&lt;br /&gt;A citação do Salmo 68 aqui nessa passagem, não se preocupa em fornecer comparações detalhadas, ou seja, o foco está sobre o aspecto triunfador e não na expressão “levou cativo o cativeiro” como se Cristo estivesse levando moradores do hades para sua presença. Pois que ligação teria com a continuação do texto no que se refere aos dons? Será que os dons concedidos por Cristo à sua igreja foram conseguidos no hades?&lt;br /&gt;Por último, podemos considerar as expressões “subiu” e “desceu”. Pensemos assim: no verso oito Cristo subiu, no nove é explicado que ele subiu, pois havia descido. Se Cristo subiu para os céus, fez isso saindo desse mundo. Se Cristo desceu da glória, desceu para essa terra.&lt;br /&gt;“O que Paulo tem em mente não é tanto a descida e a subida em termos espaciais mas, sim, a humilhação e a exaltação”.&lt;br /&gt;Concluindo, “às regiões inferiores da terra” nada mais é do que uma expressão que significa que Cristo veio a terra. A expressão identifica o estado de humilhação de Cristo, sua encarnação e não que ele esteve no hades fazendo um paralelo com 1 Pe 3.19. Portanto, o texto tem mais ligação com Fp 2.5-11 do que com a epístola de Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;BROWN, Colin. (editor). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O novo dicionário internacional de teologia do Novo Testamento.&lt;/span&gt; v. 2. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1982. &lt;br /&gt;STOTT, John R. W. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A mensagem de Efésios&lt;/span&gt;: a nova sociedade de Deus. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: ABU, 1986. &lt;br /&gt;RUSCONI, Carlo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dicionário do grego do Novo Testamento&lt;/span&gt;. Tradução de Irineu Rabuske. São Paulo: Paulus, 2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-2529393122795264133?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/2529393122795264133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=2529393122795264133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2529393122795264133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2529393122795264133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/10/regies-inferiores-da-terra.html' title='Regiões inferiores da terra'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-808319572494104155</id><published>2008-09-09T12:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T12:58:38.644-07:00</updated><title type='text'>Aprendendo a aprender, sempre</title><content type='html'>Nesta era do conhecimento, as palavras de ordem são aprimoramento constante, pois a cada dia surge algo novo, que precisa ser absorvido e bem entendido. Mas como se ensina um adulto a aprender?&lt;br /&gt;por Mauro Cezar Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou na Grécia Antiga&lt;br /&gt;Mais do que uma novidade, a andragogia foi redescoberta. Seu uso resgata uma forma de ensino que vem da Antigüidade. Os filósofos gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, ensinavam a adolescentes e adultos em grupos pequenos, com grande interação. Nesses encontros, recorriam amplamente à discussão, à dialética, à dedução, à indução. &lt;br /&gt;O vocábulo andragogia foi inicialmente utilizado por Alexander Kapp, professor alemão, em 1833, para descrever elementos da Teoria de Educação de Platão. O termo foi esquecido e voltou a ser utilizado em 1921, por Rosenstock, para significar o conjunto de filosofias, métodos e professores especiais necessários à educação de adultos. &lt;br /&gt;Na década de 1970, a andragogia foi retomada na Iugoslávia, Holanda, França e Suíça, onde Pierre Furter, professor da Universidade de Genebra, propôs a substituição drástica da Pedagogia por ela, já que o ensino não mais se prendia apenas às crianças, mas também a adolescentes e adultos. Isso acirrou os ânimos dos pedagogos e levantou uma muralha de resistência contra a "novidade". Enquanto isso, nos Estados Unidos, Malcolm Knowles era o nome mais expressivo a divulgar a Andragogia. &lt;br /&gt;Do ponto de vista profissional, o ensino andragógico existia já nas oficinas dos artesãos, desde a idade média e início da revolução industrial. Mestres admitiam aprendizes a quem ensinavam seus ofícios, numa interação estreita, praticamente guiando as mãos dos auxiliares em cada movimento. Isso era feito até que eles atingissem o nível de habilidade necessário para trabalhar sozinhos. &lt;br /&gt;Durante a Idade Média, a "Idade das Trevas", quando o conhecimento clássico ficou sob o monopólio da Igreja, surgiram as escolas monásticas. Elas foram criadas nos conventos beneditinos e preparavam jovens para os serviços religiosos. Diferente da academia e do liceu gregos, não admitiam liberdade, criatividade ou valores pessoais dos alunos. &lt;br /&gt;A meta ali era fazê-los adquirir os conhecimentos essenciais para a vida religiosa: aprender a ler, escrever, traduzir para o latim e o grego, solfejar, cantar (hinos) e interiorizar todos os dogmas da Igreja como verdades divinas, indiscutíveis. "A nossa Pedagogia atual é descendente direta desta escola medieval" destaca o professor Roberto Cavalcanti. &lt;br /&gt;Aprender depois de certa idade é, quase sempre, mais difícil. Cansaço, os anos de currículo escolar, compromissos profissionais, responsabilidades pessoais, problemas do dia-a-dia, ou seja, tudo o que afeta e mexe com a vida do adulto pode se tornar um obstáculo para a aprendizagem. Não por acaso, treinamentos, palestras, workshops e afins nem sempre geram o resultado esperado. Muitas vezes a pessoa está ali, presente, apenas fisicamente. Pouco, ou nada, absorve. A andragogia, método que costuma causar polêmica, pode ser uma saída para ajudá-lo a aprender a aprender, sempre. &lt;br /&gt;A técnica vai além das “velhas” aulas expositivas, em que o professor era o personagem principal. A andragogia, por sua vez, estimula a interatividade, a troca, a comunicação entre quem ensina e quem está lá para aprender. E no caso do adulto, torna-se ainda mais interessante, já que, pelas razões acima enumeradas, sua mente está, invariavelmente, ocupada por uma série de outras questões, o que pode dificultar a concentração e o armazenamento de informações. &lt;br /&gt;Métodos pedagógicos clássicos muitas vezes são pouco eficientes quando aplicados a adultos, cansados após um dia de trabalho e incapazes de conseguir concentração suficiente para tirar proveito de uma aula convencional. A andragogia foi a resposta adequada a essa necessidade por levar em consideração as características psicológicas de quem quer e precisa aprender novos conteúdos. &lt;br /&gt;Segundo seus adeptos, o método é capaz de produzir uma aprendizagem mais eficiente e profunda, menos volátil. Atua com base na percepção dos conceitos e princípios dos conhecimentos, não apenas na memorização. Os que a defendem afirmam: ela pode destruir “verdades” tradicionais, como a de que os adultos não conseguem aprender ou o fazem devagar. &lt;br /&gt;O caminho das pedras &lt;br /&gt;O raciocínio é de que o líder não precisa e não deve ter todas as respostas para todas as perguntas, mas sim conduzir o grupo para a criação. Ele age como um facilitador. Alguém que compartilhará, estimulará e ajudará o grupo a estruturar o conteúdo, promovendo a autogestão e a criatividade. E esse processo só é possível através da experiência, pois os adultos precisam vivenciar fatos e situações para que os conceitos sejam absorvidos. &lt;br /&gt;A tese é de que a dificuldade de aprendizado dos mais velhos residia nos métodos pedagógicos inadequados, não na incapacidade. No trabalho andragógico, a proposta é modificar o conceito de que o professor ensina e o aluno aprende. Ao lançar-se mão desse método, todos aprendem, inclusive o professor. &lt;br /&gt;Por isso, andragogia pode ser definida como a ciência e a arte que se desenvolve por meio de uma prática fundamentada nos princípios da participação e da horizontalidade. Traduzindo, não é um método que tenha no mestre, no professor, um personagem que fica degrau acima, transmitindo, mas sim todos em mesmo nível, trocando conhecimentos e se estimulando mutuamente. &lt;br /&gt;Auto-realização &lt;br /&gt;Tal processo, com sinergia, permite incrementar o pensamento, a autogestão, a qualidade de vida e a criatividade do participante adulto. A meta é proporcionar uma oportunidade para que se atinja a auto-realização. Tanto que a utilização da andragogia nas universidades é uma prática realizada atualmente. E também era no passado distante. &lt;br /&gt;Nos tempos da Antiga Grécia ocorriam verdadeiras batalhas argumentativas em salas de aula. “Nelas, os alunos desenvolviam agilidade mental, raciocínio lógico e conhecimentos sólidos”, destaca o professor Roberto Cavalcanti, da Universidade Federal da Paraíba. Da mesma forma, ele recorre à andragogia para uso próprio - com seus alunos do curso Medicina, todos adultos jovens, na faixa de 22 a 25 anos. &lt;br /&gt;“Andragogia não é sinônimo de educação de adultos, embora alguns de seus princípios sejam úteis ao processo de aprendizagem. O ensino voltado aos profissionais é inspirado, hoje, em um conceito complexo, contínuo e integrado. Ele prevê situações diversas e complementares”, argumenta Paula de Waal, professora de Tecnologia da Educação na Universidade de Padova, na Itália, e consultora da Mentat/dynamiclab na área de EAD e educação continuada. &lt;br /&gt;Para Rubens Portugal, que comanda o instituto que leva seu nome, ela é a educação adequada do adulto porque respeita os seus pressupostos. “Há 50 anos nós treinávamos os empregados para serem robôs. Quando os robôs de verdade chegaram, vimos que tínhamos de educar os colaboradores para tornarem-se homens”, reflete. &lt;br /&gt;Ele recorda que antigos chefões temiam a autonomia do subordinado e hoje se constrói o ambiente para a formação de verdadeiras equipes exatamente quando ela se maximiza sem ameaçar a harmonia que é assegurada pela conscientização. Esse equilíbrio pregado por Portugal reforça o conceito de horizontalidade. “É a verdadeira educação de adultos pois visa permitir alcançar a plenitude de cada um”, reforça. &lt;br /&gt;Em sala de aula, Rodrigo Goecks recorre a alguns questionamentos e já viveu situações claras. Tem recebido e-mails sobre diversos casos e vê que há vários interessados implementando experiências andragógicas em escolas e faculdades. Rodrigo acredita que, apesar da rigidez dos programas, é possível implementar algumas práticas capazes de facilitar o aprendizado e estimular o desenvolvimento desses jovens. &lt;br /&gt;“A educação contínua de adultos é necessária. A obsolescência das informações, dos perfis profissionais, e dos modelos de resolução de problemas nos obrigam a um interminável processo de renovação do próprio saber e das competências”, defende Paula de Waal. Para ela, gestão, dinâmica dos saberes e das competências das organizações são setores estratégicos em crescimento nas empresas. Daí a defesa da andragogia. &lt;br /&gt;O que se pode fazer? &lt;br /&gt;É possível estruturar desde uma simples reunião de trabalho até um processo de planejamento estratégico com métodos andragógicos. Antigamente - e em algumas companhias até hoje - a diretoria desenvolvia o plano estratégico e comunicava aos colaboradores em reuniões maçantes e relatórios. O resultado é que no papel tudo ficava bonito e na prática a implementação era um desastre. Hoje há organizações envolvendo níveis básicos neste processo porque descobriram a importância de coisas aparentemente pequenas. Como a telefonista que atendeu um “ex-futuro cliente". "Sim, pois se não forem participativas e bem orientadas, poderão cometer deslizes como falar com essas pessoas como se estivessem dialogando com a babá do próprio filho”, adverte o consultor Rodrigo Goecks. &lt;br /&gt;Para Cavalcanti, quem desconsiderar a necessidade de capacitar e atualizar seus recursos humanos pelos métodos mais rápidos e eficientes, mal conseguirá satisfazer o cliente, sendo facilmente superado num mercado globalizado, ágil e concorrido. "Com duas palavras posso dar uma idéia da dimensão do risco: obsolescência e desemprego", resume Paula De Wall. E Rubens Portugal completa: "Pessoas e empresas podem ficar para trás em competitividade porque ninguém compete bem quando tem empregados robôs ao invés de colaboradores, verdadeiros homens livres e inteligentes". &lt;br /&gt;“Não há desenvolvimento de lideranças sem a utilização de caminhos andragógicos”, afirma Rodrigo Goecks. Ele salienta que, quando se aborda o desenvolvimento de lideranças, a andragogia é amplamente utilizada. "Para competir, as empresas precisam mais do que colaboradores que dizem amém , elas necessitam de líderes que fazem a diferença". E mais: as empresas precisam errar menos e fomentar o aprendizado constante, necessitam, então, de processos e pessoas que estimulem e estruturem este ambiente. &lt;br /&gt;Nas faculdades &lt;br /&gt;Especialistas sugerem revolução no ensino&lt;br /&gt;Na educação formal, a andragogia também pode ser aplicada, em especial no ensino de terceiro grau. Os cursos de graduação cada vez mais procuram aderir de modo parcial ou total ao uso de metodologias andragógicas. A formação de adultos, hoje, utiliza os princípios da andagrogia em conexão com outras teorias. &lt;br /&gt;Nos últimos 10 anos, por exemplo, passou-se a recorrer aos recursos como jogos, teatro, ambientes digitais estimulantes, experiências de tipo outdoors - técnicas criativas ao ar livre que inicialmente eram adotadas na educação infantil. Alguns segmentos da didática de adultos, porém, exigem trabalhos específicos, basta pensar na alfabetização de adultos como exemplo. &lt;br /&gt;“Não há a menor dúvida de que a andragogia deverá ser estimulada. É necessário realizar uma reforma profunda em todo o sistema educacional, a partir do ensino médio e fundamental. Nosso sistema é anacrônico”, resume o professor Roberto Cavalcanti. Para ele, a didática é demasiadamente rígida, engessada dentro de uma estrutura de séries e disciplinas que não leva em conta as variações individuais e trata todas as pessoas como iguais. &lt;br /&gt;“Tudo deve começar na universidade que, a meu ver, está mais atrasada do que a empresa moderna, sem o foco nos negócios porque fica olhando para o próprio umbigo”, diz Portugal. Ele acrescenta que a melhor educação de adultos no Brasil ocorre dentro das companhias mais abertas, arejadas, avançadas, não na universidade. “Lá ainda se pratica o sadismo pedagógico através da nota numérica , dispara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-808319572494104155?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/808319572494104155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=808319572494104155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/808319572494104155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/808319572494104155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/09/aprendendo-aprender-sempre.html' title='Aprendendo a aprender, sempre'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-3141931953620449792</id><published>2008-09-09T12:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T12:55:27.062-07:00</updated><title type='text'>Diretoria propositiva: uma proposta de gestão eclesiástica compartilhada</title><content type='html'>GESTÃO ECLESIÁSTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretoria propositiva: uma proposta de gestão compartilhada&lt;br /&gt;Por Fernando Ferreira de Sousa &lt;br /&gt;(adaptado a partir da apostila de Administração Eclesiástica de Antonio Pupin – Seminário Batista Emaús)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOS ADMINISTRADORES DA IGREJA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Textos bíblicos&lt;br /&gt;1 Ts 5.12-13 “E rogamo-vos, irmãos, que reconheceis os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Tm 5.17 “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Pe 4.10-11 “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. As “diretorias tradicionais” ou “diretorias padrões”&lt;br /&gt;1. Em geral, as igrejas têm adotado um padrão comum para a formação do quadro de administradores.&lt;br /&gt;2. Normalmente assim composta: Presidente, Vice-Presidente, 1º e 2º Tesoureiro, 1º e 2º Secretário. Algumas igrejas trabalham também com mais de um vice-presidente, as vezes para se enquadrar ao número de pastores que a igreja possui.&lt;br /&gt;3. É importante ressaltar que esta nomenclatura e funções não estão ordenadas ou obrigadas em lei. Trata-se, em nosso tempo, de uma convenção cultural que muitas igrejas e associações seguem.&lt;br /&gt;4. Este modelo de diretoria suscita alguns aspectos negativos:&lt;br /&gt;4.1 Engessa a dinâmica operacional nos ministérios da igreja por causa da concentração de poder de decisão;&lt;br /&gt;4.2 Supervaloriza os assuntos administrativos face aos ministeriais;&lt;br /&gt;4.3 Gera níveis diferenciados de autoridades no seio da igreja, desprestigiando aqueles irmãos ligados ao ministério “espiritual”. Por exemplo: Uma pessoa pode ser espiritualmente mais nova, mas com habilidades técnicas na área financeira, e agora toma decisões sobre os demais que atuam no ensino, por exemplo, da igreja.&lt;br /&gt;4.4 Sobrecarrega o pastor e exige dele grande participação e responsabilidade administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. A legislação &lt;br /&gt;1. O que a lei (Código Civil) determina é que a associação (organização religiosa - igreja) precisa determinar em seu estatuto o modo que ela será administrada e representada, ativa e passivamente, judicial extrajudicialmente, não especificando cargos ou quantidade de componentes:&lt;br /&gt;Art. 46. O registro declarará:&lt;br /&gt;I - a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver;&lt;br /&gt;II - o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores;&lt;br /&gt;III - o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;&lt;br /&gt;IV - se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo;&lt;br /&gt;V - se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;&lt;br /&gt;VI - as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral:&lt;br /&gt;I – eleger os administradores;&lt;br /&gt;II – destituir os administradores;&lt;br /&gt;III – aprovar as contas;&lt;br /&gt;IV – alterar o estatuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Assim, cada organização jurídica pode estabelecer sua própria estrutura de administração, de acordo com seus interesses, necessidades e propósitos.&lt;br /&gt;Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:&lt;br /&gt;I - as associações;&lt;br /&gt;II - as sociedades;&lt;br /&gt;III - as fundações;&lt;br /&gt;IV – as organizações religiosas; &lt;br /&gt;V – os partidos políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. Diretoria propositiva: uma proposta de gestão eclesiástica compartilhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Considerando-se os possíveis conflitos, a igreja pode ajustar sua estrutura de representação legal, sem desrespeitar as leis e nem as áreas ministeriais da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.  Uma proposta de diretoria propositiva, seguindo os propósitos da igreja local poderia ser a seguinte:&lt;br /&gt;2.1 Um Presidente&lt;br /&gt;2.2 Um Vice-Presidente&lt;br /&gt;2.3 Um Diretor Administrativo&lt;br /&gt;2.4 Um Diretor Financeiro&lt;br /&gt;2.5 Um Diretor de Membresia&lt;br /&gt;2.6 Um Diretor de Educação Cristã&lt;br /&gt;2.7 Um Diretor de Celebração&lt;br /&gt;2.8 Um Diretor de Evangelismo&lt;br /&gt;2.9 Três Conselheiros/Suplentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrição das responsabilidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente&lt;br /&gt;1. Representar a Igreja ativa e passivamente, perante os Órgãos Públicos, Judiciais e Extrajudiciais, inclusive em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes e constituir advogados para o fim que julgar necessário;&lt;br /&gt;2. Convocar e presidir as reuniões de Diretoria Executiva;&lt;br /&gt;3. Convocar Assembléias Ordinárias e Extraordinárias;&lt;br /&gt;4. Juntamente com o Diretor Financeiro, abrir e manter contas bancárias, assinar cheques e documentos contábeis;&lt;br /&gt;5. Supervisionar as atividades dos demais membros da Diretoria Executiva;&lt;br /&gt;6. Participar como membro ex officio de todas as comissões e ministérios da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vice-presidente&lt;br /&gt;1. Substituir legalmente o presidente em suas faltas e impedimentos;&lt;br /&gt;2. Auxiliar o presidente em todas as suas responsabilidades, especialmente na supervisão das atividades dos diretores membros da diretoria;&lt;br /&gt;3. Substituir qualquer um dos diretores em suas faltas e impedimentos, bem como auxiliá-los quando for necessário.&lt;br /&gt;4. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;5. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;6. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor Administrativo&lt;br /&gt;1. Substituir legalmente o Vice-Presidente em suas faltas e impedimentos;&lt;br /&gt;2. Dirigir e supervisionar o trabalho da secretaria;&lt;br /&gt;3. Dirigir e supervisionar os trabalhos das comissões administrativas, tais como: manutenção, construção e patrimônio;&lt;br /&gt;4. Fazer anualmente uma relação dos bens da Igreja, apresentando-os quando solicitado.&lt;br /&gt;5. Manter e ter sob guarda a documentação da Igreja;&lt;br /&gt;6. Redigir a correspondência da Igreja;&lt;br /&gt;7. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu ministério.&lt;br /&gt;8. Contratar funcionários ou auxiliares especializados, fixando seus vencimentos, podendo licencia-los, suspende-los, promove-los ou demiti-los;&lt;br /&gt;9. Selecionar membros para atuarem no ministério administrativo da igreja;&lt;br /&gt;10. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;11. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;12. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor Financeiro&lt;br /&gt;1. Manter em contas bancárias, juntamente com o Presidente, os valores da Igreja, podendo aplicá-los, segundo as decisões da Diretoria e/ou da Assembléia;&lt;br /&gt;2. Assinar os cheques e outros documentos financeiros e contábeis com o Presidente;&lt;br /&gt;3. Efetuar pagamentos e recebimentos autorizados;&lt;br /&gt;4. Supervisionar o trabalho da tesouraria e contabilidade;&lt;br /&gt;5. Apresentar relatórios financeiros mensais para o Conselho Fiscal;&lt;br /&gt;6. Apresentar relatórios financeiros a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, e a Assembléia Geral.&lt;br /&gt;7. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;8. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;9. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor de Membresia&lt;br /&gt;1. Motivar os membros da igreja a uma comunhão verdadeira, visando a glória de Deus por meio de verdadeiras amizades e práticas de princípios bíblicos que refletem o amor de Cristo;&lt;br /&gt;2. Facilitar o desenvolvimento da prática de uma comunhão genuína entre os membros da igreja;&lt;br /&gt;3. Propiciar momentos de relacionamentos aos membros, especialmente em feriados e em outras datas, visando descontração e lazer saudável e fraterno. &lt;br /&gt;4. Fortalecer os relacionamentos no Corpo de Cristo para que aconteça efetivamente o cuidado de uns para com os outros;&lt;br /&gt;5. Organizar e supervisionar o ministério de assistência social (medicação, alimentos, serviços domésticos, visitas e outras ajudas aos que necessitam);&lt;br /&gt;6. Visitar os membros da igreja, especialmente os necessitados, tais como: enfermos, idosos, viúvas, faltosos, etc.&lt;br /&gt;7. Selecionar membros para atuarem no ministério de membresia, comunhão e serviço;&lt;br /&gt;8. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;9. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;10. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;11. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor de Educação Cristã&lt;br /&gt;1. Motivar a igreja a cumprir os mandamentos bíblicos (Mt 28.18-20), por meio do estudo bíblico;&lt;br /&gt;2. Organizar e supervisionar as atividades de ensino cristão da igreja;&lt;br /&gt;3. Estabelecer currículos para os ministérios de educação cristã;&lt;br /&gt;4. Organizar treinamentos e aperfeiçoamentos de professores;&lt;br /&gt;5. Facilitar a atividade educacional dos professores;&lt;br /&gt;6. Selecionar professores e auxiliares para o ministério de ensino;&lt;br /&gt;7. Convocar e dirigir reuniões com os integrantes do ministério;&lt;br /&gt;8. Zelar por todo material didático da igreja;&lt;br /&gt;9. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;10. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;11. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;12. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor de Celebração&lt;br /&gt;1. Motivar a igreja a desenvolver um estilo de vida de adoração;&lt;br /&gt;2. Motivar a igreja a uma vida de oração;&lt;br /&gt;3. Organizar os cultos ordinários, bem como os cultos de batismo, apresentação de bebês, casamentos, vigílias, dias especiais, etc.&lt;br /&gt;4. Supervisionar a participação de pessoas, grupos, coral, instrumentistas, etc. em qualquer um dos cultos da igreja;&lt;br /&gt;5. Selecionar, treinar e supervisionar dirigentes de cultos;&lt;br /&gt;6. Zelar pelos equipamentos eletrônicos e instrumentos da igreja;&lt;br /&gt;7. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;8. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;9. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;10. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao Diretor de Evangelismo:&lt;br /&gt;1. Motivar a igreja a cumprir a Grande Comissão (Mt 28.18-20);&lt;br /&gt;2. Organizar e disponibilizar material de evangelismo e discipulado para a igreja;&lt;br /&gt;3. Estabelecer estratégias para alcançar mais pessoas para Cristo;&lt;br /&gt;4. Facilitar a integração de novos membros a igreja;&lt;br /&gt;5. Manter contato com os missionários da igreja;&lt;br /&gt;6. Propor ajudas e sustentos para missionários;&lt;br /&gt;7. Estimular e administrar as ofertas missionárias;&lt;br /&gt;8. Providenciar recepção calorosa e amorosa aos visitantes;&lt;br /&gt;9. Selecionar membros para atuarem no ministério de evangelismo e missões;&lt;br /&gt;10. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;11. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;12. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;13. Apresentar a Diretoria Executiva, quando solicitado pelo Presidente, relatório relativo ao seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselheiros/Suplentes&lt;br /&gt;1. Assumir o cargo vago de qualquer diretor (exceto do presidente e vice-presidente) até eventual eleição por parte da Assembléia Geral.&lt;br /&gt;2. Participar das reuniões de diretoria da igreja;&lt;br /&gt;3. Trabalhar em harmonia com os demais ministérios da igreja;&lt;br /&gt;4. Submeter-se as orientação e supervisão do pastor titular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, cabe a Diretoria Executiva:&lt;br /&gt;  1. Elaborar programa e calendário anual de atividades;&lt;br /&gt;  2. Elaborar e apresentar nas assembléias relatórios gerais e financeiros;&lt;br /&gt;3. Contratar e demitir funcionários, bem como contratar e administrar prestadores de serviço de interesse da igreja;&lt;br /&gt;  4. Organizar quaisquer comissões e nomear seus membros;&lt;br /&gt;  5. Resolver os casos omissos do Estatuto;&lt;br /&gt;6. Proceder a substituição de qualquer cargo vago na Diretoria Executiva, entre os Conselheiros/Suplentes.&lt;br /&gt;  7. Cumprir e fazer cumprir o Estatuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Esta proposta de gestão compartilhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1 Considera os propósitos e ministérios da igreja como prioridade sem desprezar as questões administrativas, enfatizando uma gestão eclesiástica diferentemente de uma administração empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2 Permite a participação de pastores (equipe pastoral; colegiado de pastores) e diáconos, independente de suas habilidades administrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.3 Possibilita a participação de membros em diferentes áreas importantes para a igreja, descentralizando as responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.4 Libera o pastor para ser pastor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At 6.3-4 “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”.&lt;br /&gt;1 Tm 5.17 “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina”.&lt;br /&gt;Ministério da Palavra – o pastor terá mais tempo para estudar e preparar seus sermões, estudos e aconselhamentos.&lt;br /&gt;Oração – o pastor poderá dispor de tempo para orar pelos irmãos da igreja, pelos desafios gerais, etc.&lt;br /&gt;Visão – para manter viva e operante, o pastor precisa manter os olhos atentos nos rumos que a igreja está indo, alinhando distorções.&lt;br /&gt;Treinamento – é preciso investir tempo do ministério pastoral para treinar novos líderes para a igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.5 Possibilita que um membro exerça as responsabilidades administrativas – um gestor ministerial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.6 Gera oportunidades para que cada membro desenvolva seu dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.7 Evita que o pastor se torne um ditador e centralizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.8 Há mais conselhos nas decisões envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pv 11.14 “Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.9 Cria um compartilhamento da visão ministerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.10 Promove transparência nos rumos da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.11 Fortalece a autoridade pastoral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-3141931953620449792?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/3141931953620449792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=3141931953620449792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/3141931953620449792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/3141931953620449792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/09/diretoria-propositiva-uma-proposta-de.html' title='Diretoria propositiva: uma proposta de gestão eclesiástica compartilhada'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-4543248727025674876</id><published>2008-09-09T12:52:00.001-07:00</published><updated>2008-09-09T12:52:53.144-07:00</updated><title type='text'>Um dia na vida de uma professora</title><content type='html'>Eu estava no centro da roda e as crianças me cercavam gritando como se fossem me atacar. Eu não podia ouvi-los. Estava completamente surda, mas por suas expressões agressivas eu sabia que algo muito errado estava acontecendo. Eu tentava escapar da roda, mas o cerco se fechava cada vez mais a minha volta e eu comecei a sentir medo de verdade. Foi quando, de repente, vinda não sei de onde, a enorme cadeira de rodas veio em minha direção. Paulinho, o seu dono, estava no seu controle e, ao invés do ar meigo e resignado, parecia querer com um olhar de ódio, a todo custo me atropelar. Tentei desviar-me, mas o motorista e seus cúmplices eram implacáveis. A cadeira bateu em minhas pernas violentamente. Eu cai e comecei a gritar. Meu grito ecoou pela casa toda. Acordei molhada de suor e olhei o relógio. Estava atrasada.&lt;br /&gt;Enquanto tomava um banho rápido pensava no horrível pesadelo que havia tido com meus alunos da 2ª série, da escola pública na periferia, onde eu ensinava. Por que estariam tão zangados comigo?&lt;br /&gt;Ignorei o café da manhã e corri para o ponto de ônibus que, para meu consolo, não estava cheio como de costume. Cheguei na escola em tempo hábil. Odiava chegar tarde, mas quando acontecia ninguém se importava, até mesmo porque quase todos os professores se atrasavam.&lt;br /&gt;Lá estavam eles com o seu barulho costumeiro. A Joana, com o seu cabelo encoracolado, o Zezinho, com seu olhar maroto, o Grigre andando de um lado para o outro e a enorme cadeira de rodas do Paulinho se movendo em minha direção, cumprindo o sagrado ritual diário de me entregar a papoula roubada da vizinha.&lt;br /&gt;Depois de aquietá-los comecei a minha aula. Falaria sobre animais domésticos e depois construiríamos um texto sobre esse assunto. Logo que comecei a falar a Camilinha me cobrou o coelhinho que eu prometera e eu não tive outro recurso senão contar-lhe que esquecera. Construímos o texto assim mesmo, procuramos figuras de animais domésticos em livros e revistas. Eles se movimentaram bastante na sala apertada e na hora de colar as figuras descobri que estava faltando cola. Teria uma cola na bolsa? Tinha e, embora com dificuldade acabamos fazendo o trabalho.&lt;br /&gt;Enquanto as crianças trabalhavam eu pensava na minha vida. Vida? Qual vida? Então a vida era isso? Quando saísse hoje daqui, iria direto para outra escola, sem almoçar, pois o horário era apertado e eu sabia que, em escola privada não podia me dar ao luxo de um atraso. Depois tomaria duas conduções para chegar ao campus e assistiria aula até às 10:30. Em casa, já às 11:15 teria que preparar o material que usaria no dia seguinte, corrigir exercícios, fazer as leituras que o meu curso exigia e dormiria, finalmente, de madrugada, sobre os livros até o outro dia às 6:00. Qual vida? Se ao menos meu marido não tivesse ido embora, se meu salário do estado fosse melhor, se as crianças não precisassem ficar sozinhas o dia inteiro, se... se... se...&lt;br /&gt;O toque da sineta interrompeu os meus pensamentos. As crianças correram enlouquecidas para a fila do lanche e foram avisadas, para tristeza geral, que a escola não tinha recebido a merenda. Eu olhava com uma angústia crescente seus olhinhos famintos e decepcionados. Me deu uma vontade incontrolável de chorar, não sabia se por ele ou por mim. Sem raciocinar corri a padaria em frente e pedi as sobras de pão, explicando a situação da escola. Ganhei um saco grande de “pão dormido” e, com a diretora entreguei um a um às crianças. Uma colega me disse que aquilo era assistencialismo barato e eu quase a mandei se danar. Eles me cercavam, como no meu sonho, mas os seus olhares não eram ressentidos nem suas expressões agressivas. Havia sim, naqueles olhares inocentes um pedido de socorro, um grito silencioso. Será que aquele pão ajudaria a evitar a violência? Será que o meu saber tão mal repassado os transformaria em animais domésticos?&lt;br /&gt;Eu não sabia. Mas eu sabia que a vida podia ser um pesadelo ou um sonho, dependendo de como for olhada. De alguma forma eu fazia parte dos sonhos daquelas crianças e elas, concretamente faziam parte dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Voltei à sala e falamos sobre sonhos, esperança, futuro. Eu não podia prometer nada, mas ensinei que, se eles quisessem poderiam mudar seu destino. Eu mudaria o meu, pelo menos hoje: Iria almoçar. Talvez chegasse atrasada de novo. Paciência. Os dias não podem ser sempre iguais. Os professores também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto de uma professora de Natal – RN)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-4543248727025674876?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/4543248727025674876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=4543248727025674876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/4543248727025674876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/4543248727025674876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/09/um-dia-na-vida-de-uma-professora.html' title='Um dia na vida de uma professora'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-7106326439324264833</id><published>2008-07-30T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T17:01:12.750-07:00</updated><title type='text'>METODOLOGIAS HERMENÊUTICAS: DO LIVRO DE CANTARES</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;METODOLOGIAS HERMENÊUTICAS&lt;br /&gt;DA INTERPRETAÇÃO DO LIVRO DE CANTARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Salomão, também chamado de Cântico dos Cânticos, tem sido interpretado de diferentes formas. Talvez seja o livro da Bíblia com mais tentativas errôneas de interpretações. Muitos tem se perguntado sobre o valor desse livro no cânon bíblico e procuram compreende-lo da maneira que traz uma resposta a esta pergunta com o melhor sentido possível.&lt;br /&gt;Como resultado de pesquisa, vou apresentar aqui quatro metodologias hermenêuticas de interpretação do livro de Cantares, já defendendo a que eu aceito que é a interpretação literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTERPRETAÇÃO FICTÍCIA:&lt;br /&gt;Há um grupo de eruditos que vêem Cantares como um simples livro fictício, ou seja, é um drama que retrata o namoro de Salomão e seu casamento com uma pobre, mas bela jovem camponesa, porém, um drama que na realidade não aconteceu. Os eventos relatados não aconteceram. &lt;br /&gt;A interpretação fictícia aceita Cantares na forma de literatura dramática. É como fosse uma apresentação teatral de uma série de acontecimentos que atingem um clímax. Alguns dizem que o drama contêm dois personagens principais (Salomão e a sulamita) e outros que há três personagens (o pastor, Salomão e a sulamita). Sendo que com três personagens o que se passa no drama é que a sulamita permanece fiel ao pastor apesar das atitudes de Salomão. Uma forte objeção a este tipo de interpretação é a escassez de indícios de dramas formais entre os semitas e, em particular, entre os hebreus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA:&lt;br /&gt;Alguns estudiosos dizem que este livro é uma alegoria que leva ao ponto máximo a expressão do amor de Deus por Israel ou pela Igreja. Inicialmente, por causa do papel dos rabis, o livro era aceito como que Israel é quem está sendo descrito, sendo assim, Israel é a noiva desposada por Deus. Depois, na época da igreja primitiva, com os pais, foi considerado que o livro expressa o amor de Cristo por sua igreja ou pelo indivíduo em particular, sendo assim, a igreja é a noiva de Cristo.  &lt;br /&gt;Normalmente, a interpretação alegórica procura encontrar para cada frase um significado especial. Enfatizam cada detalhe de maneira simbólica.&lt;br /&gt;Os alegóricos dizem que Cantares não pode ser um história baseada em relacionamentos reais porque seria uma literatura muito imprópria, até mesmo erótica. Outras idéias que usam como base são: As tradições judaicas consideravam o livro como um poema alegórico; a igreja primitiva aceitou o mesmo conceito alegórico, só aplicando um novo sentido (Cristo/Igreja); e muitos nomes da história eclesiástica defenderam a interpretação alegórica. &lt;br /&gt;Será que é possível comparar Salomão com seu vasto harém com o Senhor Jesus Cristo?&lt;br /&gt;Há aqueles que aceitam as interpretações alegórica e literal colocando da seguinte forma: Vida humana ou objetivo histórico: expressa o relacionamento de um homem com uma mulher. Vida espiritual ou objetivo religioso espiritual: expressa o amor de Deus por seu povo e de Cristo por sua igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. INTERPRETAÇÃO TIPOLÓGICA:&lt;br /&gt;Também entre os interpretes alegóricos encontramos quem defenda que os eventos não são reais e os que aceitam os acontecimentos relatados como fatos. Sendo assim, mesmo que o romance de Salomão com a camponesa tenha acontecido o que importa é o propósito primário: expressar o amor de Deus por seu povo. Então, essa última parece ser uma interpretação tipológica. Interpretação essa que procura relevar a importância dos acontecimentos históricos e considerar a subjetividade da interpretação alegórica.&lt;br /&gt;Nesta mesma idéia, algumas pessoas não gostam de ser chamadas de alegóricas, mas o que fazem é aceitar a história entre Salomão e a sulamita como verídica e encontrar no livro pequenas porções que possam ser aceitas como tipos de Cristo. Dizem que apenas nas linhas gerais é possível relacionar os acontecimentos com o amor de Cristo por sua Igreja. Os tipológicos encontram defesas nos antigos poemas árabes; no uso que Cristo fez da história de Jonas (Mt 12.40) ou da serpente do deserto (Jo 3.14); nas analogias bíblicas do casamento espiritual (Jr 2.2; 3.1; Ez 16.6; Os 1-3; Ef 5.22-33; Ap 19.9); e nas representações de Salomão em outros partes das Escrituras como sendo um tipo de Cristo como rei da dispensação milenar, sentado no trono de Davi (2 Sm 7.12-17; 23.1-7; Sl 72; cf. Mt 12.42).&lt;br /&gt;A interpretação tipológica ou típica é aceita por Raven, Unger e Archer Jr.&lt;br /&gt;Aparentemente, as interpretações alegóricas e tipológicas parecem ser bem interessantes e criativas, mas desrespeitam uma regra básica da hermenêutica: a intenção original do autor.&lt;br /&gt;“Qualquer leitura alegórica é perigosa porque as possibilidades de interpretação são ilimitadas. Estamos mais propensos a descobrir nossas idéias do que a discernir o propósito do autor”. (LaSor, Hubbard e Bush).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. INTERPRETAÇÃO LITERAL-HISTÓRICA:&lt;br /&gt;A interpretação literal é a minha metodologia preferida. Quando consideramos que a literatura sapiencial concentra-se no âmbito comum dos relacionamentos humanos podemos facilmente evitar qualquer tipo de interpretação alegórica. Podemos afirmar que o livro Cântico dos Cânticos expressa um relacionamento entre um homem e uma mulher. Cantares é um registro poético do romance real de Salomão com uma mulher sulamita. Sendo assim, o princípio básico da interpretação literal é que este livro é um poema que exalta o amor humano.&lt;br /&gt;Entendo Cantares como um modelo divino para o relacionamento conjugal em contrastes com as diversas perversões degeneradas ou poligamias do casamento que eram correntes na época de Salomão. Noto que fazer este contraste era a intenção de Salomão ao escrever este livro.&lt;br /&gt;Também acredito que nem passava pela mente de Salomão e seus leitores, encontrarem Cristo e sua Igreja nas palavras de Cantares. Além de acreditar que por segurança é melhor seguir as regras de tipo e antítipo, onde a afirmação deve vir da própria Escritura.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARCHER, JR, Gleason L., Merece confiança o Antigo Testamento?, 3ª edição, traduzido por Gordon Chown, São Paulo, Vida Nova, 2000, pp. 452-455;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELLISEN, Stanley A., Conheça melhor o Antigo Testamento: um claro e conciso guia para o conteúdo, os temas e a aplicação pessoal dos primeiros 39 livros da Bíblia, traduzido por Emma Anders de Souza Lima, São Paulo, Vida, 1998, pp. 200-205;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LaSOR, William S., HUBBARD, David A., BUSH, Frederic W., Introdução ao Antigo Testamento, traduzido por Lucy Yamakami, São Paulo, Vida Nova, 1999, pp. 562-564;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PFEIFFER Charles F. e HARRISON, Everett F., editores, Comentário Bíblico Moody: Josué a Cantares, volume 2,  traduzido por Yolanda M. Krievin, São Paulo, Imprensa Batista Regular, 1988, pp. 497-498;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RYRIE, Charles Caldwell, A Bíblia Anotada, traduzida por Carlos Oswaldo Cardoso Pinto, São Paulo, Mundo Cristão, 1994, p. 841;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPROUL, R.C., Bíblia de Estudo de Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, pp. 778-779&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WILKINSON, Bruce e BOA, Kenneth, Descobrindo a Bíblia, traduzido por Valter Graciano Martins, São Paulo, Candeia, 2000, pp. 194-196.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-7106326439324264833?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/7106326439324264833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=7106326439324264833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/7106326439324264833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/7106326439324264833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/metodologias-hermenuticas-do-livro-de.html' title='METODOLOGIAS HERMENÊUTICAS: DO LIVRO DE CANTARES'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-8453987169728491661</id><published>2008-07-30T16:53:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:56:47.960-07:00</updated><title type='text'>Tomás de Aquino</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a história da igreja, poucos nomes tiveram um impacto tão grande como Tomás de Aquino. Portanto, qualquer estudante de teologia deve ter pelo menos um pouco de conhecimento sobre quem foi este homem e qual sua contribuição para o mundo eclesiástico.&lt;br /&gt;Neste trabalho, faremos uma breve e sistemática abordagem sobre Tomás de Aquino, e é óbvio, que um homem com tantos escritos e contribuições teológicas e filosóficas não pode ser estudado plenamente em apenas algumas palavras, porém vamos destacar quem ele foi e qual sua principal linha de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Preliminares&lt;br /&gt;Tomás de Aquino (Tommaso d’Aquino) viveu no período da Idade Média. Nasceu entre 1224 e 1225 no sul da Itália, no castelo de Roccasecca, perto de Aquino, daí seu nome, no reino da Sicília e morreu no mosteiro de Fossanova, após adoecer a caminho do Concílio de Lyon, em 7 de março de 1274, concílio para o qual havia sido convidado pessoalmente pelo papa Gregório X.&lt;br /&gt;É conhecido como um dos teólogos e filósofos mais importantes do catolicismo e chamado de “Doutor Angélico” , mas também teve uma vida bastante piedosa e de elevada moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Formação e títulos&lt;br /&gt;Tomás de Aquino era de uma família nobre, os Condes de Aquino. Foi educado em monte Cassino e na Universidade de Nápoles, e em 1239, aos 15 anos, ingressou no convento da ordem dos dominicanos . Porém, esta decisão não houve apoio dos pais que desejavam que o filho se tornasse um estadista. Após algumas desavenças com os pais, passados alguns anos Tomás foi ordenado frei, e em 1252 formou-se em teologia, em Paris. Foi aluno de Alberto Magno (Alberto, o Grande 1193-1280), de quem recebeu muitas influências a respeito da filosofia recém descoberta de Aristóteles e com quem em 1248 abriu uma escola em Colônia. Podemos até dizer que Tomás de Aquino foi grandemente responsável pela popularização das idéias de Aristóteles entre os acadêmicos de sua época e consequentemente até os dias de hoje .&lt;br /&gt;Aos 30 anos de idade, em 1256, recebeu o título concedido pelo papa de mestre em teologia. Passou a lecionar numa das “escolas dominicanas incorporadas à Universidade de Paris” . Em 1259 foi nomeado mestre da cúria pontifical.&lt;br /&gt;Em 18 de julho de 1323 foi canonizado como santo pelo papa João XXII e em 1567, no Concílio de Trento, foi reconhecido como doutor da Igreja pelo papa Pio V. Também foi “recomendado para estudo pelo papa Leão XIII em 1879, e declarado patrono das escolas católicas em 1880” . Por fim, em 1918, o Codex Juris Canonici (Código da Lei Canônica) determinou que a teologia-filosofia Tomista (de Tomás de Aquino) fosse estudada nos seminários eclesiásticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. Proposta – sistema filosófico&lt;br /&gt;A proposta de Tomás de Aquino tinha a “intenção de harmonizar a fé com a razão” , aspecto do movimento escolástico de posição moderada , “que procurava explicar a fé cristã de maneira racional” . Para Tomás de Aquino, todas as verdades eram verdades de Deus, portanto verdades da fé, como verdades da razão humana, deveriam se harmonizar e não entrarem em contradições. Ele buscava integrar a filosofia natural, equiparada as ciências modernas de hoje, com a teologia revelada da Bíblia, e “dizia que os pagãos poderiam ser convertidos ao Cristianismo através de argumentos racionais” .&lt;br /&gt;Algo interessante nesta relação entre fé e razão, é que para Tomás de Aquino a “fé pode aceitar muitas das doutrinas aceitas pela razão, mas também pode ultrapassar a razão” , ou seja, a fé tem uma posição superior para que o mundo possa ser compreendido. Como exemplos, a trindade e a encarnação eram tópicos que Aquino admitia não poder serem compreendidos apenas pela razão humana.&lt;br /&gt;O método teológico de Aquino, demonstrando em suas obras, começava com uma proposição ou pergunta disputada ou passível de debate, depois examinava as objeções e em seguida dava sua própria opinião, defendendo uma única verdade possível, sempre a fundamentando em autoridades, tais como: textos bíblicos, pais da igreja, concílios e credos, mas Agostinho e Aristóteles eram suas autoridades consagradas preferidas. Tanto que citava Agostinho mais do que as Escrituras e se referia a Aristóteles como “o Filósofo” .&lt;br /&gt;Como era de se esperar, o sistema elaborado por Aquino teve muitas influências das doutrinas defendidas por Aristóteles, isto é possível notar, especialmente em sua argumentação sobre a existência de Deus, chamada de “cinco vias” (quinque viae) para se provar a existência de Deus:&lt;br /&gt;1º argumento – Movedor primário. Os movimentos do mundo só existem porque algo os impulsiona. Existe um movedor primário, uma fonte de energia para todas as coisas que é Deus. Este argumento está baseado na “idéia aristoteliana de Movedor Inamovível, aquela força cósmica que faz todas as coisas se movimentarem por serem amadas” .&lt;br /&gt;2º argumento – Causa e efeito. Todas as coisas existem por alguma causa. Voltando de causa para causa, chegasse ao que pode ser chamado de causa primeira de todos os efeitos, que é Deus.&lt;br /&gt;3º argumento – Ser contingente e ser necessário. “Ser contingente é aquele que não encontra em si próprio a razão de sua existência, enquanto que o ser necessário é aquele que possui em si próprio a razão de sua existência” . Então, sem um ser necessário, que é Deus, que não pode não existir, os seres contingentes não teriam existência.&lt;br /&gt;4º argumento – Perfeição absoluta. Algo inspira os seres humanos a terem condições de julgaram graus de bondade e de valores morais, por exemplo, e segundo Tomás de Aquino, só a existência de um ser supremo, absoluto poderia tornar isto uma realidade.&lt;br /&gt;5º argumento – Teleológico – Ser Ordenador. Todas as coisas do universo tem uma finalidade, um alvo, um propósito, bem como uma ordem e harmonia, e estas coisas não são frutos do acaso, mas só pode ser produto de um ser Planejador, uma inteligência superior, que é Deus.&lt;br /&gt;Os cinco argumentos parecem estar resumidos no ponto em que não é possível que seres finitos existam sem uma causa suprema.&lt;br /&gt;Sua convicção de poder se conhecer a Deus por meio do raciocínio parece servir como base para que pessoas como Aristóteles pudessem ser salvas.&lt;br /&gt;Tomás de Aquino também “...racionalizou a idéia das indulgências, criadas para isentar da satisfação normalmente necessária no sacramento de penitência, ao ensinar a eficácia dos méritos extraordinários de Cristo e dos santos. Esses méritos podem ser sacados pela igreja para o penitente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. Obras principais&lt;br /&gt;Tomás de Aquino escreveu duas sínteses teológicas. A principal, a sua grande obra prima é a Summa Theologica (Suma Teológica) escrita entre 1267 e 1273 que é uma apresentação sistemática da doutrina cristã em termos filosóficos.&lt;br /&gt;“A Summa Theologiae consiste de três mil artigos, com mais de 600 questões em três grandes seções. Ela pretendia ser uma exposição sistemática de toda a teologia. Tornou-se, então, a exposição clássica dos sistema da Igreja Católica Romana”.&lt;br /&gt;A primeira parte aborda a existência e a natureza de Deus. A segunda discute questões sobre o homem, especialmente a moralidade e virtudes concluindo que o homem está limitado pelo pecado, mas não determinado para o mal. Ele defendia que “o homem possui livre-arbítrio, podendo fazer escolhas genuínas, pelas quais também torna-se responsável” . A terceira parte trata sobre Cristo e sacramentos como sendo instituídos pelo próprio Cristo.&lt;br /&gt;A outra síntese teológica é a Summa contra Gentiles (Suma contra os gentios) , um ataque contra os erros dos incrédulos, principalmente islamitas, mas que contém muitos elementos filosóficos e teológicos.&lt;br /&gt;Outras obras: Um comentário sobre as Sentenças de Pedro Lombardo; Questiones Disputatae, discussões sobre temas como verdade, poder de Deus, o mal, etc.;&lt;br /&gt;Seus escritos também deixaram uma grande marca de valorização da ética e da moral, bem como o destaque para a revelação de Deus de forma sobrenatural por meio das Escrituras e a ênfase na singularidade e superioridade de Deus sobre tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;Tomás de Aquino foi o maior pensador escolástico da história. Antes dele, apenas Agostinho e Anselmo tiveram impactos semelhantes.&lt;br /&gt;Como vimos, sua proposta de pensamento é valorizada até os dias de hoje no catolicismo. E podemos dizer, que com ele também aprendemos que é importante defendermos convicções de forma bastante convincente, porém não se afastando da revelação perfeita de Deus – as Escrituras – caindo no campo das especulações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-8453987169728491661?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/8453987169728491661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=8453987169728491661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/8453987169728491661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/8453987169728491661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/toms-de-aquino.html' title='Tomás de Aquino'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-5341257340322913685</id><published>2008-07-30T16:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:53:32.445-07:00</updated><title type='text'>JOÃO BATISTA, UM ESSÊNIO?</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tornou os essênios mais conhecidos, ou o que provocou maior interesse no essenismo, sem dúvida foram os Rolos do Mar Morto, uma vez que o Novo Testamento não nos fala nada sobre eles.&lt;br /&gt;Os Rolos do Mar Morto foram encontrados em 1947, em Qumrã, uma comunidade ascética de essênios. Os essênios eram considerados como mais um partido religioso ao lado dos saduceus, fariseus, zelotes, zadoques e herodianos. Alguns colocam os essênios como sendo um grupo que teve sua origem nos fariseus, e a posição era de extrema direita (ou radical). Eles davam ênfase a observância minuciosa da lei (mais do que os fariseus) e se dividiam em dois grupos: os essênios monásticos e os essênios casados.&lt;br /&gt;Neste pequeno artigo, vamos abordar algumas características dos essênios e responder a seguinte pergunta: João Batista era um essênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR QUE COMPARAM JOÃO BATISTA A UM ESSÊNIO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome “essênio” procede de uma palavra hebraica que significa “pio” , “santo”. É bem provável que outros judeus os chamassem assim, mas que eles rejeitassem esta identificação. Porém, se consideravam tão puros e especiais para Deus que seriam usados como instrumentos divinos, e não aceitavam as práticas dos fariseus e saduceus em Jerusalém porque diziam que os sacerdotes eram indignos e usavam um calendário errado, e por isso a maior parte deles viviam em comunidades em áreas desertas. Todavia, outros pequenos grupos moravam próximo de Jerusalém, até havia uma porta em Jerusalém chamada Porta dos Essênios. Este grupo enfatizava a vida comunitária que envolvia os bens e a pobreza como virtude espiritual.&lt;br /&gt;Os essênios praticavam ritos visando purificação física e espiritual. Um desses ritos era os banhos diários. E pensando em um outro aspecto doutrinário, os essênios tinham uma grande expectativa messiânica.&lt;br /&gt;Podemos destacar os seguintes pontos relacionados os essênios: 1. Instrumento divino; 2. Rejeição as práticas religiosas; 3. Vida isolada; 4. Banhos de purificação; 5. Vida comunitária; e, 6. Expectativa messiânica. Esses pontos são identificados com a vida de João Batista da seguinte maneira (Lucas 3):&lt;br /&gt;1. João Batista se via como um instrumento divino, como a “Voz do que clama no deserto”; 2. João Batista rejeita os religiosos de sua época: “Raça de víboras”; 3. João Batista vivia no “deserto”; 4. João Batista batizava as pessoas no rio Jordão, “eu batizo com água”; 5. João Batista ensinou o compartilhar dos bens: “...Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo”; e, 6. João Batista tinha uma grande expectativa messiânica: “e toda carne verá a salvação de Deus”, “...mas vem o que é mais poderoso do que eu,...”.&lt;br /&gt;Mas apesar de todas estas “semelhanças” podemos afirmar que João Batista não era um essênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR QUE JOÃO BATISTA NÃO ERA UM ESSÊNIO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, João Batista não era um essênio porque ele foi para o deserto por isto estar nos planos divinos e não simplesmente porque ele quis. Podemos notar a profecia de Isaías sendo se cumprida nos dias do Novo Testamento, mas foi uma palavra de Deus ao profeta Isaías, a praticamente setecentos anos antes do seu cumprimento. &lt;br /&gt;“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR, endireitai no ermo vereda a nosso Deus.” Isaías 40.3.&lt;br /&gt;Sendo assim, ser um instrumento divino e agir no deserto era plano de Deus para a vida de João Batista.&lt;br /&gt;O segundo ponto de prova que João Batista não era um essênio é que ele não aceitava as religiões de sua época porque eram contrárias aos ensinos das Escrituras. Podemos dizer que João Batista não apoiava os saduceus, nem os fariseus e consequentemente nem os essênios, que tinham suas origens nos fariseus. Por exemplo, os essênios tinham uma doutrina dualista, criam em dois poderes, o da luz e os das trevas, ambos igualmente fortes, e criam também em um Deus único que ficava sobre os dois poderes. Uma outra doutrina estranha a crença que tinha como base um ódio contra os inimigos, eles criam que seriam usados por Deus para derrotar e destruir todos os seus próprios inimigos e os inimigos de Deus, enfim, os essênios tinham uma doutrina sincretista, o que impossibilita que João Batista, como cumpridor da profecia de Isaías, como preparador do caminho do Senhor Jesus Cristo, fosse um adepto deste partido religioso de doutrinas esotéricas.&lt;br /&gt;Também podemos considerar o batismo de João para provar que ele não seguia as doutrinas do essenismo. O batismo de João Batista era um único ato de renovação moral, e, por isso, substancialmente diferente dos banhos rituais (diários) dos essênios. Outra diferença é que João realizava os batismo aos que se arrependiam, aos seus seguidores, mas os essênios se banhavam por si.&lt;br /&gt;Em quarto lugar, podemos salientar o aspecto da expectativa messiânica. Em Qumrã, os essênios criam em três “messias”: o messias profeta, o messias sacerdotal, e o messias de Israel (descendente de Davi).&lt;br /&gt;Com um pouco de ironia podemos dizer que os essênios tinham muito mais expectativa messiânica do que João Batista. O messias profeta era o Mestre de Justiça sacerdotal, que era considerado um super profeta, que conhecia tudo o que ainda permanecera oculto aos outros profetas vindo antes dele. Vale lembrar que o fundador do essenismo foi um sacerdote que tinha o título de “Mestre de Justiça”. O messias sacerdotal deveria ser alguém superior em hierarquia ao messias de Israel devido as posições sacerdote/leigo.&lt;br /&gt;João Batista estava muito longe de uma crença como esta. Ele cria no único Messias, o Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta pesquisa, vimos que apesar das ditas semelhanças dos essênios com João Batista, as diferenças são muito maiores. Portanto, podemos concluir que João não fazia parte da comunidade dos essênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSEFO, Flavio, História dos hebreus, traduzido por Vicente Pedroso, Rio de Janeiro, CPAD, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PACKER, J.I., TENNEY, Merril C., e WHITE JR., William, O Mundo do Novo Testamento, Florida, Vida, 1994, pp. 91-94.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHUBERT, Kurt, Os partidos religiosos hebraicos da época neotestamentária, 2ª ed., São Paulo, Edições Paulinas, 1979, pp. 57-70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPROUL, R.C., editor geral, Bíblia de Estudo de Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-5341257340322913685?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/5341257340322913685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=5341257340322913685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5341257340322913685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5341257340322913685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/joo-batista-um-essnio.html' title='JOÃO BATISTA, UM ESSÊNIO?'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1876504551698501276</id><published>2008-07-30T16:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:48:31.985-07:00</updated><title type='text'>Uma breve história do Concílio de Trento</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve história do Concílio de Trento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da igreja aconteceram vários concílios ecumênicos. Alguns reconhecidos pela Igreja Católica Romana, outros não. Alguns concílios breves outros longos. Alguns pouco importantes outros de grande importância.&lt;br /&gt;O Concílio de Trento foi o mais longo em tempo e em volume, e um dos mais, ou o mais, importante concílio ecumênico da história reconhecido pela Igreja Católica Romana.&lt;br /&gt;Portanto, neste trabalho vamos procurar conhecer um pouco mais deste tão importante concílio. Vale destacar que este trabalho provém de pesquisa bibliográfica e os resultados serão apresentados a seguir em forma de uma redação, um único texto corrido, destacando a organização e as decisões tomadas no Concílio de Trento de uma perspectiva protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este concílio foi realizado entre 1545 e 1563. Dizendo mais exatamente teve seu início em 13 de dezembro de 1545 e seu término em 04 de dezembro de 1563. Com estas datas não estamos dizendo que o concílio durou dezoito anos seguidos. Ele abrangeu o espaço de dezoito anos, mas teve interrupções sendo uma delas de dez anos.&lt;br /&gt;Foi o décimo nono (19o.) concílio ecumênico da Igreja Católica Romana. O anterior foi o de Latrão V e o seguinte foi o Vaticano I. O concílio foi realizado como uma das reações Católicas à Reforma ou Contra-reforma, ou seja, a Igreja Católica Romana notou o avanço do protestantismo em alguns países da Europa e procurou algumas medidas para evitar este avanço. O objetivo principal era manter seus adeptos e alcançar novos adeptos ao catolicismo, evitando o crescimento veloz que os protestantes estavam conseguindo.&lt;br /&gt;Uma das medidas foi a criação da Companhia de Jesus pelo ex-oficial espanhol Inácio de Loyola em 1534. Podemos dizer que esta foi a primeira medida da Contra-reforma. Os membros desta Companhia, os jesuítas, se denominavam “Soldados de Cristo”, pois eram caracterizados por uma rígida disciplina e procuravam combater as heresias do ponto de vista católico e impedir o avanço do protestantismo. Os jesuítas passaram a se espalhar pelo mundo, Ásia, África e América foram algumas das regiões visadas por eles. O Brasil foi bastante trabalhado pelos jesuítas desde o início de seu descobrimento. Podemos lembrar que a cidade de São Paulo foi fundada a partir de um colégio fundado por jesuítas.&lt;br /&gt;Outra medida Contra-reforma tomada pela Igreja Católica foi o revigoramento da Inquisição pelo Papa Paulo III em 1542, três anos antes do Concílio de Trento. A Inquisição foi um tribunal criado pela Igreja em 1.231 para vigiar, julgar e punir qualquer indivíduo acusado de heresia. Muitos protestantes foram condenados a morte por este tribunal por terem sido considerados “hereges”.&lt;br /&gt;Com a Companhia de Jesus em ação e a Inquisição em atividade tínhamos o cenário da Contra-reforma todo montado. Neste clima de reação por parte da Igreja contra o crescimento da Reforma Protestante do século XVI, surge a convocação para o Concílio pelo Papa Paulo III com o objetivo de assegurar a unidade da fé e a disciplina eclesiástica sempre do ponto de vida da Igreja Católica. Esta então foi a terceira medida da Contra-Reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização e convocação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concílio de Trento não foi um concílio simples e comum. Ele teve uma divisão em três partes que trataremos mais adiante e quatro papas como presidentes: Paulo III, Júlio III, Marcelo II e Pio IV. As complicações começaram desde a definição do local e data. Não foi fácil acertar a data de início e muito menos o local. Trento não foi a primeira cidade indicada para sediar o concílio e não era de comum acordo que o tal acontecesse.&lt;br /&gt;Porém, o movimento reformador vinha crescendo continuamente ameaçando o clero da Igreja Católica Romana que vinha passando por um período de decadência.&lt;br /&gt;Os protestantes eram liderados pelas idéias dos reformadores, especialmente de Martinho Lutero, que já tinha proclamado suas noventa e cinco teses em Wittenberg. Por causa disso, os príncipes alemães e Lutero desejavam que a Igreja Católica Romana realizasse um concílio para que as idéias reformadoras fossem analisadas.&lt;br /&gt;O clero procurou adiar o concílio o máximo que pode. As principais razões para o atraso do concílio eram políticas. O Papa Leão X foi o primeiro a prometer o concílio, mas morreu antes de cumprir sua palavra.&lt;br /&gt;O Papa Paulo III (1534-1549), percebeu que não seria bom continuar adiando o concílio e resolveu fazer a convocação. O Papa enfrentou forte oposição e resistência. O seu objetivo era acabar com a desunião cristã e ter uma Igreja melhor organizada.&lt;br /&gt;A primeira convocação do concílio dizia que o local seria na Itália, mas houve oposição. A Igreja Católica tinha a preferência por uma cidade imperial para gozar de maior proteção por parte do Imperador. Então, a cidade de Mantua, também na Itália, foi sugerida como sede do concílio. Mas também houve oposição por dois motivos: guerra entre Carlos V e Francisco I da França e a exigência de dois mil homens para proteção na cidade de Mantua. Com o pensamento de satisfazer os católicos e os protestantes, Veneza foi a cidade italiana escolhida, porém não houve sucesso. Veneza vivia sob ameaças de assaltantes turcos.&lt;br /&gt;Finalmente, Trento uma cidade imperial, que era o interesse da Igreja Católica e não houve oposição da parte dos protestantes, foi definida como cidade sede do concílio que já estava sendo adiado a tempo.&lt;br /&gt;Trento era uma cidade de fronteira italiana. Era a principal via de comunicação com a Alemanha. Todavia, mesmo com o local do concílio definido, não foi possível o início imediato das reuniões. A causa era a guerra entre o Imperador Carlos V e o Rei Francisco I. Somente depois da paz entre os dois e o fim da guerra é que foi possível marcar o início do concílio.&lt;br /&gt;Não foi por acaso que o Concílio de Trento marcou a história da igreja. Se fosse somado o volume de conteúdo dos concílios anteriores, não seria maior do que o volume desse concílio da cidade italiana. E várias decisões tomadas nortearam a vida da Igreja Católica Romana até meados do século XX, e além do mais, todos os dogmas católicos foram confirmados.&lt;br /&gt;Por ter muitos assuntos para serem tratados, o Concílio acabou sendo realizado em várias sessões divididas em três partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do concílio atravessou três períodos:&lt;br /&gt;1. Sessões 1-10 (13 de dezembro de 1545 a 2 de junho de 1547), durante o pontificado de Paulo III.&lt;br /&gt;2. Sessões 11-16 (1 de maio de 1551 a 28 de abril de 1552), sob Juliano III.&lt;br /&gt;3. Sessões 17-25 (17 de janeiro de 1562 a 4 de dezembro de 1563), sob Pio IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira fase (1545-1547)&lt;br /&gt;Na primeira etapa foram nomeados pelo Papa Paulo III, como presidentes do concílio os Cardeais Reginaldo Pole, João Maria del Monte e Marcelo Cervini. As primeiras sessões tiveram um ritmo muito devagar. Os católicos dizem que os protestantes estavam rejeitando as reuniões, mas o que estava acontecendo era uma imposição que a Igreja Católica queria fazer sobre o movimento oposto. O Imperador Romano Carlos V queria que os grupos se unissem e isto não estava acontecendo.&lt;br /&gt;Ainda na primeira fase, uma peste começou a se desenvolver em Trento, causando a morte de muitas pessoas até de participantes do concílio, então o concílio foi mudado para outra cidade italiana, chamada Bolonha. O Imperador não apoiou a mudança, mas mesmo assim foram realizadas duas sessões em Bolonha e poucos participaram. Por causa disso não teve muita importância. Logo o Imperador exigiu a volta do concílio para Trento. Foram realizadas em Bolonha as sessões IX e X, isso no de 1547.&lt;br /&gt;Antes de voltar para Trento, conforme exigência do Imperador, Paulo III suspendeu o concílio em setembro de 1549, por algum tempo, devido seu estado de saúde.&lt;br /&gt;Nessa primeira fase foram realizadas dez sessões, sendo que oito delas em Trento e duas em Bolonha.&lt;br /&gt;A sessão IV, de 08 de abril de 1546, foi uma das mais importantes dessa etapa. A versão da Bíblia, traduzida para o latim, a Vúlgata Latina, foi declarada oficialmente como o texto da Igreja Católica Romana. E além das escrituras a Tradição também foi definida como fonte da verdade. Foi dada autoridade final dos livros canônicos e apócrifos.&lt;br /&gt;Na sessão V de 17 de junho de 1546 ficou estabelecido a doutrina do pecado original. O Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Jaime de Barros Câmara, diz no seu livro Apontamentos de História Eclesiástica (1957, p. 265) o seguinte acerca dessa sessão:&lt;br /&gt;Da V sessão formou assunto o pecado original: sua existência, a perda da graça santificante, sua comunicação e conseqüências para todos os homens, e a libertação dele pelo batismo, apesar de permanecer a concupiscência.&lt;br /&gt;A justificação foi tratada na sessão VI de janeiro de 1547. O assunto não tinha sido tratado nenhuma vez em concílios anteriores. Ficou definido que a salvação da alma, que a justificação é pela fé e pela obras. Foram criados trinta e três cânones afirmando a doutrina católica como a exata.&lt;br /&gt;Também na primeira fase os sete sacramentos (batismo, eucaristia, penitência, confirmação da ordem sacerdotal, matrimônio e extremação) foram confirmados, principalmente o batismo e confirmação, os quais os reformadores mais atacavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda fase (1551-1552)&lt;br /&gt;Após a morte do Papa Paulo III, um dos cardeais presidentes do concílio, o Cardeal João Maria del Monte, assumiu o nome de Júlio III ou Juliano III, e substituiu Paulo III. Já sob o pontificado de Júlio III, o concílio voltou a Trento, tendo início a segunda fase em 01 de maio de 1551.&lt;br /&gt;Novamente os protestantes foram suprimidos nas sessões.&lt;br /&gt;Em 1552 houve uma interrupção do concílio que durou dez anos. Um dos motivos da interrupção foi a guerra entre o Imperador e os príncipes protestantes da Alemanha e a falta de uma estabilidade papal, uma vez que Júlio III morreu em 1555 e depois dele vieram os papas Marcelo II e Paulo IV (no período da interrupção).&lt;br /&gt;Na segunda fase foram realizadas as sessões XI a XVI, onde os assuntos definidos também foram uma ação da Igreja Católica Contra a Reforma. Ficou definido sobre a eucaristia a defesa da doutrina da transubstanciação, ou seja, Cristo se faz presente de forma real.&lt;br /&gt;Essa fase não foi tão importante quanto a primeira, podemos afirmar devido aos assuntos definidos em ambas.&lt;br /&gt;Terceira fase (1561-1563)&lt;br /&gt;Em janeiro de 1562 a dezembro de 1563, o concílio entrou em sua última fase. Após Pio IV assumir o papado em 1559 começaram os preparativos para a etapa final do Concílio de Trento que tinha sido interrompido por dez anos.&lt;br /&gt;O presidente do concílio foi o Cardeal Gonzaga, que ficou na presidência até sua morte em março de 1563. Depois da morte do Cardeal Gonzaga o Cardeal João Morone assumiu a presidência do concílio já nos seus últimos meses.&lt;br /&gt;Nessa última fase do concílio foram tratados assuntos como missa, ordens sagradas e indulgências. Foi abordada a importância da missa para relembrar o sacrifício de Cristo; determinou-se a criação de seminários para a formação de sacerdotes; os lucros a partir da venda das indulgências foram considerados criminosos; mas o principal assunto foi o triunfo do absolutismo papal ou a supremacia (poder) do papa. Aqui os bispos foram aceitos como os sucessores diretos dos apóstolos da Igreja Primitiva.&lt;br /&gt;No dia 04 de dezembro de 1563, foi realizada a última sessão do Concílio de Trento, dando assim, encerramento ao mesmo.&lt;br /&gt;Em 1564 foi decretado “A Profissão de Fé Tridentina”, para mostrar a confirmação das doutrinas, isso após o término do concílio. Uma das partes dessa profissão diz o seguinte:&lt;br /&gt;Reconheço a Igreja Santa, Católica, Apostólica e Romana como a mãe e mestra de todas as igrejas; e prometo e juro verdadeira obediência ao Pontífice Romano, o sucessor do bem-aventurado Pedro, chefe dos apóstolos e representante [vicarius] de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras publicações surgiram como o Catecismo de Trento e o Index Librorum Prohibitorum, “índice dos Livros Proibidos, o Index, isto é, uma relação dos livros proibidos aos católicos por ordem do papa. Esse Index, aliás, só foi extinto em 1.965, durante o pontificado do papa João XXII”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concílio de Trento foi uma reação da Igreja Católica Romana contra a Reforma. Por algum tempo os católicos vinham tomando vários golpes dos protestantes a ponto de estarem perdendo suas forças diante das idéias luteranas. Mas o Concílio de Trento, depois de vários adiamentos e duas interrupções, serviu como revigoramento da Igreja Católica.&lt;br /&gt;A Igreja Católica Romana sentiu suas forças renovadas após terem tido um enorme triunfo no concílio. Um concílio onde as doutrinas católicas prevaleceram esmagando as protestantes.&lt;br /&gt;Os católicos saíram vitoriosos e tiveram uma boa ascensão em comparação com o declínio em qual estavam.&lt;br /&gt;Enfim, o Concílio de Trento foi um dos fatos mais importantes da história da Igreja Católica como uma ação Contra Reforma, mas não alcançou o objetivo do Imperador que era de unir a irmandade cristã e nem as idéias protestantes foram analisadas como deveriam, foram simplesmente rejeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BESEN, José Artulino. O concílio de Trento. Disponível em: [http://www.pime.org.br/missaojovem/mjhistdaigrejatrento.htm]. Acesso em 28 dez 2006.&lt;br /&gt;BETTENSON, H. P. Documentos da Igreja Cristã. Tradutor Helmuth Alfredo Simon. 2. ed. Rio de Janeiro e São Paulo: JUERP/ASTE, 1983. p. 297-304.&lt;br /&gt;BRASIL ESCOLA. Contra-reforma, reforma protestante. Disponível em: [http://www.brasilescola.com/historiag/contra-reforma.htm]. Acesso em 28 dez 2006.&lt;br /&gt;CÂMARA, Jaime de Barros. Apontamentos de História Eclesiástica. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1957. p. 262-266.&lt;br /&gt;CHAMPLIM, Russel Norman; BENTES, João Marques. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 3. ed. v. 6. São Paulo: Candeia, 1995. p. 610- 611.&lt;br /&gt;ELWELL, Walter A., editor. Enciclopédia Histórica Teológica da Igreja Cristã. Tradutor Gordon Chown. v. I. São Paulo: Vida Nova, 1988. p. 312-314.&lt;br /&gt;NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. v. 14. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda., 1997. p. 165-166.&lt;br /&gt;WIKIPEDIA. Concílio de Trento. Disponível em: [http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Trento]. Acesso em 28 dez 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1876504551698501276?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1876504551698501276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1876504551698501276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1876504551698501276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1876504551698501276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/uma-breve-histria-do-conclio-de-trento.html' title='Uma breve história do Concílio de Trento'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1983476969516029082</id><published>2008-07-30T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:37:12.933-07:00</updated><title type='text'>Auto-estima: uma breve abordagem bíblica</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Auto-estima” é um assunto bem em pauta nos dias de hoje. Alguns estudiosos do assunto dizem que na verdade é apenas uma retomada dos ensinos dos filósofos gregos. Quem nunca ouviu falar da expressão “narcisismo” que tem origem em Narciso? Podemos lembrar também do deus Apolo, deus grego da beleza masculina. Porém, atualmente nos tempos da pós-modernidade o tema “auto-estima” faz parte de várias discussões, sejam acadêmicas ou populares, por isso é um tema que, como cristãos, devemos entender melhor.&lt;br /&gt;Algumas pessoas usam outros termos como “amor-próprio”, “auto-aceitação” e “auto-imagem”. Cada uma destas expressões de forma bem específica tem um significado próprio, não são sinônimos exatos, por exemplo: alguns psicólogos entendem “auto-aceitação” como a semente, e “amor-próprio” como o fruto, a “auto-imagem” como descrição e a “auto-estima” como juízo. Todavia, nesta abordagem basta entendermos que todas estas expressões têm algo em comum: “auto” ou “próprio”, vocábulos que enfatizam o “eu”, o “ego”.&lt;br /&gt;A auto-imagem tem sido tratada nos meios psicológicos, sociais e até mesmo religiosos como a base para que pessoas sintam-se bem e cumpram os seus deveres. Porém, o ser humano deve odiar a si mesmo? Deve amar a si mesmo? Qual é a resposta que encontramos nas Escrituras?&lt;br /&gt;Pretendo fazer uma breve abordagem sobre este assunto, evidenciando o que a Bíblia nos ensina a respeito da auto-estima e procurando esclarecer o que está por trás das expressões auto-imagem, auto-estima e amor próprio para que não usemos estes termos sem conhecermos e compreendermos seus verdadeiros sentidos.&lt;br /&gt;De início vamos destacar que o ser humano é um ser criado a imagem e semelhança de Deus, depois daremos um destaque no aspecto do pecado, na seqüência vamos abordar o tema “amor-próprio” de forma mais específica e terminaremos com uma discussão da influência do movimento da auto-estima na igreja local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. A Imagem e semelhança de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gn 1.27&lt;br /&gt;“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom....” Gn 1.31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos iniciar nossa abordagem sobre a auto-estima, destacando a maneira pela qual o ser humano foi criado. No Salmo 8, quando o salmista trata das obras de Deus, louva-o dizendo: “que é o homem?... fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste...”.&lt;br /&gt;Em Gênesis podemos ver que o ser humano foi criado de uma forma especial. O homem é um ser a imagem e semelhança de Deus. Isto é muito mais do que simplesmente um animal superior ou um animal racional. O ser humano foi criado como a coroa da criação de Deus.&lt;br /&gt;Por causa disso, encontramos nas Escrituras algumas implicações devido a imagem e semelhança de Deus no homem e não pelo ser humano em si. Em Gn 9.6 temos uma diretriz divina contra o assassinato e em Tg 3.9 uma advertência contra o maldizer pessoas criadas a imagem e semelhança de Deus. Logo, o ser humano tem mais “valor intrínseco” do que qualquer animal. Ele tem vontade própria, emoção e intelecto, aspectos que animais não possuem. Sendo assim, é capaz de dominar a criação de Deus neste mundo, bem como de ser responsável pelos seus atos e de se relacionar com o Deus Criador.&lt;br /&gt;Mas tudo isto não faz do homem um ser que mereça algo do seu Criador. O fato de ter sido criado de uma forma especial não tem nada a ver com a questão de incentivo a uma auto-valorização pessoal. O homem deve entender que sua criação especial se dá por meio das obras de um Deus Todo-Poderoso. O ser humano deve ter sempre em mente de que foi criado para glorificar e servir o seu Criador, logo, deve ser grato por sua criação e não soberbo.&lt;br /&gt;É importante destacarmos a forma especial da criação humana para não buscarmos conselhos e orientações que visam ditar como deve ser o comportamento do homem em pessoas que nem acreditam num Deus Criador e que partem da premissa de que o ser humano nada mais é do que um animal superior as demais espécies. Que o ser humano é resultado de uma evolução de espécies.&lt;br /&gt;Uma vez que o ser humano é um ser criado por Deus, somente Deus pode ditar os princípios de vida para sua criação. Somente em Deus o ser humano pode encontrar a razão de sua existência. Somente aquele que criou a alma humana pode “tratar” os problemas da alma.&lt;br /&gt;A Bíblia, que é a Palavra de Deus, chama esta responsabilidade para si. Hebreus 4.12 diz: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois fumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (grifo meu). 2 Pedro 1.3 também enfatiza a suficiência das Escrituras para a vida daqueles que querem ter uma vida piedosa: “Visto como pelo seu divino poder nos têm sido doadas todas as cousas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude,” (grifo meu). &lt;br /&gt;Outro texto bíblico que deixa muito claro que Deus, por meio de sua palavra, pode tornar seus servos preparados e aptos para servi-lo é 2 Timóteo 3.16-17: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente, habilitado para toda boa obra.” (grifo meu).&lt;br /&gt;Neste primeiro tópico vimos que o ser humano foi criado por Deus segundo a imagem e semelhança de seu Criador e que por meio das Escrituras Sagradas é possível tratar de todos os seus problemas de coração (alma) e seguir diretrizes de forma que o seu propósito de viver seja cumprido por meio da prática e submissão da Palavra. Sendo assim, ensinos recentes daqueles que dizem ser estudiosos da alma humana não são iguais e muito menos superiores aos ensinos da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. Chamada para o reconhecimento da pecaminosidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” Mt 5.3&lt;br /&gt;“Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas...” 2 Tm 3.1-2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar do ser humano ser criado a imagem e semelhança de Deus ele pecou contra Deus e passou a viver em situação de condenado (Gn 3.8-24; Mc 16.16) merecedor da perdição eterna (Rm 6.23) e no alvo da ira de Deus (Jo 3.36) como um inimigo do seu Criador (Rm 5.10).&lt;br /&gt;Sendo assim, mesmo tendo sido criado como um ser muito especial, isto não faz com que o ser humano tenha uma posição privilegiada no que se refere ao mundo espiritual. Ele não é um merecedor de favores divinos. Podemos dizer que muitos seres de “valor” estão no inferno e outros irão ao inferno se não reconhecerem que são pecadores e precisam da obra de Cristo em suas vidas.&lt;br /&gt;A Bíblia não incentiva o ódio contra si mesmo, mas é necessário que o homem tenha um reconhecimento de sua pecaminosidade:&lt;br /&gt;Lc 9.23 “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”.&lt;br /&gt;Rm 6.11 “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus”.&lt;br /&gt;Gl 2.20 “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.&lt;br /&gt;Cl 3.5 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena...”&lt;br /&gt;Será que há razões para orgulho pessoal? Para uma auto-valorização? Não há, mas também a pessoa não pode achar que devido ao seu estado pecaminoso ela deve odiar-se, até porque não há pessoas que se odeiem. Vamos discutir este assunto do próximo tópico.&lt;br /&gt;O que temos que destacar aqui é que o ser humano precisa reconhecer sua pobreza espiritual, reconhecer que é um pecador e aceitar a obra redentora de Cristo em sua vida. Somente assim poderá receber a vida eterna e usufruir uma vida abundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. O amor a si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...amarás o teu próximo como a ti mesmo...” Lv 19.18&lt;br /&gt;“O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mt 22.39-40&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver nestes dois versículos acima e também em Ef 5.29, o ser humano já se ama. A Palavra de Deus parte do pressuposto que todo ser humano já tem um grande amor por si mesmo. Logo, não há necessidade de mandar ninguém amar a si mesmo. Na verdade, é necessário mandar que amem a Deus e ao próximo, uma vez que os homens não possuem esta tendência natural.&lt;br /&gt;Como diz Geisler, ao comentar o assunto, “o homem está construído de tal maneira que é desnecessário ordenar o amor próprio” . Tem a tendência de amar mais a si mesmo do que deveria. Por isso, muitos rejeitam o plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo, por isso muitos não querem saber de negarem a si mesmos em favor de uma vida piedosa, por isso muitos preferem desprezar outros seres humanos em nome do egoísmo e do auto-centrismo.&lt;br /&gt;Podemos citar também Romanos 12.3: “Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”. (grifo meu). Este texto apresenta dois mandamentos: uma correção da propensão do homem para o amor próprio e também de um pensar moderado sem orgulho e sem desespero.&lt;br /&gt;Vale destacar que na seqüência do capítulo 12 de Romanos o assunto se volta para os relacionamentos, para a mutualidade cristã. A atenção é colocada no fato de uma igreja ser um corpo com muitos membros e cada um destes membros deve praticar sua função dentro do corpo. Aqueles que pensam de si além do que convém, não vão assumir a posição de que precisam dos demais irmãos e também não vão se voltar para as atitudes de serviço em favor dos demais membros do corpo. O crente recebeu dons espirituais que devem ser usados em favor do corpo de Cristo.&lt;br /&gt;Da mesma forma, ninguém pode dizer que não tem o que fazer em favor do corpo do Senhor Jesus. Afinal, todos os membros da igreja possuem pelo menos um dom espiritual (1 Pe 4.10 – “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”). A parábola dos talentos contada por Jesus (Mt 25.14-30) transmite o ensino de responsabilidade que cada servo deve assumir perante o Senhor, independentemente do possível sentimento de medo ou receio (v. 25).  Cabe ao servo a obediência ao Senhor.&lt;br /&gt;Temos que lembrar que em nenhum lugar da Bíblia encontramos o mandamento de amar a si mesmo. Também sabemos que não há uma ordem para o ódio a si mesmo. Temos na verdade é o pressuposto de que as pessoas já se amam. È aqui que temos as maiores divergências neste assunto. É neste ponto que muitas pessoas sérias, estudiosas, estão se deixando contaminar com os ensinamentos da psicologia moderna.&lt;br /&gt;Como exemplo, podemos considerar uma explicação da ética hierarquista de Lourenço Stelio Rega. Em seu ótimo livro “Dando um jeito no jeitinho” , lançado pela Mundo Cristão, Rega segue a seguinte estrutura: Primeiro o amor a Deus; segundo o amor a si mesmo; e, terceiro o amor ao próximo. A indagação que surge é: em que lugar na Bíblia temos a fundamentação para esta ordem?&lt;br /&gt;Em vários livros cristãos atuais podemos encontrar raízes dos ensinamentos da auto-estima, principalmente nos livros de auto-ajuda e de instruções familiares como de autores famosos como Jayme Kemp.&lt;br /&gt;Muitos autores dizem que existem pessoas que não aceitam a própria aparência, dizem ser incapazes e assim por diante. Vamos ver o que Dave Hunt diz a respeito:&lt;br /&gt;O simples fato de não gostarmos de nossa aparência, ou lamentarmos alguma incapacidade, ou ficarmos irritados quando pessoas ou circunstâncias nos tratam mal é a prova de que nos amamos e estimamos, pois se não nos estimássemos não daríamos importância a tais situações, e se nos odiássemos ficaríamos alegres quando as coisas fossem mal para nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John C. Broger também contribui:&lt;br /&gt;Autodepreciação, exaltação do eu e autocomiseração indicam uma preocupação consigo mesmo. A atenção excessiva voltada para o eu opõe-se ao mandamento de Deus que lhe ordena amar a Ele e aos outros. A ênfase no eu também impede o desenvolvimento de uma atitude de servo à semelhança de Cristo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a Bíblia nos traz o imperativo de amarmos a Deus e ao nosso próximo, porque a nós mesmos já nos amamos. Não precisamos aprender a nos amar. Temos é que nos voltarmos cada vez mais para o nosso Criador e aos nossos próximos que podem ser edificados por nós e já estamos capacitados para fazer isto. Não precisamos de nenhuma outra coisa para cumprir esta vontade expressa de nosso Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. A heresia do amor a si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento da renascença, no século XV, fez com que o humanismo ganhasse muita força. Mais tarde, no século XIX, uma nova “ciência” começa e se desenvolver – a psicologia – com o propósito de estudar a “alma humana”, o comportamento do ser humano. No início do século XX os chamados psicólogos humanistas vão ganhando espaço na psicologia moderna. Entre os mais importantes estão: Alfred Adler (1870-1937) psiquiatra austríaco conhecido como o “pai do complexo de inferioridade”; Carl Rogers (1902-1987) psicanalista estadunidense defensor da psicologia voltada ao cliente e do potencial interior; e, Abraham Maslow (1908-1970), psicólogo estadunidense conhecido pela proposta da hierarquia de necessidades.&lt;br /&gt;Segundo Adler, as pessoas precisam suprir três áreas de necessidades para então, se voltarem para o próximo. São elas: Necessidade de segurança; necessidade de significado/ prestígio; e, necessidade de satisfação através do poder. Como estes estudos não são absolutos, Maslow apresenta outra proposta com cinco níveis diferentes: necessidades fisiológicas; necessidade de segurança e significado; necessidades sociais (afetivas); necessidades de status e auto-estima; e, necessidade de auto-realização.&lt;br /&gt;As propostas destes homens fizeram com que a propagação da “auto-estima” alcançasse muitas pessoas por meio das escolas, faculdades, livros, artigos e até mesmo por meio das pregações e ensinos das igrejas. A tal ponto que Robert Schüller, tido como o primeiro divulgador do movimento da auto-estima diretamente no meio evangélico escrevesse um livro intitulado: Auto-estima: a nova reforma, fazendo uma alusão a reforma do século XVI por meio de Lutero, Calvino, Zuinglio e outros, destacando o contraste do “valor pessoal” do ser humano.&lt;br /&gt;A teologia clássica tem errado em sua insistência de que a teologia deva ser “centralizada em Deus” e não “centralizada no homem”. (p. 64)&lt;br /&gt;A teologia da reforma deixou de esclarecer que o cerne do pecado é a falta da auto-estima. (p. 98)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, originado entre pensadores seculares, o movimento do amor próprio passou a se infiltrar no meio evangélico a ponto de distorcer passagens bíblicas. Por exemplo, é dito pelos defensores da auto-estima que alguém só pode amar a Deus e ao próximo se primeiro amar a si mesmo, ou seja, acrescenta-se um terceiro mandamento a Mateus 22.37-40 e o coloca como essencial para os demais. Desta forma, várias pessoas são desculpadas pelas suas falhas pecaminosas. Alguém realiza um aborto, porque não se ama; alguém mata uma outra pessoa, porque não tem uma auto-imagem; alguém comete o suicídio, porque não tem uma auto-estima, e assim por diante.&lt;br /&gt;No meio evangélico atual também é possível encontrar defensores do movimento da auto-estima. James Dobson é um nome bem conhecido especialmente nos Estados Unidos. Marcelo Aguiar é um autor brasileiro que também tem defendido a auto-aceitação e o amor-próprio. As palavras “valor”, “importante” e “especial” são várias vezes usadas por ele em seu livro O segredo da auto-estima: enxergando a si mesmo com os olhos de Deus . &lt;br /&gt;Marcelo Aguiar é um pastor que procura integrar os ensinamentos bíblicos com os ensinamentos da psicologia, portanto, podemos dizer que ele é um integracionista – nome dado àqueles que procuram integrar a Bíblia com a psicologia. Aguiar procura enfatizar em seu livro já citado, que existem dois extremos, os que defendem que a auto-estima é tudo que o homem precisa e os que dizem que o ser humano deve se odiar, ou seja, ele não aceita totalmente os ensinamentos da psicologia humanista, até a critica, mas ao mesmo tempo é claramente influenciado pelo humanismo ao dizer que alguém só pode amar o próximo se primeiro se amar corretamente.&lt;br /&gt;No texto de 1 Coríntios 13, o texto mais conhecido sobre amor das Escrituras, podemos ver que o amor é caracterizado por expressões e que se alguém não tiver amor, nada é. Afinal, é o que o apóstolo Paulo diz nos dois primeiros versículos – “... se não tiver amor, nada serei.”. Logo, podemos concluir que o amor pelo próximo deve fazer parte da vida de um cristão genuíno e a Bíblia não nos incentiva a primeiro nos amar para depois amar o próximo.&lt;br /&gt;Não precisamos que outros nos amem para que então nós os amemos. Lucas 6.32 “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam”. Sendo assim, as hierarquias de necessidades propostas por Adler e Maslow não são bíblicas, logo, devemos focar no amor a Deus e no amor ao próximo, como servos obedientes, e não em nós mesmos como pessoas em busca de justificativas para não fazer o que deve ser feito.&lt;br /&gt;A Bíblia já nos alertou que nos últimos dias os homens seriam egoístas (amantes de si mesmos). Em 2 Timóteo 3, o amor a si mesmo, o egoísmo é alistado ao lado de tantos outros pecados, portanto, o crente fiel deve se policiar para não deixar com que a tendência natural do ser humano de amar a si mesmo venha a atrapalhar sua relação com o Senhor Jesus Cristo. &lt;br /&gt;Outro ataque do movimento da auto-estima é no aspecto da graça de Deus. Muitos defensores dos princípios do amor-próprio têm dito que Cristo não morreria por pessoas de pouco valor. Esta afirmação inverte o sentido da graça do Senhor Jesus Cristo. A graça fica evidente pelo fato de um preço muito mais alto ter sido pago por pessoas que não valiam tanto. Hunt diz: “Não é graça pagar o valor exato de um objeto, mas oferecer muito mais por ele” ,  continua: “O resultado inevitável de uma visão elevado do ego é uma visão mais baixa de Deus”. .&lt;br /&gt;Na sua maravilhosa graça e amor imerecido, Deus cuida do homem. O fato realmente importante é que toda a Bíblia destaca a graça de Deus e não o valor do homem .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra heresia ensinada é a de que uma pessoa precisa tratar obrigatoriamente seus problemas do passado para que então possa ser uma pessoa em plenas condições de servir a Deus, ou seja, antes de se resolver os seus próprios problemas ninguém é capaz de viver para a glória de Deus. Isto leva pessoas a se envolverem com as ditas “curas interiores”, processos de regressões em busca de memórias traumáticas e infelizes do passado distante, e outras coisas semelhantes. “Por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia?” &lt;br /&gt;Mais uma questão que podemos considerar é a afirmação da importância do ser humano para Deus. O vocábulo “importante” tem o significado de “necessário”, “influente”, “útil”. Devemos lembrar que dentre tantos atributos divinos existem os da imutabilidade e o da onipotência. Deus é imutável e onipotente. Sendo assim, ele é o mesmo Deus hoje desde antes mesmo de toda sua criação e não necessita de mais nada para ser o Deus que é, assim como não necessita de nada para fazer o que quer, quando quer. Portanto, quando alguém afirma ser importante para Deus, dá a entender que Deus se tornou mais completo com a existência de tal pessoa. Que tal pessoa se tornou necessária para Deus ser quem ele é. Como nós sabemos, isto não é uma verdade bíblica.&lt;br /&gt;O Dr. Jay Adams nos apresenta um bom resumo das idéias dos defensores do movimento da auto-estima em oito itens:&lt;br /&gt;1. Exaltam o homem quando deveriam exaltar a Deus;&lt;br /&gt;2. Promovem um estilo de vida humanista em vez de um estilo bíblico e centralizado em Deus;&lt;br /&gt;3. Decepcionam crentes em Cristo que procuram amar a Deus e ao próximo dizendo a eles que não podem faze-lo adequadamente até que amem primeiro a si mesmos;&lt;br /&gt;4. Defendem padrões impossíveis de educação-infantil, e colocam fardos insuportáveis nas costas dos pais;&lt;br /&gt;5. Tiram a esperança sugerindo que os maus-tratos provocam problemas de auto-imagem que podem ser para a vida toda, além do alcance da obra do Espírito Santo;&lt;br /&gt;6. Direcionam as pessoas aos caminhos de aucocomiseração e do egoísmo;&lt;br /&gt;7. Negam a graça ao basear a salvação do homem no seu suposto valor para Deus;&lt;br /&gt;8. Contrariam as palavras de Jesus, incentivando o homem a encontrar a si mesmo, quando este homem deveria negar-se a si mesmo. Desde modo o afasta do discipulado cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo tópico vamos considerar algumas das influências destas heresias trazidas pelo movimento da auto-estima para o meio evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Influências do movimento da auto-estima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta não é uma lista exaustiva, mas podemos destacar como o movimento da auto-estima tem influenciado diversas esferas evangélicas.&lt;br /&gt;Uma destas influências está na área da mutualidade cristã. Quando lemos as passagens bíblicas a respeito da igreja primitiva, notamos o envolvimento praticado e também esperado entre os crentes. Eles se entregavam uns pelos outros, doavam seu bens, compartilhavam o que tinham. Também podemos encontrar diversos mandamentos de reciprocidade, mas quando a auto-estima está em primeiro lugar, as pessoas não se importam muito umas com as outras. O que interessa mais é a satisfação individual e não a prática de uma genuína humildade (Fp 2.5-8), além do mais, alimentam um sentimento de orgulho condenado claramente nas Escrituras (Pv 6.3; 1 Pe 5.6). Se o indivíduo tiver que colocar sempre suas necessidades em primeiro lugar, ele não vai agir em favor de seu próximo. É claro que não esperamos que ninguém venha a se prejudicar tanto materialmente a ponto de depois ter que ser ajudado por outros, mas deve-se ter um equilíbrio visando o bem de nosso próximo dentro de nossas condições.&lt;br /&gt;Ainda dentro da mutualidade cristã, os crentes são chamados a edificarem uns aos outros com suas palavras: instruindo, aconselhando, admoestando, etc. São mandamentos bíblicos que cabe ao crente glorificar seu Deus, sendo uma bênção na vida de seus irmãos em Cristo, independente de ser alvo destas mesmas ações edificantes. O crente deve ser aquele que toma a iniciativa e não o que fica esperando que outros façam por ele mesmo. “E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais?...” Mt 5.46&lt;br /&gt;Uma segunda área de influência que podemos destacar é a da adoração. Em muitas igrejas o foco da adoração é antropocêntrico e não teocêntrico. O que importa são apenas as preferências das pessoas. As letras das músicas são mais voltadas a satisfação pessoal do que a adoração da pessoa de Deus. Por exemplo: “Quero que valorize o que você tem; Você é um ser, você é alguém; Tão importante para Deus; Deixe de ficar sofrendo angústia e dor; Neste seu complexo inferior; Dizendo as vezes que não é ninguém; Eu venho falar, do valor que você tem;...” ou ainda: “Antes de você nascer, Deus sonhou com você... Você é linda demais, perfeita aos olhos do Pai, alguém igual a você não vi jamais”. Estes são breves trechos de músicas ditas evangélicas. A adoração não deveria ter o foco na pessoa de Deus? Pois bem, hoje em dia não é difícil encontrarmos músicas voltadas para os ouvintes, para os membros e não para Deus.&lt;br /&gt;As pregações e ensinos bíblicos também são fortemente influenciados pelo movimento do amor-próprio. Em algumas igrejas não se ouve mais mensagens confrontadoras, que falem diretamente contra o pecado, pois dizem, que as pessoas sentem-se mal com este tipo de pregação. É algo contra a auto-estima.&lt;br /&gt;Devido a estas influencias, facilmente podemos encontrar artigos de revistas, livros, revistas de estudos bíblicos e até mesmo pregações influenciadas pelas abordagens da auto-estima. Recentemente, um certo pastor ao pregar disse que o apóstolo Paulo sofria de baixa auto-estima. Para fundamentar sua argumentação ele usou o texto de 1 Timóteo 1.15, quando Paulo diz que ele é o principal dos pecadores. Outro pastor, em seu livro, abordando o assunto em questão a partir de João 4, diz que a mulher samaritana teve cinco maridos, pois estava na esperança de que alguém a amasse e valorizasse . Os textos bíblicos estão sendo distorcidos para fundamentarem os ensinamentos do movimento do amor-próprio.&lt;br /&gt;A disciplina bíblica está sendo deixada de lado em algumas igrejas evangélicas “em nome do amor”. Dizem que as pessoas são afastadas ao serem desligadas do rol de membros. Segundo estas pessoas, Isto não é uma atitude que expressa amor.&lt;br /&gt;A obra missionária também tem sua influência do movimento do amor próprio. Não é difícil se ouvir que a obra missionária tem que ser realizada para salvar o homem que tem valor do inferno. Na verdade, a obra missionária deve ser feita para a glória de Deus. Pessoas devem ser alcançadas para transformarem-se em adoradores de Deus.&lt;br /&gt;E o que dizer do evangelismo voltado para o homem? “Você é especial para Deus”; “Dê uma chance para Jesus Cristo”, “Você tem muito valor, Cristo morreu por você”. expressões como estas estão invertendo as posições de Deus e dos homens.&lt;br /&gt;Os lares estão sofrendo também com os ensinamentos da auto-estima. Em nome da auto-estima, muitos pais estão abandonando a disciplina bíblica de seus filhos. Agora, em respeito da auto-imagem dos filhos, muitos pais não confrontam os erros e muito menos usam do mecanismo da “vara” segundo o livro de Provérbios, pois foram influenciados pelo ensino que diz que esta forma de corrigir as crianças afeta a auto-estima delas. A Bíblia não ensina isto de forma alguma.&lt;br /&gt;Vale lembrar que atualmente as escolas públicas seguem a chamada progressão continuada, sistema no qual as crianças de primeira a quarta série não são reprovadas para que não se sintam inferiorizadas.  Desta forma, com facilidade encontramos crianças na quarta e quinta série com grandes dificuldades de leitura e escrita. A pergunta é: isto faz bem para a chamada auto-estima?&lt;br /&gt;Como vimos, são diversas as áreas influenciadas pelo movimento do amor-próprio. Cabe ao cristão ser um verdadeiro bereano em relação aos ensinos que chegam até nossas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, a auto-estima é uma expressão bem usada em nossos dias. Porém, muitas pessoas não sabem o que está por trás destas aparentes expressões inocentes. &lt;br /&gt;Os pressupostos das principais pessoas que desenvolveram os ensinamentos do que aqui chamamos de movimento do amor-próprio são bem distintos do que temos nas Escrituras.&lt;br /&gt;Portanto, devemos ter um olhar voltado para nós apenas para notarmos o que devemos corrigir em nossas vidas e como podemos servir melhor a Deus e ao nosso próximo.&lt;br /&gt;O ser humano deve reconhecer sua pecaminosidade e viver para a glória de Deus com dois objetivos: amar a Deus e amar o próximo.&lt;br /&gt;As Escrituras não nos incentivam ao amor próprio nem a uma busca de melhorar nossa auto-imagem ou auto-estima, mas sim em como estimar a Deus e aos outros.&lt;br /&gt;Por fim, qualquer problema dito emocional ou psicológico do ser humano pode ser solucionado por meio da prática da Palavra de Deus, por meio da atuação do Espírito Santo, por meio da oração e também pelo ambiente da igreja local, no qual pessoas podem ser edificadas e ajudadas a vencerem suas dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADAMS, Jay E. Auto-estima: uma perspectiva bíblica. Tradução de Rejane Lugli Martins da Quinta e Talitha Almeida de Novaes. São Paulo: ABCB; NUTRA, 2007. &lt;br /&gt;AGUIAR, Marcelo. O segredo da auto-estima: enxergando a si mesmo com os olhos de Deus. Belo Horizonte: Betânia, 2007&lt;br /&gt;ANKERBERG, John; WELDON, John. Os fatos sobre auto-estima, psicologia e o movimento de recuperação. Tradução de Eros Pasquini Jr. Porto Alegre: Chamada da Meia-Noite, 1995. &lt;br /&gt;BOBGAN, Martin; BOBGAN, Deidre; HUNT, Dave. Amantes de si mesmos. Tradução de Jarbas Aragão; David Oliveira Silva. Porto Alegre: Actual, 2003. BROGER. John C. Autoconfrontação: um manual para discipulado em profundidade. 3. ed. Palm Desert: BCF, 2006. &lt;br /&gt;GEISLER, Norman L. Ética cristã: alternativas e questões contemporâneas. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1991. &lt;br /&gt;HUNT, Dave. Escapando da sedução: retorno ao cristianismo bíblico. Tradução de Carlos Osvaldo Pinto. 2. ed. Porto Alegre: Chamada da Meia-Noite, 1999. &lt;br /&gt;REGA, Lourenço Stelio. Dando um jeito no jeitinho: como ser ético sem deixar de ser brasileiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2000.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1983476969516029082?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1983476969516029082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1983476969516029082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1983476969516029082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1983476969516029082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/auto-estima-uma-breve-abordagem-bblica.html' title='Auto-estima: uma breve abordagem bíblica'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1017648320505838291</id><published>2008-07-30T16:23:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:28:36.608-07:00</updated><title type='text'>UNIDADE COM LIBERDADE</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto bíblico: Rm 14.1-23 e 15.1-6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez Agostinho disse o seguinte: “Nas coisas essenciais unidade. Nas coisas não essenciais compreensão. Em todas elas amor”.&lt;br /&gt;Vamos adaptar da seguinte forma: “Nas doutrinas bíblicas unidade. Nas preferências (costumes) compreensão. Em todas elas amor.”&lt;br /&gt;Para entendermos melhor esta frase, vamos definir dois termos:&lt;br /&gt;Primeiro, “Preferência pessoal”, também podemos chamar de “costumes” ou “opiniões”. Uma preferência pessoal não tem uma base bíblica, mas ao mesmo tempo não vai contra a Bíblia. Sendo assim podemos considerar uma preferência desde que nenhum princípio bíblico seja atacado. Quem admite a existência de opiniões diferentes, assume por uma questão pessoal o não fazer ou fazer determinada prática, pois fazendo ou não fazendo ele não está contrariando a Palavra de Deus (Rm 14). Portanto, o respeitar preferências (costumes/ opiniões) torna o relacionamento saudável entre pastores e igrejas.&lt;br /&gt;“Princípios bíblicos” são diretrizes tiradas das Escrituras que de maneira nenhuma podem ser contrariadas ou desobedecidas, caso contrário é uma desobediência a Deus, é um pecado. O princípio bíblico é um dogma que ultrapassa barreiras culturais e tempo, ou seja, o que é pecado no Brasil, também é pecado na França, o que era pecado para o apóstolo Paulo, também é hoje para nós. O princípio bíblico deve ser entendido de maneira tal que possamos abrir a Bíblia e dizer “Assim está escrito”, “Assim diz o Senhor”. Portanto, os princípios bíblicos devem ser a base para bons relacionamentos entre pastores e igrejas visando uma unidade com liberdade.&lt;br /&gt;Paulo não fundou a igreja em Roma, mas escreveu uma das mais belas epístolas àqueles irmãos. Diversas pessoas sofreram um grande impacto em suas vidas com a Epístola aos Romanos.&lt;br /&gt;A igreja romana era formada por gentios (que eram a maioria 1.13; 11.13; 15.15-16) e judeus. E esta formação mista, nos leva a pensar sobre o tema apresentado por Paulo – “Unificação do judeu e do gentio”. A comunhão cristã deveria prevalecer sobre as diferenças insignificantes, levando em consideração a liberdade para alguns assuntos. Vale lembrar que o mesmo apóstolo que roga por respeito em opiniões é o mesmo que roga por afastamento por motivos doutrinários (16.17). A unidade no corpo de Cristo deve ser preservada (Ef 4.1-6), afinal todos são pecadores e a justificação vem de um único Deus.&lt;br /&gt;A unidade desejada por Paulo entre judeus e gentios é exposta em dois blocos: Base – Conhecimento teológico (1-11); e, Conseqüência – Prática devido ao conhecimento teológico (12.1-15.13). Nesta nossa seção Paulo procura levar seus leitores a aplicarem o seu ensino dos capítulos anteriores “Rogo-vos, pois, irmãos...”&lt;br /&gt;Especialmente na porção de 14.1 à 15.13, Paulo exige que cada lado, forte ou fraco, respeite as opiniões do outro lado e aprenda a viver em tolerância mútua .&lt;br /&gt;“Aquele que desfruta maior liberdade não deve menosprezar o outro julgando-o espiritualmente imaturo. Quem tem escrúpulos de consciência não deve criticar o seu irmão na fé por praticar o que aquele não pratica.”&lt;br /&gt;A unidade com liberdade só vai ser fortalecida quando houver um entendimento sobre o que é e o que não é um dogma divino.&lt;br /&gt;Vamos notar três práticas apresentadas por Paulo visando uma unidade com liberdade.&lt;br /&gt;I. Admitir diferentes opiniões que não contradizem dogmas, Rm 14.1-12.&lt;br /&gt;1. Atitude em relação as opiniões diferentes, vv. 1-4,10. A atenção aqui é colocada no que é fraco, no débil na fé “Porém, o que é débil na fé, acolhei...” e o “porém” faz uma ligação com o final do capítulo 13, onde há um contraste entre esse assunto com as obras das trevas. A primeira atitude que podemos ver está no verso 1 “Acolhei”. Temos aqui uma ordem, um desejo expressado por um imperativo, então os fracos devem ser acolhidos, aceitos, recebidos pelos fortes. O alvo é comunhão e companheirismo. Uma outra atitude é “Não discutir, v. 1”, é como Paulo dissesse “Acolha, mas não para ficar discutindo”. O alvo não é entrar em discussões sobre pensamentos, costumes e opiniões, afinal nada disso é um dogma divino. Uma terceira atitude é “Não desprezar, v. 3”, não considerar como nada, não tratar com desprezo. E por último “Não julgar, v. 4”. O interessante aqui é a forte ênfase em “Tu quem és?”. Aquele que julga é confrontado duramente e ainda recebe uma explicação “Ele (quem está sendo julgado) responderá ao senhor dele e não a você”. E mais, “você pode até julgar, mas o Senhor o faz ficar em pé.”.&lt;br /&gt;2. Opiniões que não contradizem dogmas, vv. 5-12. Paulo dá dois exemplos: Dias – para alguns havia diferença entre dia e dia, para outros não; Comidas – para alguns somente alguns alimentos podiam ser servidos como comida, para outros não havia problema nenhum. Podemos notar bem que os gentios e judeus estavam em discussão sobre isso, mas no que afetava os ensinos dos capítulos anteriores? A doutrina da justificação ou da graça estava sendo alterada por causa dos dias ou das comidas? E em relação a santificação? Quem era mais santo os que comiam de tudo ou os que selecionavam comidas? Os que guardavam certos dias ou os que não? Será que a doutrina da santificação estava sendo modificada?&lt;br /&gt;Também podemos ver diretrizes acerca de uma opinião que não contradiz um princípio bíblico:&lt;br /&gt;· “Conheça bem a opinião”, v. 5b. Realmente não ataca a Palavra?. A expressão “cada um” mostra a responsabilidade individual e o verbo imperativo passivo transmite a idéia de deixar-se ser levado a uma convicção, não barrar os pensamentos, ser completamente convencido acerca desta opinião.&lt;br /&gt;· “Para quem é feito?” vv. 6-9, Quem deve ser agradado é o Senhor. A motivação do coração deve estar voltada para Deus.&lt;br /&gt;· “Tenha ciência do julgamento individual”, vv. 10-12. Semelhante ao verso 4, aqui há um chamado de atenção acerca do julgamento. E a indagação “Por que julgas?” nos leva a pensar sobre qual é o motivo, porque quem é o juiz? Ou para quem tal pessoa terá que prestar contas?. Uma outra pergunta é colocada: “E por que desprezas?” mais uma vez, qual é o motivo? Paulo estava dizendo “você deve aplicar o que já ensinei nos capítulos anteriores”, ou ainda, “Não se preocupe, todos nós vamos comparecer diante do tribunal de Deus”.&lt;br /&gt;Uma observação interessante, é que aqui neste assunto de diferenças de preferências e opiniões, Paulo usa a palavra “irmão”, mas em 16.17 falando sobre diferenças doutrinárias, ele não usa essa palavra. Sendo assim, apesar de diferentes opiniões somos irmãos.&lt;br /&gt;II. Expressar amor por aqueles de opiniões diferentes, vv. 13-23.&lt;br /&gt;Como sabemos o verdadeiro amor não é simplesmente um sentimento ou palavra, mas o verdadeiro amor é demonstrado, ele tem expressões (Jo 3.16; 14.15; 1 Co 13.4-8; Rm 5.8; 1 Jo 4.10) E neste caso quem ama expressa amor por aqueles de opiniões diferentes das suas. Quais são as manifestações do amor aqui alistadas por Paulo?&lt;br /&gt;1. Não julgando, v. 13&lt;br /&gt;Quem ama não ofende, não causa ofensa a irmãos de opiniões diferentes. Quem ama não fala mal de pessoas que não estão presentes para se defenderem.&lt;br /&gt;2. Não entristecendo, vv. 14-19&lt;br /&gt;Quem ama não causa tristeza nas pessoas amadas. Quem ama não feri, não causa dor no coração de outra pessoa por motivos secundários, ou seja, por preferências e opiniões. Quem ama deve seguir a edificação mútua considerando a unidade com liberdade. Não permitindo que simples opiniões criem problemas na comunhão do corpo de Cristo.&lt;br /&gt;3. Não destruindo a obra de Deus, v. 20&lt;br /&gt;Uma coisa é certa, quem não edifica, destrói. Destruição é o oposto de edificação, portanto quem não demonstra amor que contribui para edificação está destruindo a obra de Deus que é uma obra de unidade, um só corpo.&lt;br /&gt;4. Não levando outros a agirem contra a própria consciência, vv. 21-23&lt;br /&gt;O verso 21 dá a idéia de levar, conduzir alguém ao erro. Então, o forte não pode obrigar o fraco a fazer o que ele faz por causa da consciência. Sendo assim entendemos que deve haver um respeito por opiniões. Quanto a consciência podemos lembrar que existem quatro tipos de consciência:&lt;br /&gt;a. Consciência cauterizada (1 Tm 4.2; Tt 1.15; Ef 4.19). Tal consciência foi silenciada por pecado repetitivo, má teologia ou desculpas;&lt;br /&gt;b. Consciência destreinada (Lv 4.22-24; 1 Tm 1.13; Hb 5.14). Destreinada em relação a Palavra de Deus, não percebe o pecado por falta de compreensão e sensibilidade;&lt;br /&gt;c. Consciência super ativa (Rm 14.1-5; 23). Consciência que crê que um desejo, pensamento ou ação é moralmente errado quando a Bíblia não condena tal coisa;&lt;br /&gt;d. Consciência bíblica. Esta é a consciência treinada conforme a Bíblia e sensível a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Concluindo, o amor deve ser expressado respeitando a consciência, mas ao mesmo tempo o amor vai tentar fazer com que a consciência bíblica prevaleça.&lt;br /&gt;Você é forte devido suas convicções? Então demonstre que você realmente é forte considerando as fraquezas dos fracos e os amando de forma verdadeira.&lt;br /&gt;III. Seguir o exemplo de Cristo em relação as opiniões diferentes, vv. 1-6.&lt;br /&gt;1. Agradando o próximo, vv. 1-3&lt;br /&gt;Paulo diz “nós que somos fortes”, e com essa frase ele espera que seus leitores sejam fortes. Mas quem são os fortes? Os gentios ou os judeus? Os que comiam apenas certas comidas e faziam diferenças entre dia e dia ou os que não faziam diferenças entre comidas e dias? A idéia é que se aquele que faz as diferenças considera-se forte então deve considerar os fracos. Agora se o que não fazia as diferenças considera-se forte então também deve respeitar os fracos. O forte deve sempre considerar o fraco. Cristo suportou os fracos: Cristo curou nos sábados e ouviu críticas, porém não deixou de curar; Cristo comia com os “pecadores” e apesar das críticas não deixou de comer com eles. Mas ao mesmo tempo considerou as debilidades dos fracos visando uma edificação do próximo (v.2). Os versos 2 e 3 ensinam o forte a tirar o foco de si mesmo para conseguir conviver com diferentes opiniões.&lt;br /&gt;2. Tendo bons sentimentos, vv. 4-6&lt;br /&gt;a. Sentimentos ensinados através das Escrituras, a saber, paciência e consolação. O forte é caracterizado por paciência e encorajamento em relação aos fracos;&lt;br /&gt;b. Sentimentos procedentes de Deus. O genitivo mostra que tanto a paciência como a consolação procedem de Deus;&lt;br /&gt;c. Sentimentos que levam a glorificação de Deus Pai e do Senhor Jesus. Como diz o versículo “concordemente”, uma só mente, uma unidade com liberdade. Deus é glorificado quando há unidade no corpo de Cristo.&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;Nós batistas regulares precisam os de mais unidade com liberdade. Precisamos lembrar que não somos todos iguais e por isso temos opiniões diferentes. Cada cultura regional, cada faixa etária, cada nível social, cada nível educacional pode dar origens as diferentes opiniões, e precisamos respeitar isso. O forte deve considerar o fraco e ter comunhão com ele.&lt;br /&gt;Você leitor é forte? Você conhece bem as doutrinas bíblicas? Você entende que existem opiniões diferentes da sua?&lt;br /&gt;Certa vez fui entregar uma carta convite de um programa de jovens em uma igreja, sabe o que eu ouvi ao entregar a carta? “Não vou rasgar esta carta por consideração a você”. Fico pensando se isso foi uma demonstração de amor, não quero julgar a pessoa ou a igreja que tomou tal atitude, mas será que foi uma atitude edificante?&lt;br /&gt;Em uma outra oportunidade, em um culto, começou-se a tocar bateria e imediatamente algumas pessoas levantara-se e saíram do culto. Onde está o respeito a unidade com liberdade?&lt;br /&gt;Algumas pessoas julgam aqueles que vão assistir um filme no cinema, mas assistem filmes em casa, qual há diferença?&lt;br /&gt;Outros da mesma forma, julgam aqueles que vão ao estádio assistir uma partida de futebol, mas assistem em casa pela T.V.&lt;br /&gt;Ainda há aqueles que só usam certos instrumentos em seus cultos de adoração a Deus, e julgam qualquer outro que usa um instrumento musical diferente.&lt;br /&gt;Também encontramos com facilidade pessoas que criticam aqueles que batem palmas ou fazem outros gestos como demonstração de louvor a Deus, mas todos batem palmas em uma festa de aniversário, ou em homenagem a alguma pessoa.&lt;br /&gt;E em relação a vestimenta. Será que a Bíblia diz que todos os homens crentes devem usar roupas sociais e que as mulheres só podem usar saias? Mas por que que dentro da igreja a vestimenta deve ser uma, mas fora do templo a vestimenta pode ser outra? Será que o mesmo Deus que está dentro do templo não é o mesmo que está em todos os lugares que estivermos?&lt;br /&gt;Poderíamos pensar sobre outros assuntos também, como elementos da ceia, dias para a realização da ceia do Senhor, dias e horários para cultos, etc. Mas espero que isso tenha sido o suficiente para avaliarmos os motivos que tem feito separação em nosso movimento. Sou batista regular por convicção doutrinária e quero ver este movimento crescer. Talvez alguns já estejam me criticando, mas por favor, se você é forte, me considere como fraco.&lt;br /&gt;Irmãos, não deixemos que opiniões destruam a unidade. Consideremos a liberdade cristã.&lt;br /&gt;Unidade com Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUCE, F. F., Romanos: introdução e comentário, São Paulo, Vida Nova, 1979;&lt;br /&gt;CARSON, D.A., MOO, Douglas J., e MORRIS, Leon, Introdução ao Novo Testamento, trad. Márcio Loureiro Redondo, São Paulo, Vida Nova, 1997;&lt;br /&gt;GONDIM, Ricardo, É proibido: o que a Bíblia permite e a igreja proíbe, 4ª ed., São Paulo, Mundo Cristão, 1999;&lt;br /&gt;RIENECKER, Fritz, ROGERS, Cleon, Chave lingüística do Novo Testamento Grego, trad. Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero, São Paulo, Vida Nova, 1995;&lt;br /&gt;WARREN, Rick, Uma igreja com propósitos, 2 ed., trad. Carlos de Oliveira, São Paulo, Vida, 1999;&lt;br /&gt;Obra não publicada:&lt;br /&gt;Apostila: Treinamento em aconselhamento bíblico e discipulado em profundidade, Nível I-A, São Paulo, Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos, 1999.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1017648320505838291?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1017648320505838291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1017648320505838291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1017648320505838291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1017648320505838291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/unidade-com-liberdade.html' title='UNIDADE COM LIBERDADE'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1695412052214655820</id><published>2008-07-30T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:23:00.433-07:00</updated><title type='text'>Ministério feminino nas igrejas locais: uma abordagem dos principais textos bíblicos sobre o papel das mulheres nas igrejas.</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o papel da mulher nas igrejas locais? Será que elas podem assumir ministérios como pastoras, presbíteras, diaconisas, professoras? Quais ministérios as mulheres podem exercer no Corpo de Cristo? Há restrições ao ministério de mulheres nas igrejas?&lt;br /&gt;Nossas respostas a estas perguntas vão depender, essencialmente, de nossa forma de interpretar a Bíblia, ou seja, dependem de nossa hermenêutica e de nossa fidelidade ao que a Bíblia diz.&lt;br /&gt;Há pessoas que dizem que das circunstâncias específicas nas quais escritor e destinatários estavam envolvidos não podemos tirar princípios permanentes, ou seja, aplicáveis para a igreja do século XXI. Se interpretarmos a Bíblia assim, qualquer assunto poderá ser descartado, até mesmo a ordem de se fazer discípulos de Mt 28.18-20. Portanto, neste trabalho vamos considerar atentamente o que certas passagens bíblicas chaves acerca do ministério feminino podem nos ensinar. &lt;br /&gt;De início, podemos considerar duas categorias sobre quais são os ministérios apoiados teologicamente para as mulheres. De um lado temos o chamado movimento feminista evangélico, também denominado “igualitaristas”. Do outro lado temos os “diferencialistas” ou “complementaristas”.&lt;br /&gt;Em resumo o que cada um destes grupos defendem? Os “igualitaristas” dizem que não há “diferença alguma entre o papel do homem e o papel da mulher. Dizem que, de fato, é injusto e discriminatório sustentar tais diferenças”.  Dizem também que “Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais; a subordinação feminina foi parte do castigo divino por causa da Queda, com conseqüentes reflexos sócio-culturais”. &lt;br /&gt;“Os diferencialistas, por sua vez, entendem que desde a Criação – e portanto, antes da Queda – Deus estabeleceu papéis distintos para o homem e a mulher”.  &lt;br /&gt;Neste trabalho vamos argumentar em favor da posição diferencialista, usando como base textos chaves desta questão. Vamos também considerar os argumentos levantados pelos igualitaristas, mas desde já, podemos dizer que as suas principais argumentações estão baseadas no próprio avanço da participação das mulheres nas sociedades modernas, ou seja, os argumentos são mais culturais do que exegéticos, conseqüentemente demonstram certas dificuldades de interpretação das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Gênesis 1.26-28; 2.18-25&lt;br /&gt;“Homem e mulher os criou” – O texto é bastante claro e enfatiza que na criação Deus criou o homem e a mulher de forma distinta. &lt;br /&gt;Em Gênesis 2 fica claro também que Deus criou o homem para liderar e a mulher para auxilia-lo. Estas são marcas da masculinidade e da feminilidade antes da queda e não tem nada a ver com questão de quem tem mais valor e quem tem menos valor perante Deus. &lt;br /&gt;O termo usado se referindo a mulher: “ajudadora” é o mesmo usado em relação a Deus em outras passagens, ou seja, o Antigo Testamento retrata Deus como nosso Ajudador. Isto “prova que o papel de ajudador é um papel glorioso, digno até mesmo do Todo-Poderoso”  e nada tem a ver com desvalorização ou inferioridade. &lt;br /&gt;Realmente há abusos de dominação por parte de alguns homens, mas não é isto o que a Bíblia ensina. A Bíblia ensina que a liderança masculina deve ser gentil e amorosa, deve respeitar e considerar de forma significativa a sua auxiliadora, que como ele foi criada a imagem e semelhança de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Gênesis 3.16-17&lt;br /&gt;A sentença com relação à mulher:&lt;br /&gt;1. Dor do parto - “Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez” – Deus determinou que a mulher sofreria em relação aos seus filhos. A punição não foi o parto em si, mas a dor multiplicada. &lt;br /&gt;2. Relação com o marido - “o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará”. – “Por ter usurpado a liderança do marido, na tentação, Deus a entrega à miséria da competição com aquele que, por direito, é seu líder. Isto é justiça, uma resposta na proporção do seu pecado”. &lt;br /&gt;Seja qual for o sentido desta sentença para a mulher, o certo é que antes mesmo da queda o homem já havia sido colocado na posição de líder sobre a mulher.&lt;br /&gt;A sentença com relação ao homem:&lt;br /&gt;Deus diz que Adão pecou não somente por ter comido o fruto, mas também por ter abandonado sua liderança. “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz da mulher...”. Deus se dirigiu assim ao homem evidenciando que Adão era o líder naquela relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Romanos 16.7&lt;br /&gt;Este versículo tem sido usado pelos defensores da ordenação de mulheres devido a citação de Júnias como possivelmente uma “apóstola”. Mas será que é isto mesmo que o texto diz? Vejamos três questões a respeito deste texto:&lt;br /&gt;1. O nome “Júnias” – “Júnias” é um nome feminino ou masculino? As pesquisas sobre este nome são inconclusivas. O que podemos afirmar é que o nome foi usado tanto para homem quanto para mulher e que há mais evidências para defendermos que era um nome masculino. Outros nomes masculinos também têm a mesma terminação: André (Andreas); Elias e Zacarias.&lt;br /&gt;2. A expressão “são notáveis entre os apóstolos” – Esta expressão gramaticalmente pode ser entendida de duas formas diferentes: Primeiro que Andrônico e Júnias eram apóstolos de destaque, apóstolos de grande reconhecimento; a segunda interpretação é a que diz que Andrônico e Júnias eram pessoas de grande apreço aos olhos dos apóstolos, ou seja, os apóstolos os tinham como notáveis. Sendo assim, mesmo que “Júnias” fosse realmente uma mulher, ela poderia estar sendo identificada como outras mulheres foram chamadas de ajudadoras de Paulo (Fp 4.2-3 – Evódia e Síntique; Rm 16).&lt;br /&gt;3. O termo “apóstolos” – Temos que lembrar que o termo foi usado para identificar os doze chamados por Jesus, mas também para alguns homens associados a estes doze como Barnabé e Silas (At 14.14;). Porém o termo em si – não técnico - significa “enviado”, “mensageiro”, “representante”, sentido usado em Fp 2.25 em relação a Epafrodito e também em 2 Co 8.23 a outras pessoas. Logo, é possível que Andrônico e Júnias estejam sendo citados como mensageiros e não como apóstolos propriamente ditos. &lt;br /&gt;Como vimos, Romanos 16.7 não tem base suficiente para defender a ordenação de mulheres ao ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Gálatas 3.28&lt;br /&gt;O versículo não diz que todos são iguais como dizem os feministas. O versículo diz que todos são um em Cristo, portanto são duas coisas diferentes. Basta respeitarmos o contexto para interpretarmos corretamente a passagem. Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas tratando da doutrina da justificação pela fé. No capítulo três precisamente Paulo fala sobre a lei de Moisés que teve a função de aio e destaca no versículo 28 que todos são um em relação a justificação pela fé. Então, o versículo não está tratando sobre os papéis de homem e mulher, e sim sobre a unidade na justificação em Cristo.&lt;br /&gt;A Bíblia é clara em dizer que tanto mulheres quanto homens são participantes da graça de Deus. Ambos são iguais espiritualmente, mas têm papéis diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Atos 2.16-18&lt;br /&gt;Será que este texto fundamenta adequadamente a posição daqueles que defendem a ordenação de mulheres ao ministério pastoral? Certamente não. O texto realmente diz que as mulheres receberiam o Espírito Santo, da mesma forma que os homens. O versículo diz que as mulheres (“vossas filhas profetizarão”) profetizarão, mas não diz que serão pastoras.&lt;br /&gt;Se no período do Novo Testamento, logo após o evento do Pentecostes de Atos 2, as mulheres estivessem exercendo os mesmos ministérios que os homens, com base nesta passagem, por que Paulo ao instruir Timóteo e Tito quanto a ordenação de presbíteros não mencionou as mulheres? Por que também usaria expressões claramente se referindo a homens, tais como: “marido de uma só esposa”, “deve governar bem a sua casa e seus filhos”? E também porque nenhuma mulher foi citada em todo o Novo Testamento como pastora?&lt;br /&gt;Profetisas no Novo Testamento – O Novo Testamento nos dá a entender que mulheres exerciam o ministério de profecia (At 21.9 e 1 Co 11.5) , todavia não há ligação com o ministério da pregação no aspecto pastoral. Profetizar não era apenas uma função dos pastores, sendo assim, quem profetizava não necessariamente era um pastor. &lt;br /&gt;Mesmo que as mulheres profetizassem na igreja primitiva, não podemos deixar de mencionar que o ministério exercido por elas não estava em pé de igualdade com os homens. Vamos notar esta diferença especialmente em 1 Co 11.3-15, quando as mulheres tinham que profetizar com a cabeça coberta, demonstrando submissão as lideranças masculinas. &lt;br /&gt;Profetisas no Antigo Testamento – Jz 4.4 diz “Débora, profetisa, mulher de Lapidote julgava a Israel naquele tempo”. Débora era uma profetisa no Antigo Testamento, uma juíza, porém não agia da mesma forma que os demais juízes. Nos versículos 6 e 7 vemos que ela recebeu a Palavra do Senhor convocando Baraque para a ação militar. Podemos notar que Débora não tinha a função militar e que ela priorizou um homem. No versículo 8 Baraque diz que só vai a batalha se Débora for também. E no versículo 9, Débora mais uma vez anuncia a Palavra de Deus falando sobre a glória que será de uma mulher, mas não se identificando como esta mulher, pois foi uma referência a Jael (vv. 17-24). Durante toda a conversa com Baraque, Débora não impôs sua liderança sobre ele.&lt;br /&gt;Outro destaque que podemos dar é que o versículo 5 diz que Débora atendia os filhos de Israel que iam até ela. Logo, suas instruções eram individuais e não públicas como faziam os profetas do Antigo Testamento. Até a Palavra dada a Baraque foi de forma individual (v. 6) – “Mandou ela chamar a Baraque...”. &lt;br /&gt;Em 2 Rs 22.14-20 temos algo bem parecido. Mensageiros de Josias foram até a profetisa Hulda. Mais uma situação de uma profetisa que não agia contra a liderança masculina.&lt;br /&gt;O Antigo Testamento também menciona Miriã (Ex 15.20) e a esposa de Isaías (Is 8.3) como profetisas, mas é certo que Israel não teve nenhuma rainha, nem no Reino do Sul, nem no Reino do Norte (Atalia tomou o trono). &lt;br /&gt;Profecia e ensino – É importante diferenciarmos “profecia” de “ensino”.  Olhando para 1 Co 14.29-33 nos parece que profecia era baseada em manifestações voluntárias. Já o ensino é uma explicação, uma exposição das verdades bíblicas manifestadas por Deus. Tanto que no Antigo Testamento temos citações de algumas profetisas, mas nenhuma como sacerdote, uma vez que os sacerdotes eram responsáveis pela instrução do povo (Lv 10.11; Ml 2.6-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Atos 18.2, 24-26 (Rm 16.3; 1Co 16.19; 2 Tm 4.19)&lt;br /&gt;Priscila e Áquila “expuseram o caminho de Deus”, com mais exatidão a Apolo. Esta passagem também não serve de base para a ordenação de mulheres ao ministério da Palavra. A simples menção do nome de Priscila antes do nome de seu marido Áquila não serve de fundamento para dizer que Priscila tinha uma função especial de liderança na igreja apostólica. &lt;br /&gt;Podemos considerar dois aspectos: Primeiro que o ensino foi dado de forma particular e não pública (“tomaram-no consigo”); segundo, mesmo que Priscila tenha ensinado a Apolo, ela não fez isto sozinha, estava com Áquila, evidenciando um relacionamento de amor. Concluímos que o que Priscila fez não foi ensinar com autoridade publicamente como liderança da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. 1 Coríntios 11.2-16&lt;br /&gt;Esta não é uma passagem fácil de interpretar. Os estudiosos da hermenêutica costumam abordar as dificuldades de se recuperar totalmente as questões culturais nas quais os destinatários e os remetentes dos escritos bíblicos estavam inseridos. Roy Zuck aborda este assunto chamando de abismo cultural. Porém, o que podemos notar na passagem de 1 Co 11.2-16 é que era necessário que as mulheres ao orarem ou profetizarem estivessem com a cabeça coberta, isto é, com véu – uma espécie de xale.&lt;br /&gt;Parece que de alguma forma, as mulheres em Corinto estavam deixando de usar o véu, que era um sinal de subordinação na cultura da época, isto é, para as igrejas do primeiro século do mundo grego (1 Co 11.16). As mulheres não estavam sendo proibidas de participarem dos cultos, mas sim de não expressarem a subordinação esperada e de expressarem uma independência do marido. “O adorno apropriado mostra que uma mulher é submissa à liderança masculina até mesmo enquanto profetiza” .&lt;br /&gt;No judaísmo do século I e no mundo grego-romano, cobrir a cabeça em público de fato era sinal de submissão da mulher ao marido. Não usar a cobertura indicava insubordinação ou rebeldia. Há menção disso em 3 Macabeus 36 e nos escritos de Plutarco, estadista romano .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No versículo 10 Paulo se refere ao véu como sinal de autoridade. O texto grego original diz literalmente que ‘a mulher deve trazer autoridade sobre a cabeça’. Um paralelo bíblico é o de Gênesis 24.65, quando Rebeca, ao tomar conhecimento de que seria apresentada ao seu futuro marido e senhor, Isaque, tomou o véu e cobriu-se”. &lt;br /&gt;A hermenêutica é mais uma vez extremamente importante. Nesta passagem podemos encontrar princípios que dependiam da cultura e princípios que eram transculturais. Quais são eles? O uso literal do véu era um costume cultural das igrejas do mundo grego, logo, as mulheres de hoje não precisam usa-lo, porém, o princípio supra cultural (permanente na igreja cristã) é a subordinação das mulheres aos homens. Por que é transcultural? Porque os argumentos de Paulo foram a partir da relação entre as pessoas da Trindade (11.3) e também com a maneira que Deus criou o homem e a mulher (11.8-9), ou seja, duas situações acima de qualquer costume, acima de qualquer questão cultural.&lt;br /&gt;Subordinação não é desvalorização. A prova disso é a relação de Deus com Cristo. São co-iguais, mas exercem papéis diferentes. Da mesma forma, o homem não é superior a mulher, e sim, se completam no exercício de papéis distintos. É uma questão de ordem estrutural estabelecida por Deus, o Criador da família e da igreja. Também temos ordens como a de sujeição as autoridades em Romanos 13, nem por isso os crentes são vistos como desvalorizados em relação aos governantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. 1 Coríntios 14.33b-38&lt;br /&gt;O termo usado por Paulo aqui nesta passagem é bem geral: “falar” - lalevw. Este verbo não tem nada de especial para que pudéssemos rapidamente entender o que Paulo quis dizer. Considerando outras passagens bíblicas como 1 Co 11.5 e Ef 5.18-19 (“falando entre vós”), podemos deduzir que as mulheres não estavam sendo impedidas de falar totalmente.&lt;br /&gt;Então que restrição Paulo faz em 1 Co 14.33b-38? Algumas interpretações têm surgido deste texto. Uma delas é que o apóstolo está proibindo que as mulheres falem em línguas nos cultos públicos; outra é que as mulheres não devem falar em voz alta; mas o que parece mesmo é que a proibição está mais uma vez relacionada a questão de gênero.&lt;br /&gt;“No contexto imediato Paulo fala do julgamento dos profetas no culto (v. 29), o que envolveria certamente questionamentos, e mesmo a correção dos profetas por parte da igreja reunida”.  Neste caso, não caberia a mulher impor sua opinião sobre a de um homem em um culto público. Não caberia a mulher questionar como parecendo alguém pertencente a liderança pastoral da igreja local.&lt;br /&gt;Mais uma vez, é algo só para os coríntios? Parece que não. O verso 33b diz “Como em todas as igrejas dos santos”.  Além do mais há uma referência a “lei” no versículo 34, que aparentemente é uma maneira de citar as Escrituras, possivelmente lembrando do princípio da criação em Gênesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. 1 Timóteo 2.11-15&lt;br /&gt;Nesta passagem o apóstolo Paulo “determina que as mulheres crentes de Éfeso aprendam a doutrina cristã em silêncio, submetendo-se à autoridade eclesiástica dos que ensinam – no contexto, homens (v. 11)”.  Homens em geral, e não no sentido restrito – “marido”. Mais uma vez a argumentação está em torno de Gênesis, quando é citada a ordem na criação (v. 13) e o engano por parte da mulher (v. 14). A ordem da criação para enfatizar a posição de liderança do homem sobre a mulher e o engano por parte de Eva para mostrar o que aconteceu quanto Eva assumiu a posição de Adão. Mesmo os dois tendo pecado, em Rm 5.12-21 Paulo menciona Adão como culpado, lembrando que Deus chamou a ele em Gn 3.9 para prestar contas – “Onde estás?” – “Adão tinha a responsabilidade primária de liderar sua esposa em uma direção que glorificaria a Deus”. &lt;br /&gt;Por que está citação? No contexto geral da Epístola a Timóteo, Paulo trata os ataques que a igreja em Éfeso estava sofrendo por parte dos falsos mestres. Um destes ataques era contra o casamento – ceticismo como um meio de adquirir espiritualidade (4.13) e várias mulheres estavam sendo enganadas pelos falsos mestres (1 Tm 5.12,15 e 2 Tm  3.6,7). Parece que contra estes ensinos Paulo faz uma correção dizendo “Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência.” (1 Tm 5.14).  Paulo também valoriza a função de mãe para as mulheres em 1 Tm 2.15. Agora, o que quer dizer a expressão “será salva”, “será preservada” ? É uma expressão difícil de interpretar, mas não nega a ênfase no principal papel da mulher. Vejamos a explicação de John MacArthur:&lt;br /&gt;Paulo, de fato, ensina que, embora a mulher tenha provocado a Queda, as mulheres são preservadas deste estigma por meio da maternidade. Uma mulher levou a humanidade ao pecado, mas outras beneficiam a raça humana renovando-a. Além disso, elas têm a oportunidade de levar a humanidade à piedade por meio de sua influência sobre as crianças. Longe de ser cidadãs de segunda classe, as mulheres têm a responsabilidade primária de criar filhos piedosos . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo interessante é que Paulo expressou seu desejo de que as mulheres aprendessem . Isto é importante porque era um avanço cultural, já que essa prática não era comum entre os judeus. “O judaísmo do primeiro século não tinha consideração pelas mulheres. Embora não fossem impedidas de entrar na sinagoga, também não eram incentivadas a participar do ensino". &lt;br /&gt;“Não permito que a mulher ensine” – Não é uma proibição geral. De alguma forma, as profetisas tinham algo a dizer de forma instrutiva à igreja na era apostólica, mas sem exercer autoridade sobre a liderança masculina. Em outras passagens temos mandamentos recíprocos a todos os membros do Corpo de Cristo (Cl 3.16). Em Tt 2.3-5 a um mandamento para que as mulheres mais velhas ensinem  as mais novas. Em 2 Tm 2.15 e 3.15 temos menção dos ensinos de Eunice e Lóide em favor de Timóteo. Então, fica claro para nós que a proibição não era geral, mas sim de alguma forma específica.&lt;br /&gt;Pelo contexto, a proibição é do ensino em posição de autoridade. Lembrando que o verbo “ensinar” nas Epístolas Pastorais tem o sentido de instrução autoritativa, ou seja, um sentido mais restrito que denota a cuidadosa transmissão da verdade, função exercida apenas pelos pastores (1 Tm 4.11, 5.17, 6.2). Sendo assim, podemos concluir que a proibição é que a mulher não seja ordenada ao ministério pastoral e que não se envolva com o que chamamos de “pregação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Romanos 16.1-2&lt;br /&gt;Aqui temos a menção do nome de Febe. Esta mulher é citada como “diaconisa”? O interessante é que o termo “diakonos” usado nesta passagem é um termo genérico, é o mesmo termo usado em Fp 1.1 e 1 Tm 3.8. Portanto, Paulo se refere a Febe como “diácono” e não como “diaconisa”. Literalmente o texto diz: “Recomendo a vós Febe a nossa irmã, sendo diácono da igreja em Cencréia”.&lt;br /&gt;Algumas pessoas acham que Paulo também identifica Febe como líder no versículo 2, dizendo que o vocábulo traduzido como “protetora” pode ser traduzido também como “líder”. Mas isto não é verdade. O termo pode sim ser traduzido como “ajudadora, protetora”. Além do mais será que Paulo realmente estaria dizendo que Febe tinha uma posição de autoridade sobre ele mesmo? Não é o que texto quer dizer.&lt;br /&gt;O termo “diakonos” também tem seu uso não-técnico, ou seja, esta palavra pode se referir ao oficial auxiliar, especialmente de serviços práticos em prol das necessidades congregacionais, mas também a qualquer pessoa que sirva na obra de Deus (o próprio Paulo e Apolo – 1 Co 3.5; Tíquico - Ef 6.21). Logo, o apóstolo Paulo pode estar se referindo a Febe como uma serva de Deus e não como uma mulher diácono (“diaconisa”). “Assim, temos aqui a indicação de uma mulher que servia a uma comunidade cristã como cooperadora do evangelho, uma auxiliadora de muitos, inclusive do próprio apóstolo, sob a liderança específica da igreja”. &lt;br /&gt;11. 1 Timóteo 3.11&lt;br /&gt;Não se pode negar que este versículo está no meio das descrições exigidas dos diáconos (8-10 e 12-13). A pergunta é: trata-se de “diaconisas” ou das mulheres dos diáconos? E mesmo que seja uma abordagem sobre as “diaconisas” parece ser fundamental que elas sejam as esposas dos diáconos. Enfim, o que é de mais relevância é entender que o ofício de diácono não tem a função de liderar ou governar a igreja local, tanto que ser apto para ensinar e governar a igreja não fazem parte da responsabilidade dos diáconos (1 Tm 3.2,5; Tt 1.9; At 20.28). Este ofício está relacionado ao auxílio pastoral, sendo assim o texto bíblico não dá base para a ordenação de mulheres para o ministério pastoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir vale a pena mencionar uma argumentação dos “igualitaristas” que dizem que muitas mulheres têm sido usadas por Deus para abençoar e edificar outros por meio de seus ensinos e pregações. Este é um argumento muito subjetivo, mas podemos dizer que nenhum resultado justifica a prática utilizada. &lt;br /&gt;A Bíblia apresenta limitações de ministério para as mulheres, mas há muitas outras áreas nas quais elas podem e devem atuar, visando a glória de Deus :&lt;br /&gt;Semelhante a Priscila, as mulheres podem acompanhar seus maridos, visando edificar vidas (At 18.26). &lt;br /&gt;Semelhante a Priscila, as mulheres devem estudar a Palavra de Deus (At 18.26; 1 Tm 2.11). &lt;br /&gt;Semelhante a Febe, as mulheres podem trabalhar em benefício da obra de Deus e de seus obreiros (Rm 16.1-2).&lt;br /&gt;Semelhante a Dorcas, as mulheres podem exercer ministérios notáveis de trabalhos sociais (At 9.36-43, esp. 36).&lt;br /&gt;As mulheres podem apoiar e acompanhar seus esposos diáconos (1 Tm 3.11). &lt;br /&gt;As mulheres podem ensinar outras mulheres e praticarem seus dons nesta área (Tt 2.3-5).&lt;br /&gt;As mulheres podem evangelizar qualquer pessoa (Sl 68.11; Jo 4.39; não estará exercendo autoridade pública sobre os homens – 1 Tm 2.11-15).&lt;br /&gt;As mulheres podem exercer ministérios de oração (At 1.13-14).&lt;br /&gt;As mulheres podem exercer ministérios em relação as crianças (Lóide e Eunice em relação a Timóteo – 1 Tm 1.5; 3.15).&lt;br /&gt;As mulheres têm como uma das mais significativas funções os ministérios de mãe (Pv 1.8; 31.26) e esposa (Pv 31.10-31; 1 Tm 5.14).&lt;br /&gt;As mulheres podem exercer funções administrativas e de direção de cultos (dependendo da forma da estrutura da igreja e de como estas funções são realizadas).&lt;br /&gt;Esta não é uma lista exaustiva, mas apenas uma tentativa de mostrar como são vastas as opções para a atuação das mulheres nas igrejas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMARAL, Wagner Lima. Ministério pastoral feminino: uma avaliação de sua razão e de sua autenticidade. São Paulo.&lt;br /&gt;DUSILEK, Sérgio Ricardo Gonçalves. Débora, uma “pastora” no Antigo Testamento. In: Revista Mulher cristã hoje. Ano 10. n. 4. 1999. p. 12-13.&lt;br /&gt;LOPES, Augustus Nicodemos. Ordenação de mulheres: que diz o Novo Testamento? São Paulo: PES, 1997.&lt;br /&gt;MacARTHUR JR., John. Homens e mulheres: a intimidade espiritual no casamento. Tradução de Josué Ribeiro. Rio de Janeiro: Textus, 2001. Título original: Different by design.&lt;br /&gt;PIPER, John; GRUDEM, Wayne, compiladores. Homem e mulher: seu papel bíblico no lar, na igreja e na sociedade. São José dos Campos: Fiel, 1996. Título original: Recovering biblical manhood and womanhood.&lt;br /&gt;STOTT, John. A mensagem de I Timóteo e Tito: a vida da igreja local: a doutrina e o dever. Tradução de Milton Azevedo Andrade. São Paulo: ABU, 2004. Título original: The message of 1 Timothy and Titus.&lt;br /&gt;ZUCK, Roy B. A interpretação bíblica: meios de descobrir a verdade da Bíblia. Tradução de César de F. A. Bueno Vieira. São Paulo: Vida Nova, 1997. Título original: Basic Bible interpretation.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1695412052214655820?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1695412052214655820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1695412052214655820' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1695412052214655820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1695412052214655820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/ministrio-feminino-nas-igrejas-locais.html' title='Ministério feminino nas igrejas locais: uma abordagem dos principais textos bíblicos sobre o papel das mulheres nas igrejas.'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-5498769721819140777</id><published>2008-07-30T16:03:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:05:30.842-07:00</updated><title type='text'>Introdução ao Antigo Testamento</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LaSOR, William S.; HUBBARD, David A.; BUSH, Frederic W. Introdução ao Antigo Testamento. Tradução de Lucy Yamakami. São Paulo: Vida Nova, 1999. Título original: Old Testament Survey. 851 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro Introdução ao Antigo Testamento teve sua primeira edição em inglês publicada em 1982. Esta edição em português (1999) é resultado de um trabalho de revisão iniciado pelos três autores, mas que terminou apenas por Bush, uma vez que LaSor faleceu em 1991 e Hubbard em 1996. Ao que parece Bush usou pesquisas deixadas pelos seus companheiros, todavia sem consultar a obra em original em inglês fica difícil de notar as mudanças e atualizações que o livro sofreu e o que seria fruto dos três autores juntos.&lt;br /&gt;O propósito principal dos autores, todos do Seminário Teológico de Fuller (E.U.A.), foi tornar o livro mais útil através da revisão. Fazendo com que o texto se tornasse mais agradável para a leitura com estilo simples e construções sintática mais breves, atualizando as informações, abordando novas opções de interpretações e incluindo descobertas arqueológicas que também deu a origem a um novo capítulo sobre arqueologia (p. ix).&lt;br /&gt;A tese dos autores é alcançar o propósito já apresentado pensando no público formado por alunos de institutos bíblicos, seminaristas e professores, além dos pastores, estudiosos da Bíblia e leigos interessados no assunto. &lt;br /&gt;O livro é apresentado em quatro partes: Parte Um – A Torá (p. 1), Parte Dois – Os Profetas (p. 139), Parte Três – Os Escritos (p. 459), e Parte Quatro – O Cenário (p. 635).  Esta obra também apresenta as notas de cada capítulo (p. 743) e a bibliografia geral (p. 847).&lt;br /&gt;As três primeiras partes seguem a divisão do cânon hebraico. E dentro de cada parte há uma introdução geral a divisão e depois há uma apresentação de cada um dos livros que a compõem. No geral cada livro segue um esboço semelhante: Nome e conteúdo, propósito, mensagem e teologia.&lt;br /&gt; Este livro, no geral, atingiu o propósito dos autores. É um livro fácil de ler, justamente por suas construções gramaticais. O estilo da diagramação e apresentação também é agradável. As fontes estão em um tamanho bom, bem como, o espaçamento entre as linhas. Os destaques que os tópicos recebem e a forma de esboço ajudam bastante o acompanhamento do desenvolvimento de idéias. As caixas com frases ou versículos se encaixam bem nos textos e chamam a atenção de maneira sutil.&lt;br /&gt;A maneira de apresentar estruturas de livros fica bem clara, por exemplo: a estrutura de Zacarias 1-8, nas páginas 438 e 439.&lt;br /&gt;As diversas discussões e interpretações de estudiosos diversos são apresentadas, o que mostra que o livro é resultado de muitas pesquisas e comparações de idéias. Por exemplo, na página 7 são citados J. Wellhausen e Martin Noth, nas páginas 12 e 13 encontramos citações de Cross, Y. Kaufmann, H. Gunkel, von Rad e Rendtorff.&lt;br /&gt;Nas páginas 562 a 565 os autores apresentam as argumentações relacionadas a maneira de interpretar o livro Cântico dos Cânticos, fornecendo assim conhecimento ao leitor sobre o assunto.&lt;br /&gt;As diversas ilustrações arqueológicas, assim como, os mapas, mesmo que sejam apresentados em preto e branco, fornece bons esclarecimentos sobre os assuntos abordados.  Também o capítulo sobre descobertas arqueológicas é muito bom. &lt;br /&gt;No geral, tanto os autores como a Vida Nova fizeram um bom trabalho de publicação, resultando neste bom livro acadêmico. Os autores realmente conseguiram colocar diversos assuntos complexos de maneira fácil de ser consultada e entendida. &lt;br /&gt;Quanto ao propósito dos autores de tornar o livro bem útil, vejo que apresentar as notas somente no fim dos livros e não nas páginas a medida que são citadas, atrapalha a consulta rápida das mesmas, o que não torna o livro tão útil para pesquisas assim, uma vez que muitas notas são explicativas.&lt;br /&gt;A falta de uma introdução geral ao livro também é um ponto fraco, porque o leitor deixa de conhecer a metodologia que será usada e a relevância do conteúdo da obra.&lt;br /&gt;Também creio que relacionado a tese dos autores, pensando no público alvo, esta obra não é um livro para ser consultado por um leigo que não possua boas orientações quanto aos assuntos deste livro e nem mesmo uma pessoa que não tenha visão crítica.&lt;br /&gt;Agora, o principal ponto fraco do livro é que ao mesmo tempo que ele apresenta afirmações puramente cristãs ortodoxas ele apresenta também explicações liberais. Um exemplo: na página 7, após abordar concepções de Wellhausen e Noth encontramos a seguinte frase “Reagir contra tais críticas extremistas é a única abordagem possível para os que confiam na verdade da Bíblia” , também na página 9 lemos “...é preciso ser radicalmente bíblico, permitindo que a Bíblia fale, sem lhe impor conceitos arbitrários do tipo de literatura que deveria conter.”.&lt;br /&gt;Já na página 14 ainda falando sobre a complexidade do Pentateuco lemos “Elas nos levam a concluir que o Pentateuco não foi escrito por uma pessoa em uma década determinada.” e ainda na página 74 podemos ler o seguinte sobre as pragas do Egito “Esse padrão e outros elementos da estrutura literária mostram que esse relato passou por uma longa história de transmissão antes de alcançar a presente forma.”. &lt;br /&gt;Outro exemplo: na página 563 encontramos o seguinte sobre as posições alegóricas “Qualquer leitura alegórica é perigosa porque as possibilidades de interpretação são limitadas. Estamos mais propensos a descobrir nossas idéias do que a discernir o propósito do autor”, mas a conclusão sobre o livro de Jonas é que ele é um tipo de parábola (p. 419).&lt;br /&gt;Desta forma, o livro parece ser muito bom e ao mesmo tempo muito ruim. Não há uma definição clara de linha de pensamento. Parece ser um meio termo o que com certeza pode levar muitos estudiosos brasileiros a aceitarem as idéias aqui apresentadas sem muito questionamento e sim porque é um livro sem um bom concorrente na língua portuguesa.&lt;br /&gt;Algumas idéias estranhas a posição conservadora:&lt;br /&gt;01. É pouco provável que Moisés tenha escrito o Pentateuco conforme ele existe em sua forma final (p. 10);&lt;br /&gt;02. Deus rejeitou sem nenhuma explicação a oferta de Caim (p. 28);&lt;br /&gt;03. Não se pode determinar com certeza a data nem o lugar em que ocorreu o Êxodo (p. 64), nem a localização do Sinai (p. 65);&lt;br /&gt;04. O mar Vermelho na verdade é o mar de Juncos, que seria pântanos de água doce repletos de juncos (p. 66). E após a abertura deste mar, enquanto o povo estava passando, os soldados egípcios ficaram presos na terra fofa (p. 77);&lt;br /&gt;05. As pragas são explicadas como acontecimentos naturais e não milagrosos (pp. 73-74);&lt;br /&gt;06. Os números do livro de Números são altamente improváveis. “Todas a evidências disponíveis, bíblicas, extrabíblicas e arqueológicas, parecem desestimular a interpretação literal dos números de Números” (p. 113);&lt;br /&gt;07. A travessia do Jordão, em época de cheia, foi possível pelo represamento das águas cerca de 20 km ao norte, de modo que Israel pôde atravessar por um leito seco (p. 150);&lt;br /&gt;08. Indefinição quanto ao milagre em Josué sobre a parada do sol, aceitando mais a idéia de que o pedido de Josué foi para que o sol se mantivesse calmo (p. 160);&lt;br /&gt;09. Jonas é entendido como um tipo de parábola (p. 419);&lt;br /&gt;10. Zacarias é tido como um livro composto por diversos autores (p. 436); e&lt;br /&gt;11. O livro de Eclesiastes é colocado em uma data muito recente (pós-exílio) e consequentemente, Salomão não é seu autor (p. 543).&lt;br /&gt;E o interessante é que mesmo com todas estas idéias estranhas, nada chamou mais a atenção dos editores da versão portuguesa do que apenas três idéias, nas quais tiveram que apresentar notas explicativas: 1. Sobre o aparecimento de Samuel a Saul, citado na página 194; 2. Sobre o livro de Jonas, na página 419; e 3. Sobre a autoria de Zacarias na página 436. Praticamente nas três notas o que está sendo dito é que a posição do autor não reflete a posição da Vida Nova e que vale a pena conhecer outras posições e confrontá-las com outras publicações.&lt;br /&gt;Este livro de introdução ao Antigo Testamento é um bom livro que ajuda a despertar o senso crítico do estudioso conservador. É importante conhecer as diversas argumentações contrárias as nossas para que saibamos refutá-las. Não adianta querermos apenas fugir ou desviar nossa atenção destas questões.&lt;br /&gt;O livro pode até ser usado em nível de seminário com um bom acompanhamento, mas não por leigos ou mesmo em estudos bíblicos nas igrejas.&lt;br /&gt;Vale a pena ler este livro contrastando com outras fontes mais confiáveis e estar por dentro das argumentações recentes sobre o Antigo Testamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-5498769721819140777?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/5498769721819140777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=5498769721819140777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5498769721819140777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5498769721819140777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/introduo-ao-antigo-testamento.html' title='Introdução ao Antigo Testamento'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-4242269089813980691</id><published>2008-07-30T16:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:03:50.078-07:00</updated><title type='text'>Dando um Jeito no Jeitinho</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉTICA CRISTÃ À BRASILEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGA, Lourenço Stelio. Dando um jeito no jeitinho: como ser ético sem deixar de ser brasileiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2000. 244 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lourenço Stelio Rega é diretor da Faculdade Batista de São Paulo (www.teologica.br), fundada em 1957. Nesta instituição de ensino afiliada a Convenção Batista Brasileira, Stelio Rega tem outras ligações. Ele é um dos professores e também é Bacharel e Mestre em Teologia com especialização em Ética por esta escola. Lourenço Rega também é pós-graduado em Administração de Empresas (Análises de Sistemas), Licenciado em Filosofia, Mestre em Educação e Doutorando em Ciências da Religião. Outro aspecto relevante para citar a respeito da formação deste autor é que ele atuou por vários anos no ramo contabilista. Isto contribuiu com o conhecimento em certas situações fiscais abordadas nesta obra.&lt;br /&gt;Como podemos notar logo no início do prefácio (p. 11), este livro surgiu a partir da Dissertação de Mestrado em Teologia, com especialização em Ética, apresentada por Lourenço Stelio Rega em junho de 1992, na já citada Faculdade Teológica Batista de São Paulo. &lt;br /&gt;O objetivo deste livro é apresentar uma solução para as questões éticas vividas por cristãos, especialmente no contexto brasileiro, a partir da premissa de que a Palavra de Deus tem os princípios éticos permanentes, atemporais e aculturais válidos então para a situação brasileira tratada aqui como a sociedade do “jeito”.&lt;br /&gt;O próprio autor escreve: “O meu desejo é que este trabalho possa ser instrumento útil no fortalecimento de convicções firmemente cristãs daqueles que vivem no Brasil e que queiram viver para a glória de nosso Proprietário Jesus Cristo, mesmo estando imersos na sociedade do jeito.” (p. 13).&lt;br /&gt;Esta obra de Rega tem vinte e quatro breves capítulos organizados em oito partes. Na primeira parte – O Brasil do jeitinho – o autor dá um panorama do contexto brasileiro para o leitor. Com os três primeiros capítulos Lourenço Rega, de forma sucinta, apresenta características da cultura brasileira, abordando temas como: carnaval e futebol, festa e prazer, expressões cotidianas, etc. É lógico que não se pode, em situação alguma se generalizar uma abordagem, achando que todos os brasileiros são iguais. Sem dúvida alguma, Lourenço Rega aborda o assunto como uma apresentação geral da cultura brasileira, mas é claro que existem as devidas exceções. Rega termina esta parte, destacando a Bíblia no terceiro capítulo como o livro que pode dar jeito no “país do jeito”.&lt;br /&gt;Na parte dois – O jeitinho brasileiro – temos uma definição do termo que está no título deste livro e que é a essência da temática abordada. “...jeito, dar um jeito, jeitinho é encontrar uma resposta, uma saída, para uma situação que em geral não se quer ou não se pode enfrentar; é se livrar de uma situação; é fazer com que as coisas andem de acordo com os desejos de alguém; é fechar os olhos para as situações que podem prejudicar o indivíduo; é contornar as normas; é tirar vantagens de uma situação; enfim, é abrir caminho para que as coisas aconteçam como se gostaria.” (p. 48).  È também dito que o “jeito” não é algo apenas da cultura brasileira, mas é visto como uma resposta a respeito da exagerada burocracia existente na vida do brasileiro. &lt;br /&gt;A terceira parte – O lado positivo do jeito – o autor Lourenço Rega destaca que o jeito não é algo apenas negativo, pois existem os aspectos positivos, como por exemplo: busca de meios para se vencer as crises de desemprego, inventando profissões, bem como as ações solidárias. Porém, é evidente que o aspecto negativo do jeito é o tópico central deste livro. Na parte quatro este assunto é abordado deixando claro que o jeito faz parte da vida do brasileiro, seja ele pobre ou rico, e daí surge o problema para aqueles que não querem viver no estilo do jeito, mas sim para a glória do seu Proprietário – Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Os quatro capítulos da quinta parte – Dificuldades éticas – são um pouco mais longos do que os anteriores. É nesta parte que a mente crítica do autor é muito bem vista. Stelio Rega desenvolve uma visão muito interessante a respeito da situação brasileira atual e faz uma ótima análise de situações do passado que contribuíram ou influenciaram muitos aspectos vivenciados em anos mais recentes. Aqui ele fala sobre as transgressões de normas, corrupção, impunidade, aborda de forma especial a política e o poder público brasileiro e cita casos específicos que clareiam a abordagem filosófica feita por ele mesmo. Vale lembrar que Rega não faz críticas duma perspectiva partidarista, ele desenvolve uma visão crítica que cada brasileiro, que cada cristão cidadão brasileiro deveria ter a cerca da sociedade. Nesta parte do livro o cenário é todo apresentado. Agora a questão é: como um cristão deve viver inserido neste cenário? A sexta parte desta obra – Como sobreviver no país do jeitinho - traz uma proposta, com o foco claramente no cristão e na Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Alguns até poderiam achar que a resposta de Rega deveria ser outra, mas ele é bíblico ao ser direto. A solução para uma sociedade que transgride a lei, uma sociedade corrupta, que destaca o individualismo é o evangelho do Senhor Jesus Cristo. O problema do ser humano, teologicamente, é o pecado e somente o arrependimento e o perdão em Cristo podem resolver este problema. O evangelho é o redentor do jeito. “Somente o Evangelho poderá mudar o coração do brasileiro tornando-o uma pessoa digna. Sem Cristo não pode haver transformação de vida. E nisso a igreja tem um fundamental papel na sociedade do jeito”. (p. 135).&lt;br /&gt;O último capítulo da sexta parte é um pouco mais filosófico do que os demais. Neste capítulo o modelo de conduta ética denominado Ética Temporal Ascendente (ETA) é apresentado como a conduta a ser seguida pelo cristão na sociedade brasileira. Rega faz um contraste entre o jeito e o ETA, destacando a superioridade desta última (“O jeito perpetua o pecado, a ETA reage contra o pecado”, p. 157), que recebe as seguintes características: ética temporal, ética ascendente, ética da realidade, ética da esperança, ética das possibilidades, ética responsável e dinâmica e ética de metas.&lt;br /&gt;A parte sete, com o título: “O papel do cristão na sociedade do jeito”, também é bem direta quanto a maneira de se viver numa sociedade como a brasileira. O cristão deve viver de forma exemplar, fazendo tudo para a glória de Deus. Não importando se todo mundo faz isto ou aquilo. Seu padrão deve ser elevado. Seu padrão de conduta deve partir das Escrituras Sagradas. Sendo assim, o cristão deve evangelizar através da comunicação verbal do evangelho, mas também por meio da exemplificação de uma vida submissa a Jesus Cristo. Cabe também ao cristão ser responsável com sua cidadania. “Os amigos do cristão brasileiro, seus colegas de trabalho e seus vizinhos deverão ver uma vida prática e em sua maneira de reagir ao jeito a manifestação da fé e da ação do Evangelho”. (p. 174).&lt;br /&gt;A conclusão é apresentada em dois capítulos (23 e 24). Lourenço Rega faz uma revisão do conteúdo e termina destacando o desafio existente para todos os cristãos que realmente querem viver para a glória de Deus na sociedade do jeito enfatizando a sua participação ativa e a esperança de mudança desta sociedade.&lt;br /&gt;Este livro é resultado de uma pesquisa muito bem feita e organizada. Vários livros, revistas e periódicos foram consultados, bem como muitas pessoas ouvidas e entrevistadas. O estilo de escrita é de fácil acompanhamento e o raciocínio do autor é sistematizado e claro. Rega interage com o leitor com perguntas retóricas e com capítulos breves e com adágios e provérbios a leitura torna-se bastante agradável.&lt;br /&gt;Podemos destacar a visão crítica do autor bem presente nas análises feitas e o incentivo a cidadania por parte dos cristãos. Talvez o medo de se envolver com o Estado faz com que muitos cristãos deixem de lado a participação ativa na sociedade. Mas concordo com o autor quanto ao papel de impacto que os cristãos devem exercer na sociedade em que vivem.&lt;br /&gt;O contexto brasileiro é muito bem abordado. Um estrangeiro que pretende conhecer a cultura brasileira conseguirá uma boa compreensão lendo este livro.&lt;br /&gt;Como o próprio autor menciona, este livro não acaba. Sete anos após seu lançamento ele já pode ser lançado de forma ampliada com situações bem recentes, especialmente citando o caso Roberto Jefferson e os “mensalões”, a falta de solução para a FEBEM (que já poderia ter sido citada, uma vez que o caso é antigo), o problema de impunidade de muitos políticos brasileiros como a poucos dias a situação do Senador Renan Calheiros do PMDB e assim por diante. Tem muito assunto para ser discutido.&lt;br /&gt;Acredito que podemos enfatizar o papel da igreja na sociedade abordado nas páginas 136 e seguintes, através de instrução, comunhão, evangelização e mutualidade.&lt;br /&gt;Discordo do autor quanto a ordem do amor tratada na página 161. Não vejo que o “amor-próprio” é apresentado pela Bíblia como algo necessário para que então possa existir o amor ao próximo. A Bíblia é muita clara em Mateus 22.37-40 que temos dois mandamentos a considerar: o amor a Deus, em primeiro lugar, e o amor ao próximo, em segundo lugar.&lt;br /&gt;O propósito do livro certamente foi concretizado. Este livro é adequado para o uso em disciplinas de ética e de cultura brasileira, bem como pode ser lido por qualquer cristão com interesse de agradar a Deus em seu dia-a-dia, visando compreender e praticar uma ética cristã à brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-4242269089813980691?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/4242269089813980691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=4242269089813980691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/4242269089813980691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/4242269089813980691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/dando-um-jeito-no-jeitinho.html' title='Dando um Jeito no Jeitinho'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1316706583129782759</id><published>2008-07-30T15:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T16:01:25.435-07:00</updated><title type='text'>OS FATOS SOBRE AUTO-ESTIMA, PSICOLOGIA E O MOVIMENTO DE RECUPERAÇÃO</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS FATOS SOBRE AUTO-ESTIMA, PSICOLOGIA E O MOVIMENTO DE RECUPERAÇÃO&lt;br /&gt;JOHN ANKERBERG E JOHN WELDON&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Ankerberg e Weldon chama a atenção pela maneira simples e direta de despertar o leitor sobre a psicologia dos dias atuais.&lt;br /&gt;Muitas pessoas têm procurado orientação psicológica nos dias de hoje, muitas pessoas também estão procurando formação nesta área, mas o pior de tudo é saber que muitos crentes estão entre essa grande multidão, seja aconselhando (da maneira errada), seja sendo aconselhado ou ainda indicando pessoas para irem até clínicas psicológicas.&lt;br /&gt;O livro mostra que a psicologia moderna não é digna de confiança.  Não há provas de que a psicologia traga realmente algum benefício a não ser o efeito placebo. A psicologia também não pode ser integrada ao cristianismo, basta estudarmos um pouco das abordagens sobre: naturalismo, materialismo, reducionismo, determinismo, evolução, empirismo, relativismo, humanismo e ocultismo, que são fundamentais para a psicologia, para entendermos que é impossível conciliar psicologia com cristianismo verdadeiro e puro. Além do mais, a psicologia não poderia nem ser chamada de ciência, pois não trabalha sob uma base firme e nem mesmo demonstra ligações coerentes com a biologia ou a química. A chamada “ciência da psicologia” é muito subjetiva, nesta área aparecem e reaparecem muitas formas de “tratamento”, qual está correta?. Mesmo sabendo de tudo isso, por que alguns cristãos se submetem a psicologia secular? O povo de Deus precisa entender mais sobre este assunto. Pode-se afirmar com toda certeza que a psicologia é anti-cristã. Ela traz idéias anti-bíblicas impostas por seus grandes nomes como Freud, Jung, Rogers, e Ellis. Estes homens eram totalmente contra a religião. Uma das principais diretrizes enganosas impostas pelos psicólogos é deificar o ser humano. Todos nós sabemos que os homens têm problemas, mas também sabemos que são conseqüências do pecado e dos pecados. Do pecado de Adão e dos pecados de cada ser individualmente. E a solução está em Deus não em terapias humanas. Porém os psicólogos têm entendido que quase todas as pessoas precisam passar por suas terapias. Com certeza há algo errado com estas formas de tratamento. A ajuda que um psicólogo (pessoa formada) pode trazer não é muito diferente da ajuda de uma pessoa que não recebeu o estudo formal, seja ele um amigo ou parente da pessoa que necessita de ajuda. A psicologia também é uma causadora do afastamento do homem em relação a Deus.&lt;br /&gt;A psicologia está muito ligada ao ocultismo. Às vezes de maneira bem clara e por outras vezes usa termos para disfarçar a aceitação das coisas demoníacas.&lt;br /&gt;Com tudo o que já está descrito até aqui poderíamos dizer como Paulo: “que harmonia há entre Cristo e o Maligno?”, portanto, não há harmonia do cristianismo bíblico com a psicologia. Cristo é suficiente para o homem, e a Bíblia é a base para a solução de todos os problemas da humanidade. A Bíblia é suficiente e devemos praticar esta afirmação e não deixa-la ficar como uma simples “expressão cristã”. II Co. 9:8 e II Pd. 1:3, são alguns dos textos bíblicos nos quais podemos ver que a Bíblia é suficiente em si mesma, não precisa ser complementada com idéias humanas. O pior de tudo é que existem crentes dizendo direta ou indiretamente que só Bíblia não resolve o problema do homem. Que triste é saber disso!&lt;br /&gt; O movimento da recuperação é mais uma doença grave que tem evoluído muito nos últimos anos e tem prejudicado a vida de muitas pessoas os levando a uma cegueira espiritual. O movimento de recuperação coloca a culpa das conseqüências dos pecados dos homens em doenças, sendo assim o homem precisa é de um “médico” e não de Deus. Este movimento faz com que o homem não se arrependa, mas que se conforme.&lt;br /&gt;E a auto-estima? A Bíblia não concorda com nada do que os defensores deste conceito apresentam. Versículos como: Fp. 2:3; Rm. 12:10; 14:7-8; 15:3; I Co. 10:24; 13:4-5; são apenas alguns dos muitos que podem ser citados para provar que o conceito de auto-estima é totalmente contrário a vontade divina. O ser humano precisa é ter uma boa visão da sua posição em relação a Deus, e desta maneira vai viver bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1316706583129782759?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1316706583129782759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1316706583129782759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1316706583129782759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1316706583129782759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/os-fatos-sobre-auto-estima-psicologia-e.html' title='OS FATOS SOBRE AUTO-ESTIMA, PSICOLOGIA E O MOVIMENTO DE RECUPERAÇÃO'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-2103327082128546091</id><published>2008-07-30T15:57:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:59:09.032-07:00</updated><title type='text'>AS SETE LEIS DO APRENDIZADO</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIO DO LIVRO:&lt;br /&gt;AS SETE LEIS DO APRENDIZADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;Quando este livro foi lançado em português, algumas pessoas me falaram de como ele era precioso para a vida de qualquer pessoa envolvida no ensino da Palavra, mas não tive tempo de ler. Porém, uma igreja organizou um curso intensivo chamado As leis da Pedagogia, e este livro do Bruce Wilkinson foi usado como base. Foi neste curso que conheci um pouco mais do livro As 7 leis do aprendizado.&lt;br /&gt;Mais tarde pude ler algumas partes do livro e fui mais impactado e desafiado. Agora, pude ler todo o livro e fazer os comentários que seguem abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DA APRENDIZAGEM&lt;br /&gt;CAPÍTULO 1 – A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Aprendizagem&lt;br /&gt;A idéia principal deste capítulo é mostrar que o professor não deve se contentar em apenas dar informações, ou seja, dar a matéria, e sim, levar o aluno a aprender.&lt;br /&gt;Bruce Wilkinson explica muito bem o que significa “aprender’ usando Dt 4.1 e 5.1, destacando as devidas palavras hebraicas e em resumo ele conclui que: ensinar é levar a aprender.&lt;br /&gt;É bom notar também que muitas pessoas criticam este livro dizendo que o autor coloca muita responsabilidade sobre o professor sem considerar o aluno, mas na página 26 Wilkinson diz que o professor não é o único responsável pelo aluno, mas é ele que está sendo considerado neste livro, isto é, este livro visa o professor e sua atividade em relação ao aluno. Portanto, o professor deve dar o máximo de si mesmo para levar o aluno aprender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 2 – O Método e os Maximizadores da Aprendizagem&lt;br /&gt;Neste capítulo são abordados os geradores da aprendizagem: Aluno, Matéria (Conteúdo), Estilo, Orador e Espírito. Aqui o autor traça três linhas de relacionamentos entre o Orador e os três primeiros geradores, e assim é possível concluir que existem três principais tipos de professores: 1. Os norteados pelos Alunos – amam os alunos; 2. Os norteados pela Matéria – amam a matéria, 3. E os norteados pelo Estilo – amam o estilo. Aqui pude fazer uma auto-avaliação e reconhecer que como professor do SEBARSP estou mais para norteado pelo Estilo.&lt;br /&gt; Todo professor deve ser sensível aos alunos enquanto ensina, para realmente ensinar.&lt;br /&gt;O que me chamou bastante a atenção foi o assunto de escolhas do professor. O professor deve usar o máximo de seu potencial, concentrando seus esforços em seus pontos fortes, e utilizá-los para compensar os fracos. Vejo isso como muito importante, porque há professores que são muito “gerais”, lecionam qualquer matéria, e particularmente, eu não vejo isso com bons olhos. Creio que podemos ser muito melhores, quando focamos e filtramos nossos esforços em algumas áreas específicas.&lt;br /&gt;A lei da aprendizagem ensina que o professor deve levar seus alunos a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DA EXPECTATIVA&lt;br /&gt;CAPÍTULO 3 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Expectativa&lt;br /&gt;Este capítulo a princípio parecia um tipo de idéia positivista, mas aos poucos fui entendendo melhor. Primeiro fiz uma avaliação dos meus pensamentos sobre meus alunos e admiti que posso ser influenciado, por exemplo, quando estou corrigindo os trabalhos dos alunos, por causa da expectativa que tenho de cada um deles. Por isso, concordo quando o autor diz que nossas expectativas têm impacto na vida dos alunos (positivo ou negativo).&lt;br /&gt;Em segundo lugar, quando Wilkinson abordou os textos em Hebreus 3.12,13 e 10.24,25 deu para entender a lei da expectativa com base no “considerar o próximo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 4 - O método e os maximizadores da Expectativa&lt;br /&gt;A idéia do capítulo anterior foi muito bem desenvolvida neste. O assunto é colocado de maneira bem prática e as sugestões são bem úteis para o “considerar”, “desabrochar”.  &lt;br /&gt;Devemos saber expressar corretamente uma consideração aos nossos alunos. Por isso o autor trabalha no assunto de estar atento aos alunos, expor (descrever) os feitos dos alunos, expressar (demonstrar) sentimento, dizer o que esperamos deles e nos fazer queridos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A LEI DA APLICAÇÃO&lt;br /&gt;CAPÍTULO 5 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Aplicação&lt;br /&gt; Na minha opinião este é o melhor capítulo deste livro. A cada linha que lia mais queria ler, e a cada idéia concluída percebia o quanto estava precisando mudar meu estilo de ensinar, ou melhor, começar a se importar mais com o verdadeiro ensino.&lt;br /&gt;Para que aja ensino é necessário que o aluno aprenda, para que o aluno aprenda é necessário ter aplicações para a vida. Temos que operar mudanças de vidas quando estamos ensinando.&lt;br /&gt;Olhando para 2 Tm 3.16-17 podemos notar que a preocupação de Deus é com a aplicação do conteúdo em nossas vidas. Então, precisamos ensinar de acordo com o propósito de Deus e compreender que histórias, assuntos, conteúdos não mudam a vida de ninguém.&lt;br /&gt;A aplicação (alicerçada na Palavra e adequada ao público) é importante porque é através dela que o professor poderá mudar vidas, tornando-as cada vez mais semelhante com Cristo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CAPÍTULO 6 - O método e os maximizadores da Aplicação&lt;br /&gt;Para que possamos fazer boas aplicações é necessário termos um compromisso com Deus de maneira que tenhamos uma vida em santificação e que expressemos confiança e convicção naquilo que ensinamos. Precisamos ter um coração que depende de Deus para fazermos boas aplicações. Ao ensinarmos precisamos persuadir nossos alunos visando transformá-los de maneira profunda e duradoura através da Palavra de Deus.&lt;br /&gt;Não podemos nos esquecer que apesar de um texto ter uma só interpretação ele tem diversas aplicações, precisamos tirar tempo para atingirmos as necessidades dos nossos alunos.&lt;br /&gt;Na página 143 Wilkinson aborda o valor das histórias no ensino e nas aplicações e por isso ele usa tanto este método em seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DA RETENÇÃO&lt;br /&gt;CAPÍTULO 7 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Retenção&lt;br /&gt;Mais uma vez o autor deixa claro que a responsabilidade de ensinar o aluno é toda do professor, uma vez que este livro foi escrito para professores e comunicadores (p. 162).&lt;br /&gt;A lei da retenção trata do aspecto de como e o que o aluno deverá reter. Para que qualquer aluno retenha o que foi ensinado é mister que ele em primeiro lugar tenha compreendido, sendo assim, a compreensão sempre deve preceder a memorização.&lt;br /&gt;Para que o aluno também retenha mais do assunto, ele tem que ver o assunto como algo relevante para sua vida, algo que tenha significado prático.&lt;br /&gt;O aluno também deve saber claramente o que é mais importante do conteúdo que esta lhe sendo passado (conhecer o mínimo). É impossível que ele guarde tudo em sua cabeça, e é tarefa do professor facilitar a aprendizagem e mostrar como o aluno pode usar as informações que foram passadas. &lt;br /&gt;A lei da retenção visa que o aluno domine o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 8 - O método e os maximizadores da Retenção&lt;br /&gt;Esta lei depende muito do esforço do professor, bem como da criatividade. Um bom professor não se contenta em simplesmente palestrar, ele quer ensinar de maneira genuína. Para isso ele deverá usar diferentes métodos que possam levar o aluno aprender. Seja contando histórias, usando figuras, tabelas de resumos, ou qualquer outro método que possa facilitar o conteúdo para que o aluno guarde o mínimo para que possa ser dito que aprendeu a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DA NECESSIDADE&lt;br /&gt;CAPÍTULO 9 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Necessidade&lt;br /&gt;Aqui Bruce lembra bem de um princípio universal citado em quase todos os livros que tratam da tarefa de ensinar: a atenção dos alunos é o primeiro pré-requisito para o processo da aprendizagem. Ele usa o exemplo de Jesus com a mulher samaritana para ilustrar e dar base a esta idéia.&lt;br /&gt;O aluno que sente a necessidade de aprender é o aluno que irá aprender, sendo assim, o professor deve motivar, criar interesse, ganhar a atenção do aluno antes de começar a ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 10 - O método e os maximizadores da Necessidade&lt;br /&gt;O professor que realmente quer ensinar seus alunos não será aquele professor que não se importa com a pessoa do aluno. É muito importante que o professor saiba se envolver com seus alunos sentimentalmente, só assim ele descobrirá as necessidades para depois supri-las. &lt;br /&gt;O que podemos ver nessa lei é que o ensino deve ser vivo, dinâmico e relevante. O professor deve ensinar sem ter medo de manifestar emoções. Ele deve amar de todo coração o processo do ensino e principalmente seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DA PREPARAÇÃO&lt;br /&gt;CAPÍTULO 11 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas da Preparação&lt;br /&gt;O título desta lei pode enganar muita gente. Eu mesmo quando olhei para o nome dado a este capítulo, pensei que seria semelhante ao assunto de outros livros sobre o ensino e assim abordaria a necessidade do professor se preparar antes das aulas. Todavia, não é isto que o autor faz aqui. A idéia dessa lei é preparar o aluno para o ministério.&lt;br /&gt;Ao tratar Ef 4.11-12 Wilkinson escreve uma frase que pelo jeito o impactou bastante, e posso admitir que não tinha notado o versículo dessa maneira: “O Senhor nos enxerga como um dom, um presente para aqueles a quem ministramos.” (p. 259). Gostei muito.&lt;br /&gt;Quando o professor está ensinando visando preparar o aluno para o ministério, para o serviço cristão, ele estará cumprindo com o propósito de Deus de edificar a sua igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 12 – O método e os maximizadores Preparação&lt;br /&gt;Os passos de instruir, exemplificar, envolver, aperfeiçoar e inspirar são ótimos para qualquer situação de ensino. Seja na instrução familiar (pais para os filhos), no discipulado ou mesmo em uma sala de aula. &lt;br /&gt;Como professores precisamos treinar nossos alunos para que sejam competentes em suas tarefas. Por isso, é um desafio aprendermos a avaliar nossos alunos pelo o que eles estão fazendo, pela competência, pelo maneira que estão exercendo seus ministério e não simplesmente através de provas ou testes escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LEI DO AVIVAMENTO&lt;br /&gt;CAPÍTULO 13 - A mentalidade, o Modelo e as Máximas do Avivamento&lt;br /&gt;O professor bíblico é semelhante ao professor secular em alguns sentidos, mas as principais diferenças estão no fato que o que é ensinado é a Bíblia, e por isso a ação do Espírito Santo é importante tanto na vida do professor como na vida do aluno.&lt;br /&gt;O professor deve lembrar que ele é chamado por Deus para desafiar vidas para um compromisso e consagração a Cristo. Concordo com o autor quando ele diz que não fomos chamados para distrair o público ouvinte, mas para desafia-los.&lt;br /&gt;O evento da conversa de Natã com Davi (2 Sm 12) é muito bem tratado e esboçado no quadro Modelo do Avivamento, aliás, como todos os outros modelos dos capítulos anteriores. O princípio fica bem claro: devemos avivar os corações de nossos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPÍTULO 14 - O método e os maximizadores do Avivamento&lt;br /&gt;Neste capítulo, Bruce Wilkinson sugere cinco passos para uma confrontação pessoal. São bem práticos e ao mesmo tempo nos ensina que não podemos fugir de nossa responsabilidade de levar pessoas a um avivamento espiritual.&lt;br /&gt;Apesar de serem passos bem pessoais o professor deve visar também o avivamento na vida de seus alunos enquanto está ensinando, e entre tantas máximas, não podemos deixar de citar que é necessário que o professor esteja com sua vida compromissada e consagrada ao Senhor para ser usado como um instrumento no ministério de avivamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;Quero concluir apenas dizendo que este foi o melhor livro que já li sobre o ensino. Bruce é um professor por excelência e me desafiou em melhorar muito mais a minha atividade como professor, pai e pastor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-2103327082128546091?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/2103327082128546091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=2103327082128546091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2103327082128546091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/2103327082128546091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/as-sete-leis-do-aprendizado.html' title='AS SETE LEIS DO APRENDIZADO'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-980040707512819177</id><published>2008-07-30T15:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:57:12.793-07:00</updated><title type='text'>CRÍTICA TEXTUAL DO NOVO TESTAMENTO</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRÍTICA TEXTUAL DO NOVO TESTAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAROSCHI, Wilson, Crítica textual do Novo Testamento, São Paulo : Vida Nova, 1993, pp. 248.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Paroschi é um autor conservador, porém é adventista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. SUMÁRIO DO LIVRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propósito do autor: &lt;br /&gt;O propósito do autor é tratar da crítica textual. Crítica textual é a ciência que procura restabelecer o texto original de um trabalho escrito cujo autógrafo (termo técnico que designa o manuscrito original de uma obra) não mais exista (p.13).&lt;br /&gt;Paroschi mostra a importância deste estudo logo na introdução dizendo que sem um texto grego fidedigno, tão mais próximo do original quanto possível, não há como se fazer confiável crítica histórica ou literária, exegese, teologia, nem mesmo sermão, para não falar em tradução.&lt;br /&gt;O propósito do autor ao escrever este livro fica mais específico quando ele diz que seus escritos procurarão demonstrar que apesar das dificuldades enfrentadas na crítica textual, por causa do grande número de manuscritos existentes e por sua vez diversas variantes, já é possível dizer que praticamente todo o NT está criticamente assegurado e as pouquissímas variantes que subsistem passíveis de certa dúvida não afetam “nenhum ponto importante, seja em matéria de fato histórico, seja em questão de fé e prática (p. 20-21). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese do autor: &lt;br /&gt;Toda a investigação foi norteada pela visão teológica de que o NT é parte da revelação escrita de Deus à humanidade, produzido por intermédio de “...homens [santos] [que] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21). Assim, deu-se preferência aos autores que também partilham dessa visão reverente das Escrituras (p. 22), ou seja, Paroschi trata seu trabalho de maneira conservadora, crendo que a Bíblia é quem tem autoridade sobre a própria Bíblia e não a crítica textual sobre a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboço do livro: &lt;br /&gt;Este livro tem seis capítulos principais, além de introdução, conclusão, cinco apêndices e índice remissivo.&lt;br /&gt;Capítulo 1 – O preparo dos manuscritos (25-41). Este capítulo trata das Informações essenciais quanto ao preparo do mss. em geral, tanto nos tempos apostólicos quanto em todo o período posterior de cópias manuscritas. Alguns assuntos abordados: os rolos de papiro; o pergaminho; códices; tipos de escrita; abreviações; formato e diagramações dos mss.; orientações para o leitor colocadas à margem dos mss.; datação de manuscritos e catalogação.&lt;br /&gt;Capítulo 2 – Fontes documentais (43-73). O capítulo dois aborda a classificação e descrição mais ou menos detalhada das principais evidências textuais e seus respectivos testemunhos: os mss. gregos (unciais, minúsculos, lecionários, óstracos e talismãs), as antigas versões (siríaca, latina, copta e outras) e as citações patrísticas.&lt;br /&gt;Capítulo 3 – A história do texto escrito (75-103). O terceiro capítulo é o capítulo central do livro, pois aqui o autor procura reconstituir a história do texto escrito no NT, isto é, a verificação de onde, quando, como e por que começaram a aparecer as primeiras divergentes e a maneira como toda subsequente transmissão do texto acabou sendo condicionada por tais divergências.&lt;br /&gt;Capítulo 4 – O texto impresso (105-140). Neste capítulo procura-se traçar o desenvolvimento histórico desde o século XVI até às modernas edições, período esse que corresponde ao surgimento da crítica textual do NT propriamente dita e sua evolução técnica até aos níveis atuais.&lt;br /&gt;Capítulo 5 – Princípios e procedimentos textuais (141-172). Este capítulo focaliza a teoria e a prática metodológica como: colação de manuscritos (comparação de documentos); princípios textuais (evidências internas e externas); o sistema de notações críticas das duas principais edições do NT grego atualmente em uso (aparato crítico de Nestle-Aland e do “The Greek New Testament”).&lt;br /&gt;Capítulo 6 – Análise de textos (173-205). Alguns textos são tratados a título de exemplo, focalizando nos assuntos do capítulo cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. ANÁLISE DO LIVRO:&lt;br /&gt;Pontos fortes:&lt;br /&gt;Em primeiro lugar podemos destacar as importantes notas de rodapé que acompanham cada página. Estas notas podem ser consultadas imediatamente e as informações nelas contidas ampliam o entendimento do leitor. &lt;br /&gt;As notas de rodapé também indicam o nível de pesquisa do autor e a bibliografia evidência o quanto foi trabalhoso para Paroschi finalizar esta obra.&lt;br /&gt;De forma sucinta e interessante o livro apresenta uma boa introdução ao manuscritos falando sobre suas categorias, símbolos e o que mais chama a atenção, sua história, ou seja, onde e como foi encontrado e onde permanece até os dias de hoje.&lt;br /&gt;Outro aspecto forte do livro é abordar brevemente nomes tantas vezes citados em obras que tratam sobre a história do texto bíblico, como Agostinho, Jerônimo, Marcião e outros.&lt;br /&gt;Falando sobre os erros dos copistas nas páginas 93 à 95, cada tipo de equívoco é explicado e dando um exemplo fica bem fácil de entende-lo. &lt;br /&gt;Na página 103 podemos encontrar uma afirmação central da crítica textual conservadora quando é dito que mesmo que haja muitas variantes descobertas a grande maioria delas diz respeito a questões de pouca ou nenhuma importância e que as de significação teológica não passam de um número muito reduzido. Em outras palavras, nenhuma doutrina cristã repousa sobre textos duvidosos.&lt;br /&gt;Esta obra também traz informações interessantes e importantes sobre o texto impresso. Na página 112 encontramos a história da divisão do texto bíblico em capítulos e versículos e na 113 podemos ver a história inicial da versão mais famosa da língua inglesa, a King James Version (1611).&lt;br /&gt;No capítulo 4 o que mais chama a atenção é o trabalho sobre a base das versões modernas e a abordagem sobre o texto Recebido ou como é chamado por muitos texto Receptus. &lt;br /&gt;Nessas páginas que tratam sobre o reinado do texto recebido é possível notar que este texto chegou ao ponto de se tornar intocável e poucos tinham coragem de falar algo contra este texto, porém encontramos aqui história de alguns corajosos que se levantaram contra o texto Recebido como Richard Bentley (1662-1742) que defendia o total abandono do Texto Recebido.&lt;br /&gt;Outro ponto forte desta obra é a introdução ao assunto sobre o texto crítico, nas páginas 124-125 lemos “Apesar de os críticos ainda divergirem com relação a algumas das teorias textuais, todos buscavam um texto que estivesse o mais próximo possível do original e, nesse novo período, sob os mais violentos protestos, romperam definitivamente com o Texto Recebido. Assim surgiu o texto crítico e, com ele, o período moderno da crítica textual do NT.”&lt;br /&gt;Ao contrário do que muitos pensam as versões modernas da Imprensa Bíblica Brasileira (IBB – revisada) e da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB – atualizada e Linguagem de Hoje), não estão baseadas no Texto Recebido utilizado por Almeida e sim na edição de Nestle, que é um texto crítico, e de um para o outro há uma diferença considerável (p. 135). Agora, todos concordam que a Linguagem de Hoje deveria ser menos interpretativa (p. 138).&lt;br /&gt;Paroschi continua tratando a história do texto crítico e diz que a versão “Nestle-Aland”, como ficou conhecida, é o texto mais apreciado por estudantes e pesquisadores modernos. &lt;br /&gt;Mais um ponto forte é o assunto de princípios textuais que ajudam o leitor entender o processo da busca do texto original utilizado pelos especialistas da atualidade.&lt;br /&gt;Este livro perderia muito caso não tivesse o capítulo 6, este sobre análise de textos contribui para o entendimento do processo de crítica textual com diversos exemplos que aguçam a curiosidade e causam certo impacto a princípio.&lt;br /&gt;Nas páginas 194 e 204, as explicações sobre os graus de certeza utilizados no aparato crítico The Greek New Testament ajuda o leitor entender mais esse aparato de maneira prática.&lt;br /&gt;Por último vamos salientar as posições conservadoras de Wilson Paroschi, o que é muito importante para aqueles que trabalham na área de crítica textual. Na página 156 o autor destaca que a Bíblia não pode ser tratada como qualquer outro livro, mas sim sob a direção do Espírito Santo. Nas páginas 178, 190-191 e 205 mesmo reconhecendo que os textos originais receberam acréscimos, Paroschi tem a posição equilibrada e diz que estas porções não prejudicam em nada a sã doutrina e que com quase toda certeza eram registros históricos e por isso foram aceitas por leitores do período bem antigo. Na página 213 encontramos o seguinte: “Mesmo com todas as alterações que se acumularam ao longo dos séculos de sua transmissão manuscrita, o NT nunca teve sua base doutrinária ou ética comprometida”.&lt;br /&gt;Ainda podemos ler “Graças à providência divina e aos esforços de homens sábios e dedicados, “o cristão pode tomar a Bíblia toda em suas mãos e dizer, sem hesitação ou temor, que está segurando a Palavra de Deus, transmitida sem perda essencial de geração a geração através dos séculos”. (p. 214).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos fracos:&lt;br /&gt;Não temos muito o que falar aqui uma vez que o autor abordou o assunto de maneira bem coerente ao seu propósito e tese apresentadas no início deste trabalho. Só podemos destacar dois pontos que não influenciam diretamente este livro no seu todo:&lt;br /&gt;1. As diversas passagens em grego, sem ser traduzida ou mesmo transliterada mostra que o público alvo é o estudante das línguas originais e não um mero iniciante no assunto, e isto não fica claro na introdução ou prefácio.&lt;br /&gt;2. Tratando o aparato crítico das duas edições críticas mais utilizadas Nestle-Aland e The Greek New Testament, o autor explica muito o aparato da primeira edição que é complicado e difícil de entender caso o leitor não tenha em mãos esta versão, e já sobre as explicações da outra edição, Paroschi explica pouco, mesmo que como ele diz, este aparato é caracterizado pela clareza e simplicidade, acho que este aparato poderia ser mais bem explicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. VALOR DO LIVRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro deve ser lido por todos aqueles que querem entender melhor a história e desenvolvimento do texto bíblico. Infelizmente, hoje em dia muitas pessoas estão discutindo versões, dizendo que esta é melhor do que aquela, mas se quer tem o mínimo de conhecimento sobre o assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer palavra sobre versões bíblicas é necessário que o estudante sincero leia esta obra. Por causa disso, Crítica Textual do Novo Testamento de Wilson Paschi deve ser livro texto de matérias como: Exegese, Crítica Textual e outras, para que os alunos que estarão ministrando nas igrejas tenham um boa compreensão sobre a Bíblia, livro este que será a base para seu ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que “a Palavra é uma Palavra viva, e ela vai continuar a atrair os esforços da mente humana, bem como a devoção do coração e a dedicação da vontade” (p. 210)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos deixar de destacar que ao contrário do que muitos pensam a crítica textual não busca erros na Palavra, mas sim se aproximar o máximo possível das palavras originais dos autores humanos. Por isso, terminamos essa resenha usando a própria afirmação de Paroschi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As evidências atualmente disponíveis são tantas e tão conclusivas que podemos estar mais do que seguros de que o texto grego hoje em circulação está muito próximo, se é que não totalmente, daquele que foi produzido pelos apóstolos”. (p. 213)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-980040707512819177?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/980040707512819177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=980040707512819177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/980040707512819177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/980040707512819177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/crtica-textual-do-novo-testamento.html' title='CRÍTICA TEXTUAL DO NOVO TESTAMENTO'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1114077685796905361</id><published>2008-07-30T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:54:52.854-07:00</updated><title type='text'>HERMENÊUTICA AVANÇADA: Princípios e Processos de Interpretação Bíblica</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERMENÊUTICA AVANÇADA:&lt;br /&gt;princípios e processos de interpretação bíblica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;VIRKLER, Henry A., Hermenêutica avançada: princípios e processos de interpretação bíblica, tradução de Luiz Aparecido Caruso, São Paulo, Editora Vida, 2001, pp. 197;&lt;br /&gt;O autor é amilenista reformado de Atlanta, Geórgia (E.U.A.). E este livro está na sua 10ª reimpressão em língua portuguesa, sua primeira edição foi lançada em 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. SUMÁRIO DO LIVRO&lt;br /&gt;O propósito do autor: &lt;br /&gt;O propósito principal do autor é apresentado no prefácio quanto ele diz que seu objetivo é dar ao leitor, não só uma compreensão dos princípios da adequada interpretação bíblica, mas também a capacidade de aplicar tais princípios no preparo da mensagem ou no estudo da Bíblia (p. 5).&lt;br /&gt;A tese do autor:&lt;br /&gt;A tese do autor é apresentar um sistema conceptual comum que se aplique a toda a literatura bíblica, restringindo-se a memorização a características diferenciadoras específicas. Parece que seu alvo é ajudar o leitor a trabalhar com a hermenêutica sem ter que memorizar regras para cada gênero de literatura das Escrituras. &lt;br /&gt;É importante destacar que o público alvo de Virkler é o público que aceita os pressupostos históricos, ortodoxos, concernentes à natureza da revelação e da inspiração (p. 6). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esboço do livro:&lt;br /&gt;O livro contem oito capítulos: 1. Introdução à Hermenêutica; 2. História da Interpretação Bíblica; 3. Análise Histórico-Cultural e Contextual; 4. Análise Léxico-Sintática; 5. Análise Teológica; 6. Métodos Literários Especiais: símiles, metáforas, provérbios, parábolas, alegorias; 7. Métodos Literários Especiais: tipos, profecia, e literatura apocalíptica; 8. Aplicação da Mensagem Bíblica: uma proposta para o problema transcultural.&lt;br /&gt; Além dos capítulos o livro também traz um epílogo com o título: A tarefa do ministro; um sumário apresentando os processos envolvidos na interpretação e na aplicação de um texto bíblico; bibliografia e índice de assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. ANÁLISE DO LIVRO&lt;br /&gt;Pontos fortes:&lt;br /&gt;Este livro tem no início de cada capítulo uma apresentação do alvo do autor relacionado ao leitor, e no fim de cada capítulo um breve resumo dos assuntos abordados. Além disso, há certos exercícios que são fáceis de acompanhar lendo o assunto do capítulo. Sendo assim, a leitura torna-se interessante e interativa. Vale lembrar também, que as frases e parágrafos não são difíceis de entender.&lt;br /&gt;O estilo de pensamento de Virkler é facilmente acompanhado uma vez que ele vai progredindo em suas idéias muitas vezes numerando seus argumentos. Outro aspecto de estilo a destacar é o uso de exemplos acompanhados das explicações, como por exemplo o assunto dos abismos hermenêuticos nas páginas 12 e 13 e a explicação da página 16 sobre a afirmação de que uma passagem tem apenas uma interpretação. Esta última explicação já evidencia a posição conservadora do autor quando ele diferencia interpretação de aplicação.  &lt;br /&gt;Podemos afirmar que o autor é conservador e tem boa visão sobre a formação do cânon e da crítica textual. Na página 10, nós podemos ver sua declaração sobre o cânon bíblico: “...a fixação do cânon foi um processo histórico no qual o Espírito Santo guiou a igreja no reconhecimento de que certos livros trazem o selo da autoridade divina”; e sua visão sobre a crítica textual falando dos críticos textuais: “Mediante cuidadosa comparação de um manuscrito com outro, os críticos textuais executam um inestimável serviço, proporcionando-nos um texto bíblico que se aproxima intimamente dos escritos originais dados aos crentes do Antigo e do Novo Testamentos.”&lt;br /&gt;É possível observar também, uma posição conservadora por parte do autor, quando ele fala sobre a interpretação de uma passagem e quando ele está concluindo o assunto do primeiro capítulo: 1. “...qualquer passagem que pareça ter um significado mais completo do que é provável tenha sido abrangido pelo autor humano só deve ser assim interpretada quando Deus, mediante revelação posterior, tiver declarado expressamente a natureza do significado que ele tinha em mente.”; 2. “...a afirmação de que Deus é fiel em tudo o que ele diz na Escritura deve ser entendida dentro do contexto do nível de precisão que ele tencionava comunicar.”&lt;br /&gt;No capítulo sobre a introdução à hermenêutica Henry Virkler deixa claro o quanto é importante estudarmos esse assunto. Um pequeno diagrama é apresentado na página 11, e ao visualizarmos podemos compreender que realmente é necessário estudarmos corretamente a hermenêutica, não deixando de considerar questões como: estudo do cânon, crítica textual e crítica histórica, para depois chegarmos a uma boa teologia bíblica e sistemática. Por pelo mais duas vezes o autor expressa, neste capítulo, a necessidade do estudo hermenêutico. Uma vez na página 13 quando ele diz que devido as lacunas históricas, culturais, lingüisticas  e filosóficas que obstruem a compreensão espontânea e exata da Palavra de Deus a hermenêutica se faz necessária, e outra vez na página 14 quando ele diz que o cristão ortodoxo deseja descobrir mais exatamente as verdades que a Bíblia possui.&lt;br /&gt; Podemos destacar também, que o autor faz algumas citações o que mostra que houve um bom trabalho de pesquisas para fortalecer seus argumentos, mas não deixou de basear seus argumentos principalmente nas Escrituras.&lt;br /&gt;Por último, vale observar que tratar a história sabendo perceber como que as conseqüências influenciaram o presente é uma boa maneira de relatar os fatos históricos. Neste livro podemos encontrar essa boa forma de tratar a história da hermenêutica e ainda de uma perspectiva conservadora. Um exemplo encontra-se na página 47, quando o autor afirma que a obra de Nicolau de Lyra influenciou profundamente a Lutero.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos fracos:&lt;br /&gt;Pensando em hermenêutica como sendo o estudo das regras usadas no processo de interpretação de textos, creio que a partir do primeiro livro escrito a hermenêutica já começou a ser usada, porque todos os ouvintes e leitores deveriam ser praticantes das Escrituras, sendo assim, na página 36 dá a entender que o estudo da história da interpretação começou apenas nos dias de Esdras. Mas e o período anterior aos dias de Esdras? Como era tratada a interpretação bíblica?&lt;br /&gt;Tratando dos dois primeiros capítulos só posso destacar mais um ponto fraco no que se diz respeito ao assunto em si. Vejo que o autor tratou intensivamente de nove objeções apresentadas pelos que sustentam um ponto de vista da errância das Escrituras, porém, penso que uma vez que o livro é direcionado à aqueles que aceitam os pressupostos históricos, ortodoxos concernente a inspiração e inerrância da Bíblia, seria mais proveitoso tratar da inspiração provada pela própria Escritura e uma abordagem mais sucinta das objeções, ou seja, ao meu ver o assunto não foi abordado com equilíbrio e de maneira que estivesse em harmonia com o público alvo.&lt;br /&gt;  Vejo que apresentar as notas somente no fim dos capítulos e não nas páginas a medida que são citadas, atrapalha a consulta rápida das mesmas, o que não torna o livro tão útil para pesquisas, uma vez que muitas notas são explicativas.&lt;br /&gt;Por último, o livro tem uma fraqueza em sua apresentação de títulos e subtítulos. Os tópicos poderiam ser numerados de maneira que fosse mais fácil identificar os sub-pontos. Por exemplo, na página 39 encontramos duas frases em negrito, mas a primeira vista, não é fácil perceber se o autor está iniciando um novo ponto ou um sub-ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. VALOR DO LIVRO&lt;br /&gt;Os dois primeiros capítulos do livro dão a entender que os demais serão tratados seguindo uma linha de pensamento conservadora, uma vez que de início o autor já deixou clara sua posição teológica.&lt;br /&gt;Este livro pode ser usado por todos aqueles que buscam entender o assunto e a metodologia da hermenêutica. Devido seu método de envolvimento com o leitor, falando sobre a introdução e o resumo de cada capítulo,  os temas abordados podem ser mais facilmente compreendidos.&lt;br /&gt;No geral, Hermenêutica Avançada de Henry A. Virkler é um bom livro sobre o assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1114077685796905361?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1114077685796905361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1114077685796905361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1114077685796905361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1114077685796905361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/hermenutica-avanada-princpios-e.html' title='HERMENÊUTICA AVANÇADA: Princípios e Processos de Interpretação Bíblica'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-697515843228524177</id><published>2008-07-30T15:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:50:19.136-07:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA DOS REFORMADORES</title><content type='html'>por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEOLOGIA DOS REFORMADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEORGE, Timothy. Teologia dos reformadores. Tradução de Gérson Dudus, Valéria Fontana. São Paulo: Vida Nova, 2006. Título original: Tehology of the reformers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timothy George é Bacharel em Artes (A.B.) pela Universidade de Tennessee, Mestre em Teologia (M.Div.) pela Harvard Divinity School e Doutor em Teologia (Th.D.) pela Harvard University.  Ele é diretor-fundador e professor da Beeson Divinity School desde 1988, ano em que o livro Teologia dos Reformadores foi lançado em inglês pela Broadman Press. Timothy George é professor de História da Igreja, Teologia Histórica e Teologia dos Reformadores.&lt;br /&gt;Atualmente George também é editor-executivo da Christianity Today e participa do conselho editorial da The Harvard Teological Review, da Christian History e da Books &amp; Culture. Serviu também no conselho de diretores da Lifeway da Convenção Batista do Sul.&lt;br /&gt;George é ministro ordenado e pastoreou igrejas em Tennessee, em Alabama, e em Massachusetts. É casado com Denise e tem um casal de filhos: Christian e Alyce.&lt;br /&gt;Timothy George também é palestrante e conferencista. Como autor já escreveu mais de vinte livros e escreve artigos regularmente para revistas teológicas. Teologia dos Reformadores é seu principal livro. Já foi traduzido em diversas línguas e tem sido usado como livro texto em muitas escolas e seminários. “Trechos deste livro foram apresentados originalmente como palestras a estudantes de teologia e pastores em diversos contextos” (p. 12).&lt;br /&gt;A primeira edição em língua portuguesa foi lançada seis anos depois do lançamento em inglês, em 1994. A Edições Vida Nova já fez quatro reimpressões, sendo a última a de 2006, o que comprova que o livro também tem sido bastante utilizado nas escolas teológicas brasileiras.&lt;br /&gt;A proposta do livro é abordar as discussões doutrinárias do século XVI, que marcaram a história do cristianismo (p. 11), como o próprio autor deixa claro ao dizer: “Neste estudo, não estamos interessados em contar ‘toda a história’ da Reforma. Nossa principal maneira de ver não são nem as dimensões históricas políticos-sociais nem as estritamente eclesiásticas. Antes, estamos interessados no auto-entendimento teológico de quatro importantes reformadores” (p. 20).&lt;br /&gt;O livro tem seu conteúdo apresentado a partir de quatro nomes importantes da reforma. Os reformadores da primeira geração: Matinho Lutero e Ulrich Zuínglio; e os reformadores da segunda geração: João Calvino e Menno Simons. Timothy George fez um bom trabalho ao delimitar sua abordagem aos quatro principais reformadores, fazendo uma introdução formal ao livro e uma introdução ao contexto sócio-cultural da época vivida pelos reformadores. Em seguida, cada reformador é tratado cada um em um capítulo. É interessante destacar os nomes de cada capítulo. São como se fossem slogans de cada um: Ansiando pela graça – Lutero; Algo corajoso para Deus – Zuínglio; Glória a Deus – Calvino; e, Nenhum outro fundamento – Simons. Por fim, a última parte do livro são palavras de considerações finais.&lt;br /&gt;Podemos destacar também a apresentação de um glossário e um índice no final da obra. O glossário dá o significado de alguns vocábulos e termos, como por exemplo as diversas expressões latinas usadas pelos próprios reformadores. Já o índice está dividido em duas partes, um índice de assuntos e outro de nomes citados na obra. Isto facilita uma busca rápida de interesse do leitor.&lt;br /&gt;Como historiador, George é bem sincero em admitir um grande perigo para todos que tratam assuntos do passado. Ele diz que uma interpretação do passado está limitada a pelo menos dois fatores: “pelas fontes em si e também pelo historiados que as seleciona e interpreta” (p. 17).&lt;br /&gt;Ao descrever o contexto da época da Reforma no século XVI o autor diz que aqueles dias eram caracterizados por violência e intolerância, desta forma, os próprios reformadores “não eram destituídos de fanatismo e intolerância” (p. 12). Porém, não podemos tratar de eventos passados a partir de aspectos e padrões da época presente. Temos que respeitar o contexto cultural (p. 20). No período da denominada Baixa Idade Média, véspera da Reforma, a realidade da morte era algo muito marcante. Diversas doenças matavam a muitos naqueles dias. Daí a atenção voltada para a religião, para a vida pós-morte. Conseqüentemente, tudo o que podia assegurar uma boa vida com Deus era bem enfatizado: indulgências, peregrinações, relíquias, rezas repetidas. Notamos nisto tudo o esforço humano em tentar garantir seu futuro, em obter méritos. Tudo isto foi preparando o caminho para a Reforma.&lt;br /&gt;Antes mesmo da Reforma propriamente dita, outras coisas aconteceram como buscas pela verdadeira igreja. Houve o Curialismo, uma “teoria de governo eclesiástico que investia de suprema autoridade, tanto temporal quanto espiritual, as mãos do papado” (p. 34). O Papa Bonifácio VIII foi quem fez as alegações mais exageradas a respeito da soberania papal, dizendo que era “necessário que toda criatura humana” estivesse “sujeita ao Pontífice Romano”. (p. 35).&lt;br /&gt;Outro modelo conflitante da igreja na baixa idade média foi o Conciliarismo. A teoria conciliar defendia “a distinção fundamental entre a igreja universal” e “a Igreja Romana” (p. 36). “Não visava a abolir o papado, mas relegá-lo ao papel que lhe era próprio dentro da igreja como um todo”.(p. 37).&lt;br /&gt;Houve também o surgimento de João Wycliffe e de João Hus. Estes não se aproximaram tanto das doutrinas de Lutero, por exemplo, mas as contribuições eclesiológicas e a ênfase nas Escrituras foram elementos importantes para a Reforma. A busca por igreja verdadeira também foi alvo dos fransciscanos e dos valdenses. Estes últimos “ligavam a eficácia dos sacramentos à qualidade moral dos sacerdotes” (p. 41). &lt;br /&gt; Outro fator abordado no capítulo introdutório do livro é a discussão das principais tendências “teológicas” existentes no século XVI. O Escolasticismo que visava a harmonia entre razão e revelação; o Misticismo que enfatizava a sensação de imediação divina; e, o Humanismo com ênfase no ser humano e em suas capacidades intelectuais e na capacidade crítica. De certa forma o humanismo contribuiu para as críticas dos reformadores a tradição eclesiástica.&lt;br /&gt;O capítulo três é o que trata de Martinho Lutero. Lutero é apresentado como um dos maiores teólogos da história da igreja, não para os católicos que dizem que ele era um monge louco que atacava os pilares da Igreja Mãe, mas para os protestantes, uma vez que a principal doutrina defendida por Lutero foi a justificação pela fé. &lt;br /&gt;A doutrina da justificação pela fé defendida por Lutero foi desenvolvida através dos anos. Ele foi influenciado pelos ensinos de Agostinho, mas o que é bem destacado nesta obra é que as lutas pessoais em busca de uma santidade e o observar das práticas religiosas de seus dias, em busca de méritos perante Deus, fez com que Lutero começasse a compreender como é possível um homem pecador se relacionar com o Deus Criador do Universo – somente pela justificação pela fé. Desta forma, a “doutrina da justificação de Lutero, cai como uma bomba na paisagem teológica do catolicismo medieval. Ela arrasou toda a teologia dos méritos e, na verdade, a base penitencial-sacramental, da própria igreja” (p. 73).&lt;br /&gt;Lutero também defendia a inspiração verbal e plenária das Escrituras (p. 83) e batalhou para que o povo pudesse ter a Bíblia na sua própria língua alemã. Neste ponto, a invenção da imprensa foi de grande ajuda. Ele também enfatizou a interpretação da Bíblia de forma histórica-gramatical e as pregações nos cultos públicos para todos.&lt;br /&gt;É importante dizer que Lutero era um teólogo bíblico que observava seu mundo e procurava as respostas bíblicas para as situações particulares de seu contexto.  Ele não valoriza as tendências escolásticas, mas é chamado neste livro de existencialista, pois para ele “o interesse por Deus era questão de vida ou morte, envolvendo não apenas o intelecto de um homem, mas sua existência como um todo” (p. 60).  Os escritos de Lutero também são caracterizados pela dialética.&lt;br /&gt;Lutero também destacou o sacerdócio de todos os cristãos e conseqüentemente a importância da vida em comunidade. Ele enfatizou a prática da mutualidade cristã dizendo que “cada um de nós, cristãos, pode ir perante Deus e interceder pelo outro” (p. 97).&lt;br /&gt;O outro reformador da primeira geração, mas com uma visão mais social e política, foi Zuínglio. Zuinglio era pastor, patriota, teólogo, mesmo que não tenha recebido o título de doutorado, e político. Uma combinação um pouco estranha a primeira vista. Tanto que ele que detestava guerra, não foi “absolutamente um pacifista radical” (p. 112) e morreu após ser ferido em batalha. Fez de tudo para que Zurique fosse uma cidade governada por princípios da Palavra de Deus, que fosse totalmente uma cidade cristã, enfim, ele focava na comunidade civil e não somente na igreja.&lt;br /&gt;Zuínglio também destacou as Escrituras. Ele abordou a importância de pregar diretamente da Bíblia, de aprender apenas das Escrituras e a necessidade dos pastores usarem uma cópia do Novo Testamento grego. “Sola Scriptura” - bandeira de todos os reformadores.&lt;br /&gt;Ulrich Zuínglio também desenvolveu sua teologia aos poucos sendo convencido em seus estudos particulares. Ele também foi influenciado por escritos de Lutero, mas não gostava de admitir isso.  Já seus próprios escritos foram compostos rapidamente em menos de uma década (p. 119). Seu principal destaque é a salvação apenas por Cristo. Conseqüentemente, a igreja para Zuínglio é “o grupo daqueles que verdadeiramente pertencem a Deus pela fé” (p. 120). Ele destacava uma lealdade absoluta somente a Deus, porém era notável seu desligamento “parcial” do catolicismo quando ele ainda defendia a virgindade perpétua de Maria (p. 130).&lt;br /&gt;A eleição também é defendida por Zuínglio. Ele ensinava que o homem salvo, o cristão, não tinha crédito nenhum por sua própria salvação. Porém, o que era estranho era sua afirmação de que mesmo sem ter ouvido o evangelho alguns poderiam ter sido eleitos por Deus (pp. 124-125). Isto tem algo parecido com a valorização da razão de Tomás de Aquino, mas contraditório com a ênfase de que Cristo é o único meio de salvação. &lt;br /&gt;Zuínglio também, não quanto Lutero, foi influente por meio da doutrina do batismo. Para Zuínglio, o batismo não removia a culpa do pecado original, logo as crianças que morriam sem o batismo não iam para o “limbo”, mas eram salvas, caso tivessem os pais salvos. Todavia, não via problemas nos batismos de crianças, já que a Bíblia não condenava tal prática.&lt;br /&gt;Calvino é o terceiro reformador tratado neste livro de Timothy George. Ele é um reformador de segunda geração e admitiu ser influenciado por Lutero, mesmo nunca tendo o encontrado pessoalmente. Calvino era um pastor, que a partir de seus escritos notamos uma capacidade de aplicações práticas que edificavam e edificam o rebanho do Senhor, um professor influenciado por Agostinho e Lutero, um escritor, um estadista da igreja e tornou-se um marido.&lt;br /&gt;“A grande realização de Calvino foi tomar os conceitos clássicos da Reforma (sola gratia, sola fide, sola scriptura) e dar-lhes uma exposição clara e sistemática, que nem Lutero, nem Zuínglio jamais fizeram, adaptando-os ao contexto civil de Genebra” (p. 166). Seu bestseller as Institutas fez um sucesso impressionante e através delas é possível conhecer muitas coisas a respeito das doutrinas ensinadas e defendidas por Calvino.&lt;br /&gt;Calvino enfatizou a glória de Deus. Para ele um verdadeiro piedoso teria medo “só de pensar em ofender a glória de Deus” (p. 190). Em contraste, para alguns, a visão de Calvino acerca do ser humano é muito pessimista. Calvino entendia que Deus tem seus planos e tudo é para a glória dele, sendo assim, os seres humanos muitas vezes não conseguem compreender a Deus (p. 208), especialmente no que se refere a doutrina da “providência divina”- Deus decreta cada evento da história humana, o que não é a mesma coisa que “fatalismo” (p. 205).&lt;br /&gt;Para Calvino o ser humano é um ser religioso, mas isto não tem nada a ver com a capacidade do homem em seguir a Cristo por conta própria. O homem tem uma natureza corrompida e só pela graça de Deus ele pode arrepender-se e voltar-se a Deus. A predestinação é absoluta, “baseia-se somente na vontade imutável de Deus” (p. 232). Calvino também defendia a expiação limitada, dizendo “que Cristo não morreu por todos indiscriminadamente, mas apenas para os eleitos” (p. 232).&lt;br /&gt;João Calvino também, como os demais reformadores, tinha as Escrituras em posição de muito respeito. Ele cria na inspiração das Escrituras, ele entendia que homens foram movidos por Deus para que escrevessem a Bíblia. Neste ponto Calvino não fazia questão de “provas racionais”, entendia que era algo sobrenatural.&lt;br /&gt;Calvino foi um estudioso da Palavra e entendia que o “propósito das Escrituras consistia em revelar o que era proveitoso saber sobre Deus e sobre nós mesmos” (p. 198).&lt;br /&gt;Outro aspecto conservador visto em Calvino era o de crer que o mundo foi criado por Deus a partir do nada – ex nihilo.&lt;br /&gt;O quarto e último reformador tratado nesta obra é Menno Simons. Simons tem suas particularidades em relação aos três nomes já tratados. Diria que é o nome menos citado dentre os abordados neste livro. Portanto, é muito interessante poder ler informações dele numa mesma obra que aborda Lutero, Zuínglio e Calvino.&lt;br /&gt;Menno Simons é o nome mais conhecido dentre os anabatistas, que são tidos como os “reformadores da reforma”, ramo da denominada reforma radical. &lt;br /&gt;Semelhante aos três reformadores já citados, Menno Simons também passou a questionar aos poucos o romanismo e foi desenvolvendo suas convicções e também deu muito valor as Escrituras, pregando sempre a partir da Bíblia, recebendo a reputação de “pregador evangélico” (p. 259) e incentivando seus leitores e ouvintes a seguirem somente a autoridade da própria Palavra de Deus e não de decretos e interpretações humanas (p. 271). Todavia, não “teve tempo disponível para produzir tomos eruditos ou desenvolver uma teologia sistemática” (p. 262).&lt;br /&gt;Menno também defendia a salvação pela graça, não pelas obras, mas “claramente não apreciava o suposto fatalismo que pensou estar implícito na teologia da predestinação de Lutero e Zuínglio... Ele rejeitava vigorosamente a idéia da dupla predestinação” (p. 269). Estes conceitos influenciaram outros grupos como os batistas ingleses no século XVII, a ala arminiana do calvinismo holandês e mais tarde os metodistas (p. 270).&lt;br /&gt;Os ensinos de Simons enfatizavam um retorno a prática do cristianismo primitivo e uma vida transformada por Cristo. Era necessário que os que verdadeiramente confiavam em Cristo demonstrassem a fé por meio de uma luta séria contra o pecado e por meio de uma vida de piedade, “se você não faz o que Cristo manda, isso prova que você não crê realmente nele, a despeito de sua profissão do contrário” (p. 268).&lt;br /&gt;.Algumas coisas interessantes sobre Simons são: a regra de falar onde a Bíblia fala, e calar-se onde a Bíblia se cala; a aceitação dos escritos apócrifos como canônicos; uma ética de amor e não resistência – pacifismo; a recusa de jurar; a ordenança do lava-pés; e, a importância dada a igreja – vida congregacional, a verdadeira comunhão dos santos, com a prática do discipulado e de Mateus 18.15-18 como uma das marcas de uma igreja verdadeira. Mas sem dúvida, o batismo marcou as doutrinas dos menonitas.&lt;br /&gt;O nome “anabatista” foi dado pelos opositores de Simons. Porém, eles não eram rebatizadores, uma vez que o único batismo válido e aceito por eles, era o que a pessoa antes de ser batizada manifestava sua fé pessoal em Cristo. Logo, as crianças, pelo menos os bebês, não deveriam ser batizadas.&lt;br /&gt;A obra é evidentemente um resultado de pesquisas profundas. Nota-se isto através das diversas notas de rodapé e citações em quase todas as páginas. Também é muita clara a diligência de pesquisa de George quando ele aborda as principais fontes para se pesquisar Calvino (p. 185): as Institutas, os comentário, os sermões, os folhetos e tratados, as cartas, os escritos litúrgicos e catequéticos (p. 188).  &lt;br /&gt;Algumas informações, claramente resultadas das pesquisas do autor, são apresentadas de forma que nos leva a pensar sobre o contexto no qual os reformadores viviam. Algo que podemos destacar é a informação da parte do monge agostiniano Jean Vallière que foi queimado vivo na França. Naquela época Calvino tinha 14 anos de idade. Qual terá sido a impressão deste evento para Calvino? (p. 169).&lt;br /&gt;O autor interage com os ensinos dos reformadores. Por exemplo, na página 74 ele diz sobre Lutero: “Ao ressaltar tão fortemente a iniciativa de Deus na salvação, será que Lutero abriu a porta ao antinomismo, a visão de que os cristãos são isentados pela graça da necessidade de observar qualquer lei moral?”; e sobre Calvino na página 199: “Devemos, perguntar se Calvino, ao adotar essa definição clássica de Deus, não viola seu próprio princípio de fazer teologia dentro dos limites da revelação, apenas”. &lt;br /&gt;O autor também, não procura exaltar um reformador em detrimento dos demais. George buscou a neutralidade, o que faz dessa obra algo bastante interessante, pois se lêssemos uma obra dos menonitas tratando sobre Menno Simons seria quase inevitável uma exaltação do reformador, como por exemplo dizendo que João Batista, decapitado pelo Rei Herodes, foi o primeiro mártir “anabatista” (p. 298), a mesma coisa de uma obra escrita por luteranos a respeito do próprio Lutero. Porém, é possível notar certas analises que demonstram o ponto de vista do autor. Para citar um exemplo, na página 75, falando sobre a doutrina defendida por Lutero, George diz: “Aqui ele encontra a base para sua própria doutrina ‘cruel’ da predestinação: da massa da humanidade decaída, Deus escolhe alguns para a vida eterna e omite outros que estão, assim, destinados à destruição, e tal decisão é feita independentemente de obras ou méritos humanos”. &lt;br /&gt;Alguns debates entre os próprios reformadores são muito bem apresentados. George apresenta as discussão e as razões e conseqüências destes debates de idéias. Um bom exemplo é o debate entre Lutero e Zuínglio concernente a ceia.&lt;br /&gt;Outro ponto positivo do livro é a abordagem do aspecto humano de cada reformador que é tratado de forma especial. Com este livro é possível notarmos as lutas, as fraquezas destes grandes homens da história eclesiástica. Por exemplo, Lutero era alguém que usava expressões fortes em seus escritos e discursos. Calvino era alguém tímido e retraído (p. 175). Eram humanos, sujeitos as mesmas fraquezas que nós.&lt;br /&gt;O texto é claro e objetivo. O alvo do livro foi atingido, ou seja, as discussões doutrinárias que marcaram a história do cristianismo foram tratadas, pelo menos de forma panorâmica. Qualquer pessoa pode conseguir ótimas informações e entendimento de quem eram e o que defendiam os quatro reformadores abordados. Este livro tem uma grande vantagem por trazer o contexto, o perfil e os ensinamentos dos quatro principais reformadores, logo é um livro que pode ser muito bem aproveitado em matérias de História Eclesiástica, Teologia Reformada, História da Teologia, entre outras, bem como por todos aqueles que gostam de estudar a teologia.&lt;br /&gt;Como aspecto de melhora da obra, atualmente temos vários comentários de João Calvino na língua portuguesa, logo seria muito bom que a Vida Nova fizesse o trabalho de atualização das citações destas obras na abordagem sobre Calvino. O uso de tabelas cronológicas também ajudariam a visualização dos períodos em questão.&lt;br /&gt;O livro nos faz pensar sobre as diferenças doutrinárias entre os reformadores. Talvez o contexto e o perfil de cada um tenha contribuído e influenciado nestas diferenças. Algo que podemos considerar também é discussão sobre a forma do batismo. Concordo com Menno Simons quanto a importância de manifestar a fé em Cristo para ser batizado, mas a questão é: será que realmente a forma deve ter mais importância do que o símbolo? A partir disso, parece-me que nos dias de hoje ainda temos muitas discussões que não alteram a essência do evangelho, e só servem para a separação dos grupos evangélicos.&lt;br /&gt;Gostaria de terminar estas minhas palavras sobre este livro, citando três aspectos: O processo de aprendizagem na vida dos reformadores; a suficiência das Escrituras Sagradas e a soberania de Deus.&lt;br /&gt;Lutero, Calvino, Zuínglio e Simons aprenderam a partir das Escrituras e também das leituras de outros estudiosos. É interessante notar o processo de desenvolvimento de suas convicções. Sendo assim, como estudiosos da Palavra de Deus, devemos estar sempre dispostos a estudar, a ler, a procurar compreender interpretações e argumentações desenvolvidas por outros que também estudam a Bíblia. Precisamos lembrar que estamos sempre no processo de desenvolvimento. Somo seres em constante formação. Não podemos nos acomodar no estudo da teologia.&lt;br /&gt;Temos também de lembrar que em meio a tantas informações subjetivas, temos neste mundo pós-moderno, as Escrituras que são absolutas e infalíveis. A Palavra de Deus, por mais que filósofos contemporâneos não aceitem, é a verdade. Logo, as Escrituras são suficientes para que o ser humano possa desenvolver uma vida de piedade para a glória de Deus. Precisamos enfatizar a utilidade da Bíblia para o cotidiano do homem do século XXI.&lt;br /&gt;Por fim, não podemos deixar de refletir sobre um dos grandes aspectos da teologia reformada – a soberania de Deus. Deus é digno de toda honra e toda a glória. A salvação só existe por causa de Deus e para Deus. O ser humano precisa deixar de lado qualquer arrogância para sempre se submeter ao plano divino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-697515843228524177?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/697515843228524177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=697515843228524177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/697515843228524177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/697515843228524177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/teologia-dos-reformadores.html' title='TEOLOGIA DOS REFORMADORES'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-639269157951664172</id><published>2008-07-30T15:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:48:35.711-07:00</updated><title type='text'>TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA</title><content type='html'>por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HORDERN, William E. Teologia contemporânea.  Tradução de Roque Monteiro de Andrade. São Paulo: Hagnos, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta obra teve sua primeira edição lançada em inglês em 1955 com o título: A layman’s guide to protestant theology. Depois de um pouco mais de dez anos, em 1968, a segunda edição revista foi lançada também em inglês. Essa edição revista é que chegou para a língua portuguesa, primeiramente pela JUERP (Junta de Educação Religiosa e Publicações) em 1979, com o título: Teologia protestante ao alcance de todos, e agora mais recentemente, em 2004, pela Editora Hagnos, com o título Teologia Contemporânea.&lt;br /&gt;Dr. William E. Hordern, Ph.D., é professor emérito do Lutheran Theological Seminary, de Saskatoon, Canadá. Em português, Teologia Contemporânea é a sua principal obra. Ele também escreveu outros livros, tais como: Speaking of God, Experience and faith, e Living by grace.&lt;br /&gt;O livro apresenta uma revisão sobre o desenrolar da teologia contemporânea, apresentando seu desenvolvimento através dos pontos mais marcantes, a partir do ponto de vista do autor (visão norte-americana).&lt;br /&gt;O objetivo do autor neste livro é bem claro. No prefácio ele diz que a presente obra não tem a pretensão de tratar de todas as correntes teológicas importantes, pois isto não seria possível em obra deste porte e também não é uma introdução completa à teologia contemporânea. Seu objetivo com o presente livro é incentivar os “crentes interessados neste gênero de literatura” para que possam “prosseguir lendo outras fontes, e, assim, preencherão as lacunas deixadas pela leitura desta obra” (p. 10). Em suma, este livro é uma breve introdução à teologia contemporânea, voltado para crentes em geral (não especificamente acadêmicos), usando um vocabulário familiar (p. 11). “Este livro não oferece uma imagem completa de tudo quanto se discute nas esferas teológicas; não passa de simples introdução. (...) o livro terá alcançado o fim a que se propõe caso ajude o leitor a formular seu próprio modo de encarar os problemas teológicos em face do panorama geral do pensamento moderno” (pp. 16-17).&lt;br /&gt;A metodologia de Hordern é a de analisar a teologia moderna, abordando as várias escolas teológicas, por isso, seu livro está dividido em onze capítulos, iniciando com o tratamento da ortodoxia e prosseguindo pela abordagem do fundamentalismo, liberalismo, neo-ortodoxia, passando por nomes marcantes da teologia até chegar ao capítulo XI no qual as tendências teológicas atuais são discutidas.&lt;br /&gt;No capítulo I – O crescimento da ortodoxia – Hordern inicia a abordagem definindo o cristianismo ortodoxo como “aquele que alcançou obter aprovação da imensa maioria dos cristãos e que é expresso pela maioria das proclamações oficiais ou por confissões de fé formuladas por grupos de cristãos” (p. 19). Ele faz uma apresentação da chamada ortodoxia através da história, iniciando com a igreja primitiva, passando pelos primeiros concílios da igreja, pais da igreja e terminando com discussões de reformadores como Calvino e Lutero, mostrando que a ortodoxia foi se definindo em funções das heresias que surgiram.&lt;br /&gt;Logo no início, a ressurreição de Jesus é apresentada como um dos fundamentos da ortodoxia, ou seja, ser cristão é ser uma pessoa que crê na vitória de Jesus sobre a morte, de forma literal. Porém, a questão do legalismo ganhou uma atenção especial pelo autor.&lt;br /&gt;Os legalistas, já nos dias da igreja primitiva, achavam que seguindo certas normas e regras se tornariam dignos de favores divinos, ou seja, obedecendo uma série de normas poderiam ser recompensados por Deus por causa deste viver “piedoso”. Os ensinos de Jesus e Paulo não fundamentavam esta proposta, pelo contrário, enfatizavam a salvação pela graça, mediante a fé. Fé, que segundo Paulo, deve ser vista não apenas como confiar em algo, mas um ato da auto-rendição. E graça deve ser entendida, segundo Hordern, da seguinte maneira: “A graça incluía também o necessário poder espiritual que é dado ao indivíduo para que se torne capacitado a realizar o que antes lhe era impossível” (p. 27). Desta forma, é possível notar que as primeiras definições teológicas “surgiram das experiências da vida e não de discussões mantidas em ambiente acadêmico”.&lt;br /&gt;Outra luta da igreja primitiva foi contra os gnósticos. “Os gnósticos eram filósofos que insistiam em produzir uma mistura de todas as religiões existentes no mundo, aproveitando-se do que cada uma pudesse oferecer de melhor” (p. 29). Em resposta as investidas gnósticas, o cristianismo consolidou a posição ortodoxa por meio do “Credo Apostólico”.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, outras discussões foram surgindo, como por exemplo, a respeito da Trindade. O Credo de Nicéia estabeleceu que há um só Deus e não três deuses e o Concílio de Calcedônia fez a consideração ortodoxa afirmando que Jesus era verdadeiramente divino e também verdadeira e completamente humano.&lt;br /&gt;Mais tarde, surgiu a doutrina de Pelágio. “Pelágio insistia em afirmar que todo homem se encontra absolutamente livre para escolher o bem ou o mal em qualquer momento de sua vida” (p. 39), e a resposta surgiu do Bispo de Hipona, Agostinho. Agostinho foi um grande pensador, chamado por alguns de gênio, ele foi “quem mais claramente despertou o pensamento ortodoxo para a concepção do pecado original” (p. 39) e mais serviu de base para os pensadores da reforma.&lt;br /&gt;A resposta ortodoxa de Agostinho a Pelágio foi que o homem não tem condições de fazer escolhas para o bem devido a forte tendência, inclinação para o mal e para a pecaminosidade. Somente a graça de Deus pode reverter esta situação.&lt;br /&gt;Esta doutrina agostiniana é chamada mais tarde de “calvinismo”. É uma resposta ortodoxa, mas nunca foi uma doutrina aceita por todos os ditos ortodoxos mesmo sendo uma doutrina pregada por Lutero e sistematizada por Calvino nos dias da Reforma. William Hordern faz um bom destaque ao fato que a doutrina da predestinação foi uma resposta à “presunção católica” (p. 43) de ganhar salvação por méritos humanos. A salvação é pessoal e somente pela graça.&lt;br /&gt;No capítulo II – Ameaça contra a ortodoxia – encontramos uma abordagem a respeito da Renascença. A Renascença, de certa forma, contribuiu com a Reforma, pois despertou o interesse das pessoas para os estudos das línguas originais da Bíblia, porém, a Renascença, devido a forte ênfase colocada sobre o ser humano foi se desenvolvendo contra as doutrinas da fé cristã.&lt;br /&gt;No século XVIII os principais ataques contra a ortodoxia vieram através do racionalismo e do iluminismo. Seus principais proponentes defendiam a proposta de que a religião deveria ser limitada ao alcance da razão, sendo assim, milagres são coisas absurdas, impossíveis de receberem créditos pelo prisma da razão, bem como a doutrina do pecado original, isto para não falar sobre tantas outras.&lt;br /&gt;Enfim, “fica parecendo que a ciência sempre tem estado certa e que a religião sempre tenha estado errada” (p. 53). Este é um pensamento arrogante por parte dos defensores da razão humana.&lt;br /&gt;Praticamente as discussões dos racionalistas e dos iluministas passaram a ser entendidas como patrimônio de pensadores e intelectuais, mas também de pessoas comuns, definindo a pensamento “religioso” como algo inferior. E está é a abordagem ainda existente nos dias atuais em faculdades e universidades brasileiras. Muitos acadêmicos olham para os que são religiosos como possuidores de mentes inferiores. Recentemente, na Revista Veja (edição 2025 – ano 40 – n. 36), em uma reportagem com o título “Graças a Deus – E não a Darwin”, sobre educação, a escritora do artigo escreve que ensinar o criacionismo nas escolas “é um evidente atraso” e continua escrevendo que Charles Darwin “esclareceu a origem dos seres vivos com base em evidências científicas”. Quais evidências são estas? Na verdade não há evidências. Não existem fatos científicos. Existem teorias apenas. Todavia, o mundo acadêmico aceita as teorias de Darwin como fatos indiscutíveis. Há em nossa sociedade uma supervalorização do academicismo em detrimento da fé.&lt;br /&gt;William E. Hordern faz muito bem em seu livro um resumo dos ataques que a ortodoxia recebeu por meio de pessoas como Karl Marx que disse que “a religião ortodoxa era uma inimiga das esperanças humanas”, e também de Freud e Nietzsche.&lt;br /&gt;Outros ataques a ortodoxia vieram por parte dos Socinianismo, seguidores de Fausto Socino, que foram os precursores dos unitaristas e dos teólogos liberais. Seus principais ataques foram: A Bíblia contém erros, por isso muitas narrativas caiam no descrédito; “A doutrina do pecado original era tida como absolutamente irracional” (p. 57); “A idéia de que Jesus pudesse levar sobre ele a punição devida a nossa culpa é imoral e absurda” (p. 57).&lt;br /&gt;Também como resultado da ênfase na razão humana, surgiu o movimento “Deísmo”. “Os deístas não podiam aceitar nada que se parecesse com uma interferência Divina no mundo, tais como milagres e uma revelação especial através da Bíblia” (pp. 58-59).&lt;br /&gt;No século XIX surgiu o movimento da crítica bíblica. Este movimento surgiu com a proposta de se “encontrar razões plausíveis e científicas” a respeito das Escrituras e não simplesmente aceitar de forma passiva os dogmas da igreja (p. 60). Estava dividido em a baixa e a alta crítica. A baixa crítica está relacionada aos estudos a dos melhores manuscritos bíblicos e a alta crítica foca nos significados das palavras, especialmente “quem as escreveu e a quem e para que foram escritas” (p. 61).&lt;br /&gt;Porém, este movimento trouxe como resultados ataques diretos a ortodoxia, tais como: a afirmação de que Moisés não escreveu o Pentateuco; a afirmação de que a Bíblia não é infalível; o Jesus dos evangelhos não é o verdadeiro Jesus – o chamado “Jesus histórico”. &lt;br /&gt;Ensinos como estes associados a influencias de nomes como Schleiermacher e de Ritschl serviram de sustentação ao liberalismo teológico americano no final do século dezenove.&lt;br /&gt;O capítulo três tem o seguinte título: “Fundamentalismo ou cristianismo conservador: a defesa da ortodoxia.” Notamos até aqui uma seqüência lógica nas abordagens feitas por Hordern. Depois dos ataques, surgiram as defesas. Os assuntos mais defendidos contra os ataques dos liberais foram: nascimento virginal de Jesus, ressurreição corporal de Cristo, expiação e infabilidade da Bíblia. A defesa destes tópicos formou o fundamento da fé cristã, daí o termo “fundamentalismo”, porém muitas pessoas ligadas a esta escola teológica de apologia contra o liberalismo preferem o termo “Cristianismo Conservador” (p. 75).&lt;br /&gt;Nos anos 30, muitos fundamentalistas deixaram suas igrejas e/ou seminários devido a presença dos liberais, mas isto fez com que o fundamentalismo se enfraquecesse até que nos anos 40 os conservadores voltassem a se interessar pela erudição teológica, surgindo então uma teologia conservadora bem elabora tendo como essência a defesa da inspiração verbal da Bíblia, bem como a sua inerrância.&lt;br /&gt;Outros pontos da teologia conservadora eram a questão da salvação pela graça e não por méritos humanos, devido a depravação total dos homens; a morte de Jesus como expiatória; a responsabilidade do homem pelos pecados que comete; milagres como “evidências da atividade divina no mundo e de sua presença entre os homens” (p. 83); e vinda pré-milenista de Cristo (pelo menos pela maioria).&lt;br /&gt;Uma questão bastante interessante abordada por William E. Hordern é a forma com que os conservadores tratam as diferenças entre os manuscritos bíblicos. O fato de a Bíblia ser aceita como infalível não quer dizer que os conservadores não reconheçam as divergências entre alguns manuscritos das Escrituras. Pelo contrário, tem servido como uma evidência da atividade divina sobre o texto, uma vez que por meio de bons estudos, com bons métodos, na chamada crítica textual é possível entender que os manuscritos originais não tinham nenhum erro, pois vieram diretamente da inspiração divina, e entender que é possível restaurarmos o melhor texto da Bíblia, considerando que as diferenças entre os manuscritos não podem ser chamados de “erros” já que não se contradizem e não afetam doutrinas essenciais da fé cristã e muito menos atrapalha o entendimento necessário para que os pecadores sejam salvos.&lt;br /&gt;Percebe-se que Hordern, apesar de toda sua neutralidade, neste ponto defende a posição conservadora e ataca a posição liberal. Por exemplo, ele comenta as dificuldades dos liberais em aceitar os milagres como atividades sobrenaturais e diz que o cristianismo conservador é racional e tem sentido em reconhecer Jesus como o Filho de Deus e como um grande mestre, coisa que os liberais não conseguem associar – um grande mestre com a mensagem de um “charlatão”? Enfim, Jesus é quem a Bíblia diz que é e pronto. Caso contrário, ele era um louco enganador.&lt;br /&gt;“O que os liberais desejam é nada mais nada menos do que uma incondicional rendição dos conservadores a eles” (p. 94). É o que a Igreja Católica Romana nos dias atuais propõe em defesa do ecumenismo, ou seja, dizem os liberais que é possível viver juntos em respeito uns pelos outros, mas eles mesmos não respeitam a posição conservadora, a posição deles é vista como erudita e as demais como fracas racionalmente.&lt;br /&gt;O capítulo IV continua com a abordagem sobre a presunção dos liberais que se viam como os salvadores do cristianismo ortodoxo – Liberalismo: reconstituição da ortodoxia – mas que apresentavam um método que partia do pressuposto de que só o que é possível ser aceito pela razão é considerado verdadeiro na Bíblia e na teologia. Desta forma, é lógico que o liberalismo era totalmente diferente do cristianismo conservador, não aceitando a doutrina do pecado original, alguns até mesmo o pecado (J. S. Bixler), os milagres, e também defendiam que a Bíblia era um livro puramente humano. Vale lembrar que entre os próprios liberais existiam divergências, alguns chegando a colocar em dúvida a existência de Deus e em geral havia uma tendência de aceitar influências filosóficas em nome da erudição. Notamos então, como a teologia sofreu influências por através da história. Uma reflexão que podemos fazer é: quais influências a teologia do século XXI está sofrendo? Devemos desenvolver um bom senso crítico e estarmos sempre atentos com as tendências teológicas que nos cercam.&lt;br /&gt;Neo-ortodoxia: a redescoberta da ortodoxia é o título do capítulo V. Neste capítulo o autor diz que a designação “neo-ortodoxia” foi dada por teólogos de outras tendências e que o nome é infeliz, pois o termo “neo” e o “ortodoxia” não se harmonizam devido as significado de cada vocábulo em si.&lt;br /&gt;Os “neo-ortodoxos” eram teólogos que romperam com o liberalismo, especialmente devido a grande ênfase dada a racionalidade humana. Isto não quer dizer que passaram a aceitar totalmente a teologia revelacional, que diz que Deus se revelou de forma especial ao homem.&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard (1813-1855) e Emil Brunner são os dois nomes abordados neste capítulo. Kierkegaard “foi inspirador da filosofia conhecida como ‘existencialista’” (p. 146). Ele dizia que “o verdadeiro pensamento não poderá partir senão da consideração do homem existindo numa determinada situação” (p. 146).  Kerkegaard focava sua atenção no indivíduo e a partir daí fazia suas considerações teológicas.&lt;br /&gt;Emil Brunner ficou bastante conhecido pela chamada teologia da crise “pelo fato de insistir na afirmação de que ocorre uma crise quando Deus se acha diante do homem” (p. 152-153). Uma de suas principais críticas estava relacionada a questão da revelação de Deus. Ele dizia que ninguém poderia dizer de forma convicta quem é Deus e como ele se revela, pois “só Deus pode revelar Deus” (p. 156). Aceitava o pecado original, mas não acreditava na transmissão hereditária. Brunner enfatizava também o viver ético dos cristãos. A fé em Deus deve levar o indivíduo a uma conduta diferenciada neste mundo.&lt;br /&gt;No capítulo VI temos o tratamento sobre Karl Barth. Barth nasceu em Basiléia, Suíça, em 1886 e teve uma grande atuação na Alemanha nazista de Hitler. Ele era um teólogo que foi contra o regime nazista e que procurou fazer com que a teologia tivesse sua contribuição na sociedade de seus dias. Barth dizia aos seus alunos que eles deveriam ter sempre em mãos a Bíblia e os jornais, enfatizando a importância de criticarem os acontecimentos de seus dias com uma consciência bíblica. Por isso ele defendia que os cristãos fossem sempre bons cidadãos, pessoas com natureza política e social que se interessassem pelos problemas sociais de sua época (p. 181).&lt;br /&gt;Um dos aspectos enfatizados por Barth era o da graça divina. Ele dizia que “o homem não auxiliado por Deus inevitavelmente cai no pecado” (p. 174). Também dizia que uma das provas da existência de Deus, é a existência dos judeus neste mundo (p. 176). &lt;br /&gt;No capítulo VII – Neo-ortoxia americana: Reinhold Niebuhr – um dos teólogos mais importantes dos Estados Unidos é apresentado. Reinhold Niebuhr também tinha uma atenção para a vida social, para os problemas dos indivíduos em relação a política e a economia. Conseqüentemente, também enfatizava a participação cristã na sociedade de forma ativa, por exemplo, por meio da prática do Sermão do Monte pregado por Jesus. Agora, mesmo citando as Escrituras, Niebuhr considerava a Bíblia como um livro dos “mitos”. Entre tantos, basta citarmos o mito da criação e da queda do ser humano relatado em Gênesis (p. 189). Ele insiste “que devemos tomar os mitos com seriedade, mas não entendê-los como literalmente verdadeiros” (p. 190). Para Niebuhr a fé tem de ser uma fé racional.&lt;br /&gt;Por outro lado, Reinhold Niebuhr não deixava de destacar o pecado original, abordando especialmente as limitações espirituais dos seres humanos, sem diminuir a dignidade humana. Conseqüentemente, a graça era enfatizada também como único meio de salvação. Salvação esta que se torna essencial para que verdadeiras mudanças sociais possam acontecer.&lt;br /&gt;Paul Tillich é o nome tratado no capítulo VIII – A fronteira entre o liberalismo e a neo-ortodoxia: Paul Tillich. O capítulo recebe este título porque Tillich, um grande teólogo americano, era discutido tanto na Europa quanto na América do Norte. O interessante é que na Europa Tillich era considerado liberal “e opositor de Barth e Brunner” (p. 210), porém nos Estados Unidos ele era um neo-ortodoxo da mesma escola de Barth e Brunner. Segundo Hordern, o melhor é considerar Paul Tillich como um teólogo da fronteira entre o liberalismo e a neo-ortodoxia.&lt;br /&gt;Tillich não é um teólogo de linguagem fácil. Seus textos demonstram grande erudição. Ele discutiu várias questões teológicas, mas podemos também enfatizar que sua atenção também estava sobre como a teologia pode se relacionar com a situação da sociedade. Paul Tillich rejeitava a visão pessimista sobre o homem, mas também não acreditava que os homens seriam capazes de implantar uma sociedade perfeita aqui na terra (p. 229). Ele não defendia o marxismo nem o comunismo, mas era simpático ao socialismo.&lt;br /&gt;Para Tillich, o cristianismo não é diferente das demais religiões. O seguidor do cristianismo não é superior aos praticantes de outras religiões. O que o cristianismo tem de singular é a pessoa de Cristo.&lt;br /&gt;Tillich tinha também uma consideração mística sobre a existência de Deus. Ele dizia: “Deus não é um ser, pois é Ser em si, isto é, está nele a capacidade de Ser e de dar origem a tudo quanto existe” (p. 223). Dizia também que “Deus não existe porque existência é uma das categorias expressivas de dependência” (p. 222), e ainda: “O mundo não é nada que exista fora de Deus; o mundo é meio de contínua atividade divina” (p. 225). Parece que ao mesmo tempo em que Paul Tillich queria fazer uma abordagem da teologia no cotidiano das pessoas, ele usava expressões e conceitos difíceis de serem entendidos como práticos.&lt;br /&gt;No capítulo IX – Rudolf Bultmann: conservador radical – Bultmann, nascido em 1884, “erudito do Novo Testamento, influenciado pela teologia de Barth” (p. 231) é o teólogo abordado.&lt;br /&gt;Com a obra “Novo Testamento e Mitologia”, Bultmann ganhou espaço nas discussões teológicas e fez com que o termo “demitologização” se tornasse familiar. Um de seus alvos era “tornar o cristianismo crível ao homem” (p. 245) moderno de seus dias. Ele também foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da “crítica da forma”. William Hordern nos dá uma excelente síntese sobre este assunto: “Os que adotam a crítica da forma procuram alcançar além dos documentos escritos, para examinarem as épocas quando as tradições eram transmitidas oralmente. A crítica da forma parte da suposição da existência de leis que determinam o desenvolvimento das tradições oralmente transmitidas... o crítico da forma afirma ser possível separarem-se tradições mais antigas de outras mais recentes e identificar pontos que tenham sido adicionados a uma narrativa na medida em que ia sendo repetida” (p. 233). Neste pensamento, segundo Bultmann, os escritores do Novo Testamento não estavam preocupados pela exatidão histórica sobre Jesus Cristo, por causa disso, o mais importante é a mensagem da Bíblia para os homens e não os “detalhes” sobre a vida de Cristo contatos especialmente pelos Evangelhos. O “conhecimento histórico do homem Jesus é algo irrelevante para a fé cristã” (p. 242). Segundo este teólogo, a mensagem do evangelho deve ser extraída a partir dos mitos presentes no Novo Testamento – desmitologização.&lt;br /&gt;Podemos concordar com os críticos de Bultmann que dizem que ele tem “tornado o cristianismo como algo simplesmente subjetivo” (p. 243) e também atacado os fundamentos da fé cristã, relacionados à infabilidade das Escrituras e a pessoa e obra de Jesus Cristo, já que, por exemplo, para ele “não há meio pelo qual a história possa dar provas da ocorrência da ressurreição (p. 249), portanto, a ressurreição deve ser vista como um mito relacionado a Jesus. “Bultmann diz que Jesus viveu como qualquer outro homem vive. Não admite ele nenhuma possibilidade de intervenção miraculosa do sobrenatural neste mundo” (p. 350). Segundo Bultmann, a mensagem da fé cristã não pode ser manchada pelas crenças nas “intervenções sobrenaturais no universo” (p. 251), por isso ele é chamado de conservador radical.&lt;br /&gt;O capítulo X – Dietrich Bonhoeffer e o cristianismo secular - é o último capítulo das abordagens sobre os principais teólogos do século XX, pelos menos da perspectiva de William E. Hordern. Dietrich Bonhoeffer “foi um dos primeiros alemães que perceberam o mal contido no nazismo” (p. 253). Ele atuou na clandestinidade num movimento da resistência contra o governo de Hitler e morreu devido a este envolvimento, ou seja, foi aprisionado e mais tarde condenado a morte. Em essência, Bonhoeffer acreditava que o “cristão deve sertir-se vocacionado pelo Salvador para que se lance no ambiente da agitação do mundo” (p. 276). Três coisas merecem destaque na vida de Bonhoeffer: Primeiramente, mesmo que esteja fora de ordem cronológica, a sua morte. Quando ele estava certo que seria morto ele não se desesperou. Chegou a dizer a um amigo de forma tranqüila: “Chegou o fim. Para mim, esse é o momento quando começo a viver” (p. 255). Isto é maravilhoso, pois nota-se que suas convicções sobre Deus e seus planos eram convicções que o tranqüilizaram mesmo nesta situação de estar prestes a perder a vida. &lt;br /&gt;Em segundo lugar, suas cartas escritas durante seus dias de prisão. Estas cartas não eram tratados teológicos, mas a partir delas é possível conhecer um pouco do pensamento deste homem, que segundo Hordern “era um pensador dinâmico e original que estava desenvolvendo suas idéias” (p. 256). E em terceiro lugar, sua leitura de mundo a partir da convicção de que discípulos de Cristo devem transformar o mundo no qual vivem. Esta sua convicção foi se desenvolvendo a cada dia de sua vida o que o levou a escrever uma grande obra intitulada “Ética”. Neste livro ele discute a participação do cristão nos problemas sociais do mundo em que vive e qual deve ser sua postura perante os absolutos das Escrituras. O mais interessante é que ele vivenciou essa temática e foi contra a divisão do mundo em duas esferas: sagrada e secular ou a santa e a profana (p. 261). Bonhoeffer entendia que “a Igreja deve procurar integra-se no mundo, onde lhe será possível lutar visando à salvação do mundo pela importância da insistência em dizer aos homens que Deus ama este mundo” (p. 262). Enfim, o crente deve ter um viver impactante em sua comunidade, com uma mensagem de esperança e transformação e não viver de forma acomodada e apática perante os problemas ao seu redor.&lt;br /&gt;Bonhoeffer tratou o assunto da “Graça barata”, assunto que parece estar tratando algo de nossos dias. “Essa ‘graça barata’ promete aos homens que, crendo-se em certas doutrinas, os pecados serão perdoados sem que tenha de fazer para isso nenhum esforço” (p. 257).  &lt;br /&gt;Por fim, Bonhoeffer não seguiu o mesmo caminho que teólogos como Bultmann, Tillich e Barth. Tanto é que criticou os teólogos liberais por não crerem nos milagres relatados nas Escrituras. &lt;br /&gt;No último capítulo do livro – Tendências teológicas atuais – temos o principal problema do livro. Esse título não é adequado porque “atuais” aqui deve ser entendido como algo em torno dos anos 1968, por isso falta uma abordagem adequada visando os leitores dos anos 2000. Por exemplo, na página 278 o autor diz: “ainda é cedo demais para saber qual delas (tendências teológicas) venha a tornar-se na voz do futuro...”. Logo, cerca de pelo menos trinta anos depois, já é possível termos ao menos uma análise destas últimas tendências.&lt;br /&gt;Pode ser que as discussões a respeito do Teísmo Aberto (Teologia Relacional) pudessem ser tratadas como uma tentativa de resposta as questões levantadas pelo homem pós-moderno a respeito das tragédias e de outros problemas enfrentados pela humanidade nos dias de hoje. E mais uma vez, como em toda a história, questões como estas precisam de respostas bíblicas.&lt;br /&gt;Devido a esta importância de respostas sempre atualizadas, a afirmação de William Hordern, neste caso, mesmo em décadas atrás ainda é extremamente verdadeira: “Alguém que tenha saído com seu diploma da universidade há dez anos passados, seja qual for o campo de sua especialidade, encontra-se neste instante absolutamente desatualizado, caso não tenha procurado manter-se em dia com seus estudos”. Talvez pudéssemos atualizar dizendo que não mais a dez anos, mas sim a cinco anos passados devido a velocidade de informações de nossos dias. Isto é a importância de uma formação continuada, especialmente para os líderes cristãos.&lt;br /&gt;Esse último capítulo só não perde muito seu valor devido a boa análise feita por seu autor, que demonstra uma excelente visão do que estaria por vir, ou seja, Hordern demonstrou compreensão de certas características da pós-modernidade que estaria por vir. Ele falou sobre as sociedades pluralistas em matéria de fé, sobre a não aceitação de controle por parte das sociedades em relação a grupos eclesiásticos, também sobre a necessidade “de anunciar uma palavra que possa corresponder às exigências da época” (p. 281) e a questão dos relativos versus absolutos.&lt;br /&gt;Em suas palavras finais – Conclusão – William E. Hordern termina sua obra fazendo boas considerações a respeito do cristianismo. Ele reconhece as grandes divergências entre teólogos cristãos, mas não vê isto como algo ruim. “O fato de que não é possível alcançar a verdade absoluta jamais poderia significar que não pudemos conhecer alguma verdade” (p. 307). Temos que reconhecer que existem assuntos bem claros e definidos pelas Escrituras e que também existem questões obscuras, o que não quer dizer que não possamos lidar com a mensagem genuína do evangelho. Por isso, existe um campo para a tolerância. Se não for assim, ninguém conseguiria viver com ninguém, nenhuma igreja poderia se relacionar com outra igreja, nenhuma denominação ou associação conseguiria existir.&lt;br /&gt;Em resumo podemos salientar dois pontos positivos desta obra: Primeiramente, a predisposição do autor de partir dos movimentos teológicos, usando a história como ferramenta, dá uma boa visão geral do que realmente ocorreu, fixando na mente do leitor o mais importante que é o movimento, que inclui diversas teologias, e não as teologias, que estão agrupadas entre os movimentos. Então, para uma visão global, este livro é vantajoso.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, as colocações de Hordern são cuidadosas quanto ao embasamento histórico. Por não se prender a detalhes, foge do risco de “delirar” sobre os teólogos e as teologias existentes. Este delirar em muito surge das colocações individuais de teólogos ou historiadores que mais expressam suas interpretações do que os fatos. Então, para uma visão global, este livro é confiável.&lt;br /&gt;Aprendemos com a leitura deste livro que nossas discussões teológicas não devem ser apenas baseadas em conjecturas e hipóteses. Como visto, especialmente no capítulo I, as discussões teológicas surgiam devido as experiências vividas pela igreja. Cabe aos teólogos de nossos dias pensarem mais sobre os ataques que a sã doutrina sofre e providenciar respostas adequadas. Os teólogos devem ser freqüentadores de igrejas e não simplesmente acadêmicos (p. 291). Também podemos destacar o quão importante é conhecer a história eclesiástica e o desenvolvimento do pensamento teológico. Acredito que é fundamental que pastores, professores de teologia e outros interessados nestas temáticas estudarem estes assuntos para refletirem sobre suas práticas e convicções teológicas.&lt;br /&gt;Especialmente as respostas necessárias para o homem moderno foram providenciadas pelos teólogos de décadas atrás. Sendo assim, cabe aos teólogos dos dias atuais, da pós-modernidade, serem sensíveis as indagações dos homens pós-modernos e providenciarem as devidas respostas bíblicas. &lt;br /&gt;Hordern também nos leva a refletir sobre a importância do preparo teológico na vida dos líderes cristãos. As igrejas precisam de pastores bem treinados teologicamente, bem como as instituições de ensino e de preparo destes precisam de professores e mestres muito bem preparados, porém sem desconsiderar a prática de uma vida piedosa. &lt;br /&gt;Nossos jovens estão cada vez mais sendo atacados por ensinos que supervalorizam os conhecimentos intelectuais e desprezam os ensinos do cristianismo. Por causa disso, eles precisam de bons professores e pastores que possam ajudá-los na defesa da fé. &lt;br /&gt;Temos em nossas mãos um livro inspirado por Deus, logo não devemos nos intimidar com as teorias seja de qual homem for, seja Marx, Freud ou Darwin, as Escrituras são superiores a todos eles.&lt;br /&gt;A Bíblia é relevante por si mesma, cabe aos pregadores e professores dos dias de hoje apresentar os conteúdos das Escrituras de forma desafiadora e encorajadora com aplicações para as situações vividas pelas pessoas de nossos dias. Os membros das igrejas contemporâneas e as pessoas descrentes dos dias de atuais precisam ouvir boas mensagens e bons ensinos, pois a Bíblia é inspirada e pode tornar a todos maduros para toda boa obra (2 Tm 3.16-17).&lt;br /&gt;Podemos destacar também, o quanto é importante o povo de Deus praticar os ensinos das Escrituras. Uma vez que cremos que a Bíblia é a Palavra inspirada por Deus, cabe a nós a praticarmos de forma que possamos viver de forma impactante em nossa sociedade, refletindo a graça de nosso Deus. Não podemos viver em desespero quando cremos num Deus soberano. Isto nas faz lembrar Bonhoeffer em seus últimos momentos antes de morrer.&lt;br /&gt;Hordern nos lembra neste livro, que uma das críticas dos liberais aos conservadores é que alguns não viviam de forma ética em seus dias. Como a igreja do Senhor Jesus está vivendo hoje? O comportamento piedoso deve ser o de todos os que crêem em Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Outra contribuição desta obra é a definição e explicação de termos ligados a teologia, tais como: conservador, fundamentalismo, liberalismo, neo-liberalismo e neo-ortodoxia. A partir destas definições, torna-se possível notarmos como tantas pessoas do mundo evangélico têm usado esses termos sem conhecê-los adequadamente. Por exemplo, em alguns meios evangélicos, liberais são os que têm um culto com instrumentos musicais como bateria e guitarra.&lt;br /&gt;Quando lemos algo sobre a vida de teólogos como Karl Barth e Bonhoeffer, devemos nos sentir desafiados a pelo menos a avaliarmos como temos visto os acontecimentos de nossos dias, em meio a nossa sociedade, a partir de uma perspectiva teológica. Ficamos com uma questão em mente, as boas novas de Cristo estão sendo proclamadas, visando transformação de vidas? Hordern escreveu muito bem: “os profetas nunca deixaram de opor-se, quando era necessário, em nome de Deus, a todos os desmandos dos vários reis que os judeus tiveram” (p. 284), e continuou “o que efetivamente a Igreja deve fazer é ser a vanguarda de Deus na vida urbana” (p. 285). &lt;br /&gt;Outro ponto importante a ser considerado é que em nossa tentativa de fazer com que o evangelho seja entendido pelos não crentes, não devemos fazer concessões a partir de fundamentos da fé cristã. Temos que ter sempre em mente que a conversão é uma questão sobrenatural por meio da atuação do Espírito Santo, logo, não devemos tentar explicar de forma racional os milagres da Bíblia sejam quais forem, pois os que irão crer na mensagem sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo farão isto não por méritos ou capacidades humanas, o farão por impulso da graça de Deus. Parece que a falta desta convicção levou alguns teólogos, como Bultmann, a tentar “facilitar” a compreensão da mensagem das Escrituras para os homens de seus dias. Não é isto que devemos fazer.&lt;br /&gt;A abordagem de Dietrich Bonhoeffer a respeito da “graça barata” é algo muito interessante. Nos dias de hoje, talvez na tentativa de enfatizar a graça, muitas pessoas não tem falado sobre assuntos como: prática de boas obras, atos de justiça, frutos de arrependimento, etc. É certo que a salvação está baseada na crença em Jesus Cristo, porém, as pessoas salvas foram designadas por Deus para que andassem na prática de boas obras (Ef 2). Temos que enfatizar o viver cristão nos dias de hoje para que as igrejas não sejam apenas locais de encontros “sociais” de pessoas que confessam uma fé sem obras, apenas uma vida religiosa.&lt;br /&gt;Em geral, esta obra nos mostra como existem divergências no campo teológico, mas isto não quer dizer que não possamos ter uma boa teologia, fundamentada em fortes convicções. Essa verdade deve ser mais um incentivo para estudarmos e conhecermos as posições diferentes das nossas para que possamos sempre nos auto-avaliar concernente ao que cremos. O autor, ao contrário da maioria, não é exaustivo na análise histórica; nem pontua a estrutura de seu texto a partir das diversas teologias, ou mesmo de seus defensores. Sua decisão foi a de tratar do movimento teológico contemporâneo na história, a partir dos principais movimentos: ortodoxia, liberalismo, neo-ortodoxia e algumas tendências mais atuais. Por isso, cumpre seu objetivo de introdução à teologia contemporânea.&lt;br /&gt;Porém, ao ler esta obra o leitor não pode se esquecer de que é um livro lançado em sua versão original por volta da década de 60. Logo, quando os termos “recentemente”, “atual”, “dias atuais” e outros semelhantes aparecem no texto, rapidamente o leitor precisa ter em mente o contexto em que o autor estava vivendo, que não é o mesmo em que estamos hoje. Hordern esta vivendo num período pós segunda guerra mundial, bem mais próximo das abordagens dos principais teólogos de sua época, sem ter condições de imaginar precisamente o que hoje podemos definir melhor como pós-modernidade. Também o leitor deve lembrar que a nacionalidade do autor o inclina naturalmente para a seleção dos conteúdos abordados neste livro.&lt;br /&gt;Sendo assim, podemos ver esta obra como uma boa introdução à teologia contemporânea como ela se propõe, mas precisamos de outras obras para o complemento especialmente do período das décadas de 80 e 90 e para o contexto brasileiro.&lt;br /&gt;Esta obra perde um pouco de seu valor como fonte de pesquisa ao não apresentar as devidas notas de rodapés a respeito das referências bibliográficas, e também, ao fim do livro, não é apresentada as fontes de pesquisas usadas pelo autor. O que encontramos é apenas uma sugestão de leituras, que pelo menos serve de guia para os interessados sobre o assunto. Porém, o leitor não conseguirá se aprofundar num certo aspecto abordado por Hordern na abordagem de um tema específico.&lt;br /&gt;William E. Hordern deixa isto claro logo nas primeiras linhas desta obra: “... meu propósito é só o de tentar uma interpretação da teologia visando aos crentes em geral, e não aos leitores preocupados com os aspectos técnicos da matéria, parece-me que um grande número de notas de rodapé seria desinteressante.” (p. 7). Enfim, seriam interessante sim as notas de rodapé, mesmo para os crentes em geral. Além do mais, isto só enriqueceria a obra e não atrapalharia o leitor, qualquer que fosse o seu nível acadêmico.&lt;br /&gt;Uma falha por parte dos editores e revisores deste livro é o número expressivo de palavras com erros ortográficos. Faltou um trabalho atento de revisão para que estes erros não enfraquecessem a qualidade editorial desta obra. Alguns exemplos: “coerente-mente” (p. 38); “Ne época” (p. 50); “dezprezo” (p. 90); “inportante” (p. 107); “particularmete” (p. 132); “no pais sob Hitler” (p. 209); “Bultmanna” (p. 243). Desconsiderando esses erros, podemos dizer que a estrutura física do livro é boa: capa, amarração das páginas, folhas brancas e letras grandes. Tudo isto facilita seu manuseio e leitura.&lt;br /&gt;O livro é recomendado para professores e alunos de teologia, história da teologia, história eclesiástica, teologia contemporânea e outras disciplinas semelhantes, bem como para pastores, líderes e outras pessoas interessadas no tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-639269157951664172?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/639269157951664172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=639269157951664172' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/639269157951664172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/639269157951664172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/teologia-contempornea.html' title='TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1044034618905666632</id><published>2008-07-30T15:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:41:17.161-07:00</updated><title type='text'>O NOVO ROSTO DA MISSÃO</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NOVO ROSTO DA MISSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LONGUINI NETO, Luiz. O novo rosto da missão: os movimentos ecumênicos e evangelical no protestantismo latino-americano. Viçosa: Ultimato, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Longuini Neto tem doutorado em ciências da religião e atua como professor em duas instituições, a saber: Instituto Metodista Bennett e Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil no Rio de Janeiro. Longuini também é pastor na cidade do Rio de Janeiro e autor do livro Educação Teológica Contextualizada.&lt;br /&gt;Duas funções de Luiz Longuini contribuíram diretamente para a escrita do livro “O novo rosto da missão”. Coordenou por oito anos o Centro Evangélico de Estudos Pastorais (CEBEP), de orientação evangelical, e trabalhou por dois anos no Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), de orientação ecumênica.&lt;br /&gt;A obra de Longuini é resultado de um trabalho de pesquisa feito a partir de congressos, conferências, documentos de reuniões importantes, como CELA (Conferência Evangélica Latino-Americana), CLADE (Congresso Latino-Americano de Evangelização) e as assembléias gerais da CLAI (Conselho Latino-Americano de Igrejas) e também análise de outros autores que abordaram as contribuições destas reuniões.&lt;br /&gt;Longuini Neto faz uma abordagem sobre o movimento evangelical e o movimento ecumênico na América Latina, limitando-se à questão da pastoral e da missão (p. 11), dividindo a obra em quatro partes: Conceituação e fundamentos hermenêuticos; Cooperação, desenvolvimento e revolução; Fundamentalismo, evangelização e conscientização; e, Ecumenismo, libertação e solidariedade.&lt;br /&gt;O autor focaliza neste livro as contribuições destes dois movimentos já citados. O movimento ecumênico tem como “ponto central de articulação o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), fundado em 1948, com sede em Genebra (Suiça)” e “articulou suas propostas de intervenção na sociedade com o termo ‘pastoral’”. O movimento evangelical tem como “ponto central de articulação a Aliança Evangélica Mundial (AEM), fundada em 1923. Ele destaca que o movimento evangelical “é uma iniciativa de cristãos e não de igrejas” e que o termo utilizado para a articulação de propostas e intervenções na sociedade foi “missão”.&lt;br /&gt;Na primeira parte do livro Longuini conceitua os termos “evangelical” e “ecumenismo”. “O termo ‘evangelical’ vem sendo usado na língua portuguesa como um anglicismo. Utiliza-se no português a mesma palavra do inglês evangelical cuja tradução seria evangélico ou poderia ser entendida como sinônimo de protestante”.  Os vocábulos “crentes” e “protestantes” são deixados de lado, pois não apresentam o mesmo sentido de “evangelical” ou “evangelicalismo”, uma vez que o primeiro termo está sendo utilizado hoje mais para se referir a pentecostais e o segundo termo de forma mais técnica usado por cientistas sociais e historiadores, por exemplo. Logo, entende-se aqui, em sentido mais amplo, que evangelical ou evangélico equivale “à totalidade dos cristãos que identificam-se com a Reforma Protestante do século 16” (p. 21). Admite-se também, que há uma distinção entre evangelicais e fundamentalistas. Estes são uma espécie de movimento militante radical que nasceu dos evangelicais.&lt;br /&gt;Quanto a definição do termo “ecumênico”, o autor não é tão claro e específico como foi com o primeiro termo. Mesmo assim, é importante entender que o termo não é tratado nesta obra como um movimento de busca de união entre todas as religiões como o vocábulo é usado popularmente, ou seja, ecumênico neste livro não é o que procura uma harmonia entre budistas, islâmicos, espíritas, evangelicais, católicos, etc, e sim, aquele que busca uma “unidade dos cristãos, a luta pela justiça e o diálogo com outras religiões” (p. 39). Como o autor deixa claro: “entendemos por ecumênico todo cristão ou cristã que, tendo uma filiação confessional, participa desse esforço maior pela unidade dos cristãos” (p. 45). Destaco aqui a expressão “unidade dos cristãos”, diferente de unidade entre todos os religiosos. Podemos também enfatizar que o catolicismo é sutilmente criticado quanto a sua forma de tratar com desprezo as demais igrejas (p. 145) e a doutrina do “evangelho da prosperidade” é identificada como estranha à Bíblia no Documento Final de CLADE IV (p. 215). &lt;br /&gt;Ainda na primeira parte do livro, Longuini conceitua o termo “pastoral”, já que tem um lugar central nesta obra. Ele diz que os evangelicais preferem o termo “missão”, “devido à forte conotação católica e à relação com o marxismo” do termo “pastoral” (p. 62). O foco principal do autor com este conceito é de enfatizar que os cristãos devem estar inseridos na sua sociedade, visando sua transformação (p. 62). Longuini aborda a questão de que o pastor não pode ser o único sujeito da ação pastoral. Toda a igreja, toda a comunidade deve agir no meio da sociedade, praticando uma teologia de serviço. Esta é uma verdade ensinada nas Escrituras como em 1 Coríntios 12 que trata sobre a unidade e a diversidade do corpo de Cristo e também Efésios capítulo 4 que trata da importância do dinamismo do corpo, visando a própria edificação mútua.&lt;br /&gt;No capítulo quatro é feita uma abordagem histórica de missões, iniciando com William Carey, destacando a transformação do movimento missionário através dos anos. A principal ênfase está sobre missões como um trabalho da igreja, daí a importância de que “todos os membros devem ser mobilizados e treinados”. Aqui encontramos a abordagem central de Luiz Longuini Neto ao dizer que ele está “procurando apresentar a pastoral como o novo rosto da missão” (p. 80).&lt;br /&gt;Na segunda parte, “Cooperação, desenvolvimento e revolução”, Longuini lança “a hipótese de que o protestantismo latino-americano até 1916 vinha desenvolvendo, ainda que aos trancos e barrancos, um projeto missionário mais adequado para a situação latino-americana” (p. 94). Fazendo um levantamento de dados a respeito de congressos de cooperação missionária, o autor faz um questionamento plausível concernente, por exemplo, ao Congresso de Montevidéu, por que a maioria dos participantes não era latino-americana, porém um latino-americano era escolhido para presidir os trabalhos. Fique evidente que Longuini está fazendo uma análise questionando a hegemonia norte-americana nos congressos. Ele dá um destaque para o Congresso de Havana, pois segundo ele, ali foi o término desta hegemonia norte-americana e início de um novo processo.&lt;br /&gt;O capítulo oito com o título “Missão no contexto revolucionário e sua relação com a pastoral” nos apresenta o cerne do livro. Aqui Longuini Neto aborda o que podemos chamar de um “Novo rosto da missão”. Ele trata o compromisso revolucionário que cristãos deveriam assumir para transformarem “a sociedade (pastoral) e conseqüentemente sua postura diante do reino de Deus e de seu próximo (missão)” (p. 136). Segundo sua análise, as igrejas deveriam ser mais ativas na sociedade, envolvendo-se de forma consciente nas lutas quanto a situação social, econômica e política da América Latina.&lt;br /&gt;Na terceira parte da obra, o autor discute a evangelização cooperativa, como temática que pode revolucionar a missão e a pastoral no movimento evangelical (p. 155). Várias iniciativas são citadas dentro deste propósito e uma reflexão merece destaque: o diálogo. &lt;br /&gt;Luiz Longuini nos chama a atenção para uma maturidade que permita um diálogo e convivência entre evangelicais e ecumênicos, evitando a prática de um ecumenismo ingênuo e mal entendido, todavia possibilitando que surjam indagações uns aos outros, fazendo com que cada parte possa se auto-avaliar biblicamente. Há uma expressão de necessidade de “um compromisso com a unidade dos cristãos e a relevância da justiça social relacionada à pregação do evangelho” (p. 199). Agora, tratando mais especificamente do Brasil, o autor reconhece uma outra realidade. No Brasil há muito mais protestantes do que nos outros países latino-americanos. Daí a dificuldade de articulação e de trabalhos cooperativos.&lt;br /&gt;A obra por ser escrita por um brasileiro com uma boa visão da América Latina e suas realidades, trata a história e o desenvolvimento teológico latino-americano de forma bastante nobre. Como Longuini diz, a partir, especialmente, dos anos 1969 e 1970, os teólogos latino-americanos “começaram a influenciar o debate teológico e missiológico em nível mundial” (p. 190). Conseguimos com este autor um bom entendimento sobre esta realidade, que possivelmente não conseguiríamos a partir de um autor norte-americano ou europeu.&lt;br /&gt;Na última parte deste livro – Ecumenismo, libertação e solidariedade – Longuini nos mostra que, de certa forma, o alvo, o ideal ainda não foi alcançado. Na verdade, por aproximadamente cem anos nenhuma estrutura de cooperação continental foi devidamente organizada (p. 224). Quais são as causas? Possivelmente a radicalidade dos vários setores evangélicos; a impossibilidade de diálogos (p. 228); a profunda crise de identidade (p. 230); e também a falta de participação direta da membresia das comunidades locais, já que muitas das tentativas foram feitas a partir de cúpulas de dirigentes eclesiásticos.&lt;br /&gt;“... um ecumenismo de ‘cúpula eclesiástica’, voltado aos interesses das igrejas e controlado por elas, ou um ‘ecumenismo de base’ liderado e impulsionado pelos movimentos ecumênicos, cujo objetivo, alvo e atenção é a solidariedade como um todo e não somente as igrejas” (p. 262).&lt;br /&gt;O último capítulo do livro, o capítulo dezesseis – Um novo paradigma para a pastoral solidária: construir e celebrar a esperança - termina com uma mensagem de esperança. Uma expressão da necessidade da unidade, de diálogo, de respeito, de cooperação em favor da vida.&lt;br /&gt;Por praticamente todo o livro, é possível notarmos quantas iniciativas existiram através da história por meio de instituições e congressos de buscas de unidades e trabalhos cooperativos na América Latina. O autor nos fornece o nome de cada de cada uma destas investidas e também detalhes sobre sua organização: temas abordados, quantas pessoas participaram, quantos países foram representados, os presidentes, e principalmente quais foram as decisões mais importantes por meio de uma síntese e também através dos documentos finais dos encontros na íntegra.&lt;br /&gt;Acredito que uma das coisas mais importantes que podemos notar nos documentos finais elaborados pelos congressistas de várias das reuniões realizadas na América Latina entre representantes eclesiásticos foi a visão do contexto em que estavam inseridos e o senso de responsabilidade pela situação das nações latino-americanas. Parece-me que os participantes assumiram uma conscientização da realidade na qual estavam inseridos como líderes eclesiásticos, igrejas, instituições mas também como cidadãos que podem e devem trabalhar em busca de transformações sociais. E mais, cidadãos que conhecem a verdade bíblica, conhecem o evangelho que tanto pode mudar vidas e conseqüentemente sociedades.&lt;br /&gt;O autor fez um grande trabalho em sistematizar as informações de diversos congressos, assembléias, conferências e reuniões concernente aos movimentos evangelicais e ecumênicos da América Latina. Com certeza, pessoas interessadas nesta temática, como missiológicos, vão poder aproveitar muito bem desta obra de Luiz Longuini, até porque, um dos pontos fortes deste livro é a apresentação na íntegra dos documentos finais destas diversas reuniões eclesiásticas. Logo, o propósito do livro certamente foi concretizado.&lt;br /&gt;O pensamento do autor é bem organizado. Notamos facilmente as introduções e considerações finais ou resumos ao final de cada capítulo. A linguagem é simples e objetiva. Porém não é um livro para leigos, é um livro de público específico, tais como: pastores, líderes eclesiásticos e estudantes de teologia, especialmente de missões. &lt;br /&gt;Podemos destacar duas contribuições a partir da leitura deste livro: o diálogo teológico e a ação social. Participar de grupos evangelicais não é a prática de muitos movimentos. Muitos grupos não conseguem somar suas forças para atingirem objetivos comuns, como a fundação de uma igreja, sustento de missionários, sustento de casas de recuperação, mobilizações evangelísticas, conferências para reciclagem de líderes, etc. quanto mais irão conseguir participar de organizações em esferas maiores. É uma triste realidade.&lt;br /&gt;As igrejas, especialmente a partir de suas lideranças, deveriam ter uma boa visão de respeito e cooperação, visando o melhor para a glória de Deus. Tenho a impressão que verdades como de Filipenses 2.1-4 não são levadas a sério por muitos evangélicos. Parece que há uma luta pelo poder e pelo destaque ao invés de luta em favor da cooperação, com o objetivo de glorificar a Deus.&lt;br /&gt;É necessário existir uma margem de diferenças “aceitáveis ou toleráveis” para que possam existir bons relacionamentos eclesiásticos. Nenhuma igreja é exatamente igual a outra. Mesmo dentro do mesmo grupo denominacional, encontramos diferenças que não deveriam chegar ao ponto de separar uma igreja da outra. É muito importante saber dialogar, ouvir posições teológicas diferentes, considera-las, e se for o caso, admitir erros, melhorando as argumentações ou abrindo mão de certos dogmas sem fundamento bíblico adequado. Enfim, para cooperação mútua, os envolvidos devem ser convictos do que crêem e respeitar possíveis diferenças que não sejam “absurdos teológicos”.&lt;br /&gt;A ação social também é algo importante para a igreja contemporânea. Todavia, devemos ter equilíbrio. Corremos um grande risco em tornar a igreja em uma agência social de grande utilidade pública na sociedade, mas ao mesmo tempo uma igreja que pouco prega a Bíblia, que não fundamenta vidas na verdade, ou até que não volta-se em adoração a Deus. Devemos ter equilíbrio. Uma igreja pode fazer muito mais do que faz atualmente, por meio da dinâmica de um corpo vivo. Por meio do trabalho de todos os seus membros. Por isso, que o paradigma de uma igreja ao redor de um só homem – pastor – deve ser quebrado. Toda a comunidade cristã deve envolver-se diretamente no serviço cristão. Assim, aconteceriam muitas transformações na sociedade.&lt;br /&gt;Talvez algumas pessoas rejeitem de imediato a proposta de participação da igreja na sociedade devido a visão que se tem de política atualmente no contexto brasileiro ou até mesmo devido as pressuposições internalizadas de que a igreja deve estar totalmente afastada do estado, bem como de suas responsabilidades e também devido ao temor de uma aproximação da posição política de esquerda ou marxista como filosofias ateísticas.&lt;br /&gt;Parece-me idealista demais uma proposta de unidade entre evangelicais para a realização de uma obra comum. Idealista devido ao contexto eclesiástico atual. Temos muitas igrejas independentes, como o próprio livro menciona o caso de Ricardo Gondim que fundou sua própria denominação. Temos muitas igrejas assim, fundadas por líderes que ao invés de somaram com denominações já existentes, preferem fundar suas próprias.&lt;br /&gt;O mesmo acontece com seminários e faculdades teológicas, missões e agências missionárias, parece sempre mais fácil fundar mais uma do que somar com alguma já existente. Esta é a minha visão da realidade eclesiástica brasileira. &lt;br /&gt;A proposta em si, de um trabalho cooperativo e de ação em conjunto sem anulação de um do outro é muito boa. Concordo principalmente com a mobilização do todo da igreja local, de todos os membros da comunidade. Só me preocupo com a ênfase demasiada no social, no humano, pois em minha visão, acredito que todas as coisas devem ser feitas visando a glória de Deus. Até mesmo a obra missionária deve ser feita com o fim maior de glorificar a Deus, fazendo com que mais pessoas tornem-se discípulos de Cristo e volte-se em glorificar aquele que é o único digno de toda honra e adoração. Ou seja, missões deve ter um fim doxológíco e não antropológico.&lt;br /&gt;Pessoalmente acredito que devo possibilitar momentos para meu aperfeiçoamento ministerial e teológico, por meio de leituras de autores que inicialmente discordo de suas posições para que eu possa refletir sobre minhas próprias convicções. Acredito que ouvir atentamente possa ajudar-me no processo de formação e também no diálogo teológico.&lt;br /&gt;Também preciso desenvolver uma visão mais sensível em relação a sociedade na qual estou inserido. Preciso melhorar minha visão do mundo econômico, social e político e exercer de forma mais eficaz minha cidadania. Talvez desta forma, possa contribuir melhor com uma formação integral dos membros da igreja que atualmente pastoreio.&lt;br /&gt;Por fim, alguns erros que poderiam ser corrigidos num trabalho de revisão textual deste livro: “scomo” (p. 39); “Uni-dos” (p. 91); “especialmetete te” (p. 144); “Primeirametne” (p. 244). As notas também poderiam ser colocadas nas próprias páginas e não no final de cada capítulo. Pois assim, o leitor aproveitaria melhor certas explicações preparadas pelo autor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1044034618905666632?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1044034618905666632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1044034618905666632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1044034618905666632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1044034618905666632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/o-novo-rosto-da-misso.html' title='O NOVO ROSTO DA MISSÃO'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-6823885381224147603</id><published>2008-07-30T15:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:38:26.365-07:00</updated><title type='text'>O ANTICRISTO</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ANTICRISTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NIETZSCHE, Friedrich Willhem. O anticristo: texto integral. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2007. Título original: Der antichrist. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro O Anticristo (Der Antichrist) foi escrito pelo filósofo alemão Friedrich Willhem Nietzsche em 1888, quando até então era praticamente desconhecido. Sete anos mais tarde, em 1895, a obra foi devidamente publicada pela primeira vez por Fritz Koegel no tomo 8 das “Obras de Nietzsche”, porém, a obra ainda causa polêmica até os dias de hoje.&lt;br /&gt;Friedrich Willhem Nietzsche nasceu na Prússia , em 15 de outubro de 1844 e morreu em 25 de agosto de 1900, com apenas 56 anos de idade. Muitas pessoas nem conhecem seus conceitos, mas conhecem sua célebre frase: “Deus está morto”.&lt;br /&gt;Nietzsche veio de uma família cristã, especificamente luterana. Seu pai e seus avôs eram pastores e seu desejo na adolescência era de ser pastor como eles, daí o interesse inicial pela teologia, mas logo se desiludiu e o interesse acabou.  Ele era um estudioso dos Evangelhos e de outros livros que abordavam o assunto do cristianismo. Especializou-se na crítica ao mundo ocidental e as religiões. Nietzsche preferia o Antigo Testamento porque para ele esta parte da Bíblia tinha menos adulterações.&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche foi nomeado professor aos vinte e cinco anos de idade em Basiléia, em 1869, o que demonstrava sua grande capacidade de raciocínio e argumentação e logo adotou a nacionalidade suíça. O título do livro é possivelmente uma provocação a instituição cristã, porque é óbvio que não trata de nenhuma personificação inimiga de Cristo em termos bíblicos escatológicos. &lt;br /&gt;Esta obra é escrita de forma assistemática, conforme estilo de aforismo  de Nietzsche, em sessenta e dois breves capítulos e em sua essência é uma crítica veemente aos valores absolutos do cristianismo. Em suma, para Nietzsche o que nos dias dele (fim do século XVIII) era apresentado como evangelho, na verdade era um punhado de interpretações errôneas e totalmente humanas a respeito do único cristão que existiu na face da terra, a saber: Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Neste livro o autor procura mostrar como a pessoa de Cristo era uma totalmente diferente daquilo que apresentam os escritos bíblicos forjados, especialmente a partir dos textos do apóstolo Paulo. Sem economizar palavras, ele fulmina o cristianismo e os cristãos, dizendo, por exemplo, que não existe pecado, criação divina, muito menos necessidade de salvação por Cristo, inferno ou paraíso e que o cristianismo não merece perdão por tudo que fez contra a humanidade. &lt;br /&gt;O principal objetivo era criticar os valores propostos pelo cristianismo e propor novos caminhos para novos valores. Daí, entendemos alguns dos subtítulos adotados por Nietzsche em alguns de seus manuscritos: Primeiro livro da transmutação de todos os valores; O fim do cristianismo.&lt;br /&gt;Para Nietzsche Jesus Cristo viveu de forma impactante em sua época, quebrando paradigmas especialmente dos fariseus, mas não deixou nada escrito. Logo, pessoas como Paulo forjaram uma instituição cristã. É tudo uma montagem. Isto não quer dizer que Jesus fica isento de críticas, pelo contrário, Cristo é chamado por Nietzche indiretamente de idiota.&lt;br /&gt;Analisando mais especificamente a obra, logo no capítulo II temos as indagações sobre valores: “O que é bom?”; “O que é mau?”; “O que é a felicidade?”, e ali já temos a primeira insinuação crítica ao cristianismo, que se torna mais profunda quando no capítulo III o cristão é chamado de “enferma besta humana”.&lt;br /&gt;Nos capítulos seguintes, o filósofo critica severamente os valores propostos pelo cristianismo de uma vida piedosa. Para Friedrich Nietzsche o cristianismo enfraquece as sensações de viver e em meio a sua argumentação ele deixa claro que os teólogos são seus principais opositores. Para ele, o teólogo é um mentiroso.&lt;br /&gt;Depois de abordar certos pressupostos do cristianismo, no capítulo XVII temos uma das mais fortes expressões de Nietzsche: “Como é possível haver ainda nos nossos dias quem se submeta de tal forma ao simplismo dos teólogos cristãos que concorde com eles que a evolução da concepção de Deus, desde o ‘Deus de Israel’, o Deus de um povo, até ao Deus cristão, personificação de todas as bondades, é um progresso?” (p. 50). Notamos como que para o autor filósofo era inaceitável alguém se identificar como cristão. Ele não aceitava. A perspectiva dele era de que ele conhecia o caminho que toda a humanidade deveria seguir e que todos que seguiram ou seguiam o cristianismo estavam errados. Nietzsche nem tenta explicar como ou por qual razão muitas pessoas aceitaram o cristianismo, especialmente aquelas pessoas bem próximas dos eventos. Se tudo era uma montagem, como ninguém se rebelou ou criticou naqueles dias as ações “teatrais” do apóstolo Paulo? Como explicar escritos de historiadores como Flavio Josefo com palavras que comprovavam vários eventos dos evangelhos? &lt;br /&gt;Este seu estilo crítico o leva a ironizar o judaísmo e o cristianismo, usando expressões como “povo eleito” e “povo sagrado” e em espírito de arrogância, Nietzsche se intitula de “espírito livre” capaz de entender as diversas contradições propostas pelo cristianismo. Por isso, também de forma irônica, ele questiona a “Alemanha culta” e não consegue entender como pensadores como Savonarola, Lutero, Rousseau, Robespierre e Saint-Simon não pensavam como ele (p. 94). Dizia Nietzsche que era possível tolerar o passado e seus erros, mas era “indecoroso ser cristão” nos dias dele (p. 72), “que monstro de falsidade deve ser o homem moderno para não se envergonhar de lhe chamarem ainda cristão!...” (p. 73).&lt;br /&gt;Notamos aqui uma supervalorização da razão em detrimento a fé. A fé cristã para Friedrich Nietzsche era totalmente contrária a lógica (LII). É exatamente o que acontece no mundo acadêmico dos dias de hoje. Para muitos, ser cientista é sinônimo de rejeição ao cristianismo. No mundo acadêmico, em faculdades e universidades, muitos professores expressam uma arrogância intelectual sobre aqueles que dizem ter fé, como que se o homem religioso fosse menor intelectualmente. &lt;br /&gt;No capítulo XX e seguintes mais uma vez Nietzsche condena o cristianismo e faz uma comparação com o budismo, dizendo que este é superior ao cristianismo, é mais realista, é positivo, não diz que deve haver luta contra o pecado, mas sim contra o sofrimento, não promete, mas assegura, fala de uma felicidade sobre a Terra, é para homens evoluídos, logo o cristianismo é para homens não evoluídos.  Questionando os valores cristãos, lemos o seguinte: “o que é cristão é um certo instinto de crueldade para consigo e para com os outros” (p. 54). &lt;br /&gt;Quando o assunto da origem do cristianismo é tratado (capítulo XXIV e seguintes), várias palavras como “inventar”, “criar” são usadas pelo autor, demonstrando sua visão de que o cristianismo nada mais é do que algo humano, sem nada de sobrenatural. Nem o judaísmo escapa das acusações de Nietzsche. Para ele grande parte da Bíblia foi falsificada para justificar ou explicar a história do povo israelita – “lastimável mentira” – trazendo uma falsa moral, uma “fórmula idiota de obediência ou desobediência a Deus” (p. 60).&lt;br /&gt;Nas palavras de Friedrich Nietzsche: “A desobediência a Deus, ou seja, ao sacerdote, à ‘lei’, chama-se agora ‘pecado’; os meios para se ‘reconciliar com Deus’ são, como era de esperar, meios que asseguram ainda mais profundamente a sujeição ao sacerdote: só o sacerdote ‘salva’” (p. 61). Ou seja, todo o sistema religioso é uma criação para justificar o poder a alguns sobre o povo. Logo, a base do cristianismo é algo falso.&lt;br /&gt;Neste livro, fica muito claro que Nietzsche não aceitava a Bíblia como Palavra de Deus. Como já destacamos, para ele o texto sagrado é uma invenção, uma simples fábula. E podemos citar dois tópicos de sua crítica: Primeiro, ele destaca que os evangelhos não falam o que Jesus Cristo falou. São palavras colocadas na boca de Jesus. E em segundo lugar, os Evangelhos são contraditórios e cheio de dificuldades, tantas que ele mesmo nunca tinha lido algo semelhante (XXVIII).&lt;br /&gt;A partir do capítulo XL as críticas se voltam fortemente para Paulo, o gênio do ódio e apóstolo da vingança, como o principal impostor e inventor das idéias cristãs que nada mais são do que produtos do ressentimento, vingança contra aqueles que desprezaram a Jesus. A vingança paulina consistia em “elevar Jesus exageradamente” já que para Nietzsche Jesus era apenas um “mártir”, um “santo anarquista”, “um criminoso político”, que “morreu pelos seus pecados” (p. 62), um “gozoso mensageiro” que de modo algum veio “salvar os homens” (p. 70), ou realizar milagres (p. 71), mas demonstrou um estilo de vida que deveria ser seguido. &lt;br /&gt;No capítulo XLV Nietzsche exemplifica as contradições que ele nota no cristianismo a partir de textos selecionados do Novo Testamento. Em suma, o que ele quer demonstrar é que a proposta do evangelho é contraditória. Ao mesmo tempo que fala de perdão, há julgamento e vingança; ao mesmo tempo que aborda o amor, há a busca de recompensas. Ele conclui: “Que se deduz de tudo isto? Que, para ler o Novo Testamento, é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária... Em vão procurei no Evangelho uma só manifestação simpática;... Tudo nele é covardia... Qualquer livro parece limpo depois de se ler o Novo Testamento” (XLVI, pp. 83-84).&lt;br /&gt;Nietzsche também cita assuntos específicos abordados na Bíblia como indignos de serem lidos por mulheres e crianças devido a vulgaridade (p. 97).&lt;br /&gt;Podemos notar que quando alguém rejeita totalmente a possibilidade do sobrenatural, da fé e rejeita as Escrituras ele passa a não permitir um diálogo a partir do principal meio que temos dado por Deus para conhece-lo – as Escrituras. Nietzsche é um exemplo disso. Ele não aceita nada dos evangelhos, selecionou textos de acordo com as criticas de seu próprio ponto de vista, foi desonesto em dizer que não há nada de valor no Novo Testamento, pois até um incrédulo nota diversos princípios úteis para a convivência social, pelo menos, e só fez um destaque também seletivo – a frase de Pilatos: “Que é verdade?”.&lt;br /&gt;Atualmente também encontramos pessoas assim. E como podemos evangeliza-las? Há aqueles que tentam levar pessoas ao verdadeiro conhecimento de Cristo por meio de evidências, argumentações lógicas, explicações racionais, tudo isso é útil e pode ajudar, mas só mesmo através da atuação do Espírito Santo é que pessoas serão libertas da escravidão do pecado e passarão a enxergar as verdades sobre Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Às vezes parece que Nietzsche não tinha bem definido em sua mente o foco principal de sua crítica. No capítulo XXXIII ele faz uma crítica ao “não prestar juramento”, no capítulo seguinte ao dogma da “imaculada conceição”, por outras vezes critica a “igreja”, enfim, ele estava criticando de forma generalizada o catolicismo com o protestantismo e suas ramificações, chamando tudo isso de cristianismo independente também de período histórico, uma vez que ele faz uma crítica direta a Agostinho, chamando de “canalha” no capítulo LIX, critica Lutero no capítulo LXI, chamando-o de desgraçado e crítica também os cristãos de sua época. Como ele diz: “o cristianismo foi até ao presente a maior desgraça da humanidade” (p. 91).&lt;br /&gt;Sabemos que através da história houve muitos erros do cristianismo ou pelo menos do que era chamado de cristianismo. Houve erros de pessoas ligadas a igreja, tantos que fizeram com que certos homens insatisfeitos procurassem uma reforma da igreja no século XVI. Sendo assim, não é possível generalizar e criticar tudo como se todas as pessoas ligadas a igreja e todos os períodos fossem iguais.&lt;br /&gt;Outro fator complicado é a existência de diversas religiões pelo mundo. O que para João Calvino seria apenas uma comprovação de que o ser humano é um ser religioso, para outros, como Nietzsche, é a prova de que cada cultura desenvolve suas crenças particulares, a partir de suas visões de mundo. &lt;br /&gt;Parece-me que uma das maiores dificuldades de Friedrich Nietzsche era a de conciliar um Deus soberano com um ser humano livre: “O homem de fé, o ‘crente’ de toda a espécie, é necessariamente um homem dependente, alguém que não se considera como fim, que não pode determinar os fins” (p. 94). E realmente, temos que admitir que Deus é soberano e que o homem não é livre. Este era um assunto complicado para filósofos como Nietzsche que supervalorizavam a razão e a existência humana. Temos que entender, que a cima de tudo está o Deus Soberano.&lt;br /&gt;Cabe também aqui, a consideração que da mesma forma que o método científico não consegue provar a existência de Deus, não consegue provar que Deus não existe. A razão pode não conseguir provar que existe um ser sobrenatural, mas também não consegue provar que ele não existe.&lt;br /&gt;As palavras finais de Nietzsche neste livro a partir do capítulo LVII são uma retomada a dois aspectos abordados por toda a obra. Primeiro uma volta a transmutação de todos os valores, fazendo por exemplo a pergunta: “O que é o mau?” e apresentando a resposta: “tudo o que tem a sua origem na fraqueza, na inveja, na vingança” (p. 100).&lt;br /&gt;O segundo aspecto retomado é o ataque ao cristianismo: “não acho palavras para exprimir o meu sentimento sobre uma coisa tão monstruosa” (p. 103); “eu condeno o cristianismo... para mim ela é a maior corrupção imaginável” (p. 106); “Chamo ao cristianismo a grande calamidade, a grande corrupção interior, o grande instinto de vingança, para o qual não há meios suficientemente venenosos, bastante subterrâneos, satisfatoriamente baixos – chamo-lhe a imortal desonra da humanidade” (p. 107). &lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche é de certa forma um precursor do pós-modernismo, ao fazer uma “releitura” da história e fundamentos do cristianismo. O problema disso é que qualquer pessoa estaria livre para interpretar do modo que quisesse a mesma história e fundamentos da igreja cristã, só que Nietzsche não expressa claramente esta possibilidade sendo intolerante com os cristãos.&lt;br /&gt;Vejo como maior complicação de Nietzsche a preocupação com os valores para uma sociedade “moderna”, mas sem absolutos. É óbvio de que se não existem absolutos, os conceitos de certo e errado, bem e mal serão sempre definidos pelas próprias pessoas, o que faz com que tudo seja relativo e principalmente, deixam as pessoas sem uma perspectiva do futuro.&lt;br /&gt;Tanto que os ataques que Nietzsche faz contra o cristianismo mostram que ele não tem limites e é totalmente aceitável, em sua perspectiva, ofender pessoas de diversas maneiras e de vê-las como inferiores a ele. Parece-me que o ódio e a vingança que ele via no cristianismo eram exatamente os mesmos elementos que o estimularam a escrever O anticristo. Parece-me que a arrogância vista em Paulo, é a mesma implícita em seus próprios escritos. &lt;br /&gt;Por ser uma obra filosófica, até que o texto não é muito complicado de se entender. É o tipo de livro que possibilita as pessoas compreenderem o pensamento de filósofos famosos como Friedrich Nietzsche a partir de um texto original, o que é melhor do que ler apenas sínteses e apostilas.&lt;br /&gt;Acredito que qualquer crente deveria estar preparado a lidar com as críticas apresentadas neste livro. Logo, especialmente nos cursos de formação de pastores e líderes, deveria haver mais preparo para como lidar com ataques como os de Nietzsche.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-6823885381224147603?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/6823885381224147603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=6823885381224147603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/6823885381224147603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/6823885381224147603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/o-anticristo.html' title='O ANTICRISTO'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-6529899503749519697</id><published>2008-07-30T15:25:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:34:10.982-07:00</updated><title type='text'>Missão integral: ensaios sobre o reino e a igreja</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PADILLA, C. René. Missão integral: ensaios sobre o reino e a igreja. 2. ed. Londrina: Descoberta, 2005.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O livro “Missão integral: ensaios sobre o reino e a Igreja” é uma obra de C. René Padilla, teólogo batista, professor e conferencista equatoriano que tem se destacado por meio de suas palestras e artigos sobre a missão integral da Igreja, a partir de um contexto latino-americano. Suas obras têm sido traduzidas para várias línguas, tais como: inglês, sueco, alemão, coreano e português. Este livro é um conjunto de nove ensaios que “refletem o diálogo teológico que se tem levado a cabo em círculos evangélicos em âmbito internacional desde o Congresso de Lausane, em 1974” (p. 13). Sua primeira edição em português foi lançada em 1992 e em 2005 a FTL – Fraternidade Teológica Latinoamericana Setor Brasil em conjunto com a Descoberta Editora relançaram a obra.&lt;br /&gt;C. René Padilla nascido em Quito, em 1932, criado na Colômbia e a vários anos residente em Buenos Aires, Argentina. Seu pai era um evangelista e alfaiate. Sua conversão ocorreu aos 15 anos e mais tarde tornou-se evangelista e pregador de rua. Padilla tem participado de várias conferências e foi preletor do Congresso de Lausanne em 1974. Ele também é presidente da Rede Miquéias, presidente honorário da Fraternidade Teológica Latino Americana Continental (FTL-C), secretário de Publicações Fraternidade Teológica Latino Americano Continental (FTL-C), presidente emérito da Fundação Kairós e diretor de Edições Kairós, em Bueno Aires. Padilla é doutor em ciências bíblicas e exegese pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, sob a orientação de F.F. Bruce, e também se graduou em filosofia pelo Wheaton College – Illinois (EUA), onde obteve seu mestrado em teologia. Seu mais recente livro é Economia humana y economia Del Reino de Dios.&lt;br /&gt;O título do livro já apresenta o assunto principal desta obra: Missão integral. A essência da missão integral é considerar a pessoa que precisa ser evangelizada, bem como o seu contexto e sua realidade. Sendo assim, a missão integral aborda o ser humano em sua totalidade como alguém que precisa das boas novas (palavras), bem como de ações que o ajude a viver melhor em meio às dificuldades reais deste mundo. A missão integral visa atender a alma e o corpo das pessoas. Visa evangelizar as pessoas e se preocupar com as questões sociais nas quais estão inseridas simultaneamente, ou seja, o evangelho não pode estar somente voltado para questões sociais, econômicas e políticas, mas também não pode defender que a promoção humana não importa e sim unicamente o simples anunciar de Jesus Cristo para salvas apenas as almas.&lt;br /&gt;O primeiro capítulo tem o título de “O evangelho e a evangelização” e é o principal capítulo da obra, tanto por extensão quanto por importância. Aqui Padilla define o que é o evangelho: “Anunciar o evangelho é anunciar a mensagem de um reino que não é deste mundo (Jo 18.36)” (p. 17), e também deixa bem claro que a salvação está disponível a todos os homens, mas não quer dizer que todos sejam salvos. Salvos são apenas aqueles que crêem em Jesus Cristo como único e suficiente salvador. Há uma necessidade de se ter fé em Cristo para que se possa ser salvo dos pecados. “O evangelho é equivalente a pregar o ‘arrependimento para remissão de pecados’ (Lc 24.47)” (p. 32).&lt;br /&gt;C. René Padilla também aborda a importância da missão da igreja de evangelizar o mundo inteiro, lembrando que as coisas deste mundo não podem ser meramente explicadas ou entendidas humanamente. Devemos considerar as questões sobrenaturais. Há uma influência hostil contra os planos de Deus, assim como existe a ação do Deus Soberano. Devemos entender que o pecado é algo não só individual, mas também social. “A proclamação do evangelho que não leva a sério o poder do inimigo tampouco poderá levar a sério a necessidade dos recursos de Deus para a luta” (p. 22).&lt;br /&gt;Neste primeiro capítulo, Padilla enfatiza de forma bastante clara o que é realmente evangelizar. Ele desassocia o evangelizar do ato de tentar simplesmente aliviar os sentimentos de culpa das pessoas ou de impor regras e práticas religiosas sobre as elas e destaca o proclamar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. As pessoas deste mundo precisam entender que são pecadoras e precisam se submeter ao senhorio de Cristo, ou seja, se integrar ao propósito de Deus (p. 24). Precisam se arrepender e romper com o estilo de vida ligado aos padrões deste mundo, voltando-se unicamente para a vontade de Deus. Por isso, Padilla crítica o cristianismo secular, dizendo que na verdade é apenas “uma religião antropocêntrica que diz ao homem unicamente o que este que ouvir” (p. 28) e o “cristianismo-cultura” que é mais uma tentativa de padronizar costumes culturais do que levar pessoas a uma genuína conversão de vida devido ao senhorio de Jesus Cristo. É bom destacar aqui que Padilha não está dizendo que só os cristãos dos Estados Unidos podem ter cometido esse erro de confundir as Escrituras com a cultura (p. 43).&lt;br /&gt;A ênfase também cai sobre o arrependimento. A verdadeira pregação do evangelho leva a sério a necessidade do arrependimento dos pecados. Não é possível pregar o evangelho de Cristo, as boas novas do perdão, sem se proclamar a necessidade de mudança de vida. Os verdadeiramente arrependidos voltam-se para um viver direcionado pela vontade de Deus. Tornam-se testemunhas vivas do poder de Deus em meio a sociedade&lt;br /&gt;Outra abordagem interessante é a explicação sobre o que é a vida eterna. Padilla diz que a vida eterna começa aqui neste mundo. Sendo assim, a igreja do Senhor Jesus que “tem a vida eterna” deve usufruir desta bênção, mas também deve assumir a responsabilidade de expressar sua fé por meio de uma ética que impacte a sociedade. A igreja deve ser profeta e evangelista ao mesmo tempo. Afinal, quem ama a Deus, ama seu próximo e a fé sem obras é morta. Não há lugar para o individualismo, mas sim unicamente para um amor a Deus e ao próximo. A parábola do Bom Samaritano ilustra muito bem este tópico.&lt;br /&gt;René Padilla sabe que a igreja não resolverá todos os problemas da sociedade, mas tem que assumir sua missão de ser fiel a Deus. Ele resume sua proposta da seguinte maneira: “Meu propósito é mostrar que, segundo as Escrituras, o evangelho não se dirige ao homem como um ser isolado, chamado a responder a Deus sem referência alguma ao contexto de sua vida, mas ao homem em relação com o mundo” (p. 40).&lt;br /&gt;C. René Padilla também demonstra ser um crítico do movimento crescimento de igreja. Ele diz que “a fidelidade do evangelho nunca deve ser sacrificada no altar da quantidade”, “é melhor que certas pessoas não estejam na igreja, ainda que isto signifique que a membresia seja mais reduzida” (p. 46). A preocupação da igreja deve ser a de ser e manter-se fiel ao evangelho e não de crescer numericamente. &lt;br /&gt;O segundo capítulo tem o título: “Conflito Espiritual”. Neste capítulo há uma abordagem sobre a sociedade do consumo como uma prática mundana e materialista que desconsidera os aspectos espirituais da vida. Cada vez mais a sociedade atual se caracteriza mais pelo consumismo e os desejos pecaminosos de ganância e de insensibilidade vão dominando muitas pessoas. Por isso, o que na verdade temos é um conflito de ídolos mundanos contra o verdadeiro Deus, o único que pode realmente dar satisfação e segurança ao homem.&lt;br /&gt;Segundo Padilla, a igreja peca por não praticar o bem no meio desta sociedade materialista e uma das manifestações do mundanismo dentro da igreja é a preocupação unicamente com o crescimento numérico. A igreja não pode se acomodar, preocupando-se apenas com a alma dos indivíduos, mas também deve procurar influenciar nos problemas sociais, econômicos e políticos, procurando libertar as pessoas do poder do pecado sobre suas vidas.&lt;br /&gt; “O que é o Evangelho?” é o título do terceiro capítulo desta obra. O evangelho tem como mensagem central o Senhor Jesus Cristo, em dois aspectos: sua pessoa e obra. Logo, quando se fala em evangelho, se fala sobre a divindade, sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. “Sua mensagem revela um Deus que tomou a iniciativa na busca dos perdidos, a fim de colocá-los sob seu governo” (pp. 85-87). &lt;br /&gt;Mais uma vez Padilla faz uma abordagem a respeito da transformação que deve ocorrer na vida daqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo. Ele diz que o evangelho é o poder de Deus para a salvação não só porque liberta o homem do pecado, mas também porque produz nele um novo estilo de vida. O evangelho é algo que se crê e obedece (p. 88). O evangelho enfatiza o arrependimento e a fé genuína que produz boas obras.  &lt;br /&gt;René Padilla chamou seu quarto ensaio neste livro de “A contextualização do evangelho” e logo de início ele diz que “Deus se contextualizou em Jesus Cristo” para fundamentar sua tese e no decorrer do capítulo ele trata a teologia no contexto latino-americano.&lt;br /&gt;Neste capítulo o autor discute a tarefa exegética e o papel do intérprete em relação as Escrituras, reconhecendo o grande abismo que existe entre o intérprete e o contexto cultural da Bíblia e a singularidade das Escrituras como fonte concreta de conhecimento sobre Deus. “Toda a Bíblia é um testemunho eloqüente da intenção de Deus de se encontrar e dialogar com o homem em sua situação histórica concreta” (p. 104).&lt;br /&gt;Toda esta abordagem inicial serve para preparar o caminho para discorrer sobre a teologia da igreja na América Latina. Aqui mais uma vez notamos a atitude crítica de Padilla. Ele critica a ausência de teologia própria na América Latina, o que é verdade, já que muitas obras presentes em nossos países são traduções dos originais ingleses e muitas vezes de qualidade ruim. Essa atitude de Padilla não é simplesmente uma atitude anti Estados Unidos, porém mais uma crítica ao evangelicalismo latino-americano. Devemos concordar totalmente com o autor. Precisamos deixar de sermos dependentes das teologias desenvolvidas em outros contextos que não são os nossos.&lt;br /&gt;O capítulo cinco é denominado “Cristo e anticristo na proclamação do evangelho”. Como já destacado no capítulo um, ao pregarmos o evangelho devemos ter em mente que isto é uma atividade sobrenatural. Ao pregarmos as boas novas, não estamos simplesmente sujeitos as perseguições e rejeições humanas, pois estamos indo contra as hostis malignas, contra o espírito do anticristo. Sendo assim, Padilla faz uma abordagem sobre o anticristo, considerando alguns textos do Novo Testamento de forma bastante apropriada. Podemos destacar que a intenção principal do anticristo “é ocupar o lugar que corresponde a Deus” (p. 126), que ele é “a manifestação suprema da rebeldia humana contra Deus, manifestação com a qual culminará a história do pecado iniciado no Éden” (p. 126), e que sua intenção envolve o querer destruir a igreja, mas não conseguirá fazer isto porque está limitado em suas ações pelo poder maior e superior de nosso Deus. Mas, além desta abordagem escatológica podemos considerar os diversos anticristos da atualidade que são aqueles que têm se demonstrado adversários de Cristo, negando o Pai, o Filho e Palavra (p. 128).&lt;br /&gt;O capítulo seis recebeu como título o próprio título do livro: “Missão integral”. Neste capítulo René Padilla fala que a realidade da América Latina é a de ser um continente de batizados, não de evangelizados (p. 142), ou seja, existem muitas pessoas envolvidas com o cristianismo, porém poucas realmente convertidas, demonstrando uma vida de submissão ao Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, há muito espaço para o cumprimento da missão de evangelizar. Olhando para a realidade brasileira sabemos que isto é verdade. Temos aqui muitas pessoas que se denominam evangélicas, mas poucas que genuinamente seguem o Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Padilla também destaca de forma interessante que missões “não é meramente uma questão de conveniência prática, mas a conseqüência necessária do propósito de Deus para a igreja e para toda a humanidade, revelado em Cristo Jesus” (p. 147). A missão integral da igreja, defendida com propriedade por Padilla, chama nossa atenção para o “desenvolvimento de toda a pessoa e de todas as pessoas” (p. 152), por isso, deve existir uma sensibilidade da igreja em relação a pobreza tão presente no Terceiro Mundo e desta forma cumprir a missão evangelizando e fazendo ações sociais.&lt;br /&gt;“A unidade da igreja e o princípio das unidades nomogêneas” é o título do capítulo sete. Padilla diz: “A Bíblia nunca olha para o ser humano como um indivíduo isolado: ela olha-o como um ser em sociedade, uma pessoa em relação com outras pessoas” (p. 155). A partir desta perspectiva, o autor aborda o propósito de Deus em que seu povo seja unido em Cristo, sem preconceitos. Não há barreiras, nem mesmo as culturais tão fortes como eram as entre os judeus e gentios. Todos os regenerados por Cristo foram reconciliados com Deus e agora formam um único povo. Não há base bíblica para a criação de comunidades homogêneas como alguns especialistas em crescimento de igreja costumam dizer.&lt;br /&gt;Nas igrejas primitivas, as comunidades eram formadas por pessoas cultas e iletradas, pobres e proprietários de terras, gentios e judeus, enfim, eram igrejas mistas unidas somente pelo fato de serem pecadores regenerados por Cristo com o propósito de seguirem a Cristo e adorarem a Deus. Esta unidade é uma das maneiras de impactar o mundo pagão.&lt;br /&gt;“Perspectivas neotestamentárias para um estilo de vida simples” é o penúltimo capítulo. Neste capítulo René Padilla começa explicando que a pobreza não está ligada ao pecado, uma vez que Jesus era pobre e não tinha pecado, e conseqüentemente uma pessoa não é salva simplesmente porque é pobre ou condenada porque é rica, pois o único meio de salvação continua sendo o arrependimento dos pecados e o colocar a fé na pessoa e obra de Cristo Jesus. A salvação é pela graça. Porém, sem dúvida alguma, Jesus deu uma atenção especial aos pobres. Ele inaugurou uma nova era, “na qual seria feita justiça aos pobres” (p. 192).&lt;br /&gt;Padilla também aborda com propriedade a prática de assistência na igreja primitiva. O Novo Testamento não proíbe a propriedade privada, não defende um comunismo de amor, nem diz que há mais espiritualidade na pobreza, mas sem dúvida alguma, a igreja primitiva, especialmente de Jerusalém, tinha uma atenção especial voltada para os pobres. Esta preocupação fazia parte da vida e da missão da igreja (p. 196). Padilla conclui: “Jesus foi pobre e veio proclamar boas novas aos pobres. Seus seguidores são aqueles que, em resposta a seu amor, entregam suas posses e mesmo suas vidas por causa do Reino de Deus. Bem aventurados os pobres e aqueles que compartilham a atitude dos pobres, porque deles é o Reino de Deus” (p. 199).&lt;br /&gt;O nono e último capítulo tem o seguinte título: “A missão da igreja à luz do Reino de Deus”. É certo que o Reino de Deus terá sua consumação no futuro e que a igreja do Senhor Jesus deve aguardar o retorno de Cristo com grande expectativa, mas enquanto aguardar deve manifestar obras de justiça e misericórdia como conseqüência da obra de Jesus, isto é, o “Reino de Deus não pertence exclusivamente ao futuro. Ele é também uma realidade presente” (p. 206).&lt;br /&gt;Padilla nos lembra que segundo Efésios 2.20, a igreja foi salva para realizar boas obras preparadas de antemão pelo nosso próprio Deus (p. 207), logo, a evangelização está intimamente ligada a responsabilidade social, e não importa o que deve acontecer primeiro, o fato é que ambas são inseparáveis, e mais, as duas tarefas devem ser cumpridas em dependência do Espírito Santo.&lt;br /&gt; O livro apresenta um grande número de citações bíblicas, às vezes os textos bíblicos escritos e muitas vezes as referências citadas ao final de afirmações e argumentações. Isto evidencia uma ótima interação do autor com as Escrituras. Fica claro que Padilla não está simplesmente voltado para as questões sociais por si mesmas, mas sim, a partir de um estudo bíblico cuidadoso, que o leva a entender que é responsabilidade da igreja impactar sua sociedade.&lt;br /&gt;Uma característica bem apresentada nesta obra é a introdução das temáticas a partir de uma breve, mas profunda discussão teológica que colabora com a reflexão sobre a prática que a igreja ou que o servo do Senhor Jesus deve considerar. Como exemplo, podemos citar a hermenêutica no capítulo quatro e o “anticristo” no capítulo cinco.&lt;br /&gt;Fica bem claro, a partir do capítulo cinco, a visão do autor de que o conhecimento bíblico deve ser aplicado imediatamente em nossa realidade. É apreciável suas considerações a respeito da escatologia não como uma teologia especulativa, mas sim como uma teologia que nos assegura verdades quanto a soberania e fidelidade de Nosso Deus.  &lt;br /&gt;Podemos destacar a abordagem muito bem feita a respeito do evangelizar. Evangelizar é proclamar Jesus Cristo. Infelizmente há muitas igrejas que abandonaram essa prática. Pelo menos não estão apresentando o Jesus Cristo das Escrituras e muito menos abordam as questões de pecado e arrependimento. Isto é diluir a mensagem das boas novas. Como igreja do Senhor Jesus precisamos nos empenhar a cada dia mais a proclamar Jesus Cristo e levar pessoas ao arrependimento e a submissão ao senhorio do Salvador. Só assim, as pessoas verdadeiramente terão mudanças em suas vidas para a glória de Deus.&lt;br /&gt;Também podemos considerar a importância de sermos críticos de tudo o que chega a nossas igrejas. Por exemplo, as propostas do chamado movimento crescimento de igreja. Temos que tomar cuidado em achar que tudo o que funciona num contexto determinado, vai também funcionar em nosso contexto, muitas das vezes totalmente diferente. Temos que tomar cuidado com os “enlatados”. Nossa preocupação deve estar voltada para o agradar a Deus, sendo fiéis a Palavra, pregando e vivendo o evangelho bíblico.&lt;br /&gt;O capítulo sete é um bom exemplo de crítica feita por Padilla ao movimento de crescimento de igreja. Normalmente, pessoas ligadas a este movimento dizem que as igrejas só conseguem alcançar seus propósitos se determinarem qual é o seu público alvo. Como bem diz Padilla, a igreja primitiva tinha como alvo salvar o pecador, portanto, nós também devemos ter o propósito de pregar o evangelho a toda criatura e não somente a alguns. Temos que desenvolver estratégias para alcançar a todos e ensiná-los a viverem em unidade para a glória de Deus. Temos que criticar e verificar as bases bíblicas de qualquer proposta que chegue a nossas igrejas.&lt;br /&gt;Tratando do contexto brasileiro de forma especifica, devemos reconhecer também a grande falta de obras teológicas escritas a partir de nosso contexto. Praticamente não temos uma obra de teologia escrita apenas por brasileiros que conheçam bem nossa realidade com capacidade de responder as indagações de nosso povo.&lt;br /&gt;Este é um livro que nos incentiva a desenvolvermos nossa visão de mundo. Precisamos sempre pedir sabedoria a Deus para termos olhos sensíveis a realidade do mundo no qual vivemos e que a partir desta visão venhamos como indivíduos e como igreja do Senhor Jesus a vivermos como sal e luz e que assim a missão da igreja seja melhor cumprida.&lt;br /&gt;Um dos aspectos que devemos reconhecer é o do materialismo e consumismo não só presentes em nossa sociedade, mas também, infelizmente, em muitas igrejas. Muitos evangélicos têm se perdido em meio ao consumismo, tendo seus olhares voltados unicamente para si mesmos, algumas vezes justificam dizendo que é em nome da família ou do planejamento do futuro, mas o certo é que pouco se vê pessoas dispostas a investir financeiramente no Reino de Deus. Temos dificuldades para manter missionários nos campos e principalmente em suprir necessidades dos que precisam em nossa sociedade.&lt;br /&gt;Missão integral não defende um evangelho que se torna apenas uma ideologia ou algo bem próximo de um partido político, mas sim uma proclamação da Palavra de Deus, bem como sua prática. Uma proclamação da necessidade de arrependimento dos pecados e submissão a Jesus Cristo e uma prática de vida eticamente correta a partir dos padrões bíblicos, de forma a influenciar a sociedade de forma positiva, visando a glória de Deus, mediante os relacionamentos humanos.&lt;br /&gt;Outro ponto saliente desta obra é a dependência do Espírito Santo para que a missão integral seja cumprida pela igreja, demonstrando assim uma boa perspectiva da responsabilidade dupla: evangelização e ação social, como atividades espirituais e não separadas como sendo a primeira espiritual e a segunda não. Toda a missão da igreja é espiritual e pode ser cumprida com grande eficiência na dependência do Espírito Santo e no poder de Jesus Cristo que está conosco até a consumação dos séculos.&lt;br /&gt;Lendo esta obra de C. René Padilla somos levados a reconhecer que precisamos pelo menos avaliar o desafio proposto e nos despertar para uma ação mais eficaz da igreja neste mundo. Temos que abandonar o receio de se perder o foco da pregação do evangelho e nos prepararmos melhor para o cumprimento da missão integral. Precisamos acordar para que assim como os estudos bíblicos recebem atenção nas igrejas, também receba atenção as ações sociais. Precisamos de evangelistas que se envolvam com a sociedade, sem perder o foco da boa doutrina e da prática da ética cristã. &lt;br /&gt;As notas no final de cada capítulo ajudam o leitor a se aprofundar mais nas temáticas mencionadas, mas caso estivessem nas páginas que as menções são feitas seriam mais úteis, uma vez que algumas destas notas são explicações de alguns termos ou conceitos mencionados no texto.&lt;br /&gt;O livro é uma reunião de ensaios do autor, que individualmente possuem introduções e considerações finais, ou seja, são bem estruturados e fácil de acompanhar o raciocínio do escritor, porém, a obra como um todo poderia ter uma introdução geral, bem como uma conclusão. De certa forma, a apresentação e o prefácio suprem a necessidade da introdução, mas René Padilla poderia escrever um texto como conclusão geral, o que deixaria a obra melhor estruturada.&lt;br /&gt;O trabalho de edição e revisão cometeu alguns erros neste livro. Por exemplo, palavra errada “subcul-tura” (p. 42); referência bíblica incorreta “&lt;&lt;313.28)” (p. 44), nota número 18 que está com tamanho da fonte errado (p. 85); título do capítulo com expressão incorreta “mesnagem” (p. 78), etc. Como o conteúdo no geral é muito bom, esperasse que numa próxima reimpressão os erros sejam devidamente corrigidos para melhorar o aspecto de apresentação da obra.&lt;br /&gt;Por fim, o texto em si é bem claro. A leitura é fácil e desafiadora e cada ensaio que compõe este livro tem uma ordem lógica de raciocínio.&lt;br /&gt;O livro é recomendável especialmente para alunos de teologia, crescimento de igreja, pastoral da solidariedade, evangelismo e missões, bem como para qualquer pessoa interessada no assunto e que levam a sério a missão da igreja neste mundo. É uma obra que faz com que o leitor reflita sobre o papel da igreja dentro de seu próprio contexto e procure tomar iniciativas para levar a igreja a melhor cumprir sua missão neste mundo.&lt;br /&gt;Pretendo, a partir da leitura do livro “Missão integral: ensaios sobre o Reino e a Igreja”, bem como das reflexões expostas acima, desenvolver ações específicas de impacto em nossa sociedade no contexto da igreja local que participo. Primeiramente, quero levar aos membros as verdades bíblicas a respeito da missão integral da igreja. Logo em seguida, pretendo fazer com que a prática seja uma constante em nosso meio, através de ações de visitação aos necessitados, cuidados especiais as viúvas, desempregados, e outros que precisam de ações misericordiosas. Em terceiro lugar, fazer com que projetos voltados para nossa comunidade sejam freqüentemente implantados e executados, visando harmonizar evangelização e ação social.&lt;br /&gt;Reconheço que particularmente só de saber antecipadamente que o livro tratava de ação social, esperava que o autor não desse ênfase nenhuma no evangelho bíblico e sim tão somente às ações sociais. Fui surpreendido pela qualidade bíblica do material, especialmente pelo fundamento do conceito de missão integral, que é manifestada por uma defesa da justiça social e da prática da solidariedade, juntamente com o evangelho genuíno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-6529899503749519697?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/6529899503749519697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=6529899503749519697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/6529899503749519697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/6529899503749519697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/misso-integral-ensaios-sobre-o-reino-e.html' title='Missão integral: ensaios sobre o reino e a igreja'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-5050662163294663220</id><published>2008-07-30T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:24:38.536-07:00</updated><title type='text'>MISSÃO EMPRESARIAL: Modelo inovador e adequado para a igreja brasileira</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MISSÃO EMPRESARIAL: Modelo inovador e adequado para a igreja brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORDOMO, João. Liberando a força missionária evangélica brasileira: o modelo missão empresarial como uma abordagem integrada para o ministério de fronteira. 2006. 33p. (versão pré-publicação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto com o título acima ainda não foi publicado. Ele está disponível no site www.joaomordomo.com.br. Site que leva o nome do autor do texto.&lt;br /&gt;João Mordomo é co-fundador e diretor executivo da agência missionária CCI Brasil (CCI – Comunicando Cristo Internacionalmente) com sede em Curitiba – PR (www.ccibrasil.org.br). Esta agência se dedica em treinar e enviar obreiros brasileiros ao mundo mulçumano. João Mordomo também serve na Comissão de Lausanne para a Evangelização Mundial como membro do Grupo de Trabalho Missão Empresarial (“Business as Mission”), é professor de missões e estudos interculturais em dois seminários e é autor de vários artigos.&lt;br /&gt;O texto está escrito em forma de um artigo único sem capítulos. Porém, é fácil notar as divisões principais. Em primeiro lugar o autor faz uma abordagem da mudança das forças do movimento missionário, destacando a igreja emergente. Mordomo se fundamenta em várias pesquisas e estatísticas e conclui que grande parte das igrejas Norte Americanas e Européias está estagnada enquanto que as igrejas emergentes estão crescendo qualitativamente e quantitativamente. Daí em diante, o destaque é dado de forma exemplificada a partir da igreja brasileira.&lt;br /&gt;A segunda parte do artigo faz uma análise do modelo missionário “tradicional” chamado aqui de “Modelo do Missionário Profissional” ou MMP. E logo em seguida, um modelo alternativo é apresentado denominado “Missão Empresarial”.&lt;br /&gt;De início, podemos destacar que o título e subtítulo do texto são bem coerentes com o conteúdo apresentado. Há um bom destaque da força brasileira para a realização da obra missionária, especialmente transcultural. Existe uma boa explicação do modelo proposto, enfatizando por exemplo o termo “intergrada”.&lt;br /&gt;O autor deixa clara sua intenção que é “oferecer, com a ajuda de Deus, discernimento e visão, com base em experiência direta e também em pesquisa, a respeito de como os cristãos evangélicos brasileiros podem fazer melhor aquilo para o qual Deus os chamou.” (p. 6) e “propor um modelo que impulsione ainda mais e com mais velocidade o movimento evangélico brasileiro de missões.” (p. 9).&lt;br /&gt;Apesar de ser um trabalho breve, é claro, objetivo e demonstra que houve bastante pesquisa. Basta olharmos as notas de rodapés, os dados apresentados e analisados e as citações de textos. Como exemplo, podemos citar as pesquisas sobre as agências brasileiras: quantas agências missionárias temos no Brasil, quantos missionários transculturais, quais foram as primeiras agências a serem fundadas no Brasil. Como o próprio autor diz, não é uma apresentação detalhada sobre o assunto, mas com certeza nos leva a refletir sobre a proposta.&lt;br /&gt;Concordo com João Mordomo sobre a potencialidade brasileira para realizar missões transculturais. Os aspectos citados nas páginas 4 e 5 são sólidos e realmente possibilitam ao Brasil grandes condições de acessos ao mundo não alcançado.&lt;br /&gt;O autor nos chama bem a atenção para o fato de que apesar das potencialidades, o nosso país ainda não está realizando missões como poderia, daí a indagação sobre o modelo missionário utilizado pela igreja brasileira.&lt;br /&gt;João Mordomo é enfático ao dizer que o modelo tradicional de enviar missionários sustentados por igrejas é um modelo que “não funciona” (p. 10). Ele diz que é um modelo que “funcionou” no passado (p. 11). É “impraticável” (p. 15). Aqui o modelo chamado de “Modelo do Missionário Profissional” é bem analisado, porém não podemos deixar de considerar que ainda existem, mesmo que poucos, bons exemplos de trabalhos bem sucedidos. Não há dúvida sobre todas as dificuldades de se levantar sustento e permanecer no campo, mas pela graça de Deus, é possível lembrar de alguns bons exemplos de igrejas que estão sendo implantadas por este mundo a fora através de trabalhos de missionários “profissionais”.&lt;br /&gt;Concordo plenamente com Mordomo no que se refere a falta de cultura brasileira em “dar” para o evangelho por sermos ainda uma igreja jovem. É fácil notar que as pessoas não ajudam as obras missionárias dando a entender que missões é algo opcional para a igreja. O mesmo acontece com a manutenção de seminários. Ouço que nos EUA há uma cultura de alunos formados que contribuem financeiramente para que a escola continue formando novos pastores e líderes. É uma demonstração de gratidão. Mas o mesmo não acontece no Brasil. Isto é fato:&lt;br /&gt;Qualquer missionário brasileiro que procure servir segundo o molde do MMP enfrenta uma árdua batalha e corre o sério risco de nunca alcançar apoio financeiro suficiente ficando, por fim, impossibilitado de servir em meio ao povo para o qual foi chamado. (p. 12).&lt;br /&gt;Além da falta de cultura e de problemas econômicos, acredito também que existem outros fatores que fazem com que seja difícil um missionário conseguir levantar sustento para uma obra transcultural. Um deles é que muitas igrejas brasileiras são pequenas, tendo menos de 150 membros. O que faz com que os questionamentos surjam em torno de como manter um pastor em tempo integral e um missionário fora do país. E outro grande motivo é a falta de cooperação entre as igrejas. Sei que as igrejas batistas da convenção utilizam-se de um sistema de junta de missões para a arrecadação e distribuição, mas não é o mesmo em outros grupos batistas como independentes, bíblicos e regulares. Nestes grupos é mais fácil notar a falta de cooperação mútua entre as igrejas para o sustento de uma obra missionária transcultural.&lt;br /&gt;Outra discussão proposta pelo autor é a respeito da distinção “leigo” e “clero”. Na igreja não deveria existir esta distinção ministerial. A igreja deve ser um corpo vivo, um corpo dinâmico no qual todas as pessoas trabalham ativamente para a edificação do mesmo. Não é a questão, mas será que não á algo também para se pensar sobre o modelo de ministério pastoral existente na maioria das igrejas brasileiras?&lt;br /&gt;Pensando agora especificamente no modelo apresentado neste artigo, podemos dizer que ele tem o foco em povos não alcançados e de difícil acesso. Tem como um dos pontos fortes o destaque em Mateus 28.19-20 de “ir à medida que estiver indo”. E não é a mesma coisa de “Fazer tendas”. Neste modelo está em foco a empresa como “meio e a mensagem” (p. 26). É sem dúvida um modelo criativo, inovador e dinâmico (p. 16). E a empolgação que João Mordomo procura passar para seus leitores é evidente nele mesmo.&lt;br /&gt;...quanto mais tempo gasto orando, mais convencido fico de que o modelo “empresa a serviço de missões” irá servir bem à igreja brasileira e a outras igrejas emergentes no século 21, mobilizando-as para um ministério de fronteiras holístico, efetivo e que agrade a Deus.&lt;br /&gt;O fazer missões se relacionando com o povo, inclusive no trabalho pelo sustento também é um elemento que merece destaque. Por fim, a visão doxológica de missões é uma base essencial de missões, não apenas para este modelo proposto, mas para qualquer tipo de trabalho missionário. Missões devem acontecer para que Deus seja glorificado por todos os povos. Esta deve ser a principal motivação daqueles que fazem missões.&lt;br /&gt;Apesar de, particularmente, eu nunca ter lido ou ouvido falar sobre “Missão Empresarial” parece, pelas citações de outras obras, que muita gente já tem pensado neste assunto. É sem dúvida algo criativo e inovador. E como tudo que é inovador terá suas dificuldades de enfrentar obstáculos e quebrar paradigmas.&lt;br /&gt;O artigo não foi escrito com o objetivo de apresentar vários detalhes, mas duas perguntas ficam em minha mente: Como se dá a implantação de um projeto de Missão Empresarial, depende totalmente do empreendimento de homens de negócio? Depende só da iniciativa, energia e criatividade deles ou há um programa de suporte e apoio? Outra pergunta, os requisitos de treinamento profissional, iniciativa, energia e criatividade são os únicos? Parece que fica subentendido também o chamado de Deus para missões, mas e o treinamento teológico é algo necessário também?&lt;br /&gt;“Liberando a força missionária evangélica brasileira” é um ótimo artigo sobre modelo de missões transculturais e pode ser utilizado por todas aqueles que estão pensando em como fazer missões efetivamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-5050662163294663220?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/5050662163294663220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=5050662163294663220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5050662163294663220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/5050662163294663220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/misso-empresarial-modelo-inovador-e.html' title='MISSÃO EMPRESARIAL: Modelo inovador e adequado para a igreja brasileira'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-1889888626841950827</id><published>2008-07-30T15:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:21:42.339-07:00</updated><title type='text'>Igrejas que Prevalecem: 24 princípios para um crescimento saudável e equilibrado</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJAS QUE PREVALECEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAES, Carlito M. Igrejas que prevalecem. 24 princípios para um crescimento saudável e equilibrado. São Paulo: Vida, 2003. p. 206.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlito Paes é pastor titular da Primeira Igreja Batista em São José dos Campos – SP. É casado e tem quatro filhos. É bacharel e mestre em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. É professor de Liderança Cristã no CETEVAP – Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba. Carlito também é fundador e presidente do conselho do ministério Propósitos: Treinamento e Recursos e membro do ministério Caminhada Brasil.&lt;br /&gt;A obra de Carlito Paes é o resultado de um profundo trabalho de pesquisa feito a respeito do crescimento de igreja. De forma mais específica, esse livro trata de princípios existentes em comum nas igrejas que “estão crescendo de maneira forte, equilibrada e consistente” (p. 18). Igrejas estas que “enfrentam grandes desafios e realizam coisas extraordinárias para o Reino” (p. 19) aqui denominadas de igrejas que prevalecem.&lt;br /&gt;O principal objetivo do autor é apresentar vinte e quatro princípios presentes nas igrejas que estão atuando neste mundo de forma relevante e contextualizada, esperando que seus leitores, especialmente pastores e líderes, se convençam da necessidade de mudanças inevitáveis para que mais igrejas tornem-se fortes e prevaleçam.&lt;br /&gt;A argumentação de Carlito Paes se desenvolve a partir do pressuposto de que as mudanças necessárias para muitas igrejas de hoje estão relacionadas às questões eclesiásticas e ministeriais, não exigindo mudanças nas áreas teológicas ou doutrinárias (p. 21) e que as mudanças visam a contextualização da igreja para os tempos nos quais estamos vivendo. “Há algum tempo, a questão que a liderança enfrentava era: mudar ou não mudar? Hoje, a questão é outra: Mudar agora ou mudar depois? As mudanças são inevitáveis, independentemente do tamanho, da localização ou denominação da igreja local. O fato é que elas estão acontecendo” (p. 22). A principal mudança necessária para as igrejas do século XXI é voltar suas atenções para pessoas e não para estruturas, formalidades e tradições.&lt;br /&gt;Uma das principais idéias defendidas pelo autor é o equilíbrio dentro da temática de crescimento de igreja. Não devemos ter medo do crescimento numérico – “numerofobia” – assim como não devemos colocar os números como razão de nossa existência – “numerolatria”. &lt;br /&gt;Outra idéia principal que merece destaque é que o livro não defende uma metodologia única como “fórmula” de crescimento de igrejas. Sua ênfase está em princípios que podem ser facilmente avaliados e as questões de viabilidade estudadas por qualquer igreja local.&lt;br /&gt;Carlito Paes destaca muito bem a importância de sermos bíblicos em nossas práticas eclesiásticas e ministeriais. Temos que sempre ter em mente qual é a base bíblica para se fazer isto ou aquilo. Desta forma, desenvolveremos um bom senso crítico bíblico e nos desprenderemos de tradicionalismos. “A igreja cuja palavra inicial e final está fundamentada na Bíblia e não em gostos, preferências e tradições humanas é uma igreja que prevalece” (p. 43).&lt;br /&gt;Ainda dentro desta abordagem, a ênfase dada na aplicação da Palavra de Deus é muito boa. As mensagens e estudos bíblicos precisam de boas aplicações e não só de informações. As aplicações é que farão com que o povo de Deus seja tocado no coração, compreenda as verdades bíblicas e as pratique. Carlito Paes cita várias vezes o que leu ou aprendeu com Rick Warren, mas acredito que o livro “As sete leis do aprendizado” de Bruce Wilkinson é excelente em seus capítulos sobre aplicações e pode ser recomendado como referência.  &lt;br /&gt;A importância da visão abordada neste livro é bem interessante. Normalmente um livro de administração ou de liderança empresarial vai abordar o mesmo assunto, e sem dúvida alguma, ter uma visão bem clara é algo que pode ajudar muito os pastores perante suas igrejas. Todavia, a forma de encontrar a visão nesta obra, muito se aproxima do misticismo: “Deus me deu uma visão ministerial em minha igreja e estou disposto a morrer por ela” (p. 56), diz Carlito Paes. Seguindo o princípio de tudo em nosso ministério ter uma base bíblica, minha pergunta é: onde está na Bíblia que o pastor deve ter uma visão de ministério para que sua igreja avance? Onde estão as diretrizes claras nas Escrituras para encontrarmos nossa visão?&lt;br /&gt;Por isso, discordo da afirmação da página 62 que diz: “Não estamos falando de técnicas de administração gerencial moderna, mas de princípio bíblico, de questão de sobrevivência”. Visão é um assunto de administração gerencial sim. Ela pode ajudar o líder eclesiástico, mas não temos como dizer que é uma questão de princípio bíblico tão claro e definido, muito menos desprezar aqueles que não respondem a pergunta: qual é a sua visão, de acordo com a perspectiva gerencial. &lt;br /&gt;No geral, o livro trata de muitos outros aspectos que fazem os tradicionais, especialmente batistas, a pensarem. Por que começar uma igreja alugando um salão para realizar cultos sendo que pessoas ainda não foram ganhas para Cristo? Por que pensar que todas as decisões de uma igreja devem passar pelas mãos de um único homem – o pastor? Por que disciplina bíblica tem sido exercida mais com a intenção de punição e castigo do que de restauração e correção? Por que fazemos eleições para cargos não administrativos, fazendo com que às vezes pessoas sem talento, habilidade ou dom necessário fiquem no lugar errado dentro da igreja? Por que um novo membro tem que cumprir “carência” para poder assumir algum ministério?&lt;br /&gt;O autor demonstra uma grande segurança dentro do assunto abordado neste livro. Suas palavras evidenciam suas pesquisas e principalmente sua prática em sua igreja em São José dos Campos. Ele não é teórico. Ele compartilha os princípios dentro de sua realidade prática.&lt;br /&gt;Cartito Paes também tece vários elogios a sua igreja. Percebemos como seu coração está fixado no ministério que exerce e como suas emoções estão presentes na relação com sua igreja.&lt;br /&gt;A leitura é bastante agradável e acima de tudo, motiva o leitor a refletir sobre a forma que tem liderado sua igreja e a pensar em como a igreja pode cumprir sua principal missão – a de ganhar pessoas para Cristo.&lt;br /&gt;Outro fator relevante é que o livro é escrito por um brasileiro, que vive no contexto brasileiro. Todas as análises consideradas estão de acordo com nossa cultura, o que é muito melhor do que ler uma obra de alguém que não conhece o cotidiano das igrejas brasileiras.&lt;br /&gt;Um dos problemas a considerar a partir da leitura deste livro é que há tanta ênfase nas igrejas que estão crescendo que às vezes parece que o simples fato de estarem crescendo é prova da atuação e aprovação de Deus. Todos os crescimentos numéricos são conseqüências das bênçãos divinas? Tenho certeza que o próprio autor do livro sabe que não, se não teríamos que reconhecer a Igreja Universal do Reino de Deus como uma igreja que prevalece.&lt;br /&gt;Não concordo totalmente com o que Carlito Paes dá a entender sobre a formação adquirida no meio acadêmico. Na página 86 ele escreve que aqueles que têm formação tradicional, terão que reaprender praticamente tudo. Não é bem por aí. Bons seminários conseguem formar bons líderes. Líderes que saberão defender suas convicções doutrinárias, mas que saberão diferenciar um princípio bíblico de uma preferência pessoal. Desta forma, é claro que ainda existem seminários formando líderes para os anos 70, neste sentido concordo com Carlito Paes.&lt;br /&gt;Concordo totalmente com Paes em que a adoração deve ser contextualizada, com estilos adequados a cultura, etc. O Brasil é um país tropical no qual normalmente as pessoas são festivas e não possuem uma cultura erudita voltada para a música, portanto nossos cultos devem ser realmente alegres e festivos, porém, me parece um pouco contraditório o autor dizer que a adoração é para Deus e logo em seguida dizer que temos que considerar se o estilo musical combina com as pessoas que desejamos ganhar para Jesus (p. 41). Se o estilo musical que adotarmos na igreja deve ser avaliado a partir de quem queremos ganhar para Cristo será correto também consideramos o gosto dos que já foram salvos por Jesus. Agora, sobre as letras das músicas e até mesmo sobre os termos usados nas pregações e estudos bíblicos, devemos ter equilíbrio, pois será absolutamente normal que uma pessoa que não faz parte do meio evangélico não entenda alguns vocábulos ou expressões que são bíblicos. Podemos facilitar o entendimento, mas sempre encontraremos pessoas que não compreenderão uma palavra ou determina expressão bíblica. &lt;br /&gt;Este livro me chamou a atenção para a importância do planejamento. Como líderes devemos gastar mais tempo em planejamento do que em programas e eventos em si ou na correria do dia-a-dia. O planejamento possibilita várias reflexões a respeito da vida de nossa igreja.&lt;br /&gt;Também fui grandemente motivado a fazer mais constantemente avaliações de meu ministério junto a minha igreja. Da mesma forma, fui desafiado a desenvolver um melhor ministério de liderança junto aos leigos capazes da igreja. Acredito que é possível ter uma liderança mais descentralizada e ao mesmo tempo enfatizar o treinamento e desenvolvimento de outros membros da igreja.&lt;br /&gt;Pude refletir também sobre a missão da igreja de ganhar almas. De forma específica, minha igreja pode fazer muito mais nesta área. Precisamos nos organizar e nos mobilizar para que esta missão seja praticada a cada dia.&lt;br /&gt;Já a algum tempo tenho pensado sobre a implantação de grupos pequenos, e mais uma vez pude pensar sobre sua importância para igreja dos dias de hoje.&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, o que mais gostei neste livro foi a abordagem sobre a dependência do Espírito Santo. Tanto na prática de disciplinas espirituais, como oração e especialmente o jejum, quanto no poder que o Espírito Santo pode demonstrar, suprindo as necessidades da igreja. Temos que ser mais ousados na dependência do Espírito. “Nunca teremos os recursos suficientes e sempre vamos precisar clamar por milagres de Deus e dar passos de fé em direção aos projetos de Deus” (p. 80).&lt;br /&gt; Este livro consegue levar seus leitores a uma reflexão sobre o ministério de liderança e principalmente sobre as mudanças que a igreja local deve considerar para se contextualizar e impactar o mundo pós-moderno de forma relevante.&lt;br /&gt;Os vinte e quatro princípios são apresentados em capítulos breves, o que facilita a leitura, tornando-a agradável e não cansativa. Porém, muito dependente de Rick Warren e Bill Hybells. Acho que outros autores poderiam ser utilizados como referências bibliográficas. A diagramação e o formato são excelentes para uma leitura rápida e proveitosa.&lt;br /&gt;O livro é recomendado para pastores, líderes eclesiásticos e estudantes de teologia que queiram conhecer aspectos práticos da liderança de igrejas contextualizadas e em constante mudança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-1889888626841950827?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/1889888626841950827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=1889888626841950827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1889888626841950827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/1889888626841950827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/igrejas-que-prevalecem-24-princpios.html' title='Igrejas que Prevalecem: 24 princípios para um crescimento saudável e equilibrado'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-3779599134474388024</id><published>2008-07-30T15:16:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:18:54.688-07:00</updated><title type='text'>As origens cristãs a partir da mulher: uma nova hermenêutica</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVA HERMENÊUTICA OU NOVA BÍBLIA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIORENZA, Elisabeth S. As origens cristãs a partir da mulher: uma nova hermenêutica. Tradução de João Rezende Costa. São Paulo: Paulinas, 1992. 400 pp. Título original: In memory of her: a feminist theological reconstruction of christian origins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabeth Schüssler Fiorenza é uma teóloga feminista católica. Nascida em 1938 é professora de Novo Testamento e de Teologia na Universidade de Notre Dame . Ela é uma especialista em exegese do Novo Testamento e tem sido uma das principais pesquisadoras do papel da mulher na história do cristianismo. É uma referência no assunto como conferencista e escritora, especialmente com este livro lançado em 1988 em inglês e em 1992 em português pela Edições Paulinas e também com outras obras como: Der vergessene partner e Priester fur Gott. &lt;br /&gt;O objetivo deste livro é buscar uma reconstrução da história cristã primitiva como história de mulheres e de varões e não apenas de varões ou apenas de mulheres (p. 11). Propõe-se a trabalhar no assunto de hermenêutica, destacando os problemas de interpretação exegética de certas passagens bíblicas, especialmente as que tratam da questão de gênero.&lt;br /&gt;Para abordar seu tema e alcançar seu objetivo, Fiorenza organizou sua obra em três partes. A primeira parte é intitulada de “Ver – Nomear – Reconstruir” e contêm três capítulos. A segunda recebeu o título “Em Memória dela” e é composta de três capítulos. A última parte do livro, com dois capítulos, chama-se “Traçando as lutas”.&lt;br /&gt;Por toda a obra é possível notar o trabalho de pesquisa dedicado e sério da autora. Podemos observar notas de rodapé em quase todas as páginas do livro evidenciando suas pesquisas e procurando fundamentar suas observações e conclusões. Estas notas também ajudam ao leitor buscar mais informações de pesquisa sobre os assuntos tratados. Pena que são notas praticamente de obras somente em inglês e alemão.&lt;br /&gt;Nota-se claramente no desenvolvimento do assunto que Fiorenza quer mostrar nesta obra que a mulher tem sido deixada de lado através da história e que merecem o reconhecimento como pessoas que fizeram parte da história, em especial da história do cristianismo, como ela mesma diz: foram “tanto quanto os homens as iniciadoras do movimento cristão”.&lt;br /&gt;Logo na introdução há uma afirmação de que as pessoas se recordam do nome do traidor de Jesus, mas se esquecem do nome da discípula fiel porque era mulher (p. 9), fazendo referência a uma mulher mencionada em Marcos 14.9.&lt;br /&gt;Este livro de Elisabeth Fiorenza ao meu ver tem dois eixos. O primeiro é a ênfase de que as mulheres foram esquecidas e que têm sido tratadas como pessoas que não participaram da história. E o segundo é o problema sério de partir da premissa de que a Bíblia não é absoluta como verdade única de Deus, e sim de que os escritos bíblicos são produtos de “varões” que “nunca viram nem conversaram com Deus” (p. 30), dando claramente a entender que a Bíblia não é infalível, inerrante ou totalmente inspirada.&lt;br /&gt;Fiorenza procura fazer uma reconstrução da história lembrando que o que temos hoje em mãos e em possibilidade de ser pesquisado, são produtos androcêntricos, materiais produzidos por varões e não por feministas. Logo, até mesmo o cânon é um produto dos chamados “vencedores históricos”, como fica bastante evidente com a seguinte afirmação: “Os textos bíblicos não são revelações verbalmente inspiradas nem princípios doutrinais. São formulações históricas surgidas no contexto de determinada comunidade religiosa.” (p. 12). Ela diz que “o cânon reflete um processo patriarcal de seleção e funcionou para afastar as mulheres da liderança eclesial” (p. 81).&lt;br /&gt;Realmente não podemos negar, que “toda historiografia é visão seletiva do passado” (p. 14), isto sobre a história da Europa como sobre a história do Brasil, seu descobrimento, sua colonização, etc, e evidentemente há erros diversos por meio destas seleções humanas dominantes, porém, a Bíblia está num patamar diferente. Temos nela a vontade expressa de Deus. Sendo assim, por meio de uma obra especial do Espírito Santo temos na Bíblia as Palavras de Deus para a humanidade. É a revelação especial de Deus. A autora conhece esta posição. Ela denomina de “abordagem doutrinal” na página vinte e sete, porém ela deixa claro que segue o modelo de interpretação bíblica da teologia da libertação que segundo seus defensores procura se comprometer com os oprimidos (p. 29).&lt;br /&gt;Devido a esta escolha de metodologia de interpretação o livro passa a ser interessante para aqueles que tem a mesma perspectiva sobre a Bíblia, porque iniciando-se uma argumentação de determinada premissa chega-se a determinadas conclusões diferentes daqueles que partem de uma outra premissa. Posso dizer que este assunto tem seu ponto de partida justamente sobre a perspectiva que se tem das Escrituras.&lt;br /&gt;Quando Fiorenza faz referência a Robinson e Helmut sobre o assunto do estudo do passado que os cientistas acabam fazendo com a compreensão do presente (p. 14) é exatamente o que ela mesma está se propondo a fazer nesta obra. Fiorenza está considerando a Bíblia claramente influenciada pela luta do movimento feminista do século XX e início do século XXI. Com este tipo de abordagem, diversos grupos que se auto denominam como “oprimidos” poderão também desenvolver suas “leituras” do passado, neste caso, suas leituras sobre a Bíblia.&lt;br /&gt;Elisabeth Fiorenza tem sérios problemas quanto aos evangelhos sinóticos. Ela mostra não conseguir ver harmonia entre diversos textos dos evangelistas. Também tem dificuldades de aceitar as autorias de determinados escritos bíblicos. Fiorenza olha para a Bíblia também com a possibilidade de textos de outros autores desconhecidos terem sido incorporados a textos de autores conhecidos (por exemplo, interpolações pós-paulinas), resultando até mesmo em contradições. Agora, seu principal problema parece ser com o apóstolo Paulo:&lt;br /&gt;Essa amostragem da “defesa de Paulo” na exegese moderna indica não apenas o caráter androcêntrico da interpretação acadêmica da Escritura, mas também sua função patriarcal. Para manter a autoridade dos textos paulinos que sustentam a subordinação de mulheres, os exegetas se acham preparados para justificar Paulo a qualquer custo (p. 34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que ao custo da inspiração divina!&lt;br /&gt;Outra citação sobre Paulo acerca do movimento missionário cristão: “Paulo se tornou sua figura mais importante, porque suas cartas sobreviveram, mas não foi nem o seu iniciador nem o seu único líder” (p. 129)&lt;br /&gt;Para a autora deste livro as mensagens de Paulo eram distintas das mensagens de Jesus (p. 110). As mensagens de Paulo eram de submissão para as mulheres e as mensagens de Jesus requeriam radical rompimento com as estruturas patriarcais das famílias da antiguidade (p. 184).&lt;br /&gt;A autora também argumenta em favor de sua nova hermenêutica, dizendo que os textos bíblicos devem ser analisados, considerando seus contextos culturais. A partir daí, começa a trabalhar com o modelo sociológico existente nos tempos bíblicos, mostrando como os textos são resultados de um sistema patriarcal diferente dos tempos modernos. Fiorenza critica a acomodação das mulheres modernas quanto a este assunto e diz também que mesmo escritos cristãos femininos compartilhavam da influencia androcêntrica da cultura (p. 90). &lt;br /&gt;Sua proposta também se embasa no questionamento das traduções bíblicas existentes. Seu argumento é de que os tradutores acabam exercendo um papel de interpretes influenciados pelo androcentrismo (pp. 68-71). Por exemplo, Fiorenza discute o uso dos termos genéricos que fazem referência tanto a homens como mulheres, dizendo que há uma seleção arbitraria que decide quando as mulheres estão envolvidas e quando não estão. Mas os contextos das passagens nos ajudam a chegarmos as conclusões corretas. Isto não pode ser deixado de lado na busca do sentido bíblico do texto. Não é possível negar que em diversas situações os textos bíblicos se referem a homens. O que dizer dos profetas do Antigo Testamento? Em sua grande maioria foram homens. O que dizer dos personagens tratados nas Escrituras, especialmente os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e José? Eram homens. Moisés e Davi também recebem destaques no Antigo Testamento. E a expressão “os doze” no Novo Testamento? Eram doze homens. Por que não há citação específica de pastoras ou presbíteras nas Escrituras? Por que Paulo escrevendo a Timóteo e a Tito quando descreve os requisitos dos presbíteros não trata o assunto de forma “genérica” uma vez que cita expressões especificamente se referindo ao ser masculino? Então, não é apenas uma questão de interpretação, é uma questão de admitir o plano e o padrão de Deus, o que não tem nada a ver com desprezo ou desvalorização do sexo feminino.&lt;br /&gt;A seleção, método tão criticado pela autora, é uma de suas metodologias em pelo menos alguns casos. Por exemplo, quando Elisabeth Fiorenza aborda o texto de Romanos 16.7 sobre o nome “Júnias”, ela apresenta o nome como de uma mulher e pronto. Não há discussão e nem consideração sobre a possibilidade de ser um nome masculino.&lt;br /&gt;Fazendo jus a proposta de sua nova hermenêutica, podemos destacar duas passagens bíblicas com “novas interpretações” apresentadas pela teóloga feminista Elisabeth Fiorenza. A primeira é referente ao texto de Marcos 12.18-27, especialmente concernente ao versículo 25. Neste texto Jesus é questionado pelos saduceus sobre a ressurreição e responde que “...quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém são como anjos nos céus”. A interpretação de Fiorenza é que a “função de manter e continuar estruturas patriarcais econômicas e religiosas não é mais necessária. É isso que significa viver e ser ‘como os anjos’ que vivem em ‘o mundo’ de Deus”.&lt;br /&gt;Outra passagem bíblica reinterpretada por Fiorenza é Marcos 10.15: “Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele”. Segundo a autora este versículo “não é um convite à inocência e à ingenuidade infantis, mas um desafio para abandonar todos os reclamos do poder e dominação sobre os outros” (p. 184).&lt;br /&gt;Por fim, de forma bastante sutil, podemos notar que Fiorenza chega a ter problemas de entendimento cristológico dando a entender que a morte de Cristo foi simplesmente “causada pelos romanos” não tendo nada a ver com o sacrifico exigido por Deus (p. 164).&lt;br /&gt;Há algo bastante coerente neste livro. A Bíblia como ela está composta e escrita não permite que a mulher exerça uma função de liderança pastoral em uma igreja local. Desta forma, defendendo uma “reconstrução” do texto bíblico, procurando desenvolver uma “nova hermenêutica”, evidencia-se uma possibilidade de atuação de mulheres em funções de pastoras e presbíteras. Aí a pergunta: precisamos de uma nova hermenêutica ou de uma nova Bíblia?&lt;br /&gt;O fato de existir restrições para o ministério feminino nas igrejas locais não quer dizer que as mulheres são desprezadas pelas Escrituras ou desvalorizados aos olhos de Deus. Quando lemos a Bíblia podemos notar vários exemplos de atuações de mulheres no ministério da igreja primitiva. Podemos notar diversas participações de mulheres no início do cristianismo como aquelas que em suas casas recebiam os primeiros crentes ou como aquelas que trabalhavam em favor do ministério. Temos é que nos esvaziar das influências feministas dos dias de hoje e olharmos para as Escrituras como o padrão de Deus para a igreja e para o relacionamento entre os gêneros.&lt;br /&gt;Vejo que apesar de a autora se propor a não querer exaltar a mulher sobre o homem, é praticamente isto que ela faz. A tentativa de reconstruir a história cristã chega a destorcer passagens bíblicas para elevar a mulher mais do que a Bíblia já faz.&lt;br /&gt;Este livro deve ser lido por todos os estudiosos das questões eclesiásticas para que conheçam de forma mais específica quais são os principais argumentos em favor de um ministério igualitário exigido por feministas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-3779599134474388024?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/3779599134474388024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=3779599134474388024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/3779599134474388024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/3779599134474388024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/as-origens-crists-partir-da-mulher-uma.html' title='As origens cristãs a partir da mulher: uma nova hermenêutica'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-9133046504333088967</id><published>2008-07-30T15:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T15:16:40.413-07:00</updated><title type='text'>Nova luz sobre a antropologia</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVALIAÇÃO ANTROPOLÓGICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEERTZ, Clifford. Nova luz sobre a antropologia. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clifford James Geertz, estadunidense, nascido em 23 de agosto de 1926 e falecido em 30 de outubro de 2006, foi um dos maiores antropólogos da segunda metade do século XX. Também podemos dizer que foi um dos maiores pensadores da segunda metade do século. Ele é considerado como o fundador da antropologia interpretativa, uma nova maneira de estudar antropologia partindo de um enfoque interdisciplinar, ao ter lançado a obra “A interpretação das culturas” em 1973. Geertz terminou sua carreira como mestre do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Clifford Geertz teve uma passagem pela marinha, estudou em Ohio e New Jersey e foi graduado em filosofia e inglês e obteve seu PhD em Antropologia em 1956. Suas primeiras pesquisas antropológicas ocorreram na Indonésia. Com o passar do tempo, Geertz desenvolveu algumas críticas aos padrões e metodologias adotadas pela antropologia da época (fim dos anos 50), chegando a apresentar uma nova maneira de se estudar a antropologia.&lt;br /&gt;Daí o título de sua última obra: “Nova luz sobre a antropologia”. O título original é “Available ligth: anthropological reflections on philosophical topics” lançado em 2000 e teve a primeira edição em português lançada em 2001 pela Jorge Zahar Editor. Geertz escreveu outras vinte obras.&lt;br /&gt;O livro é composto por onze capítulos, o que na verdade são tópicos a cerca do tema maior “antropologia”, ou seja, os capítulos contêm materiais usados originalmente em ocasiões como conferências e seminários ou artigos publicados em periódicos.&lt;br /&gt;O primeiro capítulo – Paisagem e acidente: uma vida de aprendizagem – é um capítulo mais biográfico. Nele Geertz compartilha com os leitores suas experiências acadêmicas, abordando como as coisas aconteceram para que ele viesse a se envolver com os estudos antropológicos. Ele também enfatiza suas primeiras experiências como pesquisador no campo, como na Indonésia e Marrocos, o que já o levou a pensar mais sobre assuntos como o que realmente é a cultura e a religião, o que o fez pensar mais ainda sobre quebras de certos paradigmas (como estudar um povo só no ponto de vista antropológico?). “O que havia começado como uma investigação do ‘papel do ritual e da crença na sociedade’ (isso tem que ser escrito entre aspas), como uma espécie de mecânica comparada, transformou-se, ao se adensar a trama e me enredar, no estudo de um exemplo particular da produção do sentido e suas complexidades” (p. 25).&lt;br /&gt;No capítulo 2 – O pensamento como ato moral: dimensões éticas do trabalho de campo antropológico nos países novos – temos uma discussão interessante logo no início a respeito do pensamento e a conduta e uma consideração sobre as ciências sociais. Geertz afirma que “pensamento é conduta e deve ser moralmente julgado como tal” (p. 30) e que nas ciências sociais, é bom se lembrar, que homens e mulheres que trabalham em laboratórios, também estão no mesmo meio social “a que se aplicam os métodos e se transformam as teorias”, ou seja, o pesquisador não é totalmente neutro. Nas ciências sociais não há o isolamento do objeto de estudo, isso traz algumas implicações para a metodologia da antropologia.&lt;br /&gt;Geertz continua fazendo um tratamento sobre os chamados novos países e vai desenvolvendo um pensamento que nem sempre as coisas podem ser solucionadas de formas tão simples, às vezes, os problemas exigem respostas bem complexas. Por exemplo, as raízes dos problemas dos novos países - “... se a reforma agrária pode eliminar os latifúndios, não pode por si só transformar camponeses pobres tradicionais em competentes fazendeiros modernos”. (p. 35). “... a tarefa de alinhar a necessidade de manter e aumentar a produção agrícola com a necessidade de manter e aumentar o emprego agrícola é extraordinariamente difícil”. (p. 36).&lt;br /&gt;O autor destaca a importância do trabalho de campo como elemento essencial para a aprendizagem e enfatiza o “desequilíbrio entre a capacidade de revelar problemas e o poder de resolvê-los” e “a inerente tensão moral entre pesquisador e objeto, por outro” (p. 43). Ou seja, as análises feitas pelos antropólogos ou outros cientistas podem revelar problemas, mas nem sempre, vão apresentar necessariamente as soluções.&lt;br /&gt;O capítulo 3 – Anti anti-relativismo – foi proferido originalmente na Conferência magna no encontro anual da American Anthopological Association, Chicago, em 1983. Notamos nesse capítulo um espírito crítico e ousado de C. Geertz, pois ele levanta um questionamento sobre as propostas conceituais de pessoas como Marx, Nietzsche e Freud, bem como as propostas mais recentes de especialistas em biogenética, que tentam explicar todas as coisas relacionadas ao ser humano, sociedade como sendo conseqüências genéticas.&lt;br /&gt;O capítulo quatro – Os usos da diversidade – aborda as diferenças culturais. Geertz leva seus leitores a refletirem que a diversidade jamais acabará, existe e continuará existindo, mas é lógico que algumas práticas vão se perdendo através do tempo.&lt;br /&gt;Em meio a diversidade existente, as pessoas devem aprender a reconhecer as diferenças e respeitá-las. Respeitá-las não as reprimindo, destruindo ou as rejeitando. É necessário haver considerações pelas diferenças e as criatividades sem qualquer ação dominante ou imperialista. Até porque, hoje em dia, as diversidades estão bem próximas uma das outras. Basta sair às ruas de qualquer metrópole para notar essa realidade e essa tendência de convívio diversificado tende só a aumentar cada vez mais.&lt;br /&gt;Daí surge um problema. O discurso de respeito pelas diferenças sociais pode ser belo, mas na prática, será que as pessoas conseguem realmente fazer isso, chegando, por exemplo, a “uma opinião comum sobre o que é decente e o que não é, o que é justo e o que não é, o que é belo e o que não é, o que é razoável e o que não é, pelo menos não tão cedo, ou talvez nunca” (p. 72).&lt;br /&gt;Clifford Geertz faz uma crítica interessante ao que ele chama de etnocentrismo. Ele diz que muitos valores, crenças e estilos de conduta adotados por nós, só o foram porque nascemos onde nascemos, ou seja, se tivéssemos nascido em outra região do mundo ou época distinta, teríamos como diferente aquilo que hoje temos como normal (p. 73-74). Isso, segundo Geertz influencia nossos julgamentos, por exemplo: o “de que xiitas, digamos, por serem outros, constituem um problema, mas os torcedores de futebol, por exemplo, por serem parte de nós, não o constituem, ou, pelo menos, não são um problema do mesmo tipo” (p. 74). “Se quisermos ser capazes de julgar com largueza, como é óbvio que devemos fazer, precisamos ser capazes de enxergar com largueza” (p. 85). Isto é, o pesquisador deve tomar cuidado para não se aprisionar em sua própria tradição cultural.&lt;br /&gt;O capítulo cinco com o título “A situação atual” faz uma abordagem crítica dos padrões e metodologias adotados pela antropologia, especialmente ao rigor metodológico das tradições acadêmicas. Ele começa dizendo que “ninguém, nem mesmo os que” praticam a antropologia, sabem “exatamente o que ela é” (p. 86). “Costuma-se perguntar aos antropólogos, e eles perguntam a si mesmos, em que sua atividade difere do que fazem o sociólogo, o historiador, o psicólogo ou cientista político, e eles não têm nenhuma resposta pronta, exceto que sem dúvida há uma diferença” (p. 86).&lt;br /&gt;Geertz crítica a falta de coerência interna da antropologia e deixa claro que houve mudanças na metodologia de pesquisa da antropologia, citando novos termos como antropologia social, dizendo que alguns termos tornaram-se obsoletos, considerando associação com outras disciplinas como a psicologia e a sociologia, dando um enfoque interdisciplinar, e dizendo que hoje “em dia, a esmagadora maioria dos antropólogos sociais não está zarpando para ilhas não registradas nos mapas ou entrando em paraísos na selva, mas atirando-se em assombrosas entidades da história mundial, como a Índia, o Japão, o Egito, a Grécia ou o Brasil” (p. 89).&lt;br /&gt; Algo bem interessante que mostra uma fraqueza da metodologia da antropologia questionada pelo autor é o fato de dois antropólogos – Obeyesekere e Sahlins – estudarem o mesmo objeto, o Havaí, e chegarem a conclusões diferentes e opostas. Isso prova como o pesquisador pode se deixar levar por considerações e interpretações relacionadas ao seu próprio estilo e modo de ver o mundo, selecionando por exemplo, as amostras para suas pesquisas de forma bastante arbitrária.&lt;br /&gt;Segundo Geertz, a antropologia deve se relacionar harmoniosamente com outras disciplinas, como a história, para que os trabalhos possam ser melhor realizados. Não deve haver conflitos ideológicos entre antropólogos e historiadores. Esses devem parar de se acusarem mutuamente.&lt;br /&gt;Comentando o enfoque interdisciplinar a partir de três livros citados na página 118, Geertz diz o seguinte: “a junção da História e da Antropologia não é uma questão de fundir dois campos acadêmicos num novo Isto ou Aquilo, mas de redefini-los em termos um do outro, administrando suas relações dentro dos limites de um estudo particular: as táticas textuais” (p. 119), e mais “a preocupação de que o intercâmbio com os antropólogos leve a uma perda da alma é ridícula” (p. 123).&lt;br /&gt;O autor termina o capítulo cinco fazendo algumas considerações, entre elas podemos destacar a questão da generalização e formulação de leis. Geertz chama a atenção para o perigo de se generalizar as análises e conclusões antropológicas, usando, por exemplo, frases como: “Todas as sociedades têm...”, o que evidencia que deve-se ter um respeito as diferenças de forma especial evitando o uso de rótulos. Quanto a formulação de leis, alguns antropólogos dizem que para que a antropologia seja reconhecida como uma verdadeira ciência ela precisa de leis, porém leis formuladas por estes próprios que dizem isso e que ninguém sabe bem quais são estas leis.&lt;br /&gt;No capítulo seis – O estranho estranhamento: Charles Taylor e as ciências naturais – C. Geertz trata a contribuição de Charles Taylor para a relação entre as ciências naturais e as ciências humanas. “... é possível que a criação de um abismo completo, fixo e intransponível entre as ciências naturais e as ciências humanas seja um preço alto demais, além de desnecessário, a pagar para manter à distância essas confusões. Ela é simultaneamente obstrutiva ao progresso de ambas” (p. 132). As palavras desse capítulo reconhecem o trabalho de Taylor: “Combater a ‘naturalização’ das ciências humanas é uma iniciativa necessária, para a qual Taylor contribuiu de maneira vigorosa; e devemos ser-lhe gratos pelo destemor de seus esforços nesse aspecto, e por sua precisão” (p. 142).&lt;br /&gt;No capítulo sete – O legado de Thomas Kuhn: o texto certo na hora certa – Clifford Geertz trata em poucas palavras a grande contribuição de Thomas Kuhn, a quem ele chama de “Tom”, com a quebra de paradigmas dentro da área da antropologia. Geertz diz que a obra Estrutura de Thomas Kuhn enfureceu muita gente, pois ele foi contra uma série de pressupostos estabelecidos até então. “Kuhn não foi a primeira pessoa, logo em início de carreira, a fazer alguma coisa que atrapalhou os planos de muita gente...” (p. 148).&lt;br /&gt;O capítulo oito chama-se “O beliscão do destino: a religião como experiência, sentido, identidade e poder”. Este título faz referência ao livro “As variedades da experiência religiosa” escrito por William James em 1902. Nas palavras de Geertz, a “religião”, “nas páginas e no mundo de James – a Nova Inglaterra transcendentalista em seus estertores -, é uma questão radicalmente pessoal, uma profunda experiência particular e subjetiva de um ‘estado de fé’ (como ele o chama), que resiste com inflexibilidade às pretensões do público, do social e do cotidiano ‘de serem os ditadores únicos e máximos daquilo em que podemos acreditar”. Geertz diz que o mundo de Wiiliam James estava sofrendo muito influencia do secularismo, levando fiéis a abandonarem a fé em nome do “progresso, modernidade e liberdade de consciência” (p. 151), e que muita coisa que é chamada hoje de religiosa, na verdade não o são, ao mesmo tempo, existem aspectos externos da religião que impactam a sociedade, sendo assim, religião não pode ser visto como algo meramente particular e interior (p. 151).&lt;br /&gt;A religião é uma realidade em todo o mundo. “O mundo não funciona apenas com crenças. Mas dificilmente consegue funcionar sem elas” (p. 155). E uma vez que a religião se faz presente em todo o mundo, é inevitável que esta seja apresentada no mundo diversificado com muitas distinções também. Sendo assim, existem muitas pessoas com crenças diferentes, e o mundo atual permite de forma muito mais imediata o encontro de “pessoas com tipos de crenças diferentes daquelas com que se cresceu” (p. 158).&lt;br /&gt;Geertz crítica aqueles que dizem que a religião tem pura e simplesmente objetivos materiais pragmáticos e externos, bem como os que acham que religião “não passa de uma máscara e uma mistificação, um encobrimento ideológico de ambições perfeitamente seculares e mais ou menos egoístas” (p. 159). Ele reconhece a existência de coisas feitas em nome da religião, mas que na verdade não deveriam ter esse nome, e defende a religião genuína dizendo que “a fé sustenta, cura, consola, corrige as injustiças, melhora a sorte, garante recompensas, explica, impõe obrigações, abençoa, esclarece, reconcilia, regenera, redime ou salva” (p. 159). Vale lembrar que Geertz teve como objetivo de sua primeira pesquisa feita no campo a religião, em Java.&lt;br /&gt;O capítulo nove também é uma análise de outro autor. Com o título “Um ato desequilibrador: a psicologia de Jerome Bruner”, Geertz discute alguns conceitos desenvolvidos por Bruner. Um ponto interessante, semelhante ao que Geertz fez a respeito da antropologia, é que ele questiona o que é a psicologia. “Parece um sortimento de investigações díspares e desconexas, reunidas numa mesma classe pelo fato de todas se referirem, de um modo ou de outro, a tal ou qual coisa a que se chama ‘funcionamento mental” (p. 166). Também merece destaque uma nova retomada sobre o que é cultura. O autor enfatiza o que cultura não é: “uma relíquia imperialista, uma manobra ideológica ou uma palavra de efeito, como sugerem variadamente seus diversos críticos, é preciso repensá-la seriamente” (p. 175). Mais uma vez, nesse capítulo, notamos a proposta de C. Geertz, com seu pensamento pós-moderno e multicultural, de enxergarmos a antropologia a partir de um novo ponto de vida neste mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;A mesma perspectiva do capítulo nove está presente na abordagem do capítulo dez – Cultura, mente, cérebro / Cérebro, mente, cultura. Neste capítulo, mais uma vez num enfoque interdisciplinar, Clifford Geertz trata a antropologia com paralelos com a psicologia. Ele diz que ambas as disciplinas tem como objetos a cultura e a mente, o que não é fácil o tratamento para nenhuma das duas, uma vez que são conceitos que não têm sentidos rigidamente fixos, mas se desenvolvem e modificam no tempo e espaço.&lt;br /&gt;O último capítulo – O mundo em pedaços: cultura e política no fim do século – encerra essa obra enfatizando aspectos do mundo pós-moderno como o pluralismo e a diversidade, com uma abordagem do conceito de nação, país e povo.&lt;br /&gt;Geertz faz um excelente trabalho que leva seus leitores a refletirem sobre o que define ou quais elementos definem uma nação e de que como deve ser a política dos dias atuais. Ele diz “tenhamos algo de útil a dizer sobre o mundo desmontado ou em processo de desmonte, cheio de identidades irrequietas e ligações incertas” (p. 198). Geertz cita vários exemplos de formação de países e de “desmanche” de países, como o caso da Indonésia, Papua-Nova Guiné e Birmânia e Iugoslávia (servo-croata e bósnia) e da Tchecoslováquia, entre outros.&lt;br /&gt;O que define um país é sua história que pode ser lembrada? Sua localização geográfica? A composição racial, religiosa ou o idioma comum? Citando casos específicos como o do Canadá, fica claro que o conceito de país não é algo tão simples de ser definido. “... o que talvez seja mais importante, depende de construirmos uma concepção mais clara, mais detalhada, menos mecânica, estereotipada e carregada de clichês daquilo em que consiste a política, do que ela é” (p. 215).&lt;br /&gt;Geertz também menciona a contribuição do desenvolvimento tecnológico para a interação entre as culturas diversificadas. Atualmente, por meio de televisão e internet tudo o que acontece em um determinado país, pode ser visto em qualquer outro do mundo. Da mesma forma, nesse mundo globalizado, interligado não temos mais espaço para uma só cultura, e sim para culturas.&lt;br /&gt;Por isso, os líderes políticos precisam compreender esta realidade de mundo para que possam agir corretamente. O Estado deve ser neutro no que se refere “a matéria de crenças pessoais, seu individualismo resoluto, sua ênfase na liberdade, na lei e na universalidade dos direitos humanos” (p. 225).&lt;br /&gt;Clifford Geertz merece destaque entre os antropólogos devido a sua coragem de buscar debates dentre pessoas de sua área, bem como com outros acadêmicos de disciplinas distintas. Ele não procura simplesmente destruir idéias e conceitos, mas sim, procurar entendê-los de forma adequada, procurando as devidas relevâncias para a atualidade.&lt;br /&gt;Isso evidencia sua insatisfação com o comodismo e seu bom preparo para interagir com disciplinas e conceitos como: psicologia, história, sociologia, política, nação, cultura, etc. Seu enfoque interdisciplinar é excelente. As disciplinas precisam ter mais deste tipo de interação. É um desafio para as instituições de ensino procurarem esse tipo de abordagem, bem como os próprios professores de qualquer disciplina que seja, procurar conhecer bem sua própria área, mas também várias outras contribuindo com a formação mais completa de seus alunos.&lt;br /&gt;A insatisfação de Geertz com o comodismo é algo louvável, pois isso o levou a estudar e pesquisar profundamente para buscar respostas para várias coisas que estavam o incomodando. Este deve ser o espírito de qualquer estudioso.&lt;br /&gt;Merece destaque as críticas de Geertz, pois desta forma ele contribuiu e está contribuindo para a quebra de muitos paradigmas da sociedade em muitas áreas.&lt;br /&gt;Sua crítica a psicologia quanto ao que é exatamente seu objeto de estudo é bem interessante. Críticas como estas mostram que nem tudo que encontramos em livros deve ser simplesmente lido e tido como verdade devido as referências do ou dos autores. &lt;br /&gt;Como bem disse o autor, muitas pessoas atualmente estão procurando respostas para todos os problemas humanos, partindo da biogenética. Estas tentativas tentam desculpar os homens, fazendo com que ninguém mais enfatize a responsabilidade individual perante suas ações.&lt;br /&gt;Geertz também vai contra muitos acadêmicos ao considerar a religião como algo bom para a sociedade. Normalmente ouvimos intelectuais sempre desprezando aspectos religiosos dizendo até que não há nenhuma interação de religião com o mundo científico.&lt;br /&gt;Algo bem destacado também neste livro é o trabalho de campo, o corpo-a-corpo. Com certeza, esse tipo de trabalho contribuiu com a melhor formação de Geertz, pois desta maneira ele pode conviver de forma direta e dinâmica com os povos que ele estava pesquisando. Conseqüentemente, ele passou a repensar alguns conceitos como o de cultura e o de metodologia da antropologia.&lt;br /&gt;Outro ponto forte deste livro é a visão ampla do mundo demonstrada do autor. Geertz demonstra uma familiaridade incrível com a história mundial, bem como com as características, aspectos e elementos de muitos países, mesmo dos quais ele não pode pesquisar pessoalmente. Ele demonstra um conhecimento apreciável do mundo globalizado.&lt;br /&gt;A abordagem feita sobre a diversidade mundial e conseqüentemente da a atitude de respeito e de contribuição para a harmonia entre os diferentes, também é um ponto saliente do livro. Quanto mais reconhecimento se tem da diversidade mundial, mais cuidado se tem com os julgamentos incorretos. Porém, devemos considerar que em meio a tantas coisas relativas e tantas dificuldades de se determinar o que é certo e o que é errado, temos as Escrituras Sagradas, que expressam a vontade absoluta de Deus.&lt;br /&gt;Desta forma, a Bíblia determina o que é virtude e o que é errado para qualquer sociedade ou cultura do mundo. O que devemos fazer é evitar o erro de embutir nossa cultura na Palavra de Deus, ou seja, erramos quando fazemos a Bíblia dizer aquilo que queremos que ela diga.&lt;br /&gt;Mais na parte de edição, podemos notar, os editores trocaram o título original ao invés de traduzi-lo. Desta forma, o título em português parece ir contra algumas insinuações do próprio autor de não estar criando nenhum novo modelo.&lt;br /&gt;Quanto a composição da obra, a falta de um capítulo introdutório e um capítulo com considerações finais, deixa o livro meio sem conexão. É quase que um amontoado de textos sem ligações lógicas uns com os outros, o que deixa a leitura bastante cansativa para aqueles que não são da área da antropologia.&lt;br /&gt;As notas de rodapé deveriam ficar nas páginas nas quais o texto faz a referência. Isso ajudaria o leitor. As notas no fim do livro fazem com que algumas explicações sejam perdidas.&lt;br /&gt;Geertz faz citações de muitos nomes que para quem não tem conhecimento básico de antropologia fica difícil acompanhar as referências feitas. Por isso, o livro é mais recomendável para estudantes de antropologia, história, cultura e sociologia. Pessoas de outras áreas aproveitarão muito menos.&lt;br /&gt;A linguagem é bem cansativa e às vezes confusa. O autor usa demasiadamente expressões explicativas entre vírgulas, parênteses ou hífens, o que dificulta o acompanhamento do raciocínio lógico do mesmo.&lt;br /&gt;O já destacado espírito pesquisador e crítico de Geertz deve estar presente em qualquer pessoa do mundo acadêmico. Acredito que como pastor e professor devo fazer o mesmo. Devo me aprofundar cada vez mais em temáticas de minha principal área de interesse – a teologia – mas também em disciplinas que possam melhorar meu desempenho como ministro do Senhor.&lt;br /&gt;Acredito que não há espaço para uma vida sem leituras, trabalhos e pesquisas para aqueles que querem compreender melhor as pessoas e o mundo no qual estamos inseridos. É o que podemos chamar de formação continuada. Pretendo sempre estar envolvido com momentos de aprendizagem em meu ministério.&lt;br /&gt;Fui desafiado a procurar organizar-me para ler, sistematicamente, obras de assuntos não teológicos, para melhorar a compreensão do mundo globalizado.&lt;br /&gt;Outro desafio para meu ministério é o tempo para reflexão. Preciso de tempo em tempo, procurar momentos para refletir sobre meu ministério para não estar preso a qualquer tipo de tradicionalismo ou comodismo. Preciso estabelecer de tempo em tempo, auto-avaliações para minha vida para não deixar de crescer em práticas que possam melhorar meu desempenho e principalmente melhorar o crescimento da igreja na qual sirvo a Deus, estabelecendo estratégias contextualizadas.&lt;br /&gt;Fui levado a pensar também a respeito das diferenças religiosas que encontramos, especialmente no Brasil. A realidade é que temos um povo bastante religioso e que precisamos melhorar o diálogo. Precisamos aproveitar momentos para nos expressarmos e também permitir que outros falem. Os diálogos vão melhorar acima de tudo, nossas convicções doutrinárias e nosso conhecimento sobre os argumentos dos outros.&lt;br /&gt;Ter uma visão mais abrangente do mundo é algo muito interessante. Devemos pensar mais sobre qual é a cultura de nosso povo. Acho que isso é um ponto importante para os trabalhos missionários e também para a prática de cultos em muitas igrejas. Devemos repensar algumas formas de implantação de igreja, que mais parecem uma colonização, ou seja, uma cultura dominante é imposta sobre outras pessoas que não são respeitadas como indivíduos ativos que possuem uma cultura diferente. Desta forma, nossos cultos de adoração devem estar mais relacionados ao povo brasileiro do que aos europeus ou estadunidenses.&lt;br /&gt;Isso nos faz pensar sobre a música da igreja local, as vestimentas e alguns usos e costumes também.&lt;br /&gt;Outro aspecto a ser considerado é o estudo das Escrituras. Geertz trata a antropologia interpretativa e podemos fazer um paralelo com a tarefa do intérprete das Escrituras. Se ele não tomar cuidado, ele pode lançar sobre a Bíblia seus padrões e valores e achar que sua cultura é a correta por ser bíblica, quando na verdade, ele não foi neutro em suas interpretações bíblicas. Cabe ao estudioso da Palavra de dedicar para que não cometa esse erro.&lt;br /&gt;A importância do estudo da Palavra de Deus também está relacionada a busca de absolutos num mundo de tantos relativos. A falta de um estudo diligente pode nos levar a achar que até mesmo a Bíblia é um conjunto de princípios relativos, quando na verdade, a vontade, o caráter e a Palavra de Deus estão acima de qualquer época, lugar, circunstância ou mesmo pessoas. Devemos salientar a vontade de Deus para qualquer cultura desse mundo.&lt;br /&gt;Devemos enfatizar o que Deus diz é a verdade. Sendo assim, mesmo buscando a interatividade com outras disciplinas teremos conflitos e nestas situações temos que saber priorizar as Escrituras. Por exemplo, a Bíblia diz que os salvos por Cristo, aqueles que confiam nele, foram libertos do pecado, não são mais escravos do pecado e por isso não vivem mais na prática do pecado, ou seja, o poder de Cristo é suficiente para libertar qualquer pessoa de qualquer prática que desagrada a Deus, sendo assim, pecado deve ser chamado de pecado e não de problema genético ou psicológico como algumas vezes fazem a biogenética e a psicologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-9133046504333088967?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/9133046504333088967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=9133046504333088967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/9133046504333088967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/9133046504333088967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/nova-luz-sobre-antropologia.html' title='Nova luz sobre a antropologia'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-8205880406146207498</id><published>2008-07-30T12:20:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T12:28:44.460-07:00</updated><title type='text'>Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente. 7. ed.  São Paulo: Cortez, 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente” é de autoria de José Carlos Libâneo. A sétima edição dessa obra foi lançada em 2003 pela Cortez (São Paulo), sendo o volume 67 da Coleção Questões da Nossa Época. Libâneo nasceu em 1945 no interior de São Paulo e é graduado e pós-graduado pela PUC-SP onde obteve o título de doutor em Filosofia e História da Educação em 1990.&lt;br /&gt;José Carlos Libâneo além de professor, também exerceu diversos cargos ligados à educação municipal e estadual. Atualmente é professor titular da Universidade de Goiás, onde é vice-coordenador do Mestrado em Educação, bem como o autor de outros cinco livros e co-autor em outros treze.&lt;br /&gt;“Adeus professor, adeus professora?” é uma obra composta por cento e quatro páginas e está organizada em três capítulos. Esses capítulos “foram escritos para conferências e passaram por algumas alterações para publicação.” (p. 11). Os três textos originalmente foram escritos por volta de 1995-1996 e mais tarde, em 1998 foram lançados como livro pelo próprio autor.&lt;br /&gt;Esse livro procura apresentar “questões relacionadas com novas exigências de formação de professores postas pelas novas realidades contemporâneas, com os olhares voltados para os requisitos de uma qualidade de ensino para todos, orientados por uma perspectiva emancipadora.” (p. 11).&lt;br /&gt;O capítulo I “Profissão professor ou adeus professor, adeus professora? Exigências educacionais contemporâneas e novas atitudes docentes” é o mais extenso do livro. Nesse capítulo José Carlos Libâneo comenta o tipo de sociedade na qual estamos inseridos, ou seja, a sociedade pós-industrial ou pós-moderna caracterizada “pelas novas tecnologias da informação e da comunicação” (p. 15), trabalhando com a questão: escolas e professores são necessários? Libâneo deixa claro que nossa sociedade está em freqüentes mudanças que trazem benefícios como também prejuízos (p. 17),  seja na economia, na política, na ética ou no cotidiano. É como se estivéssemos em um sistema, onde tudo o que ocorre na sociedade afeta nosso cotidiano. Após expor essa premissa, o autor aborda a educação dizendo que ela “deixa de ser um direito e transforma-se em serviço, em mercadoria, ao mesmo tempo que se acentua o dualismo educacional diferentes qualidades de educação para ricos e pobres.” (p. 18). Logo, a educação democrática chega ser uma ilusão, segundo Libâneo, pois o importante, para nossa atual sociedade, é o desenvolvimento econômico e não o desenvolvimento dos indivíduos de forma igualitária.&lt;br /&gt;Por causa disso, Libâneo com um pensamento lógico e crítico, faz algumas considerações sobre a educação nesse contexto de sociedade pós-mercantil. Com uma linguagem argumentativa e clara, ele faz algumas propostas visando uma nova escola e novas atitudes docentes.&lt;br /&gt;A escola não pode mais ser vista como a única detentora do saber. A escola não é uma transmissora de informações, a escola deve assumir a postura de desenvolver a capacidade crítica de seus alunos. Na “nova escola” necessária para nossos dias, os alunos devem agir como sujeitos e não como recipientes de informações. Logo, se pretendemos ter uma nova escola, faz-se necessário um novo professor. Tornar o aluno sujeito não quer dizer que não haverá mais espaço par ao professor, ele só terá que se adaptar as novas exigências do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;Essa argumentação de Libâneo é a que a maior parte dos teóricos da educação defendem atualmente. Paulo Freire também defende esse ponto de vista. Mas, a peculiaridade de Libâneo é sua didática. Ele escreve de forma bem sistematizada e de fácil compreensão.&lt;br /&gt;Nas páginas 29 a 48, o autor faz uma proposta bem interessante que é muito útil para qualquer professor interessado em mudanças para suas atitudes. Devemos considerar essa forma de escrita de José Carlos Libâneo, porque não adianta nada hoje em dia criticarmos o sistema e não oferecermos opções práticas de soluções.&lt;br /&gt;No capítulo II “As novas tecnologias da comunicação e informação, a escola e os professores” o autor discute “algumas implicações da relação entre as exigências educacionais, novas tecnologias da comunicação e ensino, do ponto de vista pedagógico” (p 55).&lt;br /&gt;De início, Libâneo esclarece que “pedagogia é a teoria e a prática da educação” (p. 56) e que está fundamentada na intencionalidade, uma vez que o saber pode ser transmitido de forma informal em diferente lugares e por diferentes agências como as famílias e igrejas. Depois é dito que de maneira ampla os “produtores e criadores de mídias” também são pedagogos como os “educadores escolares”. Podemos concordar com essa semelhança devido a expressão “sentido amplo” (p. 58), pois é lógico que de forma específica podemos ter semelhanças com diversas áreas profissionais, mas temos também nossas características eu nos diferenciam.&lt;br /&gt;Mas uma vez, a ênfase é dada na questão de favorecer o desenvolvimento crítico dos alunos e não simplesmente prepara-los para o trabalho. Uma outra consideração feita é a de abranger “a totalidade do ser humano, nas suas dimensões física, afetiva, cognitiva, não se reduzindo à dimensão econômica.” (p. 61). Isso condiz com o desenvolvimento “pleno do indivíduo” como diz a Constituição Federal (art. 205.).&lt;br /&gt;Por fim, José Carlos Libâneo faz duas abordagens que são bem diretas aos professores. Uma é que os professores não podem ser levados pelo mito que serão substituídos pela tecnologia, pois a intervenção e direção fornecida pelos professores jamais poderão ser substituídas por qualquer tipo de máquina, uma vez que os alunos precisam ser levados a pensar e não simplesmente a “saberem fazer”. Outra abordagem é que, mais uma vez, nossa atual sociedade exige profissionais mais versáteis sabendo então, não só utilizar algumas mídias como instrumentos didáticos, mas também sendo capazes de aproveitar as “mensagens e informações recebidas das mídias” para fazer com que os alunos saibam interpreta-las e não simplesmente serem passivos perante essas tecnologias.&lt;br /&gt;Libâneo está de parabéns ao fazer os professores olharem melhor para as exigências da sociedade moderna e de refletirem sobre as possíveis mudanças para juntos buscarmos uma melhor educação para todos. Esse livro deve ser lido por todos os profissionais da educação que tenham interesse de agir e não de simplesmente reclamar. Mesmo que mudanças possam levar muito tempo, é importante que cada professor faça a sua parte, contribuindo para a formação de uma educação de qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8630151011885307271-8205880406146207498?l=ibadonai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ibadonai.blogspot.com/feeds/8205880406146207498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8630151011885307271&amp;postID=8205880406146207498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/8205880406146207498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8630151011885307271/posts/default/8205880406146207498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ibadonai.blogspot.com/2008/07/adeus-professor-adeus-professora-novas.html' title='Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente'/><author><name>Fernando F. Sousa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04971987551178984270</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RyEyvKYJC34/SI91GLHD_NI/AAAAAAAAAB0/5F30osjAKjQ/S220/fernando.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8630151011885307271.post-7064954397913870871</id><published>2008-07-30T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T12:20:46.368-07:00</updated><title type='text'>IGREJA: FORMA E ESSÊNCIA</title><content type='html'>Por Fernando Ferreira de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário crítico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA: FORMA E ESSÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. Obra:&lt;br /&gt;GETS, Gene A., Igreja: Forma e essência: o corpo de Cristo pelos ângulos das Escrituras, da história e da cultura, Vida Nova, São Paulo, 1994, 420 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2. Descrição:&lt;br /&gt;Esta obra, conforme o próprio título apresenta, é divida em quatro partes, três já destacadas no subtítulo e uma outra que é uma espécie de síntese das três primeiras: 1. O ângulo das Escrituras; 2. O ângulo da história; 3. O ângulo da cultura; e 4. O desenvolvimento da uma estratégia contemporânea.&lt;br /&gt;O livro tem vinte e um capítulos e quinze deles tratam da primeira parte, ou seja, o ângulo das Escrituras.&lt;br /&gt;Também encontramos dois apêndices nesta obra.&lt;br /&gt;Tradutor: Márcio Loureiro Redondo&lt;br /&gt;Versão original: Sharpening the Focus of the Church de 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. DESENVOLVIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro apresenta seu tema e seu objetivo de maneira bem clara. De maneira geral, o tema do livro é: princípios do Novo Testamento quanto à vida da igreja. E na página 37 o autor declara seu objetivo dizendo: “Minha preocupação ao escrever este livro é ajudar os cristãos a desenvolver uma filosofia bíblica de ministério.”. Ele continua: “Só assim poderemos estruturar e organizar devidamente as nossas igrejas. Só assim poderemos escolher métodos e padrões que ajudarão a igreja a torna-se aquilo que Deus planejou que ela fosse neste mundo.” Um pouco mais a frente na página 50 encontramos a seguinte declaração: “Este é um livro escrito com o propósito de ajudar a igreja a desenvolver formas e estruturas eficazes no cumprimento da grande comissão em qualquer meio cultural.”&lt;br /&gt;Getz é professor da área e também pastor, isso facilitou e deu créditos a esta obra literária. O autor por diversas vezes apresenta bases bíblicas e em sua argumentação ele envolve paráfrases ou mesmo citações diretas de textos bíblicos. Getz não trabalha apenas com o campo das experiências, mas sim com o que a Bíblia diz.&lt;br /&gt;O autor proporciona uma leitura agradável e interessante ao seu público alvo. Há diversos subtítulos dentro de cada capítulo o que ajuda a entender as idéias de maneira bem sintetizadas. O público alvo do autor como ele mesmo diz são os cristãos. Este livro não ajudaria um descrente chegar a Cristo, isto é óbvio. Portanto, o autor se expressa bem com o leitor cristão, seu tom é agradável.&lt;br /&gt;O assunto deste livro é muito importante. Não precisamos fazer uma pesquisa tão profunda para concluirmos que muitas igrejas têm um mau entendimento sobre o ministério pastoral e da igreja como um corpo. E o pior, é concluirmos também, que muitos pastores não sabem priorizar suas atividades. Por causa disso, tanto pastor como igreja deixam princípios do Novo Testamento de lado e não apresentam uma filosofia verdadeiramente bíblica de ministério.&lt;br /&gt;O assunto também é importante porque encontramos alguns, para não dizer muitos livros que tentam abordar este tema, mas ficam apenas no campo de experiências, como: eu fiz isso e aquilo e minha igreja hoje é assim, todavia não apresentam nenhuma base bíblica convincente. Estes livros apresentam ondas e modismos, que na verdade são métodos como diz Gene Getz.&lt;br /&gt;O livro aborda o assunto do propósito da igreja e Getz fixa dois pilares: edificação e evangelismo. E a partir desses dois, comunhão e adoração. É interessante notar que este livro é de 1984, mas acabou não tendo toda a divulgação q
